StatCtr

Tuesday, November 15, 2016

Livro V ─ Capítulo VIII ─ Christian e Anastasia

Quinta-feira, 21 de Novembro de 2016
CAPÍTULO VIII
FANTASMA DO PASSADO
Tradução: Neusa Reis
Como o tempo suspenso,
Uma ferida sem curar
  você e eu.
Nós não tivemos nenhum final,
nenhum adeus foi dito.
Por toda a minha vida
Eu vou me perguntar o porquê.

~Lang Leav


"Fale comigo” ordeno a Welch, assim que entro na suíte de Taylor, sem qualquer saudação ou preâmbulo. Ele inclina a cabeça como cumprimento e concordância em um único aceno.
"O bandido tinha sido entregue à agência do governo depois que o destino de Lincoln foi selado” ele começa.
"O que eles vão fazer com o bandido? Nós temos um nome?"
"Um par de fotos e um apelido, mas é melhor se você não souber" ele afirma.
"Eu preciso saber."
"Uma vez que o saiba, você entrará em território top-secret" ele replica.
"Alguém que ataca minha família não pode estar em qualquer tipo de território secreto!"
Ele exala profundamente.
"Neste caso...” Diz ele, produzindo um par de fotos tamanho oito por onze.
Examino a primeira. O alto da foto só contém números e no lugar de um pseudônimo ela estampa:  John Doe. ”Esse homem está morto!" Eu digo depois de olhar. Eu me sinto, por falta de melhor expressão... estúpido.
"Isto parece." Welch parece tão estúpido quanto eu.
"O que aconteceu?" Eu me sinto mais calmo, embora a raiva esteja fervendo dentro de mim.
"Não recebemos explicações, mas acho que a posse dele se tornou um fardo maior do que útil para eles. Extraoficialmente disseram-nos que ele tinha pegado uma série de contratos de assassinatos para vários indivíduos perigosos. Isso expõe uma agência que não é nem mesmo suposta de existir. Essa parte não é problema nosso. Nós não recebemos um nome por razões óbvias. Quanto menos soubermos...”
“Assim desse jeito?" Eu questiono.
"Não é como se eles pudessem ter um tribunal militar para um ativo de uma agência que não deveria existir" ele responde.
"Então" eu interrompo "como nós sabemos que esse é o homem? Ou melhor ainda, como eu posso ter certeza de que ele está realmente morto?"
"Verifique a próxima imagem. Ele estava muito vivo quando o entregamos, depois que Lincoln foi colocado sob custódia federal. Estamos seguindo isso muito de perto" ele explica.
Eu verifico a próxima foto. Ele está realmente vivo, mas ferido nesta imagem.
"Então, esse é o filho da puta que sequestrou meu filho?" Eu pergunto.
"Sim, senhor."
“E ele está morto?”
“O homem de Pella infiltrado verificou. Mortinho da Silva." Welch conclui.
" O que significa tudo isso?" Eu pergunto para entender.
"Significa que Lincoln não verá a luz do dia em nenhum futuro previsível e nem saberá que foi você quem entregou a delação. Até onde ele sabe, os antigos membros do conselho que ele ferrou forneceram todas as provas. Essa é a primeira parte. A segunda parte do problema é que o homem que ele contratou foi condenado à morte por suas atividades de alto nível de matar por contrato. Você está livre desses dois grandes problemas. Você pode dormir melhor agora."

Unforgiven – Metallica

Dormir melhor? Eu não durmo bem há algum tempo, e será assim por um tempo ainda mais longo. Eu preciso ter certeza de que o Linc não contratou nenhum outro, ou que ele não tem como sair ou colocar alguém em sua folha de pagamento. Transmito essas preocupações para Welch.
"Nós já estamos olhando isto, senhor, mas é muito improvável que ele tenha mais alguém contratado uma vez que a Federal confiscou seu dinheiro escondido. Ele não vai colocar as mãos nisso e sem um tostão ele tem mais que se preocupar com seu próprio bem-estar em uma Prisão de Segurança Máxima do que com seus antigos inimigos." Eu aceno com a cabeça pensativamente.
"Eu ainda preciso de informações, mesmo ele estando preso. Quero olhos e ouvidos sobre ele. Isso é tudo?" Eu pergunto.
"Não, há mais uma coisa..." Welch diz e eu fico tenso. Taylor franze o cenho. O que está acontecendo?
"Bem?" Eu pergunto impacientemente.
"Recebemos um pedido da Sra. Grey na semana passada," diz ele, enquanto Taylor continua franzindo o cenho. "Recebi os resultados do seu pedido.  Antes de eu dar a ela..."
Esta é a parte onde eu normalmente estou muito curioso e quero saber exatamente do que minha esposa é capaz. Mas a proibitiva testa franzida de Taylor para Welch diz-me que é um daqueles tipos de segredo surpresa de aniversário.
"Espere..." Eu digo levantando minha mão para ele. Então, volto-me para Taylor.
"Isso é algo que vai prejudicar a segurança dela?" Eu pergunto.
"Não, senhor. Nem um pouco."
“E o Teddy? Eu ou alguém da família?”
"Isso não causará problemas de segurança, senhor."
"Entããão, há uma possibilidade de que ela me deixaria saber o que é isso depois que ela conversar com você, Welch?" Pergunto a Welch com meus braços cruzados. Eu estou tentando dar a minha esposa a liberdade que ela está ansiando, sem comprometer toda nossa segurança. Isso é algo que seria impossível para eu fazer.
 “Eu acredito que sim, senhor. Eu não sei se ela o deixaria saber sobre isso hoje, ou mesmo aqui em San Francisco, mas, uhm..." Eu levantei novamente minha mão para interrompê-lo.
"Você vai falar com minha esposa, ou você vai transmitir as informações para o informante dela?" Eu digo suprimindo um sorriso. Taylor fica vermelho.
"Eu acredito que sou o informante, senhor, então, eu lhe transmitirei a informação." Welch responde sem sequer dar a Taylor um olhar de lado.
“OK! Há mais alguma coisa?" Eu pergunto.
"Isso é tudo, senhor. Vejo você em Seattle" ele responde. Eu concordo com a cabeça e aperto sua mão e deixo Taylor, com seus braços cruzados, encarando Welch em sua suíte.

