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Saturday, March 23, 2013

Livro 1 - Capítulo XXX - Christian Grey e Anastasia Steele


CAPÍTULO TRINTA
                                    CAPÍTULO FINAL       
SE VOCÊ FOR EMBORA

Tradução: Neusa Reis                                                                            
 Edição/Revisão: Beatriz Reis


Suor frio me acorda apesar de eu estar agarrado a Anastasia e o calor coletivo de nosso corpo tenha aumentado. As luzes suaves na Sala de Jogos se refletem sobre suas feições suaves. Pacífica, de menina, e incrivelmente inocente... Eu desembaraço meus membros de seu tronco, e me movo lentamente para não acordá-la uma vez que o sono não está me reivindicando esta noite. Eu pego os meus jeans e rapidamente os coloco. Eu não quero que Anastasia passe a noite na Sala de Jogos. Eu a cubro com os lençóis, e levanto-a suavemente da cama para carregá-la para o meu quarto. Eu prometi que ela pode dormir comigo no meu quarto, e eu não quero quebrar essa promessa para ela.

Eu lentamente me encaminho para o quarto tentando não sacudi-la para não acordá-la. Ela suspira algumas vezes em seu sono, seus braços me procurando e eu a levanto um pouco mais para que ela possa envolvê-los no meu pescoço. Estou em paz agora com ela em meus braços. Eu não estou perdido, mas aqui, centrado, forte, e eu tenho esse intenso desejo de mantê-la segura, e protegê-la e amá-la indefinidamente. 

Now We Are Free – Gladiator soundtrack

Quando eu entro no meu quarto, eu fecho a porta suavemente, empurrando-a com o meu calcanhar. Deito-a, e ela se move na cama com os braços me procurando como um bebê faria a um pai. Eu também não faço assim quando ela não está aqui?  Eu também não sou como um planeta perdido à procura de seu sol? Sem rumo, sem objetivo, e totalmente miserável. Eu deito ao lado dela na cama acariciando seu cabelo, fazendo-a cair de novo em sono profundo. Logo eu tenho certeza que ela está em sono REM, depois de observar os movimentos de seus olhos por trás de suas pálpebras, sabendo agora que ela está sonhando e em sono profundo. As luzes da cidade fracamente infiltram-se no quarto - eu me levanto da cama lentamente, e me encaminho para a sala de estar. São quase 4:00 h da manhã. Sirvo-me de um copo de suco de laranja e o tomo, colocando o copo vazio na máquina de lavar louças.

Eu me encaminho para a parede de vidro, mostrando a cidade, com suas luzes cintilantes contra a escuridão do céu; é uma vista magnífica de se ver. O que Anastasia disse sobre mim é verdade - eu estou preso na minha torre de marfim olhando para baixo, para as pequenas pessoas abaixo de mim. Eu gosto disso daqui de cima... Longe da merda, das coisas ruins que o mundo tem para oferecer, embora Deus saiba que elas chegam até aqui com muita freqüência. Eu fui uma dessas pessoas pequenas lá embaixo. Eu nunca mais quero estar lá novamente. Nunca. Quando você está lá, é você contra o mundo. É uma luta difícil. Não apenas eu tenho camadas sobre camadas de barreiras, mas eu também sou como um estado insular. Eu me mantenho longe daqueles que estão mais próximos de mim. Anastasia é a única que eu autorizei a penetrar esta parede, e mesmo ela, tinha sido numa quantidade limitada, controlada. Desconcerta-me e eu sou grato a Deus, cada dia, por ela ter vindo me entrevistar senão não teríamos nunca, nunca nos encontrado sob circunstâncias normais, pois os nossos caminhos nunca se cruzariam. Entretanto eu me sinto desamparado. Ela quer mais...mais de mim. Ela quer me tocar, e Deus sabe que eu quero que ela o faça. Mas eu estou com medo até meu âmago, e eu nunca irei admitir isso para ela, nem para ninguém.

Tocar-me faz a bilis subir à minha garganta, e me faz sentir náuseas, como se eu estivesse sendo estuprado, como se eu fosse voltar a ter quatro anos de idade, nas mãos do proxeneta da prostituta de crack e sendo torturado, queimado, e chutado por suas botas. A imagem do seu sempre presente cinto em sua mão, surrando minha mãe, quando ela se encolhia tanto quanto possível, com seus soluços abafados, enquanto eu tentava tapar meus ouvidos com os dedos e aquele merda do cafetão me encontrando... sempre me encontrando, com aquele cheiro desagradável de bebida barata e cigarros Camel, misturados em uma poção repugnante, inclinando-se sobre mim e dizendo com voz ameaçadora "venha aqui seu merdinha" e começando a bater em mim, apagando seus cigarros sobre meu corpo, enquanto eu grito e ninguém, nem mesmo a minha própria mãe vem para me ajudar. Eu não posso voltar a esse estado de espírito que eu tentei com tanta dificuldade evitar, com tanta dificuldade deixar pra trás, e sempre, sempre me encontrando nos meus sonhos, sempre escondido nas profundezas da minha alma rasgada.

Preocupa-me que eu vou magoar Anastasia ou perdê-la ou despedaçá-la de alguma forma como eu devo ter feito com Leila; embora o que eu sentia por Leila não estava nem perto do que eu sinto por Anastasia. Eu nunca tive fortes sentimentos por Leila. Ela era apenas minha sub, como minhas outras subs, e ela entendeu isso. Ela teve outros Doms antes, eu não era seu primeiro. Eu não tive que explicar isso a ela, ou apresentá-la ao estilo de vida. Era um estilo de vida de sua escolha. Ela tinha sido uma Sub muito obediente que realizou quase tudo sem qualquer escrúpulo. Ela era alegre, brincalhona, submissa, e bonita. Ela parecia mesmo um pouco com Anastasia. Mas por que então eu não aceitei seu pedido de mais, e eu aceitei o de Anastasia?

Percebo agora! Leila poderia ter sido gêmea idêntica de Anastasia para tudo que me importava, mas o que me importava com Anastasia era além da superfície, embora ninguém possa duvidar de que a superfície era simplesmente primorosa. Eu tive e encontrei mulheres excepcionalmente belas, pelas quais eu não sentia desejo de qualquer tipo de ligação, com exceção de um breve encontro, ou uma relação curta Dom-Sub. Eu não tinha sido afetado por sua beleza. Era um padrão mínimo. Eu nunca tinha procurado um relacionamento onde "mais" estivesse envolvido. Mesmo um relacionamento de longo prazo, onde eu entrasse depois que ela preenchesse todos os meus critérios e concordasse com todas as minhas condições, só seria limitado a uma relação Dom-Sub, e nada mais.

Por que, então, eu fiz uma exceção para Anastasia? Por que ela e nenhuma das outras? Por quê? Por quê? Eu continuo quebrando a cabeça para a resposta. Por que eu sinto esta emoção sem nome por ela, essa atração, esse desejo por ela? E a resposta vem a mim em uma citação de Catherine Earnshaw, que estava conversando com sua enfermeira Nelly sobre se casar com Linton ou Heathcliff:

"Seria degradar-me casar com Heathcliff agora; então ele nunca deve saber o quanto eu o amo: e não porque ele é bonito, Nelly, mas porque ele é mais eu do que eu sou. Do que quer que nossas almas sejam feitas, a dele e a minha são a mesma, e Linton é tão diferente quanto um raio de luar do relâmpago, ou a geada do fogo. "

Anastasia tem uma alma pura que chama a minha, como se numa tentativa de salvá-la da destruição

All I Believe In - Magic Numbers

Alguém já tentou tão forte, ou tão eficazmente? Mas, então, Anastasia não tem nem mesmo que tentar. Isto é natural nela. Do que quer que as almas sejam feitas - agora surge em mim, a minha e a dela são as mesmas! Somos Yin e Yang. Nós somos a metade um do outro; peças perdidas: sem sentido, sozinhas, e completas, juntas. Eu não sou nada sem ela. Mas, eu não estou tão perdido como Catherine Earnshaw esteve, para agir da mesma maneira escolhendo alguém por causa de seu status, ou apenas da beleza. Minha alma foi chamada e sua resposta foi procurar por ela. Ninguém é páreo para Anastasia. Ninguém! Depois que meus olhos se abriram para ela, eles se fecharam para qualquer outra. A luz guia que procurava por ela em especial, escureceu todas as outras do meu universo depois que eu a encontrei, e incidiu sobre ela sozinha. Não está em mim amar o que outras não têm, mas Anastasia tem tudo que eu quero e amo. E eu estou dizendo, tudo! Eu a quero com tudo do meu escuro coração e alma. Se ela se machucar, eu sangro... Se eu tentar evitá-la, eu estou perdido, e miserável, e ansioso e nas portas da minha própria destruição. Se eu estou na mesma cidade que ela e mais ainda na mesma casa, sou puxado para ela com tal gravidade que eu perco cada pensamento e vontade e desejo que não seja estar próximo a ela. Conforta-me saber que ela existe no mesmo universo, no mesmo plano que eu. Quando ela está na mesma sala, eu quero tocá-la, e quando eu a toco, eu quero amá-la, fazê-la minha, e reivindicá-la como se não houvesse amanhã e como se este fosse o único momento que temos. Eu só percebi que eu estou vivendo desde que eu a encontrei. A vida sem ela seria um abismo; eu simplesmente não posso viver sem ela! Eu não posso viver no limiar do inferno! Mas eu iria arar o inferno para obter a visão do meu céu! Ela é o meu céu, ela é minha paz, ela é tudo e mais!

Talvez todos estejam certos, que eu possa apenas estar apaixonado por ela

Have You Ever Really Loved A Woman - Bryan Adams

Talvez eu esteja cego para com meus sentimentos. Se o que Elena e o Dr. Flynn dizem, é certo - se o que eu sinto é amor, isto pode ser para o meu prejuízo. Eu tenho que me manter dentro dos limites de minhas regras. É o que eu sei, e minhas regras mantiveram minha vida em ordem, embora eu não tenha problemas com um pouco de compromisso.

Porra! Este é o tormento na minha cabeça entre o que eu sei e que eu quero! O que eu sinto por Anastasia é tão forte, que me assusta até o âmago! Por outro lado, eu sei os resultados de não me comprometer; o resultado é algo como Leila, uma mulher despedaçada, destroçada. Mas, eu disse a elas desde o início que era isso que eu procurava, e nada mais. Elas entendiam isso! Elas voluntariamente se comprometeram com isto! Seria o cúmulo da desonestidade se tinham outras intenções diferentes daquilo com o que concordaram, enquanto eu sempre fui explícito e comunicativo sobre tudo o que eu queria, e tudo o que eu não gostava.

O peso destes sentimentos me afoga novamente, e eu me vejo indo para o meu piano para drenar toda a miséria me encharcando, tentando me afogar. Eu abaixo a tampa do piano para não acordar Anastasia e começo a tocar Chopin Opus 28, número 4 em Mi menor. 

Chopin’s Opus 28, Number 4 in E Minor

A música tem sido o meu outro mecanismo de defesa há um longo tempo - desde os seis anos de idade. O que eu não posso dizer em palavras, eu digo na música, eu deixo meus dedos falarem através do piano, derramando as emoções que turvam minha mente, me consumindo. Eu me coloco no modo de repetição, e uma vez que as notas saem da peça de Chopin, eu começo tudo de novo com a pequena bolha de luz acima do piano engolindo-me, enquanto o resto da casa está no escuro; e eu estou sozinho com a minha miserável alma na minha miséria dolorosa.

