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Monday, July 8, 2013

A Série Pella – Capítulo IV – O Anoitecer

ANOITECER

CAPÍTULO IV

Alexander Aurelius Pella

Quando volto para o meu escritório, Henry está esperando por mim.

"Por que em seu trajeto você cruzou com Elissa? Pensei que tínhamos concordado que você não faria isso até que ela recuperasse totalmente suas lembranças," eu digo acusador para Henry.



"Eu queria ter certeza...” diz ele pausando, finalmente completamente acreditando em quem ele encontrou lá fora. Doc está tão afetado por sua visão como Elissa esteve por sua aparência. "Além disso, ela é minha afilhada. Já faz mais de dois séculos desde quando eu a vi. Você não é o único que se preocupa com ela, senhor,” diz ele em seu tom cavalheiro sulista, seu olhar correspondendo ao meu. "Eu queria vê-la de perto nem que fosse por alguns segundos."

"Você sabe que é perigoso para ela. Eu não sei o que isso poderia fazer com ela. Você conhece as regras!"

"Ela não viu o meu rosto, Alexander!"

"Meu Deus, Henry, você parece como se tivesse acabado de sair do ano de 1802! Pode provocar uma resposta negativa nela, e você sabe que isso pode ser prejudicial para ela! Eu não posso correr o risco. Você não me vê vestindo uma couraça de armadura para acionar suas lembranças anteriores!" Eu o repreendo.


"Talvez você devesse, Alexander! Porque você não sabe quem vai alcançá-la primeiro, antes de você abrir suas lembranças! E, além disso, eu tenho opinião própria e sei o que é melhor para o seu bem-estar. Pare de esperar que eu me curve para você como um de seus antigos Pretorianos, Alexander. Anthony pode e está fazendo isso muito bem por nós dois...” diz ele sorrindo, e, em seguida, acrescenta, em tom sombrio: "Mas, eu sou seu amigo, é um título que eu não entrego facilmente a ninguém. Na verdade, quando eu conto os amigos em todos os meus 251 anos de existência, os números não alcançam mais do que meia dúzia. Quanto mais vivemos, mais ciumentos crescemos de nossas existências. Mas isso não significa nada para mim se eu não posso dar a minha vida para você, ou para a Srta. Ellie se chegar esse momento,” diz ele.
  


Concordo com a cabeça sombriamente conhecendo a verdade em suas palavras. Eu já existo há  mais de 2360 anos, mas eu nunca conheci, em toda a minha existência, alguém tão leal quanto Henry e Anthony, que fosse digno de chamar de amigo. Eu confio em ambos implicitamente; mas eu ainda tenho que ser a autoridade final; não pode ser evitado quando se trata de Elissa.

"O que está na agenda para amanhã?" Henry pergunta para mudar de assunto.
"Muito poucos itens... Mas, você e sua equipe rastrearam todos os licitantes aprovados? "

"Sim. Algumas bolsas sem fundo têm reputação discutível, necessitando que eu me aprofunde mais em seus negócios. Vou ter que voltar com você sobre isso. Você pode ter que avaliar esses personagens por si mesmo amanhã. "

"Qual é o país de origem dos compradores?"

"Peru.”

"Alguém que conhecemos?"

"Ninguém com quem tenhamos feito negócios no passado."

"O que eles estão interessados em comprar?"

"Eles supostamente estão criando uma nova empresa de turismo, com sua própria frota de aviões de passageiros, para acomodar todos os turistas para locais pré-determinados."

"Parece tudo bem..." Eu observo, mas sei que há mais.

"É isso mesmo. Só parece tudo bem até este ponto. Então se torna uma merda. Eles deram garantia de US$ 100 milhões para adquirir cinco novos Airbus 321 com configuração para passageiros. A empresa não tem um banco garantindo por eles, e ninguém nunca ouviu falar deles até três anos atrás. Os recursos parecem ser provenientes de fontes desconhecidas."

Eu penso sobre isso por um minuto. O que a empresa tem a esconder, escondendo suas grandes fontes monetárias? Se nenhum banco está atestando por eles, o dinheiro tem que vir de algum lugar.