*****          *****

Take me to Church ─ Sofia Karlberg

"Bem?" Ana me pergunta assim que eu volto para nossa suíte.
"Bem o quê?" Eu pergunto um pouco inocentemente.
"Sempre que meu marido responde a uma pergunta com uma pergunta, eu penso que há algo sendo escondido."
"Eu tive meu briefing diário com Taylor. E Welch está na cidade" eu digo sondando.
"Se ele teve que vir de tão longe até aqui, o que ele queria? Era sobre o sequestro de Teddy?" Ela pergunta genuinamente interessada. Como devo agir sobre isso? Eu não quero preocupá-la. Mas eu não quero que ela sinta que eu estou deixando-a de fora do circuito quando se trata de nosso filho.
"Sim, era." Respondo com sinceridade.
"O que ele tinha a dizer?" Ela pergunta visivelmente preocupada.
"Ele finalmente confirmou que o bandido foi realmente morto.” Eu digo a ela sem revelar como ou onde ele foi morto.
"O quê? Eles vão culpar Melissa? Não podemos deixar que eles a acusem de homicídio, ou mesmo homicídio involuntário! Ela estava apenas fazendo seu trabalho!" Ela diz ansiosamente e, imediatamente, está em meus braços.
"Relaxe baby,” eu a acalmo "apenas relaxe. Eles não podem fazer nada com Melissa. Há testemunhas do hospital, os policiais que estavam no local, os funcionários do governo, para não mencionar minha própria equipe de segurança... Todos eles podem testemunhar que ela estava apenas fazendo seu trabalho, como faria um policial. Por uma vez eu não sinto muito por ter minha equipe de segurança portando armas.”
"Ana, você está tremendo! Deus! Por favor, baby, não chore," eu a acalmo assim que ela começa a soluçar.
"Acho que a coisa toda está acabando de cair sobre mim. Estou aliviada..." Ela murmura entre soluços. "Quero dizer, eu não estou aliviada porque um homem está morto, mas estou aliviada porque ele não estará atrás de nosso bebê, atrás de você, Christian! Eu não poderia viver se alguma coisa acontecesse a qualquer um de vocês!" Ela enterra sua cabeça em meu peito, com lágrimas mornas.
"Esqueça dele, querida. Nós estamos aqui, comemorando meu aniversário, passando um tempo juntos, realmente juntos pela primeira vez em um mês, embora eu ame o pequeno ladrão de peito até à morte" eu gemo. Isso provoca um riso que leva Ana até as lágrimas.
"De que você chamou nosso bebê?" Ela pergunta chorando de rir.
"Ladrão de peito, entre outras coisas." Eu suspiro.




"Por quê?" Ela diz rindo.
"Por um lado, ele parece um pouco bêbado com leite materno, e ele não se acalma até que ele agarre uma ou ambas as suas lindas mamas."
"Oh, sinto falta dele!" Ela suspira com um sorriso genuíno.
"Vamos buscá-lo agora" eu digo pegando sua mão. Eu ouço seu telefone tocando na suíte master. Ela franze o cenho.
"Deixe-me ver quem é" ela murmura, e soltando minha mão caminha para o quarto rapidamente.
"Olá?" Eu ouço ela atender seu telefone com curiosidade.
"Oh, oi!" Ela diz sombriamente, então faz uma pausa. "Realmente? Eu não verifiquei. Eu não terei tempo de verificar isso até eu voltar para casa. Você poderia me dar o principal?" Então ela fica em silêncio.
"Onde?"
"Uhul!" Pausa. "E quanto a... hum, você sabe..."
"Possível? Realizável?" Então sua voz está excitada. "Eu gostaria de um nome colocado nele ao invés de um número."  Pausa. "Oh... isso, sim! Apenas um primeiro nome." Pausa.
"Sim, e isso também." Então ela abaixa a voz.
"Sim, por favor. Informe-o e então envie-me os detalhes. Obrigada."
Então ela sai do quarto com a bolsa.
"Está tudo bem?" Eu pergunto olhando seu rosto.
"Sim, está tudo bem." Ela concorda com a cabeça.
"Quem era?" Eu insisto mais. Ela vai mentir para mim?
"É impertinência agora." Ela se esquiva. Agora estou curioso. O que ela está escondendo? Eu deveria perguntar ao Welch? Interrogar o Taylor? Eu deveria confiar nela. Estou necessitando de toda minha força de vontade para fazer isso. Não a parte da confiança, mas dos segredos. Eu sei que não é algo que põe em risco sua segurança. Mas por que ela precisaria da ajuda do Welch se tivesse sido algo como essa viagem para ser arranjado? O que ela está procurando? O que ela está planejando?
“Ana, você está me preocupando. Quem estava ao telefone?” Eu insisto de novo. “Era realmente Welch, ou alguma outra pessoa?”
"Christian, você não precisa se preocupar. Estou pesquisando algo e recebi informações sobre esse tema."
"Se é apenas um tema, talvez você não se importasse em compartilhar. É sobre a SIP?"
"Você não vai desistir, vai?" Ela revira os olhos.
"Sra. Grey, năo estou feliz com o seu tom. Você está pressionando um Christian Grey?"
“Por favor, você me dá um tempo até que voltemos para casa? Então eu vou deixar você saber. Estamos mesmo indo embora hoje. Dê-me tempo até amanhã" ela implora.
Eu suspiro. "Certo! Amanhã, e nem um minuto depois.”
Ela percebe meu rosto caído. Não gosto que ela guarde segredos de mim, isso me deixa muito ansioso.
Ela suspira e me dá um abraço tranquilizador. Eu me sinto como numa inversão de papéis. Eu também quero saber por que Taylor está participando disso. Como ela o persuadiu?
"Vamos pegar nosso pequeno ladrão de peito.” Eu sorrio para ela, puxando-a pela mão.