Eu me sinto perdido... perdido nos meus sentimentos que eu evitei tanto tempo de entrar na minha vida, perdido no que eu quero, e perdido em pensamentos lutando para segurar o que eu sei sem despedaçar a mim ou aos outros. Como um homem como eu, que tem tudo, praticamente tudo, pode ser tão miserável? Não é tão difícil se você é cinquenta tons de fodido para começar - um inútil pedaço de merda, como dizia o cafetão. Inútil! Há Leila, que precisa da minha ajuda, mas ela está perdida. Também me preocupa que ela pode ter, inadvertidamente, me ameaçado. Eu não acredito que ela vá me machucar, mas ela pode fazer mal a Anastasia. Maldição! Onde diabos ela está?

Quando estou prestes a me afogar ainda mais na minha miséria, como um homem embriagado encontra consolo na garrafa, sinto seu olhar me puxando para a segurança, injetando vida... esse olhar que promete só coisas boas, e desejo e amor; não, isto não pode ser amor... algum tipo de afeição... sim, é isso, afeição, e o doce choque que sua proximidade está me dando me acordam para os meus sentidos,  para o aqui e agora. Mas, por que é que ela está acordada a esta hora? Ela precisa de seu descanso. Encontro-me fechando a cara com todas as emoções que estão tentando chegar à superfície que a presença dela expulsou.

"Você deveria estar dormindo," Eu a repreendo suavemente.

"Você também deveria,” ela responde de volta tão suavemente como eu a repreendi.

"Você está me repreendendo, Srta Steele?"

"Sim, Sr. Grey, eu estou,” ela responde.

"Bem, eu não consigo dormir,” eu digo franzindo a testa com irritação e raiva, com  os meus problemas iminentes que podem trazer preocupações para ela , se bem que eu tenho toda a intenção de protegê-la disto.

Ela se aproxima do banco do piano, e lentamente se senta ao meu lado; colocando a cabeça no meu ombro nu para me ver tocar. Enquanto meus dedos correm sobre as teclas do piano habilmente, e com facilidade, ela me olha hipnotizada.

"Qual é esta?" Ela pergunta baixinho.

"Chopin. Opus 28, número 4. Em Mi menor, se você estiver interessada," murmuro em resposta à sua pergunta.

Viro-me e pressiono suavemente os lábios contra seu cabelo.

"Eu não tive a intenção de acordá-la," eu digo sinceramente.

"Você não acordou. Toque a outra,” diz ela.

"A outra?"

"A peça de Bach que você tocou na primeira noite que eu fiquei."

"Oh, o Marcello." 

Bach’s Marcello played - Alexandre Tharaud

Eu começo a tocar o Marcello lenta e determinadamente. Esta é uma peça triste e puxa todas as emoções que eu não posso expressar com palavras, derramando-se pelos meus dedos, e de alguma forma dando voz a toda a minha tristeza, e aos meus gritos silenciosos. As notas tristes, do fundo da alma lenta e tristemente enchem a sala, e nos rodeiam, puxando nossos corações, ecoando através das paredes, mas também ecoando os sons dos gritos da minha alma. É o meu pranto que eu nunca soltei através da minha própria voz. Quando a peça termina, ela abre os olhos lentamente e pergunta: "Por que você só toca música tão triste?"

Como posso dizer-lhe, Anastasia, que a minha alma está sangrando, lamentando, tentando preencher o vazio em meu ser e nunca completamente capaz de fechá-lo. Talvez este seja o meu acerto de contas por apenas ser... existir...

Mas a minha resposta a ela é apenas um encolher de ombros quando ela se senta ereta e remove a cabeça do meu ombro olhando para mim. Minha expressão é cautelosa, eu não quero que ela decifre essa minha merda... Não é para ela, ela é muito pura para essa porcaria.

"Então, você tinha apenas seis anos quando você começou a tocar?” Ela pergunta.

Concordo com a cabeça em resposta, ainda mais cauteloso, vendo para onde esta conversa está indo. Piano é o meu primeiro mecanismo de defesa. Se eu falar sobre isso, eu posso soltar algumas informações em resposta a sua inquisição. Ela me olha com expectativa e algum sentimento caloroso... amor ?

Eu finalmente ofereço a informação.

"Eu me empenhei em aprender a tocar piano para agradar a minha nova mãe."

"Para encaixar na família perfeita?"

"Sim, por assim dizer," eu digo evasivamente. Minha mãe perfeita gostava que seus filhos se destacassem em um instrumento musical, artes marciais e línguas. Eu faria qualquer coisa para fazê-la feliz. Ela me salvou de uma destrutiva vida de merda. Ela me mostrou que havia outro modo de vida que eu nunca soube que existia na minha vida de criança que não fosse ser maltratado. "Por que você está acordada? Você não precisa se recuperar dos esforços de ontem?" Pergunto tentando distraí-la com a minha própria inquisição.

"São 8:00 h da manhã para mim. E eu preciso tomar minha pílula,” diz ela.

Eu levanto as sobrancelhas surpreso. Eu estou contente de que ela está sendo responsável, mas também surpreso com sua escolha de hora, pois vivemos na costa oeste, e ela começou seu método no Eastern Standard Time (N.T. Horário da costa leste). Deixe isto prá lá com Anastasia.

"Bem lembrado,” murmuro impressionado. Meus lábios se curvam quando eu me lembro do método de tempo que ela começou em um fuso horário, que é três horas à frente do nosso, exigindo-lhe tomar a pílula às 5:00 h da manhã em nossa hora local. Ela nunca deixa de me surpreender como ela pode arrancar-me da minha miséria com coisas simples e me distrair.

"Só você começaria a tomar pílulas anticoncepcionais, de um período de tempo específico, em um fuso horário diferente. Talvez você deva esperar meia hora e depois outra meia hora, amanhã de manhã. Então, finalmente, você pode tomá-las em um horário razoável,” eu digo.

"Bom plano,” ela respira. "Então, o que devemos fazer por meia hora?” Diz ela inocentemente piscando para mim. Oh baby! Como você faz isso comigo?

"Eu posso pensar em algumas coisas,” eu sorrio, enquanto eu sinto meus olhos ficando mais brilhantes com a perspectiva. Ela olha para mim, impassivelmente.

"Por outro lado, poderíamos conversar,” ela sugere.

Minha testa enruga com o desapontamento.

"Eu prefiro o que eu tenho em mente,” eu digo pegando-a no meu colo.

"Você prefere ter sexo a falar,” ela ri enquanto ela tenta se equilibrar segurando-se em meus braços.

"Verdade. Especialmente com você,” eu digo cheirando seu cabelo e eu começo uma trilha constante de beijos abaixo de sua orelha para sua garganta. "Talvez no meu piano,” eu sussurro.

Eu sinto todo o seu corpo apertando com a expectativa. Justo a reação que eu esperava.

"Quero esclarecer uma coisa,” ela sussurra. Faço uma pausa momentaneamente para ouvi-la antes de eu continuar meu ataque sensual à minha namorada.

"Sempre tão ávida por informação, Srta Steele. O que precisa esclarecer?" Eu respiro contra sua pele da base do pescoço, sem interromper meus gentis beijos suaves.

"Nós,” ela sussurra enquanto fecha os olhos.

"Hmm Hmm..." Eu cantarolo: "O que sobre nós?" Eu digo, enquanto eu dou uma pausa na minha trilha de beijos ao longo de seu ombro.

"O contrato,” diz ela.

Levanto a cabeça e olho para ela, um pouco divertido, e eu finalmente suspiro. Eu passo meus dedos por sua bochecha.

"Bem, eu acho que o contrato é discutível, não acha?" Eu digo em voz baixa e rouca, com os meus olhos suaves.

"Discutível?” ela pergunta.

"Discutível,” eu digo sorrindo. Ela me encara interrogativamente.

"Mas você estava tão entusiasmado."

"Bem, isso foi antes. De qualquer forma, as Regras não são discutíveis, elas ainda estão de pé,” eu digo com expressão levemente dura. Eu não vou abrir mão do meu controle, ou das regras que precisam nos guiar.

"Antes? Antes de quê? "

"Antes de..." Eu digo pausando, e minha expressão cautelosa está de volta neste território desconhecido. "Mais,” eu digo dando de ombros.

"Oh," é a sua resposta sussurrada.

"Além disso, você já esteve na Sala de Jogos, duas vezes agora, e você não fugiu gritando para as colinas."
"Você esperava que eu corresse?” Ela retruca.

"Nada que você faz é esperado, Anastasia,” eu digo indiferente, já que ela está sempre fora das normas.

"Então, deixe-me esclarecer. Você só quer que eu siga o tempo todo o elemento Regras do contrato, mas não o resto do contrato?"

"Exceto na Sala de Jogos. Eu quero que você siga o espírito do contrato na Sala de Jogos, e sim, eu quero que você siga as Regras, o tempo todo. Então eu sei que você estará segura, e eu vou ser capaz de ter você a qualquer hora que eu quiser."

"E se eu quebrar uma das regras?"

"Então eu vou puni-la,” eu respondo.

"Mas você não vai precisar da minha permissão?"

"Sim, eu vou."

"E se eu disser não?” Ela retruca.

Eu olho para ela por um momento. Conhecendo Anastasia, ela pode ser uma violadora de regras e ela vai quase sempre dizer não a punição. Minha expressão está um pouco confusa. Eu não estou renunciando a minhas regras, porque ela precisa saber que eu tenho que estar no controle o tempo todo.

"Se você disser não, vai ser não. Eu vou ter que encontrar uma maneira de convencê-la,” eu digo. Eu sou muito criativo quando se trata de persuadir.

Ela imediatamente se afasta de mim e para, criando uma distância entre nós. Eu franzo a testa quando ela olha para mim. Eu a olho, intrigado com seu comportamento e assustado e desconfiado com isso. Ela está fugindo?

"Portanto, o aspecto punição permanece,” diz ela tentando confirmar.

"Sim, mas só se você quebrar as regras."

"Eu preciso relê-lo,” diz ela.

"Eu vou buscá-lo para você,” eu digo como o homem de negócios que eu sou tentando repassar os detalhes de um contrato de negócios.

Eu levanto do piano, e caminho para o meu estúdio. Eu ligo o meu laptop, e abro o arquivo pdf com seu contrato alterado, e pressiono "Imprimir". Uma vez que a impressora cospe o contrato alterado, eu pego os papéis, e saio do estúdio, e volto para minha sala de estar, onde Anastasia está de pé com uma expressão confusa estampada em seu rosto.

"Aqui está” eu digo entregando o contrato que acabo de imprimir. Eu, claro, risquei as linhas com as quais ela não concordava.

REGRAS

Obediência:
A Submissa vai obedecer todas e quaisquer instruções dadas pelo Dominante imediatamente, sem hesitação ou reserva e de forma rápida. A Submissa vai concordar com qualquer atividade sexual considerada apta e prazerosa pelo Dominante excetuando aquelas atividades que são descritas nos limites rígidos (Anexo A). Ela vai fazê-lo muito entusiasmadamente e sem hesitação.