"Claramente, eles não estão pagando essa quantia em dinheiro.  Tem que estar depositada em algum lugar."

"Está depositada em uma conta bancária do Sudeste Asiático.”

"É tudo o que eles querem? Cinco A321 com configuração PAX?" (N.T. Pax = Passageiro)

"Não. Eles querem saber se eles podem comprar três drones. (N.T. uma aeronave sem piloto, que é operada por controlo remoto.) Vai ser uma indústria de 89 bilhões de  dólares na próxima década, e eles querem ter suas mãos em um pouco. Eles também querem dois helicópteros Sikorsky S-92 com configurações de velocidade, compartimentos secretos e todos os supérfluos de luxo para clientes de alto nível, bem como dois Sikorsky X2.”

"X2?" Pergunto surpreso. "Isso é para velocidade. Ele pode voar a mais de 500Km p/h. É uma máquina notável, mas..." Eu reflito. "Há muitas bandeiras vermelhas para tudo isso para ser uma empresa de turismo. É possível que eles possam pegar os amantes de esportes radicais para um passeio rápido, mas eu quero que você cave mais fundo. Sinto o cheiro do crime organizado atrás da Olive Oil Company. Eu quero estar satisfeito com..." eu digo, mas não tenho chance de terminar minha frase. Sinto as visões rastejantes. Porra! Ar sibila por entre meus dentes. Elissa está em apuros. Eu tento empurrar as visões para longe, mas sem sucesso.

"Alexander!" Henry grita.

"Vá para Elissa!  Ela está em apuros!"

"Mas você..."

"Se ela está sonhando enquanto estiver dirigindo, ela vai se matar! Ela não sabe como controlar suas lembranças!" Eu pronuncio enquanto minha cabeça está martelando e minhas visões estão se arrastando por seu caminho por dentro. Eu tento manter os portões do dilúvio fechados. Eu fecho meus olhos e tento me concentrar; isso leva imenso controle, mas eu aprendi a mantê-las fora. Desta vez, porém, eu quero saber sobre o que ela está sonhando. O que ela está conhecendo sobre o nosso passado?

“Vá,  Henry!" Eu rosno com os dentes cerrados.

Sem dizer uma palavra, Henry corre para fora do escritório. Ao contrário de Elissa, eu posso permanecer  aqui e agora, enquanto  as lembranças fluem através de mim. Eu relaxo, e deixo-as assumir minha mente.

"Fogo no Four Winds!" Grita o jovem Jesse Caswell,  correndo. O meu coração dá uma guinada e, em seguida, cai no abismo com uma angústia insuportável. Elissa e as gêmeas estão em casa, no Four Winds! Todo mundo corre para fora da Casa, e ninguém tem que me dizer que este não é um fogo comum: os selos gêmeos em meus pulsos começam a queimar,  lembrando a destruição que já se aproxima. Tão rápido quanto meus pés podem me levar fora da Casa que abriga a administração do rancho, eu assobio para Bucephalus, que vem em um trote rápido para mim. Ele entende a urgência na minha voz. Eu pulo no meu cavalo, com um puxão horrível em meu coração, e vagamente percebo que todo mundo está correndo para os seus cavalos para chegar ao Four Winds. Mas tudo é em vão. O único que não está com pressa é o velho índio Nieto, mas eu não poderia me importar menos com isso agora. Ele está agachado no chão, como se estivesse ouvindo os ventos, seus olhos sem fundo fechados.

Eu estalo o chicote, e cavo minhas esporas na carne do meu cavalo, e ordeno com determinação.

"Corra como o vento B!"