Dixie Chix - Lullaby

 *****          *****

  O vôo de volta para Seattle é realmente divertido e relaxante depois de termos estado longe da cidade por um par de dias. Teddy está na verdade cansado de ir de mão em mão e inquieta-se.
"Deixe-me segurar meu garoto!" Eu digo para Mia que tem estado monopolizando-o dos demais.
"Eu posso acalmá-lo, Christian!" Ela protesta.
"Eu acho que ele precisa de uma mudança de fralda. Se você pudesse..." Eu digo.
"Aqui está seu bebê!” Ela me entrega.
O segundo lugar favorito de Teddy, logo atrás de se aconchegar nos seios de Ana, é deitado em meu peito. Elliot me observa enquanto eu o seguro com atenção.
"Não tenha idéias ainda!" Kate o repreende.
"Há algo especial em um bebê” ele diz olhando para Teddy. "Até que faz xixi e cocô. Sem mencionar que ele põe uma trava em sua vida sexual. Pobre Christian, parecia mais apertado que sardinha em lata!"
"Elliot!" Tanto a mãe quanto Kate o repreendem.
“Não digo agora. Quis dizer há alguns dias” ele sorri. "Agora ele parece que esteve na terra prometida ontem à noite” ele ri. Ana rola os olhos.
“Cristo, Elliot!”
"Ei, não me culpe, você é quem teve um bebê” ele continua.
"Elliot, Christian não apenas visita a terra prometida” Ana o repreende.
"Não?"
"Não. Ele possui a escritura." Ela retorce seus dedos mostrando sua aliança de casamento. "Eu sou dele. Ele pode ter tudo” ela sorri docemente.
"Quando você volta ao trabalho, Ana?” Minha mãe pergunta para mudar o assunto.
"Humm, eu poderia no próximo mês” ela diz olhando para mim. Nós não discutimos sua volta ao trabalho ainda. Com o bebê e seu trabalho em tempo integral, quando ela terá algum tempo para mim?
"Por que você não me disse isso?" Eu sussurro em seu ouvido.
"O que você está sussurrando?" Elliot questiona. Droga, ele é tão intrometido quanto sua esposa! Não admira que eles se deem tão bem. "Possivelmente porque a casa que você possui a escritura não está muito disponível?" O que está mordendo meu maldito irmão?
"Isso é suficiente, Elliot!" Meu pai olha para ele de forma penetrante. Por uma vez, Elliot parece chateado.
"Desculpe, mano. Eu exagerei. Eu estava só lhe provocando como eu sempre faço." Ele suspira e acrescenta: "Eu sou um babaca." Então todos riem.
"Sim, você é. Mas você é nosso babaca." Eu digo batendo levemente nas costas do meu bebê adormecido.
"Dê-me o bebê!" Ele diz estendendo as mãos para receber Teddy. "Eu lhe digo, ele é bastante tentador, mas eu ainda não estou desistindo do sexo para ter um! Eu só vou segurá-lo" ele sorri novamente. Eu balanço a cabeça e passo meu filho adormecido para Elliot.
"Agh! Eu queria que você não fosse tão fofo e tentador!" Teddy murmura suavemente e todas as garotas suspiram.
"Ele é um verdadeiro gato!" Elliot comenta.
"Igual ao seu pai!" Ana diz beijando-me castamente.

*****          *****

“Bem-vindos, Sr. Grey, Sra. Grey! Bem, olá Teddy!" A Sra. Taylor é efusiva.
            "Como foi sua viagem?" Ela pergunta enquanto pega Teddy em seus braços. "Você cresceu em apenas um par de dias, não é, jovenzinho?" Ela murmura.
”Ana, eu vou ter que ligar para o escritório, depois eu vou me juntar a você em nosso quarto."
Assim que caminho para o escritório, vejo Ana convocar Taylor para conversar. O que ela realmente está fazendo? Eu deveria estar preocupado? Ao virar a esquina para meu escritório de casa, vejo a Sra. Taylor saindo com Teddy, e Ana conversando com Taylor. De alguma forma, seja o que for, todos sabem.
Irritado, curioso e tentando ser paciente em dar a Ana o tempo que ela precisa antes que ela fale comigo sobre o que quer que seja que está guardando, eu disco para minha assistente.
”Empresas Grey.  Andrea falando, como posso ajudá-lo?”
”Aqui é Grey. Há alguma mensagem importante?”
”Boa tarde, Sr. Grey. É bom tê-lo de volta. Tenho alguns documentos para assinar sobre o estaleiro..." ela começa.
 Verifico o correio na minha mesa. Um grande envelope de papel pardo atrai minha atenção. Nele, escrito em negrito, tem "SRA. GREY". Por que está na minha mesa? Devo abri-lo? Está relacionado com essa coisa que ela está pesquisando com Welch? Ou é outra coisa? E se for outra coisa?
 A curiosidade ganha e eu o abro. À primeira vista percebo que tem fotos do rapto de nosso filho. O ângulo da imagem é ruim, são fotos amadoras tomadas à distância, como se tivessem sido tiradas com pressa, ou ainda, imagens capturadas de um vídeo ou como se alguém as tirasse com um telefone celular. Depois de examinar cuidadosamente a primeira imagem, eu me vejo na foto. Eu espalho o conteúdo sobre a mesa e posso ver claramente que estou nas primeiras três imagens.
Vê-las novamente me faz reviver o momento, aquele dia terrível. Minha respiração acelera e eu percebo minhas mãos em punho. Eu tento me acalmar. Teddy está a salvo. O bandido está morto. Linc está preso. Repito o mantra na minha cabeça uma e outra vez. Logo que eu sinto a calma me envolver, eu me detenho sobre as fotos mais uma vez. A única coisa que está clara nas três imagens é a devastação no meu rosto. A impotência. Eu relembro o momento não porque eu vi meu rosto dessa maneira, mas porque eu me lembro do sentimento que deixou em mim. Relembro minha localização, tenho memorizados meu ambiente, minha postura, minha inquietação e o desespero total e insuportável. As pessoas, minha equipe de segurança ao redor, estão nebulosas, mas eu me lembro como eles também estavam ansiosos. Eu me lembro, também, como eu queria ferozmente correr para pegá-lo. Lembro-me da ameaça do filho da puta de matá-lo. Em um instante eu estava pronto a dar minha vida pelo meu filho, que eu tinha segurado apenas por momentos. Pego a outra foto e vejo que estou correndo em direção a ele. Taylor estava no piloto automático, calculando cada risco. "Uma colisão frontal irá pará-lo, oferecendo a menor quantidade de lesões para os passageiros” disse ele, deixando de fora a parte de que um dos passageiros era o meu bebê recém-nascido. O filho da puta o ameaçou naquele momento. Eu respiro fundo e fecho meus olhos antes de olhar para a outra foto.
A terceira imagem mostra o alívio absoluto em meu rosto depois de receber Teddy vivo: eu não tinha visto meu rosto dessa forma. Teddy estava com muita fome; ele estava disposto a chupar meu dedo. Não há nada incriminador em relação a qualquer um dos meus funcionários da equipe de segurança. Além das três imagens, há um papel com as linhas ásperas da escrita de um homem.