Dormir:
A Submissa vai garantir que ela atinge um mínimo de oito sete horas de sono por noite, quando ela não estiver com o Dominante.

Alimentos:
A Submissa vai comer regularmente para manter a sua saúde e bem-estar a partir de uma lista prescrita de alimentos (Anexo 4). A Submissa não vai ter lanches entre as refeições, com exceção de frutas.

Roupas:
Enquanto estiver com o Dominante, a Submissa vai usar apenas roupas aprovadas pelo Dominante. O Dominante irá fornecer um orçamento para roupas para a Submissa, que a Submissa deve utilizar. O Dominante deverá acompanhar a Submissa para comprar roupas em uma base ad hoc.

Exercício:
O Dominante deve fornecer a Submissa  um personal trainer quatro três vezes por semana em sessões de uma hora de duração, em horários a  ser mutuamente combinados entre o personal trainer e a Submissa. O personal trainer vai reportar ao Dominante os progressos da submissa.

Higiene Pessoal / Beleza:
A Submissa irá manter-se limpa e raspada e/ou depilada em todos os momentos. A Submissa vai visitar um salão de beleza da escolha do Dominante, nas vezes a serem decididas pelo Dominante, e submeter-se a qualquer tratamento que ao Dominante aprouver.

Segurança pessoal:
A Submissa não vai beber em excesso, fumar, usar drogas recreativamente ou colocar-se em perigo desnecessário.

Qualidades pessoais:
A Submissa não terá quaisquer relações sexuais com qualquer outro que não seja o Dominante. A Submissa vai proceder de uma forma respeitosa e moderada em todos os momentos. Ela deve reconhecer que seu comportamento é um reflexo direto do Dominante. Ela deve ser responsabilizada por quaisquer erros, irregularidades e maus comportamentos cometidos quando não na presença do Dominante. O não cumprimento de qualquer das regras acima resultará em punição imediata, cuja natureza, será determinada pelo Dominante.

                                                            **** ♡ *****

Ela lê todas as linhas com cuidado, atenção e com compreensão total. Uma vez que ela termina a leitura, ela levanta a cabeça e pergunta:

"Então, a coisa da obediência permanece?”

"Oh, sim,” eu digo sorrindo. A obediência é muito importante para mim. Sem ela, eu não tenho controle. Ela balança a cabeça divertida, e mais por hábito do que intenção, ela revira os olhos para mim e eu brilho como as luzes da árvore de Natal.

"Você acabou de rolar seus olhos para mim, Anastasia?" Eu respiro com a expectativa.

Ela tem essa cara OSM moldada no rosto. (N.T.  OSM: Oh Shit!  Moment )

"Possivelmente, depende de qual é sua reação,” ela diz.

"A mesma de sempre,” eu digo balançando a cabeça ligeiramente, e meus olhos estão brilhando de excitação com a possibilidade de espancá-la e as palmas das minhas mãos começam a mexer.

Ela engole em seco, e olha em volta para distração, ou intervenção divina.

"Entãããooo...,” diz ela à procura de uma saída.

"Sim,” eu a questiono, lambendo meu lábio inferior.

"Você quer me espancar agora,” diz ela.

"Sim. E eu vou,” eu respondo sem demonstrar emoções.

"Ah, é mesmo, Sr. Grey?” Ela me desafia, sorrindo de volta para mim. Ela quer brincar.

"Você vai me impedir?"

"Você vai ter que me pegar primeiro,” diz ela e meus olhos se arregalam e eu sorrio, lentamente me levantando com a reação dela “aumentando as apostas”.

"Oh, verdade, Srta Steele?" eu pergunto.

Ela está agora atrás da barra do café-da-manhã, e não há mais nada entre nós. Na verdade eu posso saltar sobre a barra para chegar até ela. Minha adrenalina está correndo com entusiasmo, e ela morde o lábio inferior o que aumenta o nível de excitação em mim.

"E você está mordendo seu lábio," eu respiro, enquanto me movo lentamente para a esquerda e ela também se move, mas na direção oposta.

"Você não faria isso,” diz ela brincando. "Depois de tudo, você revira os olhos,” diz ela tentando raciocinar comigo.  Legal! Eu continuo a andar  para minha esquerda assim como ela.

"Sim, mas você só levantou o nível de excitação com este jogo,” eu digo com os meus olhos em chamas e expectativa selvagem.

"Eu sou muito rápida, você sabe,” diz ela com indiferença.

“Eu também,” eu respondo.

Eu a persigo na cozinha.

"Você vai vir tranquilamente?" Eu pergunto.

"Claro que não!” Ela responde.

"Srta Steele, o que você quer dizer?" Eu sorrio.

"Vai ser pior para você se eu tiver que ir buscá-la,” eu digo.

"Isso será apenas se você me pegar, Christian. E no momento, eu não tenho nenhuma intenção de deixar você me pegar,” diz ela com ousadia.

"Anastasia, você pode cair e se machucar. O que vai colocá-la em violação direta da regra número sete,” digo preocupado.

"Eu tenho estado em perigo desde que eu o conheci, Sr. Grey, com regras ou sem regras,” ela responde.

"Sim, você tem,” eu digo, pausando, enquanto eu considero esta declaração. Eu coloco as pessoas em perigo, mesmo se eu fizer isso a contragosto.

De repente eu corro para ela e ela grita e corre para a mesa de jantar. Ela consegue escapar e, agora, a mesa de jantar está entre nós. Estou excitado como um predador, e eu estou na caça... completamente estimulado.

"Você certamente sabe como distrair um homem, Anastasia."

"Nosso objetivo é agradar, Sr. Grey. Distraí-lo de que?” Ela pergunta.

"A Vida. O Universo,” eu digo acenando minha mão ao redor.

"Você parecia muito preocupado enquanto você estava jogando,” comenta.

Eu paro e cruzo os braços, divertido.

"Nós podemos fazer isso o dia todo, baby, mas eu vou te pegar, e vai ser pior para você quando eu fizer."

"Não, você não vai,” diz ela teimosamente. Olhando para mim, medindo-me e avaliando-me para ficar pronta para correr.

"Qualquer um poderia pensar que você não quer que eu te pegue,” eu digo.

"Eu não quero. Esse é o ponto. Eu me sinto sobre a punição da maneira como você se sente sobre eu tocar em você,” diz ela e eu fico paralisado como se ela atirasse em mim, me desequilibrando. O quê? Como eu poderia fazer isso com ela? Fazer alguma coisa para ela na mesma intensidade de repulsa e desagrado do que foi feito para mim? Por que ela não me disse isso? Pior ainda, por que diabos eu não percebi? Que porra de idiota eu sou!

"Assim é como você se sente?" Eu sussurro, toda energia, toda vontade nocauteada, horrorizado, que poderia ser eu quem infligiria algo tão belicoso e repugnante para ela. Eu sinto toda a energia se esvair de mim como se eu fosse uma casca sem vida de um homem. Ela franze a testa.

"Não. Isto não me afeta tanto quanto isso, mas dá para você uma idéia,” murmura, olhando ansiosamente para mim.

"Oh," eu digo completamente perdido. Oh merda! Eu a espanquei, e ela quase foi devastada! E sua colega de apartamento quase acabou comigo. É claro que ela fez isto, porque eu não sabia o dano que eu estava fazendo com ela! Porra! Porra! Porra! Que tipo de pessoa de merda que eu sou! Eu... Eu... Eu não sei como responder a esta revelação. Meu olhar vai até ela em branco, confuso, perdido, minha boca aberta.

"Você odeia isto tanto assim?" Eu respiro com o horror interno finalmente refletido em meus olhos. Horror! Do que eu tenho causado a ela... à mulher que eu amo... gosto!

Ela fica paralisada e caminha lentamente em volta da mesa de jantar.

"Bem... não,” diz ela tentando me tranqüilizar. "Não. Eu me sinto ambivalente a respeito. Eu não gosto disto, mas eu não odeio isto, também."

"Mas ontem à noite, na sala de jogos, você..." Eu digo me calando.

"Eu faço isso por você, Christian, porque você precisa disto. Mas, eu não. Você não me machucou na noite passada. Isso foi em um contexto diferente, que eu posso racionalizar internamente, e eu confio em você. Mas quando você quer me punir, eu me preocupo que você possa me machucar."

Oh, Deus! Aqui está o ponto crucial! Eu realmente quero machucá-la! Nada além do limite que ela possa suportar, mas mesmo assim, isso não muda o fato de que eu quero! E agora, mais do que qualquer coisa. Eu estou rasgado por dentro. Meus olhos estão queimando como um tornado... Eu estou incapaz de formar palavras para expressar meus pensamentos. Eu não sei se o tempo pára ou passa lentamente, mas parecem anos antes que eu possa abrir minha boca novamente.

"Eu quero te machucar. Mas nada além de qualquer coisa que você não aguente." Eu digo.

"Por quê?” Ela pergunta.

Eu corro a mão pelo meu cabelo, dou de ombros. Ela iria correr, e nunca mais voltar se ela soubesse o motivo. Eu nunca poderia dizer isso a ela. Nunca!

"Eu apenas preciso disso,” eu digo pausando, olhando para ela com angústia, e fecho meus olhos e abano minha cabeça. Ela continua a olhar para mim sondando suavemente, questionando.

"Eu não posso dizer a você,” eu sussurro.

"Não pode ou não vai?” Ela pergunta.

"Não vou."

"Então você sabe por quê."

"Sim".

"Mas você não vai me dizer,” ela responde em busca de confirmação de sua declaração.

“Se eu fizer isso, você vai correr gritando desta sala, e você nunca mais vai querer voltar,” eu digo olhando para ela cautelosamente como se eu estivesse olhando para um coelho assustado. “Eu não posso arriscar isto, Anastasia," Eu digo com medo, temor, e desespero me consumindo de mantê-la em minha vida.

"Você quer que eu fique,” diz ela tentando confirmar o que eu quero.

"Mais do que você imagina,” eu sussurro baixinho. Eu morreria se eu a perdesse permanentemente. "Eu não poderia suportar perder você."

Sua respiração paralisa.

Eu olho para ela de repente, com todo o medo e pânico vindo à superfície de repente. Minha asfixia com o medo da possibilidade de perdê-la está aqui com toda a força. Eu puxo-a em meus braços, e eu a beijo, e a beijo com toda a minha paixão e desejo, e amor. Meu Deus! Eu acho que eu a amo! Ela está surpresa, enquanto o meu pânico e desespero crescem, e todos esses sentimentos são despejados em meu beijo.

"Não me deixe, por favor,” eu peço a ela. "Você disse," eu digo enquanto minha respiração acelera, "Você disse que você não iria me deixar, e você me implorou para não deixá-la, em seu sono," eu murmuro contra os lábios dela tentando mantê-la comigo, enquanto o medo dela me deixar quase me consome como a uma criança perdida. Eu não posso perder você, Ana! Eu rasgo meu próprio coração antes que qualquer separação permanente ocorra entre nós! Eu não posso viver sem o meu coração! Eu não posso viver sem a minha alma!