A escuridão da noite não mostra nada, esconde tudo, como os segredos de Hades, estranhamente nada se move ou pode ser ouvido, exceto a respiração entrecortada de Bucephalus como se seus pulmões estivessem prontos para estourar pelas narinas e meu chicote que o incentiva em sua corrida mortal. Sinto, mais do que ouço, o grito da alma de Elissa, e isso é pior, porque isso me faz sentir impotente, inútil, e pronto para lutar até a morte eterna, apenas para salvá-la. Eu empurro meu cavalo além de seus limites para chegar até ela! Os três km de corrida  se estendem como se fossem 300 km! Eu não podia sequer me atrever a respirar quando minha alma está se rasgando por dentro. Estou disposto a negociar com o próprio diabo só para salvá-la. Entregar minha alma para ser picada pelos cães do inferno apenas para que ela possa viver, e não ser submetida à tortura a que ela teria nas mãos dos Fallen Angels.

"Alexander! Pegue as meninas!"  Eu finalmente ouço a voz dela, implorando, e se pudesse voar, eu iria criar asas e chegar lá logo em seguida.

"Corra mais rápido!"  Eu rosno e estalo o chicote em cima da garupa do meu cavalo mais uma vez. Meus olhos estão fixos na bola de fogo consumindo tudo em torno da nossa grande casa, o Four Winds. Eu ouço ruídos de cascos distantes, e meu nome e o dela gritados de trás, mas eu não presto atenção a qualquer outra pessoa. Seus esforços serão inúteis, eu sei disso. Só eu, e um outro que poderiam fazer diferença.

"Nós estamos chegando, Sr. Pella!" Alguém grita na distância.

"Srta Ellie!"  Eu ouço um dos rancheiros gritando de trás. Ninguém responde. Visões se agitam diante dos meus olhos, e uma dor familiar profunda queimando minha alma está me despedaçando, lembrando-me do meu dever, e da morte sacrificial iminente... da única mulher que eu já amei. Lágrimas queimam meus olhos, mas eu me recuso a limpá-las, segurando as rédeas do meu cavalo com força, minhas esporas cavando sua carne, instigando-o a voar, e ainda Four Winds parece estar tão fodidamente longe!

"Mais rápido! Corra mais rápido!" Ordeno a meu cavalo, com agonia em minha voz, meus olhos fixos à frente nos anéis de fogo que envolvem mais Four Winds. O fim deve estar cada vez mais perto, porque as visões começam a se agitar diante dos meus olhos como da primeira vez que foram dadas a conhecer a mim, obscurecendo a realidade. Esta não é a primeira vez, mas desta vez eu recuso as visões; eu a estou perdendo, sem saber quando eu iria vê-la novamente, se irei; eu só quero morrer com ela se ela for morrer neste momento. Eu quero acabar a distância sinistra entre nós. Eu só a quero nos meus braços, onde eu sinto que ela está segura.

"Senhor! Sr. Pella!" Um som distante chama meu nome. No entanto, está perto, perto de meus sentidos. Braços fortes me apertam; braços que eu não posso ver.

"Sr. Pella! Por favor! Nós precisamos de você! Ellie precisa de você!"

Eu me forço para fora da enxurrada de lembranças, mas elas vêm em uma corrida irrefreável. Confusas, me confundindo.

"Sente-o!" Eu ouço uma ordem. Henry.  "Deixe que ele passe através delas!"

"Mas, Doc! Srta. Ellie!"  Ellie? Elissa? Eu não posso colocar minha cabeça fora do nevoeiro, incapaz de nadar para fora da avalanche de visões correndo diante dos meus olhos.

"Doc?" A voz de Anthony chama envolvendo todo seu interesse e preocupação nesta única palavra.

"Eu vou examinar Elissa..." Eu me esforço para ouvi-lo, mas, em seguida, lembranças impedem  minha audição para o aqui e agora.

"Nããão!" Eu me forço a proferir.

"Doc!"

"Deixe-o, Anthony! Ele tem de sair disso sozinho. Porque eles estão experimentando as visões juntos, tem que ser a sua própria mente a rompê-las! Estou verificando El..." e as vozes se afogam sob a tensão de minhas visões novamente.