Sra. Grey,

Aqui está o nome e a localização do túmulo. É no cemitério de Canton, na cidade de Detroit. Você estava certa, os registros indicam que não havia flores, nem sermões, nem enlutados. Seu corpo era ‘não-reclamado’ e acabou sendo enterrado em uma espécie de cemitério de indigentes. Quatro corpos foram enterrados juntos, porque era mais barato. Conseguimos colocar uma pedra simples no dela, com apenas o seu primeiro nome sobre ela. Conforme você solicitou, o nome foi colocado ao lado do número atribuído pelo Condado de Wayne.

Nos asseguramos de que houvesse um pastor que executou os últimos ritos, ainda que tardios, e também proferiu um sermão lendo Coríntios 1-13 da Bíblia. Foi providenciada comida, em nome dela, para um abrigo de sem-teto, e uma doação foi feita a um abrigo que protege mulheres e crianças da violência doméstica, também em seu nome. Em anexo: fotos e recibos confirmando o que foi feito.

Eu respiro fundo. Minhas mãos tremem como se queimassem. Isso é o que Ana estava escondendo de mim! Detroit, condado de Wayne, cemitério de Canton. Eu exalo uma respiração trêmula e dou uma olhada na próxima foto. Uma lápide simples sem adornos. Ele simplesmente diz:
ELLA
Amada Mãe de Christian
Finalmente, em Paz

Sem data de nascimento. Sem data de falecimento. Como se tivesse acabado de acontecer. Como uma história inacabada. Há flores frescas colocadas no túmulo. Nas cores branca e cor-de-rosa. Há também um pequeno carro de brinquedo. Muito parecido com o que eu tive quando eu era um garotinho. Exceto que esse é novo. Vejo brevemente as fotos do cemitério, do abrigo para as pessoas sem-teto e do abrigo para mulheres e crianças. A foto final só me prega no meu lugar. É uma foto ampliada de uma jovem segurando uma criança, olhando para ela quase da mesma forma que eu estava olhando para Teddy. Eu pego aquela foto com Teddy em meus braços, mostrando claramente o alívio em meu rosto, mas também exsudando amor puro. O mesmo olhar tem a jovem mulher. Ela parece muito jovem. Eu viro a foto e a nota escrita à mão faz meu coração pular uma batida.