"Eu não quero ir,” diz ela suavemente. Ela olha para mim com todas as minhas paredes abaixadas, e as minhas barreiras derrubadas, como uma criança nua com todas as minhas merdas postas a olho nu ... um menino pequeno que se perdeu em seu abismo incapaz de encontrar uma luz até que ela entrou na minha vida. 

 Rolling the Deep by Adele

Meus olhos estão arregalados e sombrios e finalmente exibindo o sentimento torturado que sempre me consumiu, especialmente na escuridão da noite, quando eu estou sozinho. Ela olha para mim com afeição, e amor.

"Mostre-me,” ela sussurra.

"Mostrar o que a você?" Pergunto incapaz de compreender.

"Mostre-me o quanto isso pode machucar,” diz ela chocando-me.

"O que?" O que ela está pedindo para mim? É a minha mente me fazendo isso? Ela não me disse que ela detesta isto tanto quanto eu detesto ser tocado?

"Puna-me. Eu quero saber o quão ruim isto pode ser,” diz ela.

Eu dou um passo para longe dela não confiando em meus próprios ouvidos. Certamente meu cérebro está tão fodido que faz esse tipo de merda agora! Eu não posso colocar em risco meu relacionamento com ela com informações falsas. Estou confuso. Eu quero ouvir de sua boca novamente, para ter certeza.

"Você tentaria?" Pergunto descrente.

"Sim. Eu disse que tentaria,” diz ela.

Eu pisco para ela em descrença. O que ela está jogando?

"Ana, você está muito confusa,” eu digo - o único fato que me vem à mente neste momento particular.

"Estou confundida, também. Eu estou tentando resolver isso. E você e eu vamos saber, de uma vez por todas, se eu posso fazer isso. Se eu posso lidar com isso, então talvez você” - ela diz, suas palavras sumindo. Meus olhos se arregalam. Eu acho que ela quer me tocar, e talvez se ela pode suportar ser espancada, e se ela está disposta a fazer isso por mim, eu certo  como o diabo tentaria ser tocado por ela. Mas, eu não quero ser tocado às custas do nosso relacionamento. Eu estou dilacerado. Mas que diabos? Esta mulher bonita está fazendo algo que ela detesta unicamente porque ela quer satisfazer as minhas necessidades e eu não retribuo? Eu estaria condenado se eu não fizesse! Eu finalmente tenho uma férrea determinação em todo o meu ser, e deixo que este sentimento se estabeleça em minhas feições. Eu estreito meus olhos sobre ela, olhando para a minha namorada especulativamente tentando pesar as  alternativas. Isto é o que eu quero, e há algo que ela quer de mim em troca.

Eu tomo a minha decisão, e de repente, eu agarro seu braço em um aperto firme e viro, levando-a para fora da sala e dirigindo-a pelas escadas para a Sala de Jogos.

"Eu vou te mostrar o quão ruim pode ser, e você pode se convencer,” eu digo parando perto da porta. Há um sentimento puxando dentro de mim que eu não posso entender. Eu dou-lhe uma última chance para nos deter, para me deter.

"Você está pronta para isso?" Eu pergunto com fervor, em busca de uma resposta, verdadeira, honesta.

Ela acena com a cabeça, seus olhos resolutos, sua mente decidida.

Eu abro a porta, e ainda segurando o braço dela, pego um cinto da prateleira ao lado da porta, entre as ferramentas de castigo, e depois a levo para o banco de couro vermelho no canto da sala.

"Curve-se sobre o banco,” murmuro baixinho.

Ela se inclina sobre o couro macio. Deixo seu roupão de banho nela.

"Estamos aqui porque você disse que sim, Anastasia," fazendo-a entender que ela é a única que tomou a decisão de entrar na Sala de Jogos e de ser punida, e que é com o consentimento dela e nunca sem ele.

"E você correu de mim. Eu vou bater em você seis vezes, e você vai contar comigo,” eu digo a ela, listando as razões pelas quais ela está aqui. Mas ela precisa se lembrar de que ela não deve fazer isso. É por isso que eu a faço contar o número de correiadas que ela recebe com o cinto para futuras referências.

Eu finalmente levanto a barra de seu roupão de banho, e eu gentilmente acaricio seu traseiro, passando minhas mãos pelas suas duas bochechas e para baixo no alto de suas coxas.

"Eu estou fazendo isso para que você se lembre de que não deve fugir de mim, e tão excitante quanto possa ser eu nunca quero que você fuja de mim,” eu sussurro. Mesmo brincando, ela fugindo de mim é simplesmente devastador.

"E você rolou seus olhos para mim. Você sabe como me sinto sobre isso,” eu digo com minha voz Dominante firme, enquanto a minha ‘persona’ Dom está de volta com força total, o que é completamente associado a esta sala.

Eu levanto o cinto e bato em seu traseiro tão forte quanto eu posso sem amenizar nada, deixando-o morder as bochechas de seu bumbum. Ela grita de dor e choque com a primeira mordida do cinto, e toma uma enorme golfada de ar como se seus pulmões tivessem ficado sem ar completamente.

"Conte. Anastasia!" Eu ordeno a ela. De alguma forma, Anastasia contando, é o reconhecimento da minha Dominação sobre ela, o que é uma enorme excitação.

"Um!" Ela grita para mim como se dissesse ‘foda-se Grey!'

Eu a atinjo novamente, e seu traseiro está brilhando com a marca do cinto em sua parte inferior, em uma longa tira e o som disto ecoa na sala.

"Dois!” ela grita.

Sua voz levanta minha libido 10 vezes seu limite, tornando minha respiração áspera e irregular. Eu levanto o cinto e bato, pousando-o em sua carne novamente.

"Três!” ela grita, e eu sinto as lágrimas quentes molharem as calças do pijama, mas ela não está protestando, e nem está me parando.

Eu a atinjo novamente.

"Cinco!” ela diz em uma voz mais chocada do que irritada ou desanimada. Ela parece estrangulada, e seu traseiro está vermelho como a bandeira chinesa, mas ela ainda não disse a palavra de segurança dela. Eu bato o cinto uma última vez.

"Seis,” ela sussurra, enquanto eu solto o cinto por trás dela, puxando-a em meus braços com compaixão e sem fôlego,  porque  ela recebeu o castigo e ela fez isso por mim! Mas ela me empurra, e luta para fora do meu alcance.

"Deixe prá lá... não...” diz ela, ainda empurrando e lutando para ficar longe de mim

Monster - Lady Gaga

Lutando contra mim! Tentando fugir de mim! Oh Deus! Não! O que eu fiz?

"Não me toque!” Ela sibila para mim enquanto ela se endireita e me encara. Estou completamente confuso, meus olhos arregalados e assustados com o conhecimento de que ela poderia fugir, e partir. Ela limpa suas lágrimas para fora de seus olhos com raiva, com a parte de trás de suas mãos, olhando irritada para mim.
"Isto é o que você realmente gosta? De mim, dessa maneira?” ela diz enquanto ela limpa o nariz com a manga de seu roupão.

Eu olho para ela cautelosamente incapaz de falar.

"Bem, você é um fodido filho da puta!"

"Ana,” eu imploro, chocado. Eu não queria trazê-la aqui. Mas ela queria que eu a trouxesse de qualquer maneira. O que eu fiz? Por que eu concordei, mesmo depois que ela declarou que ela detesta ser punida? Como diabos eu estraguei, sozinho, dessa maneira,  meu único relacionamento?

"Não se atreva a chamar-me 'Ana'! Você precisa arrumar a merda da sua vida, Grey!” ela diz como suas últimas palavras para mim, completamente irritada, amarga, confusa, e ferida. Eu percebo neste momento que sou realmente eu quem fere as pessoas. Eu sou ruim desde o âmago! Eu machuco as pessoas que cuidam de mim! Eu machuquei a única mulher que eu realmente amo! E neste fodido ponto da compreensão, ela pode estar fugindo de mim.

Ela abre a maçaneta da porta e silenciosamente fecha atrás dela, como se derrotada.

O que eu faço? Eu não posso viver sem ela! Eu... Eu apenas não posso! Eu sou um bosta de um merda que não serve para nada, não vale nada e ainda quer o seu carinho, quer seu amor, eu preciso dela aqui, comigo. Eu faço qualquer coisa, qualquer coisa para ela ficar comigo.

Ela apenas saiu de perto de mim. Minhas mãos vão para o meu cabelo em confusão, mas desta vez, vejo meus dedos agarrando-os e puxando-os duramente em desespero. Oh, meu Deus! Eu só... Eu começo hiper ventilando. Eu apenas afastei a única mulher que eu já amei! Que porra está errada comigo?

Eu estou profundamente, totalmente, completamente fodido! Cinqüenta tons? Eu sou a pior coisa que a maldita prostituta de crack fez nascer! Bem, você fez a sua cama, seu filho da puta! Oh, Deus! O que eu fiz? Eu posso de alguma forma me redimir? Eu estou congelado no meu lugar incapaz de me mover. O que eu faço? Ela me odeia! Ela realmente, verdadeiramente me odeia! Por favor, Deus! Eu não posso suportar! Ouça-me! Ajude-me! Eu sou inútil, mas eu estou pedindo ajuda agora! Por favor! Ajude-me! Salve-me da minha miséria! Ela é a única que eu amei e ela me detesta agora...

"Por favor,” escapa de meus lábios em voz baixa. "Por favor, Deus... Não tenho ninguém para pedir ajuda. Ajude-me! Ela vai me deixar!"

Eu finalmente encontro forças para sair do lugar onde eu estou congelado, e ando lentamente para a porta e giro a maçaneta. Ela não está na porta. Eu vou para o meu quarto, e caminho até o banheiro principal e pego um vidro de Advil e um frasco de loção para aliviar seu traseiro. Então eu me encontro  indo na direção de seu quarto. Eu lentamente me encaminho até a porta e lentamente entro em seu quarto. O amanhecer está sobre nós, mas é como se o sol tivesse se posto e não tivesse voltado novamente para mim. Ela está enrolada de lado na cama, porque seu traseiro está ferido e ela está sofrendo, a cabeça enterrada em seu travesseiro e ela está soluçando. As palavras de sua colega de apartamento, Kate, voltam para mim, "Desde que ela conheceu você, ela chora todo o tempo!" Eu estou dilacerado por dentro em um milhão de pedaços. Ela realmente me odeia... Eu me odeio! Por que ela não me odiaria?

Eu coloco o Advil e a loção de arnica na mesa de cabeceira, e sento-me na cama e a cama se mexe debaixo do meu peso, enquanto eu subo na cama atrás dela, bem perto dela, bem perto de seus soluços implacáveis.
"Shuh,” eu respiro. Ela está congelada em seu lugar, e fica tensa, completamente inflexível. Meu coração se parte de novo. Eu a destrocei! "Não lute contra mim, Ana, por favor,” eu sussurro. Eu não posso aguentar. Gentilmente, eu a puxo para meus braços, enterrando meu nariz em seus cabelos, beijando seu pescoço. Eu não posso suportar perdê-la. Eu apenas não posso!

"Não me odeie," eu mal posso sussurrar,  "por favor,” eu respiro contra sua pele macia

Hard to Say I’m Sorry by Boys 2 Men

A minha alma está doendo, e eu estou perdido. Ela começa a soluçar de novo em silêncio. Eu continuo a beijá-la suavemente, ternamente, mas estou desconfiado de que ela não me quer mais.