A fumaça acre está me sufocando como se alguém enfiasse dois cães do inferno em minhas narinas. Eu tenho que tirar as meninas daqui. Elissa está me deixando! Deixando-nos! A agonia me aperta, sufocando minha alma; sangrando-me lentamente, por mil facadas superficiais, me cortando, me torturando dolorosamente e me empurrando de volta para o abismo sem fundo onde não há luz, não há vida, não há existência. Eu chamo Zephyr, meu olhar fixo em minha esposa pela última vez, marcando sua imagem em minha memória. Quando o cavalo relincha e empurra meu ombro, eu faço um esforço hercúleo para afastar o meu olhar para longe de minha esposa, e ver seu olhar atormentado, e nosso amor indelével refletido em seus olhos inchados, com pálpebras vermelhas. Eu coloco as meninas no Zephyr e segurando sua juba, eu levanto a minha perna para cima, e bato-lhe com minhas esporas. Ele salta através do fogo implodindo através de todas as barreiras em seu caminho, enquanto eu me inclino sobre os corpos das minhas filhas, protegendo-as instintivamente. O ar fresco bate no meu rosto momentaneamente enquanto Zephyr ganha velocidade através da escuridão, e ele me derruba de suas costas logo depois que estamos fora dos confins do inferno, desaparecendo na neblina com as minhas crianças em suas costas!

"Não! Não! Não! Zephyr!" Eu grito até que a minha voz não sai mais, minha garganta está queimando, enquanto eu corro mais rápido do que eu já fiz em toda a minha existência, perseguindo o cavalo com o nome em homenagem ao Western Wind até desaparecer na neblina, sugando tudo, inclusive meu coração, minha razão e a mente, então não há nada. "Eu quero a minha mulher! Quero minhas crianças!" Eu clamo caindo amontoado no chão, todas as minhas faculdades perdidas, minhas razões para viver, perdidas. Estou tremendo e mancando ao mesmo tempo. Nenhum dos que eu amo volta. Minha vontade de viver drena para fora de mim completamente.

"Sr. Pella, senhor! Não podemos apagar o fogo! Nós não podemos nem entrar em Four Winds!! Sua família está ainda dentro, senhor?” Pergunta uma voz familiar. Eu consigo virar a cabeça em direção ao som, e meus olhos estão bloqueados com o capataz, Buck Whitman.

"O quê?" Pergunto atordoado, meus olhos vermelhos inchados.

"Srta. Ellie e as meninas ainda estão dentro, senhor?" Buck pergunta com a tristeza envolvendo sua voz, não querendo ouvir o óbvio. Eu olho para frente, sem entender. Buck Whitman sacode meus ombros com força.

"Sr. Pella? Sua família está morta?” Ele pergunta me dando um tapa no rosto. Empurro a mão que segura meus ombros e levanto-me, abruptamente, segurando a cabeça entre as mãos, balançando para frente e para trás.

"Sr. Pella, eles estão mortos?" Outra voz pergunta, buscando uma confirmação horrenda.
"Cale a boca! Cale a boca! Cale a porra da boca!" Eu grito, e minhas mãos soltam minha cabeça, meus olhos parecendo desnorteados,  como um louco, e eu olho ao redor os rostos das pessoas aqui de pé, olhando-me impotentes, com piedade. Não quero piedade. Eu quero morrer! Eu quero punir! Eu quero queimar o mundo todo para extinguir a minha dor lancinante! Eu não quero mais existir. Minhas mãos encontram a Algarobeira (N.T. É conhecida também pelos nomes de algaroba ou algarobo. Espécie pouco exigente em água, natural de zonas tropicais áridas, que não chegam a alcançar índices pluviométricos de 100 mm.nas proximidades, e eu faço um punho com meus dedos quebrados de novo, dolorosamente, e soco as saliências ásperas do tronco da árvore outra e outra e outra vez até que os vaqueiros me derrubam  no chão.

"Larguem-me! Eu quero morrer também."  Eu grito com uma voz rouca, ardente, o esforço é agonizante, e eu não quero sentir nada; eu quero me soltar,  fora de seu alcance, e... Embora eles sejam do meu tipo, Nephilim, eu sou muito mais forte do que eles. Eles tentam me conter para evitar que me machuque mais, mas eu luto contra eles... e luto, e luto... e eu caio no chão. A dor dilacera minha cabeça. Minhas mãos tremendo, automaticamente chegam à minha cabeça, então meus olhos se abrem. Eu estou olhando para as pernas de minha mesa ultramoderna e para a mão estendida de Anthony. Sinto-me tonto, horrorizado, e as luzes da tarde estão se infiltrando através das minhas janelas do chão ao teto.