Ella e o bebê Christian
Meu único amor

Meus olhos embaçam e eu rapidamente olho para longe da foto. A única foto que eu tive dela foi aquela pequena foto tamanho para passaporte que deixei na casa dos meus pais. Por que Ana trabalhou para descobrir estas informações? Há uma batida na minha porta e, sem esperar minha resposta, Ana entra em meu escritório. Ela parece cautelosa.
"Está tudo bem? Você está trancado aqui há horas” diz ela.
"Tem horas?" Eu pergunto. Pareciam apenas minutos.
"Pelo menos duas horas” ela diz. Caminha até mim, e seu olhar corre sobre os itens espalhados em minha mesa. Ela não está chocada ou surpresa ao ver o conteúdo lá.
"Você já as tinha visto antes?" Eu pergunto sem me preocupar em fingir que o envelope chegou à minha mesa por engano. Ela quis que isso me alcançasse por uma razão.
"Eu não tinha visto antes. Eu não tinha certeza se eu poderia lidar com você tão..."   ela está perdida nas palavras "...tão desesperado”- ela sussurra.
"Lembrei-me de como eu estava aflita e desesperada. Mesmo um mês depois, sabendo que isso já tinha acontecido, que Teddy estava seguro... Você estava seguro... Todos nós estávamos... Eu ainda estava inconsolável. Eu não conseguia entender como você se sentiu tendo vivido isso. Sozinho. Apenas para me proteger. Eu vivi com isso por um mês. Isso me devorou." Ela diz enquanto seus dedos trêmulos acariciam meu rosto.
Então ela pega as três fotos em sua mão pela primeira vez. Ela tenta manter seu rosto inexpressivo, mas quando ela vê o desespero em meu rosto, suas lágrimas correm por suas bochechas em um fluxo constante. Eu a puxo para o meu colo. Ela coloca as fotos de volta na minha mesa e me abraça com força. Nós nos abraçamos assim por muito tempo. Então, ela suspira.
"Eu acho que você tem algo para me dizer hoje" eu começo, puxando-a para trás e olhando para ela.
"Sim. Assim como prometi.”
“Vejo que você encontrou a sepultura da prostituta drogada. Por quê?"
“Christian, eu não quero que você a chame de novo assim. Por favor...” – ela implora.
"Por quê?" Eu grunhi. "Isso é exatamente o que ela era. Uma viciada em crack e uma prostituta.”
"O que ela era, Christian, era uma mãe. Uma mulher desesperada que todos abandonaram. Uma mulher que estava disposta a fazer qualquer coisa para cuidar de seu filho. Foi ruim isso?" Ela pergunta retoricamente e depois responde sua própria pergunta. ”Sim, muito ruim. Mas ela ainda o amava.”
“Como você sabe, Ana? Como você sabe que ela me amava? Como você sabe que ela até mesmo me queria?" Eu pergunto fervorosamente. Não há nenhuma maneira que uma prostituta drogada, que pode ter engravidado de um de seus machos, possa ter me querido ou me amado.
"Você fala como se o amor fosse algo que é adquirido pela vontade. Não é. Você se lembra de quão zangado estava comigo quando descobriu que eu estava grávida? Eu não planejei engravidar, ter um bebê tão cedo na vida. Eu também tinha planos de uma carreira. Eu também queria passar mais tempo com você... só você e eu. Você estava furioso, mesmo sabendo que era nosso filho. Você pensou, com todo o dinheiro que tinha para facilitar esse processo, toda a liberdade que tinha, você ainda pensou que um bebê iria prendê-lo. Tirar suas liberdades. Tirar-me... daqui. De você.”  Ela fala muito bem sobre meus sentimentos na época.
Eu lutei contra eles. De fato, até que Teddy nasceu, até Ana ter passado por aquela terrível provação durante seu parto, eu não tinha certeza absoluta de que eu estava equipado para lidar com a paternidade. Como eu poderia ser bom em alguma coisa, quando eu tinha nascido de uma prostituta drogada? Mesmo estando apaixonado, era um sentimento estranho, ser amado era completamente incompreensível.
"Você me mudou” eu digo simplesmente. "Você me fez sentir amor, quando todo mundo falhou. Meus pais tentaram duramente toda sua vida. Eu estava mais frio do que uma geladeira para receber esse sentimento quente. Indigno."
"Isso é exatamente onde você estava errado, Christian!" Ela diz com fervor. "Nós não amamos porque há algo a ser merecido, amamos porque nos é livremente dado. É como o ar ao seu redor. Não questionamos sua presença. Não é uma questão de ‘se’ merecemos, embora você mereça isso mais do que ninguém."
"Estou começando a ver isso. Os velhos hábitos são difíceis de mudar.”
“Quero perguntar a você uma coisa.” Ela diz pegando as fotos espalhadas em minha mesa. Examina-as com cuidado, funga, mas compõe-se novamente. Parece uma mulher em uma missão importante. Algo que ela está determinada a cumprir.
"Vá em frente, pergunte-me..." Eu sondo com curiosidade.
Ela separa o meu retrato segurando meu filho, com alívio e puro amor estampado em todo o meu rosto, e a imagem da prostituta drogada segurando-me quando bebê.
"Quero que você olhe para estas duas fotos. Diga-me as semelhanças. O que esta foto..." Ela diz batendo seu dedo no rosto da prostituta drogada. "O que ela faz você sentir?" Ela pergunta.
"A prostituta drogada..." Eu começo.
“Pare!” Ana ordena. "Espero..."  Ela respira fundo. "Espero que meu filho, que eu amo mais do que minha própria vida, nunca me chame por um termo tão depreciativo."
"Eu não o deixaria!" Eu digo fervorosamente. "Você é muito diferente dela!” Mas eu não posso evitar o desgosto em minhas palavras. Eu não sinto isto.
"Christian! Você tem que perdoá-la. Por favor. Olhe, eu sou jovem. Estou disposta a ser uma boa mãe, temos os recursos, mas vou cometer montes de erros. Sim, nosso filho não vai querer nada, não precisará de nada de ninguém, tão diferente de Ella..." Ela suspira.
"Você é um homem muito forte. E eu vou ter certeza de que você seja um bom pai em seu pleno potencial, mas você e eu cometeremos erros enquanto ele cresce. Alguns erros ele pode não gostar, alguns erros ele pode nem mesmo nos perdoar. Espero não cometer esses tipos de erros, mas se eu o fizer, eu preferiria mais que ele me perdoasse do que me censurasse para sua futura esposa.”
"O que você quer que eu faça?" Eu pergunto perplexo. "Isso é tudo que eu sei sobre ela. A puta drogada que me deixou ser abusado.”
"Isso era algo com que ela não poderia viver. A coitada não conseguia nem mesmo se proteger, ela teve uma vida muito dura. Não é uma desculpa, eu sei. Mas essa era uma vida que não desejamos para ninguém. Eu não posso ouvi-lo chamando-a de ‘uma prostituta drogada’ mesmo se isto é o que ela era! Ela deu à luz a você. Ela poderia ter feito um aborto e eu sou muito grata por ela ter tido você! Não haveria Christian e Ana, sem Ella. Ela nos tornou possíveis. Degradá-la, degrada você, eu, nosso bebê. Năo posso aceitar isso. Por favor, perdoe-a.”