Nós dois deitamos juntos assim por séculos. Eu só a abraço, orando silenciosamente para que ela não me deixe, para que ela me perdoe, e deixe de me odiar. Eu sei que isto é muito, mas eu estou apaixonado por ela! Ela finalmente relaxa quando a rigidez deixa seu corpo, e pára de chorar. O amanhecer chega e se vai, e as luzes suaves da manhã dão lugar às luzes brilhantes do dia enquanto a manhã avança, e ainda estamos deitados calmamente.

"Eu trouxe para você Advil e creme de arnica,” eu digo depois de um longo tempo.

Ela se vira muito lentamente em meus braços, voltando-se para mim. Sua cabeça está descansando em meu braço. Meus olhos estão implacáveis com meus pensamentos e medos, e cautelosos.

Ela me encara como se ela estivesse me olhando pela última vez. Oh, não! Eu tento não passar nada com meu olhar, mantendo meus olhos sobre ela, sem sequer piscar. Aproximando-se, ela acaricia minha bochecha e corre as pontas de seus dedos pela minha barba. Eu fecho meus olhos e exalo um pouco ao seu toque, como se fosse a minha tábua de salvação.

"Eu sinto muito,” ela sussurra. O quê? Por quê? O que é isso? Será que ela vai me dizer que isso não está funcionando?

Abro os olhos e olho para ela intrigado.

"Sente muito o quê?"

"O que eu disse,” diz ela fazendo o alívio correr através de mim. Talvez ela não vá deixar-me. Talvez possamos resolver isso.

"Você não me disse nada que eu não soubesse,” eu digo com olhos suaves. "Desculpe-me que eu a machuquei,” eu digo.

Ela encolhe os ombros em resposta.

"Eu pedi por isto." Então, olha para mim, engolindo. Isso não é bom.

"Eu não acho que eu posso ser tudo o que você quer que eu seja,” ela sussurra. Meus olhos se arregalam um pouco, e eu pisco com o medo batendo  em  mim a todo vapor.

"Você é tudo que eu quero que você seja” eu digo para ela.  Eu esperei tanto tempo por ela, para encontrá-la, e de alguma forma a Providência Divina foi gentil o suficiente para cruzar nossos caminhos

A Thousand Years by Christina Perri

Agora, eu estou fodidamente  perto de perdê-la. Há um buraco no meu peito e eu não posso aguentar. Ela está aqui, mas a quilômetros de distância. Ela parece confusa.

"Eu não entendo. Eu não sou obediente, e você pode estar tão seguro como o inferno que eu não vou deixar você fazer isso comigo de novo. E isso é o que você precisa, você disse isso."

Eu fecho meus olhos de novo lutando com a minha melhor parte do cérebro. Eu acabo de perceber que eu estou apaixonado por ela. O Amor não me obriga a fazer o que é melhor para ela, e não para mim mesmo? O Dr. Flynn não me disse recentemente que, "C'est cela l'amour, tout donner, tout sacrifier, sans espoir de retour." Como eu  entendo isto agora, e é tarde demais. "Amar é dar tudo, sacrificar tudo sem esperança de receber de volta,” e eu tenho que fazer o que é melhor, em seu interesse, e no de Christian Grey. Eu tomo minha decisão. Eu tenho que deixá-la ir. Fazer o que é melhor para ela sabendo que é quase impossível mudar meu jeito.

"Você está certa. Eu devo deixar você ir. Eu não sou bom para você,” eu concordo completamente devastado. 

You Know I’m No Good by Amy Winehouse

O amor é dar tudo sem esperar nada em troca. Você vai partir com meu coração e minha alma, eu vou ficar menos do que eu era quando ela me encontrou.

Seus olhos se alargam com a minha resposta. "Eu não quero ir,” ela sussurra enquanto lágrimas nadam em seus olhos de novo. O alívio me inunda mais uma vez.

"Eu também não quero que você vá,” eu sussurro com uma voz ferida. Eu me aproximo e suavemente acaricio seu rosto e enxugo uma lágrima caindo com o polegar.  "Eu comecei a viver desde que a conheci,”  Eu mal posso articular,  num sussurro. Meu polegar traça os contornos de seu lábio inferior.

"Eu também,” ela sussurra de volta. "Eu me apaixonei por você, Christian,” ela declara, e ouvindo isso dela, quando ela está consciente e acordada, eu estou chocado, e minha respiração é expelida fora de mim. Ela me ama? Este inútil pedaço de merda de um homem? Ela não pode! Ela não deve! Eu não sou nada! Eu sou ruim para ela. Meus olhos se arregalam de medo, puro, não diluído. Isto é muito, muito ruim! Ruim para ela, e ruim para mim.

"Não,” eu respiro como se eu tivesse ouvido a pior declaração do mundo. Eu me sinto como se a vida tivesse sido tirada de mim.

"Você não pode me amar, Ana. Não... isso é errado,” eu digo completamente horrorizado.

"Errado? Por que é errado?” Ela pergunta.

"Bem, olhe para você. Eu não posso fazer você feliz,” digo em voz muito angustiada.

"Mas você me faz feliz,” diz ela franzindo a testa.

"Não no momento, e não fazendo o que eu quero fazer,” e este é o ponto crucial disto; porque eu sou fodido, e eu quero machucá-la. Ela parece triste e desesperada.

"Nós nunca vamos deixar isto para trás, não é?” Ela sussurra com uma voz temerosa quando a percepção cai sobre ela. Eu sacudo minha cabeça tristemente. Ela fecha os olhos como se ela não pudesse  suportar olhar para mim. Eu sou um merda de um fodido filho de uma puta! Por que eu destruo toda coisa boa que aparece no meu caminho?

"Bem... É melhor eu ir, então,” ela murmura, e estremece quando ela se senta.

"Não, não vá,” eu digo com o pânico me consumido completamente.

"Não há nenhuma forma de eu ficar." Ela parece que envelheceu dez anos nas últimas horas, como se o peso do mundo estivesse repousando sobre ela. Ela sai da cama, e eu a sigo.

"Eu vou me vestir. Eu gostaria de um pouco de privacidade,” diz ela, com uma voz monótona, vazia, como se alguém, EU, tivesse roubado a vida dela e ela me deixa de pé no quarto.

Oh meu Deus! O que diabos eu fiz? Ela está me deixando! Ela realmente está me deixando! Eu não posso respirar! Eu ando para trás e para frente no quarto... O que posso fazer? Como posso impedi-la? Eu estou completamente, totalmente, irrevogavelmente despedaçado... nada pode me consertar, apenas ela! 

Unbreak my heart by Toni Braxton

Eu vou para o meu estúdio e ligo para Taylor. Ele responde ao primeiro toque. Minha voz está tensa, e perturbada, e pela primeira vez em um tempo muito, muito longo, eu não consigo controlar minhas emoções.
"Taylor,” eu digo. E com esta única palavra, os sinos de alarme tocam para ele.

"Eu estou vindo, senhor,” e ele está lá em 15 segundos. Quando ele está no meu escritório, ele já está vestido e pronto para qualquer coisa.

"O que está acontecendo, senhor? Você está bem? A Srta. Steele está bem?"

"Ela está me deixando, Taylor. Eu quero que você a leve para casa,” eu digo, não mesmo reconhecendo minha voz oprimida, desesperada. Eu ergo minhas paredes em volta novamente. "Eu quero que você esteja pronto. Isso é tudo,” eu digo numa voz sem emoção. Esse é o único tipo de voz que eu posso controlar.
Ele deixa o escritório.

Eu tenho roupas de reposição em meu escritório, então eu coloquei minha calça jeans e uma camiseta preta. Meus pés estão descalços. Eu volto para a área da sala, para que eu possa tentar persuadir Anastasia uma última vez.

Meu BlackBerry toca. Porra! Com todo o tempo que ele tem para tocar, e ele toca agora! É Welch.

"Senhor. Eu tenho notícias,” diz ele.

"Que diabos é?" Eu digo com impaciência completa.

"Nós já convencemos o marido de Leila a compartilhar algumas informações sobre ela. Ela estava em contato com ele. Ela falou com ele. Algo trágico aconteceu com ela e ela lhe pediu para ajudá-la. Mas ele disse-lhe para ir se foder e que ele não se importava com o que acontecesse com ela."

"Ele disse o que!" Eu grito, e eu vejo Anastasia entrar na sala através do canto dos meus olhos, e meu grito a faz saltar.

"Bem, ele poderia ter nos dito a fodida verdade, porra. Qual é o seu número? Preciso ligar para ele... Welch, esta é uma verdadeira emergência." Eu olho para cima e não tiro os meus sombrios e pensativos olhos dela. “Encontre-a,” eu repreendo, e pressiono o botão desligar.

Anastasia vai até o sofá e recolhe sua mochila, ignorando-me completamente. Para meu horror absoluto, ela tira seu Mac da mochila, e caminha de volta para a cozinha, colocando-o cuidadosamente na barra de café-da-manhã, juntamente com seu Blackberry e sua chave do carro. Ela se vira para mim enquanto eu olho para ela com um rosto completamente estupefato cheio de horror. Por que ela está ferindo-me assim? Eu os dei para ela... Eu não os quero de volta!

"Eu preciso do dinheiro que Taylor obteve pelo meu Fusca,” diz ela em voz clara e calma, completamente desprovida de emoção, tudo no piloto automático. Eu conheço bem esta voz, eu acabo de usá-la com Taylor.

"Ana, eu não quero essas coisas,” eu digo incrédulo, mal capaz de controlar o rombo na minha voz. "Por favor, leve-os."

"Não, Christian. Eu só os aceitei sob sofrimento, e eu não os quero mais."

"Ana, seja razoável," Eu reclamo com ela.


 "Eu não quero nada que vá me lembrar de você. Eu só preciso do dinheiro que Taylor obteve pelo meu carro,” ela diz respondendo com uma voz monótona.

Eu suspiro em descrença. Ela está tentando arrancar-me de sua vida pelas raízes. Ela não quer nada de mim! Nem mesmo uma lembrança. Oh, Deus!

"Você está realmente tentando me ferir?" Eu pergunto em um sussurro fervoroso.

"Não,” ela franze a testa, olhando para mim. O amor ainda está em seus olhos com profunda tristeza. "Eu não estou,” diz ela em um sussurro triste. “Eu estou tentando me proteger,” e esta  declaração me machuca mais ainda. 

 I Have Nothing - Whitney Houston

"Por favor, Ana, pegue essas coisas."

"Christian, eu não quero brigar - Eu só preciso do dinheiro."

Eu estreito meus olhos para ela, querendo que ela pegue. Ela só olha de volta para mim, impassível, nem mesmo piscando, e não recua. Este é o seu rosto inflexível.  Eu não posso forçá-la.

"Você vai levar um cheque?" Pergunto acidamente.

"Sim. Eu acho que você é solvente para isto."