"Bem vindo de volta,  Alexander! Não pense que eu estou com pressa nem nada, mas eu preciso de você agora! Elissa quase foi atingida por um dos nossos membros da equipe de segurança,  na garagem." A voz de Doc falando sobre Elissa me sacode para a consciência do aqui e agora. Enquanto eu tento protegê-la do que está do lado de fora, alguém da minha própria equipe de segurança quase a matou? Furioso, nem mesmo começa a explicar o que eu sinto. Eu me levanto imediatamente, ignorando a mão estendida de Anthony. Elissa está deitada no sofá, inconsciente. Corro imediatamente para seu lado, levantando-a em meus braços. Eu examino seu corpo procurando quaisquer danos, e não vendo nenhum, eu a esmago contra meu peito, inalando seu odor profundamente.

"Ela foi atingida por um veículo? Ela está bem, Henry?" Pergunto a Doc. Ele é o único que pode curá-la de tudo,  o que o faz extremamente valioso para mim.

"Não, ela não foi, Alexander, mas ela está vivenciando suas lembranças de saída, como você. Eu olho para ela, preocupado. Isso é perigoso, mas ainda estou tentando entender por que isso está acontecendo com ela à luz do dia. É sua proximidade de Nephilim de seu passado, ou é outra coisa? Ou é alguém sinistro perto de encontrá-la? Eu tenho que descobrir.

 "Henry! Por que suas lembranças estão fluindo à luz do dia?" Eu pergunto, sabendo que nunca aconteceu dessa forma antes.

"Alexander, você esquece como admiravelmente dominante você pode ser sobre as pessoas e como você encanta o sexo feminino, mais ainda a Elissa,” ele responde. Certamente, isto não poderia ser só por mim.

 "Mas ela não me reconhece como Alexander... como seu..."  amante, marido e protetor, aquele que foi pai de suas crianças. Eu engulo seco, incapaz de dizer o final da frase, mas Henry sabe. Ele olha para mim, enquanto ele ainda está verificando os sinais vitais de Elissa com o estetoscópio, uma tarefa dificultada pelo meu abraço em seu corpo envolto em meus braços, e ele desvia sua atenção de sua tarefa, por um breve minuto, para olhar para mim e balança a cabeça com exasperação.

"Para uma primeira geração de Nephilim de alta categoria, um homem cujas habilidades são tão lendárias, de tal maneira que o sentimento de inveja aflige aqueles que ouviram a menção de tais dons, em um único indivíduo, que você está bem ciente, e você tem a capacidade de identificar esses indivíduos a continentes de distância; ainda assim, você às vezes é bastante inepto em reconhecer os sentimentos de quem sempre foi a mais próxima de você,” diz ele em seu tom cavalheiresco do Sul.

"Como assim?" Pergunto curiosamente, talvez em busca de reafirmar o sentimento de Elissa por mim. Ele suspira.

"Em suma, Alexander, a alma dela reconhece a sua. Seu corpo é atraído por você como ela nunca seria atraída por ninguém. Amor sempiternus, Alexandros! Numquam periit amor... Etiam in morte, superset amor,” (N.T. Amor eterno, Alexandros! O amor nunca perece... O Amor supera mesmo a morte) explica em uma das línguas (N.T. latim) da minha existência inicial; invocando meu perpétuo, cada vez maior, amor sem limites por Elissa.

Eu engulo seco, e olho para baixo, ansiosamente, para a mulher que é infinitamente atraída por mim, mas não reconhece quem eu sou, ou o que ela significa para mim. "Eterno amor, você diz. Eu sei que o amor nunca morre... Eu sei que o amor sobrevive a morte... Mas a agonia, o medo de perdê-la novamente, está me tornando um louco. "

"Esse é o espírito! Omnes amantes sunt amentes! Amare et sapere vix deo conceditur,” diz ele, sorrindo para mim. (N.T. Todos os amantes são loucos! Só a Deus é concedido amar e ser sábio.)