Ela tem razão, é claro. Eu respiro fundo e exalo minha ansiedade.
"Olhe..." Ela aponta a foto de Ella me segurando. Há alegria e amor em seu rosto. Olhe e me diga que esta era uma mãe que não amava seu bebê. É impossível, não natural, não amar seu filho. É automático." Então ela bate o dedo na minha foto mais uma vez. Você pode me dizer que você não estava sentindo amor por seu filho de menos de um dia? Ele era novo. Você quase nunca o havia abraçado. Você pode dizer que você o amava menos, ou que você só tentou salvá-lo porque isso me abalaria? Não havia um lado seu que dizia: 'Preciso pegar meu bebê de volta, porque ele é meu filho'?"
“Sim, porra! Sim! Eu completamente, absolutamente e irrevogavelmente amo meu bebê! Eu estou apaixonado por aquele pequeno ladrão de peito!" Eu exclamo.
"Você poderia então dar o mesmo crédito a Ella, que teve o privilégio de carregá-lo por nove meses, teve de suportar um parto e cuidou de você, talvez mal, até que você tinha quatro anos? Eu sei que ela fez um trabalho terrível cuidando-o, mas era o seu melhor nas circunstâncias sob as quais ela estava. O olhar que ela tem no rosto olhando para você é quase idêntico ao que você tem no seu, olhando para o nosso filho. Você pode duvidar de que isso não é nada mais que amor?”
"Se tem alguém que poderia me convencer disso seria você, baby” eu digo.
"Eu não quero convencer você de algo em que você não acredita em seu coração. Eu quero que você dê uma olhada nisso, e convença a si mesmo, e a perdoe. Porque isto irá curar a maioria das feridas em seu coração. Vai torná-lo um lugar onde você possa carregar o amor por nós” ela implora.
"Eu já amo vocês dois além de qualquer medida, Ana. Eu odeio admitir, mas eu já perdoei Ella há um tempo atrás. Provavelmente logo depois de ter meu filho de volta" eu admito timidamente.
"Christian Grey! Por que não me disse nada?”
"Eu acho que escapou da minha mente. Agora, me diga do que se trata isso tudo com o túmulo dela e as outras coisas neste arquivo?" Eu a questiono.
"Estou feliz que você tenha perguntado." Ela sorri de orelha a orelha, com um sentimento de realização.
"Eu gostaria que visitássemos seu túmulo como uma medida completa de encerramento. Dar a Ella dignidade como sua mãe, mesmo que ela não mereça. Você já tem uma mãe e um pai em Grace e Carrick. Isso nunca irá mudar, isso apenas irá curá-lo completamente. Podemos ir, por favor? Isso foi o que eu pedi a Welch para arranjar..." Ela confessa.
"Transparência total." Eu levanto as sobrancelhas.
Ela se levanta do meu colo e dá voltas, depois volta para ficar de pé diante de mim.
"Eu quero o coração completo do meu marido, amor, atenção, cuidado, sem a mácula do passado. Sem as feridas abertas, sangrando lentamente, corroendo você um pouco de cada vez. Eu quero curar essas feridas, fechar e reparar os cortes, e torná-lo inteiro para todos nós. Não vai acontecer totalmente sem enfrentarmos o que uma vez nos feriu. Eu quero estar com você, ver você superar esse problema que você evitou toda sua vida adulta. Eu não quero que ele surja em um momento inesperado. Quero ir, que vejamos seu túmulo, conversemos com ela como você faria com outro adulto. Feche essa ferida. Deixe-me ajudá-lo a curá-la.”
”Oh, Ana! Não acho que você deveria visitar sua sepultura. Não quero lhe manchar com aquele passado sórdido.”
"Christian Trevelyan Grey!" Ela me repreende com o dedo indicador, me fixando no meu assento. "Se você acha que eu só quero você com sua parte boa, o visível homem lindo, ou aquele lado seu que você mostra ao mundo, você está fodidamente errado! Eu peguei-o como você é! Eu amei tudo de você. Eu te amo, ponto! Por que diabos você acha que seria difícil para mim visitar o túmulo de Ella com meu marido? Por que não posso ajudá-lo a ver através deste encerramento? Diga-me, por quê? Eu não sou digna de compartilhar uma parte de seus problemas? Eu não prometi estar aí para você? Por que você está me negando esse privilégio? O que você sentiria se eu o excluísse?”
"Você não joga limpo, baby" eu murmuro.
Ela encolhe os ombros. "Aprendi com o melhor. Mas, realmente, foi divertido quando eu escondi essas informações de você? Você se incomodou por ter sido excluído de uma única coisa que eu fiz sem o seu conhecimento? Vejo que você abriu o envelope, o que eu sabia que você faria.”
“Você me conhece muito bem, mas é diferente. Eu tenho que proteger você e meu filho."
"Esta é a mesma antiga merda que você me dá sempre. Sou forte e posso fazer algo para protegê-lo de seu passado. Isto não é mesmo o seu atual problema. Estou apenas tentando ajudá-lo com o passado. Deixe-me estar com você, vamos fechar essa ferida” ela implora.
"Porra! Como posso dizer não a você? Eu lhe daria o mundo se você pedisse. Todas as coisas que você vê e deseja estão ao meu alcance para obter para você, como um homem normal iria comprar café para si mesmo. As etiquetas de preço ou a falta delas não seriam um problema porque eu posso colocar um preço em qualquer coisa em que eu fixe meus olhos..."
"É isso aí!" Ela me interrompe.
"Eu não estou pedindo que você me compre algo. Estou pedindo para você compartilhar o que não faria com mais ninguém, estou lhe pedindo para eu ser uma parte maior de sua vida. Isso não tem preço. Isso é pessoal. Privado. Íntimo. É o que quero com você. Eu anseio com você. Quero essa profunda intimidade com meu marido. Por favor, Christian, deixe-me.”
"OK, baby! Nós iremos juntos."
Ela se ilumina como uma lâmpada de mil megawatts.
"Obrigada, Christian!" Ela está instantaneamente enrolada em meu pescoço e seus lábios fechados nos meus.
"Só para você saber, você me deve um grande momento, Sra. Grey” murmuro em seus lábios.
Ela sorri, recuando.
"Eu acho que posso pagar, senhor." Ela diz piscando. "Apenas não diga ao meu marido!" Ela sussurra. Eu levanto rápido como o vento e a agarro pronto para cobrar o que é devido a mim.
"Você. É. Minha. E SOMENTE minha!”
"Sim, senhor." Ela responde timidamente.
"Oh, porra! Acho que você vai pagar agora, baby!" Eu a levanto e a carrego para a minha mesa. Tempo de cobrança!