Eu estou tendo o pior dia da minha vida. O porra do marido de Leila esteve em contato com ela, e ele não compartilhou a informação. Ela está lá fora em algum lugar, pronta para prejudicar a si mesma e possivelmente a outros. E a minha namorada, a única garota por quem eu já me apaixonei, está me deixando hoje! Eu entro em meu escritório. Eu preencho para Anastasia um cheque pelo seu carro. Coloco-o em um envelope, e volto para a sala de estar. Ela não vai acreditar que esta é a quantia que Taylor obteve, mas é.
"Taylor obteve um bom preço. É um carro clássico. Você pode perguntar a ele. Ele vai levá-la para casa," eu digo acenando na sua direção por cima do seu ombro. Ela se vira, e vê Taylor em pé na porta, vestindo seu terno, pronto para ir.

"Tudo bem. Eu posso ir sozinha para casa, obrigado,” ela responde. Ela se vira para olhar para mim, e eu mal posso conter a minha fúria em meus olhos. Porque ela nunca, nunca me ouve? Por que ela não pode fazer um último gesto de mim? Por que Ana? Por que você faz isso comigo? Por que você me deixou?

"Você vai me desafiar em cada momento?" Pergunto friamente.

"Por que mudar um hábito de uma vida?” Diz ela me dando um pequeno levantar de ombros de desculpas.
Eu fecho meus olhos em frustração e passo minhas mãos pelo meu cabelo completamente exasperado.

"Por favor, Ana, deixe Taylor levá-la pra casa,” eu imploro.

"Eu vou pegar o carro, Srta Steele," Taylor anuncia autoritariamente. Talvez ela o ouça. Ela pensou que ele era avuncular. Eu aceno para Taylor, e ele vai buscar o carro.

Ela se vira para me encarar. Nós estamos a cerca de quatro passos de distância. Eu dou um passo à frente para abraçá-la uma última vez, sabendo que posso não ser capaz de abrir mão dela, e ela automaticamente dá um passo para trás como se ela tivesse conseguido pegar meu coração e batido com ele no chão. Eu paro. Ela está fugindo de mim, e eu estou totalmente angustiado. Oh Deus! Ela não me quer. Isso dói mais. Eu a feri profundamente, e ela não quer mais nem mesmo minha proximidade dela. Tristeza e agonia dolorosa derramam-se das minhas células, de todo o meu ser, como se se materializassem diante dela. Meus olhos ardem com nostalgia e desespero. Eu só quero correr para ela, e segurá-la e nunca, nunca deixá-la ir! Permita-me, Ana, por favor

Run to You by Whitney Houston

"Eu não quero que você vá,” murmuro com um último apelo. Por favor, baby! Não vá. Eu olho para ela nostálgico. Perto o suficiente para tocar, ainda que incapaz, porque ela ergueu muros entre nós.

"Eu não posso ficar. Eu sei o que eu quero, e você não pode me dar, e eu não posso lhe dar o que você precisa,” diz ela com uma voz desesperada.

Eu dou mais um passo para frente, mas ela levanta as mãos para me parar.

"Não, por favor." Ver o seu recuo de mim é simplesmente desesperador. Ela não pode nem mesmo tolerar o meu toque. Estou morrendo como por mil cortes.  "Eu não posso fazer isso."

Ela pega sua mala e mochila, e se dirige para o saguão. Eu a sigo, mas mantenho uma distância cautelosa. Eu pressiono o botão do elevador, e as portas se abrem. Ela entra.

"Adeus, Christian,” murmura.

"Ana, adeus,” eu digo suavemente. Eu sou apenas um homem despedaçado, agonizando de dor neste momento. Quando ela afasta seu olhar para longe de mim eu estou completamente destroçado; ela poderia muito bem ter levado tudo com ela, porque no segundo que a porta do elevador se fechou, a minha alma partiu com Ana, como se eu nunca a tivesse tido sem ela. 

Take My Love With You - Bonnie Raitt

A única mulher que eu amei me deixou... O ar é retirado de mim, e com ela partindo parece que alguém acabou de apagar as luzes, e levou o sol para longe. Eu afundo de joelhos ficando completamente sem forças, como Atlas carregando o mundo em seus ombros, e pela primeira vez na minha vida adulta, eu começo a chorar com minha cabeça enterrada nas mãos.

Isto é inteiramente minha culpa! Eu sou um fodido filho da puta! Uma puta teria sido uma coisa melhor; é pior... filho de uma puta viciada em crack. Como eu posso lavar essa porcaria de cima de mim para que eu não manche mais ninguém? Eu manchei e feri minha baby, minha namorada, minha mulher, meu único amor!
Levanto-me do chão resolutamente, lágrimas ainda correndo à sua própria vontade. Eu posso ter deixado a Sra. Jones com a boca aberta até o chão, mas quem pode dizer? Eu mal consigo ver onde eu estou caminhando, meus olhos e minha mente estão completamente nublados.

Eu vou para o quarto e diretamente para o banheiro, lágrimas ainda escorrendo, meus soluços acalmam. Eu quase rasgo a camisa nas minhas costas, e tiro minha calça jeans. Ligo a água quente, e entro no chuveiro. Eu pego uma escova no caminho e despejo nela sabonete líquido de corpo. Eu começo a esfregar e lavar a sujeira que o cafetão da viciada em crack colocou sobre mim, e que ficou presa, impregnada em mim todos esses anos. Eu esfrego e esfrego e esfrego e esfrego incansavelmente todas as marcas de cigarro, todos os lugares que eu não permiti a Anastasia tocar. Eu tenho nojo de mim! Eu me odeio! Esfrega, esfrega, esfrega, esfrega... Meu peito está em carne viva e vermelha... Depois sigo para os meus braços e mãos. Estas são as mãos que querem ferir Anastasia!  Esfrega... esfrega... esfrega... esfrega... mais, mais, mais. Eu não posso alcançar minhas costas! Eu tenho uma escova com cabo em algum lugar. Eu saio do chuveiro pingando água e sabão em toda parte, mas eu não me importo e verifico um dos armários, e lá está ela, e eu bato a porta do armário com tanta força que ela pula de volta duas vezes antes de parar e permanecer fechada.

Eu derramo sabonete na escova, e esfrego as costas, uma e outra e outra vez, até que está em carne viva e dolorida. A dor é boa. Eu estou familiarizado com ela. Estou ainda existindo neste plano onde vive Anastasia. Eu permaneço assim sob a água quente para sempre ao que parece, e a percepção de que Ana me deixou bate em mim de novo, fazendo-me enfraquecer os joelhos, mais uma vez, e eu caio no chuveiro com as costas na parede, e eu encolho meus joelhos, e deixo meu pesar me consumir assim como minha miséria desabar, como um avião fora de controle.

Eu não vejo nada, não posso pensar em nada, e não posso produzir um pensamento coerente exceto para Anastasia.

"Sr. Grey?" Eu ouço uma voz hesitante da entrada. Eu não respondo. A voz é suave, mas distante. Eu não estou aqui. Eu me sinto como se eu tivesse deixado o meu corpo; apenas um observador à distância de mim mesmo, do alto, de qualquer lugar, menos do chão do chuveiro. Eu sou como um zumbi na minha própria pele. 

Zombie by the Cranberries

"Sr. Grey?” Desta vez a voz feminina está mais perto.

"Oh, Querido Deus!" Agora a voz está ansiosa, preocupada e assustada. Certamente que não por mim...

"Taylor!" Oh, a voz está alta agora.

"Taylor! Jason Taylor! Traga sua bunda aqui!" Que linguagem pode falar essa mulher! Quem é esta?

Eu ouço passos. Não, rápida corrida de passos, ficando mais altos e, finalmente, parando antes da entrada do meu banheiro. Alguém entra no chuveiro. Que homem rude! Você não entra no chuveiro com outro homem, sem ser convidado!

"Senhor! Senhor!” Ele grita. "Senhor, você pode me ouvir?"

Ele desliga a água e eu percebo que seu terno escuro está encharcado.

"Gayle, me dê um par de toalhas, por favor!" Ele late uma ordem; eficiente como um soldado.

De repente eu estou sendo içado de pé e uma toalha macia grande é enrolada em torno da minha cintura e outra no meu tronco.

"Vá ao meu escritório, e pegue o meu kit de primeiros socorros,” ele late outra ordem afiada. Em seguida, responde a uma pergunta que eu não pude ouvir.

"Eles estão rotulados. Primeiros socorros, e queimaduras."

Eu ouço pés correndo se distanciando.

"Senhor, eu vou colocar você em sua cama, agora,” ele me fala suavemente como se ele estivesse falando com uma criança pequena. Concordo com a cabeça. Ele leva-me a minha cama, e há uma caixa no meu travesseiro. Jason está prestes a removê-la, mas ele pára.

"Isto é da Srta Steele,” diz ele em voz baixa. Todo o meu juízo volta para mim correndo com força total.

"É minha!" Eu digo arrancando-a das mãos de Taylor como se seu toque fosse profanar um item sagrado.

Abraço-a para mim mesmo, e os olhos de Taylor me fitam com uma expressão com que eu nunca o vi antes. É compaixão? Quando eu posso, finalmente, colocar a caixa de volta na cama, eu vejo o bilhete em cima dela.

Isso me fez lembrar de um momento feliz.
Obrigado.
Ana

Eu olho para a caixa por um longo tempo. Eu ouço um som estranho. Um som estrangulado. Eu levanto os olhos e Taylor e a Sra. Jones estão olhando um para o outro com expressões preocupadas uma espelhando a outra. Quem diabos está fazendo esse som? Quando duas gotas grandes tombam na caixa contendo um kit para planador Blahnik L23, eu percebo que sou eu quem está fazendo o som estrangulado.

Taylor se mexe desconfortável em seus pés. Ele acena com a cabeça para a Sra. Jones e ela deixa a sala com um olhar preocupado em seu rosto.

"Sr. Grey?” Taylor chama.

"Hmm..." é tudo que eu posso dizer para responder.

"Eu preciso administrar os primeiros socorros no senhor,” diz ele categoricamente.

"Para quê?"

"Sua pele parece um pouco queimada, senhor. Isto vai acelerar o processo de cura."

"Eu vou fazer isso sozinho, Taylor,“ digo finalmente encontrando minha voz sem expressão, talvez um tom firme de comando. Acho que ouvi Taylor soltando um suspiro de alívio. Se eu não posso deixar Anastasia me tocar, eu com certeza não posso deixar Taylor ministrar os primeiros socorros no meu peito. De qualquer maneira nada é pior do que o traseiro de Anastasia.

"Você vai ficar bem, senhor?" Taylor pergunta hesitante.

Não, eu penso comigo mesmo. Eu nunca vou ficar bem sem Anastasia.

"Como estava a Srta Steele?" Pergunto a ele.

"Senhor...,” ele hesita. "Ela não... não estava nada bem, senhor,” diz ele lentamente. Eu olho para ele me dizer mais. Ele foi a última pessoa em contato com a única mulher que eu já amei. Quero ouvi-lo, não importa o quanto seja doloroso!

Ele hesita.

"Taylor, eu quero que você me diga? Como estava ela? Como ela parecia? Ela disse alguma coisa para você?"

Taylor olha para mim como se ele fosse trair a confiança de Anastasia se disser alguma coisa. Ele está quieto.

"Taylor?" Pergunto bruscamente. Ele não se mexe.

"Ela ficou devastada, senhor. Ela chorou e soluçou todo o caminho até em casa. Ela meio que se enrolou em si mesma no banco de trás, e chorou,” diz ele. Suas palavras são como esfaquear uma ferida fresca.