"Você diz que ‘todos os amantes são loucos! E, mesmo um deus acha difícil amar e ser sábio ao mesmo tempo.’  Certamente, para manter todas as suas faculdades mentais você não abriu as portas do seu coração de aço para alguém digno,”  eu especulo para conseguir uma reação dele. Funciona. Mesmo depois de estar perto de alguém mais de duzentos anos, você consegue aprender algo novo.

"Uma vez...” diz ele em voz baixa, e, em seguida, faz uma pausa. "Há muito tempo atrás, antes de eu dedicar minha amizade e existência a Marcus... Veja como você esperou por esta mulher por toda a eternidade e nunca permitiu alguém na sua vida. Porque, mais ninguém nunca conseguiria, nunca poderia tomar o lugar dela,” ele diz com fervor e acrescenta: "Mas, ao contrário de vocês, o meu nunca  voltará. E se ela fosse voltar, você pode apostar sua longa existência que eu iria fazer tudo em meu poder para reconquistar seu coração. Então, você, meu amigo melhor sucedido em recapturar seu afeto, devaneios, atenção e seu coração, com a mesma paixão e entusiasmo, como você abriu seu caminho em três continentes quando tinha apenas 20 anos de idade, conquistou a maior parte do mundo conhecido em apenas onze curtos fodidos anos, quando as pessoas não podem nem mesmo terminar uma única batalha hoje em dia, apesar do fato de que todas as partes envolvidas possuem toda a moderna maquinaria e armamento. Porque, Alexander, eles não têm o seu coração, a sua paixão, a sua resiliência, sua coragem. Você é realmente um tipo único. meu amigo; assim faça-o pelo resto de nós que gostaríamos de ter outra chance,” diz ele, com firmeza, enquanto ele me olha, intencionalmente. Ele também deixou, convenientemente, de fora, o fato de que, meu sucesso se deveu em parte a que eu sou implacável quando se trata de meus inimigos.

Eu pressiono Elissa ainda mais perto do meu peito, acariciando o cabelo dela, olhando para ela saudosamente. Estou perto o suficiente dela para não deixar o ar passar entre nós, embora ainda estejamos a séculos de distância. Como faço para fechar a lacuna? E se alguma coisa aconteceu com ela? Mesmo a especulação sobre isto é angustiante. Eu tenho que tê-la perto de mim em todos os momentos! A necessidade de protegê-la é tão avassaladora, o pensamento nela saindo da minha vista é insuportável.

"Modere seus pensamentos, e palavras, Alexander... Ela vai ouvir-nos em breve, mesmo que ela não acorde ainda,” Doc me lembra. Eu posso atravessar as lembranças, porque eu já existi tempo suficiente para desenvolver esta capacidade, mas ela não pode. Ela tem que experimentar tudo como as plantas nascentes que saem do chão no primeiro dia da primavera.

Estou muito focado nela; a batida na minha porta me assusta.

"O quê?" Eu berro. James entra.

"Desculpe, senhor,” ele responde envergonhado. "A Srta. Angelique Montesquieu e a Srta. Kimberly Collingsworth estão bastante insistentes em uma reunião com o senhor."

"Você percebe que eu estou atendendo a uma emergência?" Eu digo, meu olhar escuro, completamente proibitivo e intensamente focado nele. Ele murcha e diminui sua voz. Se ele não trabalhasse para mim há mais de um século, ele não seria capaz de resistir a minha ira.

"Não... Quero dizer, sim, senhor. Elas são apenas clientes de alto nível que estão, cada uma, pretendendo gastar quinze milhões de dólares de seus próprios recursos nos leilões da próxima semana, elas disseram, e elas também estão representando algumas empresas internacionais de lances elevados. E elas estavam esperando para...” ele começa a explicar, mas eu não tenho paciência para elas.