All of Me

33 comments:

Neusa Reis said...


Com muita alegria vi um novo capítulo da Emine Fougner. Como disse a ela, é um absurdo alguém que escreve assim, nos deixar tanto tempo sem ter o prazer de apreciar sua escrita. Que nos alegra, nos conforta, nos faz rir e chorar, nos conduz a uma outra realidade que nos afasta dos problemas de cada dia. Quero agradecer na revisão deste capítulo à preciosa ajuda da minha irmã-amiga do coração Mara Lins. Mara querida, obrigada por me suportar. E se erros existirem são todos meus que não quis seguir suas sábias orientações.Bjs a todas, meninas e aproveitem bastante. Emine Fougner, por favor, não nos deixe órfãs de novo. Nós te amamos.

Camila Mello said...

Concordo plenamente cntgo Neusa.
Emine pelo amor de deus mulher não deixa nós com uma úlcera (kkkkkk), eu estava numa ansiedade danada aguardando os próximos capitulo. Sempre entrava aqui e dava uma olhada se tinha alguma postagem e nada (kkkk) ... Ai hoje quando vejo a sua postagem na página, eu quase tive um troço ... Senti meu coração batendo forte 😊 ... Como sempre devorei o Capitulo Novo, do mesmo jeito que li os 4 livro nas 5x que eu li ele 😁😁 ... Não nós abandone Emine, não demore muito pra postar o próximo capitulo. Please!!
Aguardando ansiosamente os próximos capítulos. 😊😊

roberta ribeiro said...

Hooooo ate que enfim novo capítulo ameiiiiiiii... manda mais

Rosangela Maria Cabral Corvalan said...

Que delícia! Vou aproveitar muitoooooo!!!

Indo ler!
Emine, te amo..beijos a todas

Adriana Castro said...

Eba, outro capítulo. Que bom que os bandidos não podem mais fazer mal contra o nosso casal mais que especial. Que lindo a Ana ajudando o Christian a perdoar a mãe, só assim ele vai poder ser totalmente feliz. Como sempre capítulo mais que perfeito, obrigada minhas queridas Emine, Neusa e Mara por me permitir apreciar mais um pouquinho desse casal. Beijos

Karina Reis said...

Emine, você é extremamente criativa (não só na versão de Christian, mas em Ecos da Eternidade e Mask), e já disse isso. Gosto demais das traduções da Neusa, que deixa a leitura agradabilíssima. E digo às minhas filhas que enquanto mergulho em estórias alheias cheias de emoções, camuflo as dores e dificuldades que tentam aparecer na vida real. Obrigada e abraços a vocês duas.

Conexão Social - Solução Sustentável para ONGs said...

Oi Neusa, parabéns pela tradução e pela observação, a Emine nos faz viajar, vivenciar algo mais que a EL James criou, mas que a Emine desenvolve de forma humana, amorosa, com tempo certo para o suspense e para o drama. Realmente ficar tanto tempo longe dos livros nos faz sofrer muito, mas aí a culpa é dela kkkk pq é tão perfeito que nos deixa em abstinência kkk. Agora vendo as cenas nos novos filmes só intensifica esta saudade e necessidade de Cristhian e Ana. Emine merece todos os elogios sempre. Amamos vocês.

Tania Freitas said...

Muito bom!!! sempre com gostinho de mais... espero que chegue os outros capítulos rápidos!!! muito estimulantes e fascinantes!!! Parabéns...

Kuka abranches Penna said...

Vcs não tem ideia de quantas vezes eu passo no blog para ver se tenho sorte de um capitulo postado!!! É tão maravilhoso o jeito de Emine escrever, transmitir a ideia de Christian e Ana, amorosos, companheiros e felizes. Adoro. Distração na certa. Amooo. Agradeço a Neusa e Mara o quão rapito elas traduzem minimizando a nossa ansiedade de ler. Obrigada trio maravilho: Emine, Neusa e Mara. Que Deus ajude de vir mais e rapido👏👏🙏🙏😘😘❤️❤️🔝🔝🙋🙋 Kuka Abranches Penna

Rachel Martins said...

Emine, você ficou muito tempo sem escrever, mas quando volta, volta com TUDO!!!
Em lágrimas aqui...
Que Capítulo!!! Finalmente teve fim para os bandidos (assim espero).
E Ana mais uma vez fazendo Christian ver que ele tem um coração bom. Que lindo!!!
Parabéns Emine!!! E não nos deixe mais numa abstinência tão longa.
Neusa, concordo com suas palavras também. Tradução perfeita mais uma vez e com ajuda da Mara!!! Parabéns Girls!!!
Bjos e Abraços pra todas!!!
Kel

Mara Lins said...

Que gostoso poder continuar acompanhando esta versão tão perfeita da história de Christian e Ana. Espero que a Emine tenha embalado e não pare mais e, assim, acabe com nossa angústia da espera.
Parece que o perigo foi afastado da família Grey e que, finalmente, conseguirão viver seu amor plenamente.Gostei da escolha da autora em não sujar as mãos do Christian de sangue, ele não merecia ter mais isso pesando em sua consciência. Mais uma vez ela acertou!
Obrigada, Emine, pela sua escrita tão envolvente! Obrigada, Neusinha, pela tradução mais impecável do que nunca. Quanto a mim, sempre tento apenas ajudar a quem eu amo e no que acredito.
Feliz demais pela novidade de um novo capítulo.

Mara Lins said...
This comment has been removed by the author.
Taty carvalho said...

Obrigado por esse capítulo maravilhoso
Espero que vc não demore muito para voltar com mais capítulos
Nós morremos de saudades da sua história.
Bjos

Anonymous said...

Nossa Emine isso não se faz, deixar-nos orfão tanto tempo sem a sua escrita, e como sempre perfeita em todos os sentidos.
Gostei da parte "Ladrão de peitos" como o Christian se referiu a Teddy. Ri muito.
E como a Ana é forte e poder mostrar essa força ao seu marido em relação ao passado e por uma pedra nesse capitulo de sua mãe Ella, com isso os fantasmas serão exorcizados.
Espero também que a ameaça de Lincon sobre eles esteja superado e que não saia da cadeia, que apodreça na cadeia.
Emine Parabéns novamente, apesar de tanto tempo você não perdeu a mão pra escrever, mostrando uma verdadeira escritora, obrigada também a você Neusa sem a sua tradução eu não poderia acompanhar os capítulos da nossa Emine, muito obrigada e também a Mara que te ajudou.
Grande Beijos Yara.