"Você ajudou-a para subir até sua casa?"

"Ela não queria nenhuma ajuda... Ela só..."  Ele fez uma pausa olhando para longe, “ela só tropeçou para fora por si só, lentamente.”

"Obrigado Taylor," murmuro. "Eu vou ficar em casa o dia todo hoje. Eu tenho esse modelo de planador que Anastasia deu para mim para montar. Então, nós não vamos ao baile desta noite. Diga a Sra. Jones para me preparar um almoço leve, por favor."

"Sim, senhor!” Diz ele com um pouco mais de entusiasmo do que o justificado. Taylor sai da sala. Pego uma das loções que a Sra. Jones trouxe e esfrego-a no meu peito. Eu coloco uma camiseta preta e calças pretas como para enfatizar minha própria miséria.

Levando a caixa de meu planador Blahnik L23 em meu braço, eu entro na sala de estar. A Sra.  Jones está ocupada me preparando um sanduíche.

"O que você gostaria de beber, senhor?"

"Vinho, por favor,” eu digo.

Meu Blackberry toca no balcão do café da manhã. Eu corro para atender com a esperança que seja Anastasia, e a Sra. Jones vira para olhar para mim também esperançosa.

"Ana!" Eu digo sem fôlego.

"Oi Christian! Aqui é Elena..." é a resposta.

"Que porra você quer?" Eu digo meu tom mudando para pedaços de gelo.

"Será que eu chamei você em um momento ruim?” ela pergunta.

“No pior! Você é a última pessoa com quem eu quero falar agora, Elena!” Eu rosno para ela.

"Christian, eu lhe ofendi de alguma forma?” ela pergunta em voz baixa.

"Como se você precisasse! Minha namorada Anastasia me deixou!"

"Mas, por quê? Eu pensei que vocês estavam se dando tão bem...” diz ela.

"Por quê? Porque, eu sou um filho da puta de merda! É por isso! Eu lhe disse, ela é um anjo, e eu sou a semente do diabo! Eu destruo todas as coisas boas!"

"Christian, não seja tão duro consigo mesmo! De qualquer maneira ela não era uma grande sub. Eu sabia que ela não poderia lidar com o nosso estilo de vida. Eu lhe disse para despachá-la. Olha o que ela está fazendo com você! Eu disse a você que o amor é uma emoção inútil, e que ele deixa você fora de si, querido...” diz ela, e eu tive isto com sua porcaria!

"Cale a porra da boca, Elena! Se eu precisar de sua opinião eu vou pedir. Eu apenas lhe disse que a minha namorada me deixou, e você está me dizendo para dar o fora nela. Bem, adivinhe o que? Seu desejo foi atendido. Ela deu o fora em mim, e eu nunca me senti tão miserável em toda minha vida! Ela levou o sol com ela! Ela levou minha alma! Eu estou perdido em um abismo! Você tem alguma idéia do tormento que eu estou passando agora? É claro que não! Você nunca amou ninguém além de você mesma! E agora você tem a audácia de me dizer que é quase um alívio que ela se foi!"

"Christian, mas..."

"Nenhum ‘mas’, Elena. Eu estou cheio dessa merda! Eu preciso arrumar minha própria merda! Ela é a minha vida! Minha alma! Como posso viver sem a minha vida, sem a minha alma!"

"Sinto muito, Christian! Eu não posso suportar vê-lo ferido!"

"Guarde seu sinto muito para alguém que precise! Eu tenho que ir. Minha namorada me deu um modelo de planador, e eu vou ter que montá-lo. Não me chame até que eu a chame!" Eu desligo.

A Sra. Jones está congelada em seu lugar momentaneamente, mas ela traz o prato de comida para a barra de café da manhã, e um copo de vinho, e, silenciosamente, vai embora.

Eu tenho um planador para construir hoje. E, amanhã, ou eu tenho que encontrar uma maneira de me distanciar completamente de Anastasia... ou... mas eu não posso terminar o resto deste pensamento. Como posso pensar nela com outra pessoa segurando-a, tocando-a, fazendo amor com ela?

Eu tenho um planador para montar hoje. Isso é o que eu vou fazer. E amanhã, eu vou arrumar minha merda, e encontrar uma maneira de trazer a minha namorada de volta. Tudo é sombrio e inútil sem ela, assim como eu sou. 

When You’re Gone by The Cranberries


FIM DO LIVRO UM




54 comments:

Anonymous said...

Quando vai começar com o segundo livro????????

Anonymous said...

Oi Neusa, vc nao vai postar o capitulo Ex- Subs and new rivals? Beijos e obrigada por mais esse capitulo.

Neusa Reis said...

Vou sim, já estou acabando. Aí vou parar 2 dias inteiros e depois começar o livro 2. Não parece, talvez, mas a gente se envolve muito com a tradução e eu gosto de fazer com muito cuidado, leio e releio, várias vezes. Mas amo o que faço e acho esta versão da Emine muito envolvente. Obrigada por sempre acompanhar. Qual é seu nome, não gosto de chamar Anonymous. Rsrsrsrs. Bjs Neusa

Paula Souza said...
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Paula Souza said...

Eu estou devastada. É muita dor para uma só pessoa e eu quero tirar toda dor dele. É realmente assim quando se ama alguém e eu amo o Christian (meu marido já sabe que tem um rival a altura dele - rs - mas acho que ele não se importa). É a dor do final de nossa primeira paixão adolescente, só que aumentada pelo sofrimento que ele já teve na vida e a forma depreciativa que ele se trata. Thank you Emine, cause you wrote the book that I was looking for. Obrigada Neusa por traduzi-lo.

Tatiana said...

Oi Neusa, me chamo Tatiana. Rsrs, desculpe-me a falta. Nossa apesar de toda a dor do Grey, adorei saber que ele sofreu tanto quanto ela, o livro mostra que ele sofreu, mas nao com tamanha intensidade, chorei horrores com esse sofrimento. Bom descanso e aguardo ansiosa o livro 2. Bjus

PENHA Storani said...

Neusa,
Vocês estão de parabéns, este capítulo XXX ficou realmente sublime. Adorei. Amo ainda mais o Christian. Aguardando ansiosa o livro II e III.
Beijos Penha Storani

Penha Storani said...

Parabéns, todas vocês que se dedicaram nesta fan faction e na tradução das mesmas. Amei este capítulo XXX. Aguardando ansiosa os próximos livros.
Penha Storani

Unknown said...

Neusa, sua tradução é ótima!!! Gostei muito!!!
Bom descansoo nesses 2 dias :) Estarei esperando anciosa o livro 2!!
*Laize

Unknown said...

Parabéns Neusa, adorei a sua tradução!!
Tenha um bom descanso esses dois dias!! :)
Etarei anciosa pelo livro 2!!! *:D

Viviane said...
This comment has been removed by the author.
Viviane said...

parabéns Neusa e Beatriz, estou adorando a tradução de vcs.

Karol Santos said...

Agora sim vai começar a emoção da volta dela Christian merece ser feliz com ela!!!

Karol Santos said...

Vai começara a emoção de tê-la de volta ele merece ser feliz como o amor da vida dele e saber como ele pensa é uma emoção extra!!!

Karol Santos said...

Vai começara a emoção de tê-la de volta ele merece ser feliz como o amor da vida dele e saber como ele pensa é uma emoção extra!!!

Karol Santos said...

Vai começara a emoção de tê-la de volta ele merece ser feliz como o amor da vida dele e saber como ele pensa é uma emoção extra!!!

Anonymous said...

Neusa parabéns, perfeita demais suas traduções!!!!
Descanse muito, e volte com força total, estamos esperando ansiosas!!!
Bjs Elaine.

anne caroline godoi said...

Eu nem sei por onde,começar... São tantas emoções...
O.M.G que capitulo tenso,meu coração parou uma batida enquanto lia esse capitulo.
Pra quem ver de fora,pensa que este homem é perfeito,sem problemas,só a cara da riqueza...mas ninguém tem idéia do sofrimento quero ele passa...
Obrigada,mais vez Nessa pela tradução,e bom descanso.

Anonymous said...

Mila Kunis fora do elenco de Cinquenta Tons de Cinza.
Durante a coletiva de seu novo filme “Oz: Mágico e Poderoso” Mila Kunis surpreendeu os jornalista ao afirmar que estava fora do elenco da adaptação de “Cinquenta Tons de Cinza”.

“Não, vocês não vão me ver em ‘Cinquenta Tons de Cinza’. Me desculpem”.

é pena....ela dava uma boa Anastasia

Anonymous said...

Vai voltar quarta ou quinta?
Adoro o segundo livro porque é quando o Christian mostra e diz a Anastasia os seus sentimentos mais profundos por ela...
Ansiosa por a continuação do Cinquentas Sombras de Grey....

Anonymous said...

The Submissive de Tara Sue Me ser+a bom????????Sera uma copia de As ciqneutnas sombras de Grey?
A notícia de que os editores da Headline adquiriram uma nova trilogia de ficção com a temática BDSM traz consigo a sensação de déjà vu cansativo. Muitos jornalistas apontam que esta seja a forma de editores colocarem o lucro na frente da originalidade.

The Submissive conta como uma jovem bibliotecária começa a ter relações carnais com um milionário praticante de BDSM. Em Cinquenta Tons de Cinza é uma estudante que passa pela mesma situação. Portanto, não seria uma obra derivada, e sim, uma história com a mesma temática. O livro é escrito por Tara Sue Me.

Monique said...

Quando vai começar a postar o livro II estou anciosa pra ler terminei o I desde segunda d manha toda hr entro pra ver.
Está otima a tradução adorei

Anonymous said...

Tbém estou adorando a tradução e ansiosa por ler a sequencia!
A unica coisa que anda me incomodando é que Christian sempre me pareceu um cavalheiro, de boa educação, não imagino ele falando com a Elena (Mrs Robinson)dessa forma e nesse tom!
Até pq em diversas vezes ele falou de sua gratidão por ela por tê-lo salvado e mostrou respeito. Ele tbém é tão gentil e preocupado com Leila, Não vejo Cristian como um grosseirão com qualquer tipo de mulher.Renata

Eminé Fougner @ Cowboyland said...

Renata I will answer your comment and maybe Neusa can translate it.

Christian just lost the love of his life. Think back of tragedies that you have experienced and having lost someone you love the most, and a rival to her said she wasn't worth the effort. That's what he just experienced. You have to also remember that Christian has been a troubled youth. Christian knows how to employ foul language.

I'm a language tester myself, and on daily basis, I rate other people's speech from regular university students, to college professors, to military personnel, to diplomats. A very high level speaker knows how to tailor language: that means you can speak as the situation calls. If you're being mugged in a subway, the kind of language you would apply would be different than the one you would use towards your mother. Christian, being a high level speaker can give elegant speeches, and can also effectively tell someone to fuck-off. That’s called tailoring your language. Christian isn’t English, and therefore what is expected of an English gentleman isn’t going to come out of a red-blooded American. Believe me, all self-made men knows how to employ this sort of language.


We must also remember that the kinds of sexual acts Christian can do isn't even known by regular public - including his own family. It would be too rude, too perverted or too harsh. He will forever keep it a secret. We have to remember ALL aspects of Christian. When he gets mad, he can effectively be mean, mad, and exacting revenge and he will have no remorse or qualms about it. He can fire someone on the spot if it is about Ana or her safety.