"Cada investidor e comprador em potencial deve seguir um determinado protocolo, independentemente de quanto dinheiro pretende gastar na próxima semana! Elas não são exceções à regra, e eu quero imprimir este pedaço de informação em sua mente, que o tamanho do sutiã da cliente ou suas pernas abertas não fornecem acesso através das minhas portas! Nossos clientes não compram aviões de nós porque eu preciso de algo deles, mas porque eu possuo o que eles precisam e o que eles não podem conseguir em outro lugar. Você me capta claramente, James?"

"Compreendo perfeitamente, senhor. Elas insinuaram que elas conhecem você...” diz ele, mas eu o corto no meio da frase.

"Eu não dou uma merda de que elas me conhecem ou como elas me conhecem!" Eu fico mais irritado, e a voz de Henry interrompe.

"Talvez, Anthony e eu deveríamos ir falar com elas, Alexander. Vai dar-lhe um minuto para ficar a sós com Ellie..."

"Não! A propósito, como elas conseguiram um passe para o 35 º andar?" Eu berro. Henry parece divertido, suas sobrancelhas estão ligeiramente elevadas, olhando para mim e balançando sua cabeça. James parece mortificado.

"A Srta. Montesquieu está representando um cliente francês, bem como a empresa de seu pai, a MTG Power, e a Srta. Collingsworth está representando uma empresa sul-americana, além de seu interesse pessoal na compra de um jato de luxo. As empresas marcaram entrevistas para discutir as aquisições de aeronaves no mês passado, senhor."

"Como seus pais, elas são arrogantes ao ponto da estupidez, para o que eu não tenho tolerância! Eu aprovo todas as reuniões com antecedência. Elas não estão programadas para encontrar-se comigo!"

"Não, senhor, você está certo. Elas estão programadas para se reunir com o Sr. Monroe. Mas o Sr. Monroe partiu cedo para o Arizona, por suas instruções, e seu assistente tentou remarcar o encontro com as jovens, mas não teve sucesso em chegar a elas ou aos seus assistentes, em seu esforço para reagendar. Em suma, elas estão aqui, senhor,” ele explica em uma única respiração. Eu suspiro exasperado.

"Tenha Anthony encontrando com elas, então. Henry fica..." eu digo e há um ligeiro movimento de Ellie em meus braços, e ela geme, parecendo angustiada. Ela está com dor? Eu sou pura atenção, preocupado que eu não posso tirá-la de seu estado, suspensa em nosso passado.

"Ellie! Ellie! Acorde!" Exorto-a. Ela não abriu os olhos, mas continua a gemer. Eu olho para Henry com a preocupação envolvendo meu olhar. James abre a boca novamente, sem consultar seu cérebro.

"Devemos chamar um doutor, senhor?" pergunta ele. O que ele pensa que Henry é? Eu olho para ele incisivamente.

"O médico já está aqui!" Eu exclamo com uma voz ameaçadora. Mesmo que a minha voz seja baixa, reverbera em torno de meu escritório, tornando o significado claro.

No momento em que Anthony deixa meu escritório com James a reboque, Elissa estremece em meus braços, e empurra com violência, como se ela resistisse a algo. Meus braços automaticamente apertam-na mais perto do meu peito, para acalmá-la, e eu encontro-me embalando-a, sussurrando-lhe em meu velho idioma, suavemente. Henry acena para mim lembrando-me que ela está voltando a seus sentidos.