Anonymous said...

Nossa Emine isso não se faz, deixar-nos orfão tanto tempo sem a sua escrita, e como sempre perfeita em todos os sentidos.
Gostei da parte "Ladrão de peitos" como o Christian se referiu a Teddy. Ri muito.
E como a Ana é forte e poder mostrar essa força ao seu marido em relação ao passado e por uma pedra nesse capitulo de sua mãe Ella, com isso os fantasmas serão exorcizados.
Espero também que a ameaça de Lincon sobre eles esteja superado e que não saia da cadeia, que apodreça na cadeia.
Emine Parabéns novamente, apesar de tanto tempo você não perdeu a mão pra escrever, mostrando uma verdadeira escritora, obrigada também a você Neusa sem a sua tradução eu não poderia acompanhar os capítulos da nossa Emine, muito obrigada e também a Mara que te ajudou.
Grande Beijos Yara.

Karla Mascarenhas said...

Emine, amei!!não demore muito a escrever,você é maravilhosa!Sou super fã.
Neuza,obrigada pela sua atenção e carinho em nos responder .Parabéns pela maravilhosa tradução!!!

Lete said...

Super feliz pelo novo capítulo.Obrigada Emine, Obrigada Neusa pela tradução.Passo todos os dias pelo blog para ver se tem novidades e fico muito feliz quando encontro.Por favor Emine não nos abandone.

Rosangela Maria Cabral Corvalan said...

Que delícia de capítulo.
Nem acredito que a família Grey poderá respirar aliviada, sem fantasmas ou ameaças que atrapalhem a felicidade, a tranquilidade e o amor deste casal. (Assim espero)

Maravilhoso ver o crescimento, a segurança e o amor de Ana. Ela está certa em querer ajudar a cicatrizar as mais profundas feridas de CG, só assim ele conseguirá entender que é digno de receber amor incondicional.
Parabéns Emine, você é incrível e sua escrita está cada vez melhor.
Neusa, obrigada pela tradução mais que perfeita, atenção e carinho. E obrigada, Mara, pela ajuda.

Estava com saudades deste cantinho aqui!!

Beijos a todas..

Cláudia Regina Neves said...

Parabéns a todos os envolvidos nessa emoção,muito lindo o capítulo,fiquei emocionada mesmo! Que mulher essa Sr Grey,como ele disse algumas vezes ele é "um cara de muita sorte". Obrigada :-)

Cláudia Regina Neves said...

Parabéns a todos os envolvidos nessa emoção,muito lindo o capítulo,fiquei emocionada mesmo! Que mulher essa Sr Grey,como ele disse algumas vezes ele é "um cara de muita sorte". Obrigada :-)

Pipa Ferreira said...

Amei o novo capitulo. tomara que não demore o próximo.

Fabiana Gonçalves said...

Nossa como foi bom ... Dar uma olhada no blog e ter mais um capítulo. Emine não nos deixe tanto tempo. Poderemos morrer de ansiedade. Aguardamos os próximos capítulos. Arrasou como sempre.

Fabiana Gonçalves said...

Nossa como foi bom ... Dar uma olhada no blog e ter mais um capítulo. Emine não nos deixe tanto tempo. Poderemos morrer de ansiedade. Aguardamos os próximos capítulos. Arrasou como sempre.

Idalina Rodrigues said...

Boa noite, não tinha resistido e já tinha meio que lido em inglês com a ajuda do tradutor. Mas claro que a tradução da da Neusa não tem comparação.
Obrigada pelas minhas noites ficarem mais alegres e deliciosas com esta história linda. Parabéns Emine,capítulo perfeito.
Espero que não fique muito tempo sem escrever.
Ansiosa para o próximo capítulo.
Bjs meninas vocês são as melhores.

Idalina Rodrigues said...

Boa noite, não tinha resistido e já tinha meio que lido em inglês com a ajuda do tradutor. Mas claro que a tradução da Neusa não tem comparação.
Obrigada pelas minhas noites ficarem mais alegres e deliciosas com esta história linda. Parabéns Emine,capítulo perfeito.
Espero que não fique muito tempo sem escrever.
Ansiosa para o próximo capítulo.
Bjs meninas vocês são as melhores.

Sandra Castro said...

Emine, como sempre você nunca nos decepciona, mais um capítulo emocionante!!!!!!!!!!!!!!!!!! Concordo plenamente com a nossa tradutora tão competente, dedicada e primorosa. Que vc é uma escritora excepcional, amo a forma como vc nos prende e emociona.
Assim como todas as suas fãs queria agradecer por esse capítulo e dizer também que estou morrendo de saudades de Alex Pella, espero anciosamente pelo segundo livro, q a julgar por esses do Grey e pelo Ecos da Eternidade vai ser maravilhoso!!!!!!!!!!!!!
Bjs e fique com Deus.

Mónica Alexandra Martins Alves Pernadas said...

olá meninas que saudades de vocês e do nosso cantinho,bem o que dizer sobre este capitulo,brutal não tenho palavras cada vez melhor,espero que os perigos tenham realmente passado e que sejam só alegrias daqui para a frente,ansiosa pelo proximo.
beijocas grandes para todas.

Nanne44 111202bae said...

Oi meninas saudades e fiquei muito feliz de ver mas um capítulo, vcs são demais venho todo dia aqui ver se tem capítulo novo rsrs amo bjs e não sumam.

Angel Jackson said...

Até que emfim, já tava desistindo , que lindo capítulo

Rose Viana said...

Perfeito... Parabens... valeu a espera....

Jocineide herculano da silva said...

adorei esse capitulo como todos os outros...ansiosa e na expectativa de novos capítulos por favor não demore nos adoramos esse casal. no aguardo de mais.

Jocineide herculano da silva said...

adorei esse capitulo como todos os outros...ansiosa e na expectativa de novos capítulos por favor não demore nos adoramos esse casal. no aguardo de mais.

Katyuscia Queiroz said...

eu to amando o livro demais!!!! quando e próximo capítulo ?