Also, we see him applying the same sort of language to his brother Elliot - though jokingly (fuck off Elliot!) on the way to Aspen when Elliot teased him.

So, we must put ourselves in his place: Think of one person you would do anything for. You would die for. And that person left you because you're too kinky, too harsh, too broken like Christian. Then a friend with very blurred relationship lines calls you (Elena) and you hear the relief in her voice because that person who took soul along with her is gone. That's what Elena was doing. Christian is not stupid. It takes him a long while realize what Elena is. We’ve never delved into that past relationship much. I might a little bit of it later after the 3rd book. They’ve done freakish sexual acts, beat, spank, gag, suspend, whip, cane and anything else in-between. So, this language is very simple still. (Remember he tells Ana that “Why the fuck do you want to know about her? We had a very long-standing affair, she beat the shit out of me often, and I fucked her in all sorts of ways you can’t even imagine, end of story.”

Just because someone is elegant, cultured and has more money than sense on the surface doesn't mean they're also expected to be prim and proper. One of the main reasons we like Christian is because he can be extremely cultured, elegant, nice, but then he can say dirty words in such a way that he can simply seduce you. He can also curse - remember - fucker, fuck, fuck-off, is his favorite word and derivatives.

Keep in mind that he is broken 50 Shades. We look at the surface only. Surface is just that surface. He repeatedly reminds us that "it's just a pretty face baby!" He knows he's broken inside. He always remembers that he's the son of a crack whore who was abused by her pimp. That's HIS mother. It's low point for him. That's one of the main reasons he sees himself worthless. He built an empire and surrounded himself with protection, but he can't run away from what's within. His own demons and fears.

That's what we are basically studying and seeing here. And Elena is one of the demons, but he doesn't know it yet. Always remember that Christian is a self made man. He fought way to the top. He’s not inherited money from his old money relatives. We do love him for that, because it’s part of his 50 shades.

Anonymous said...

Eminé obrigada, entendi o que você quis dizer! Realmente foi uma situação bem dolorosa para Christian!A ultima coisa que você quer em um momento desses é ter alguém como Elena por perto! Beijos Renata

monique said...

estou desesperada pra ler o segundo livro, vcs vão postar ele hj dexei o site o dia inteiro aberto e fiquei atualizando a pagina d hr em hr pra ver se ja tinha postado.
monique

Anonymous said...

hahaha...mulheres desesperadas por Christian Grey!! Ele é apaixonante mesmo!! Renata

Anonymous said...

Neusa faça nossa pascoa mais feliz!! Coloca o primeiro capitulo!! Renata

Anonymous said...

Por favor,ponha o pimeiro capitulo do segundo livro...
Estou deseperada

Josy Silva said...

Sou apaixonada por essa trilogia, e a versão do christian escrito por vc emine fougner é maravilhoso, Parabéns vc tem muito talento
, e obrigada Neusa e Beatrz pela tradução, vc são extraordinárias muito muito obrigada.

paty Brito said...

Eu nunca comento na em sites, mas devo admitir que estou emocionada com a versão Grey por Eminé percebo em cada palavra o quanto você vive tudo que escreve.Quero parabenizar a Neuza pelo excelente trabalho de tradução.
Muito obrigada Neuza!

Aguardo enciosa pelo 2 cap,

paty Brito said...

E muita emoção ler a versão Grey por Eminé este capitulo foi simplesmente o mais o tudo. Neuza muito obrigada pela excelente tradução!

Maria Dias said...

Lindo! Chorei horrores, mas do que com a Ana...
Obrigada querida pela emoção.

Maria Dias said...

Lindo! Chorei horrores, mas do que com a Ana...
Obrigada querida pela emoção.

Tita said...

Olá

Antes demais, um grande obrigado à Neusa, pela maravilhosa tradução, um grande bem-haja á Emine por uma estória lindissima.

Adorei :)

Beijinhos grandes de uma fã Portuguesa

Patricia

Tita said...

Olá

Antes demais, um grande obrigado à Neusa, pela maravilhosa tradução, um grande bem-haja á Emine por uma estória lindissima.

Adorei :)

Beijinhos grandes de uma fã Portuguesa

Patricia

Patty* said...

Tenho que parabenizar Emine pelo maravilhoso trabalho dela..realmente ela conseguiu incorpora o Christian Grey..tenho certea absoluta que isso mostra o quanto talentosa é Emine..a grande escritora que é..conseguindo encorpora o personagem..eu ficaria mto contente se Emine escrevesse um romance para nós..com personagens novos..creio que seria muito intensa a historia devido a forma dela de capita as coisas e incorpora..Neusa mto obrigado por suas traduçoes maravilhosas..e se puder traduzir meu comentario e mostra pra Emine..quem sabe ela nao nos presenteia com algum romance bjs..

Eminé Fougner @ Cowboyland said...

Bom dia Patty!

Thank you so much for your comment. I appreciate it a lot.

I'm actually writing a book of my own with my own characters. In fact I have 7 chapters of it posted here. It will be published in the fall. It's called the Pella Series.

The first chapter is:
http://eminethe1st.blogspot.com/p/pella-series-awakening.html

You can see the links on the left column, and the drop down menu.

Neusa Reis said...

Querida Patty,
A Emine entendeu seu comentário, ela entende bem português. Colocou a resposta aqui também. O livro dela é The Pella Series que já está publicado aqui até o cap VII. Depois que terminar o Christian Grey, se a Emine quiser, eu traduzo o livro dela também. Obrigada por deixar um pouco do seu sentimento aqui. Um abraço.

Anonymous said...

Finalmente consegui entender esse personagem. No ponto de vista dele, dá pra perceber que ele realmente sofreu pela ausência de Ana. E que ele, finalmente, conseguiu encontrar sua tão desejada libertação no sentimento que ele achava que nunca iria ser capaz de sentir: Amor

Parabéns, Emine e Neusa pelo trabalho fantástico que estão fazendo. Estou adorando a história na versão dele. Emine, eu acho que deveria ter sido você a lançar a trilogia, e não EL James. A sua versão é bem mais construída e organizada, não deixando nada passar em branco. Eu acho que, EL James só fez criar os personagens, e você construiu a história
Beijos!

Helena Bastos said...

Parabéns Eminé pela bela história e de poder saborear o íntimo de Christian. Sofri lendo este capítulo. Meus parabéns Neusa pela tradução. Vocês duas tem me proporcionado profundas emoções todos os dias. Beijos...

Anonymous said...

Parabéns pelo trabalho, to lendo a pouco tempo aki no site, mais ja li os livros e sou super fã. Esse Capítulo me emocionou muito mesmo. minha vontade era busca Ana pra voltar pra ele. Parabéns

Cris : ) said...

Nossa eu li o livro e sempre quiz saber como christian se sentiu kuando a ana o deichou e hj eu estou lendo aki no blog de vcs pq do nada eu achei ele e nem sabia q existia a versão de Christian grey ... Eu kuase chorei to tendo um negocioo akiii amo demais e obrigadoo por ainda deichar disponivel pois me sinto parte ja da vida da Ana e do Christian kkkkk

Aline Caroline said...

Queria ter os livros em pdf, o 3 eo 2 tem como baixar.. Teria um meio de baixar o primeiro também?

Eminé Fougner @ Cowboyland said...

Aline, e-mail me @ eminethe1st@gmail.com I will send you copies. <3

Emine

Aline Caroline said...

OMG *-*
Fiquei muito feliz por ter me respondido Emine,lhe enviei um e-mail mas caso você não receba esse é o meu a.line_caro.line@hotmail.com
Muitíssimo Obrigada!!

Kaila Alekena said...

"Perdi minha alma,perdi meu coração,ela levou tudo de mim,estou pior do que quando ela me encontrou.."

Cristian Grey um cara a ser estudado.
Quando analiso o elegante, poderoso cara de sucesso Cristian Grey e difícil eu sei analisá-lo como uma criança perdida.
Como a marca de um passado traumático pode destruir a construção de uma personalidade e sua capacidade de amar,de relacioná-se de maneira sadia, como Cristian há muitos destroçados que não sabem amar, simplesmente por que não se acharemm dignos de serem amados, constroem suas compulsões e neuras e com isso contaminam tudo ao seu redor...
O sofrimento de Cristian nesse momento da separação vem como sua melhor terapia, o amor que sente por Anastasia será seu bote salva vidas como ele próprio já havia definido anteriormente, esse amor o fará ter a perspectiva do que realmente é necessário pra sua subsistência, o ajudará a aprender sobre o amor, Elena o ensinou a foder, a ter o controle de sua mente, e a buscar um estilo de vida que até então era o que lhe trazia satisfação... chego a dizer satisfação não prazer... isso ele teve com sua amada,ele descobriu o que é prazer, plenitude da relação sexual com amor e não só luxuria, isso foi com a inexperiente Anastasia que ele aprendeu.
Então preparadas estamos para nos envolvermos de corpo e alma e tesão por este pedaço de bom caminho em sua redenção e busca pela recuperação de sua mulher.
Que venga lo segundo libro!!!!!

Viviane moreira lage said...

NEUSAAAAA, esse Taylor e tudo de bom, que seria de Christian sem o Taylor? fiquei sem ar, chorei com o sofrimento de Ana e Christian, acho que estou tento u
m AVC...amei,AMEI MUITO, MUITO ¨MAIS¨MUITO OBRIGADAAAA

Darlene said...

Meu Deus como foi sofrido a separação pro Christian, estou emocionada pelo sofrimento dele é muito forte as coisas que ele fala....sem palavras. Muito obrigada à Emine por nos proporcionar toda essa historia do Christian e a Neusa pela ótima tradução....chorei muito agora aqui viu....

Darlene said...

Meu Deus como foi sofrido a separação pro Christian, estou emocionada pelo sofrimento dele é muito forte as coisas que ele fala....sem palavras. Muito obrigada à Emine por nos proporcionar toda essa historia do Christian e a Neusa pela ótima tradução....chorei muito agora aqui viu....

Anonymous said...

Eu ja li os 3 livros...e agora estou lendo novamente,mas dessa vez na Versao Christian Gray,estou amando saber o lado dele,como ele se sente em relaçao a Ana,saber q ele a mana tanto assim...chorei no final mais uma vez...mto bom,e vamos agora para CINQUENTA TONS MAIS ESCUROS versao Gray...bjssss

Daniela Martins said...

Estou sem ar! Coração parou de bater de tanta angústia neste capítulo!
Quanto sofrimento!
Emine, amei como você expressou os sentimentos de Christian. Ele se esfregando daquela maneira a ponto de se machucar, dizendo que quer tirar toda a sujeira que ele tem é de quebrar o coração!
Você realmente entrou na pele, mente e coração de CG!
Parabéns! Parabéns! Parabéns!
Neusinha, parabéns pela tradução impecável e por sempre ser fiel às palavras de Emine!
Bjkas

Anonymous said...

Amei, embora tenha alguns erros.

Rafaela Cristina Coelho Canedo said...

Já li o livro e estou terminando esse,nossa eu amei esse capitulo, da mesma forma qdo eu li a versão dela,me sentir no lugar deles,parabéns!