"Srta. Duncan? Acorde... Você está bem. Você apenas desmaiou em seu carro. Acorde," eu tento persuadi-la a sair das garras de nossas lembranças do passado. Eu quero que ela acorde para que eu possa ouvir a voz dela, e ver suas reações ao que eu tenho para dizer a ela, mas, ao mesmo tempo, mantê-la em meus braços para acalmar a saudade que eu tenho dela. Com a minha mão direita, seguro-a perto do meu coração, a minha mão esquerda ritmicamente acaricia o cabelo macio. Seus braços serpenteiam automaticamente em volta do meu pescoço, me acalmando. Há um brilho suave nos olhos de Henry. Estou mal mantendo meu autocontrole. Nada menos do que possuí-la, bombeando meu pau dolorido nela muito profundamente, para compensar todo o tempo perdido, reunindo nossas almas com nossos beijos, marcando um ao outro por dias, dificilmente saciaria e também iria alimentar o desejo que tenho por ela. Quero senti-la sob minha pele, tocar cada centímetro dela com beijos suaves, carícias, sugando, provocando, e amando. Não é apenas ser sexualmente consciente de sua presença, mas ela me chama nas profundezas do meu abismo onde eu estou sem socorro, mas para responder a sua chamada. Eu me sinto como uma besta enjaulada; minha inquietação sobre Elissa me possuiria caso eu perdesse o controle por um minuto. Tenho sonhado vê-la novamente centenas de vezes; a nossa primeira união, nosso primeiro beijo. Eu me inclino e sussurro. "Elissa!” Mas ela não abre os olhos, eu suavemente beijo o topo de sua cabeça, os meus lábios demorando no contato, mas ela não cede. 



"Doc?" Eu pergunto, minha ansiedade crescendo. Ele balança a cabeça, e seus olhos travam com os meus, me lembrando que ela está consciente o suficiente para ouvir e compreender, mas minha mente está mal oscilando entre ter e perder o controle. Ele explica o que aconteceu na garagem para distrair minha atenção, mas descubro em detalhes que um dos meus próprios homens poderia ter causado um ferimento nela me traz para a beira da minha paciência já corroída.

"Porra! Como ele não podia ver uma mulher andando em um enorme local de estacionamento? O que ele estava olhando?" Um arrepio percorre o corpo de Elissa, me sacudindo até o meu núcleo. Eu acredito que ela está saindo de seu estado de sonho. O resto da nossa conversa é um borrão, quando tudo o que posso pensar ou ver, é Elissa. Mas quando ela mostra sinais de voltar a si, Henry acena com a cabeça confirmando, certificando-se de que eu a deite no sofá e, em seguida, sai, deixando-me sozinho com Elissa. Depois que eu a deito, eu levo um minuto extra; relutantemente desbloqueando seus braços do abraço em que ela está me segurando.

Estou determinado a que ela fique comigo esta noite; eu nunca perdi qualquer negociação que eu deseje vencer. Agora, não há mais nada em que eu gostaria de obter sucesso do que convencê-la a ficar comigo. Ela geme no sofá, e seus belos olhos se abrem dolorosamente. Quando ela geme, e tenta se sentar, eu imediatamente peço a ela para permanecer em repouso, e horizontal. Na verdade, eu gostaria de mantê-la horizontal, vertical, para os lados, de todas as maneiras, na minha própria vontade, por um período indeterminado de tempo. Eu explico-lhe que ela quase foi atingida por um dos meus seguranças, mas ela imediatamente compartilha a culpa de seu recente acidente. Ela tenta mover-se para se levantar e sair! Deixar-me! Ela geme segurando sua cabeça e a preocupação me envolve, sufocando.

"Eu não acho que você esteja pronta para dirigir por duas horas, Srta Duncan. Vou pedir a alguém para levá-la para sua casa,” eu insisto. Quando ela protesta contra a minha sugestão, suas mãos apertam sua cabeça, demonstrando a dor que ela está sentindo. Minhas mãos fecham nervosamente, tentando ganhar a minha compostura e controle, contra sua teimosia inata.

"Assim como eu pensava! Eu não quero ser a causa da lesão da minha nova assistente antes  dela começar a trabalhar para mim,” eu digo em um tom severo, ainda que sensual. Eu não sou um homem que se queira enfrentar. Apenas menos que os dedos de uma mão de homens se atreveram a fazer isso em toda a minha existência. Mas sempre que ela me contradisse ou me enfrentou, ela só me excitou. Tornei-me predatório em cada caso. Com os meus inimigos, o fio da minha navalha tornou-se evidente e fiquei focado até que eu superar o obstáculo que eles criaram e eles foram totalmente derrotados.

Com Elissa, no entanto, sua desobediência sempre fez o meu desejo tornar-se febril, o meu sangue fervendo quente, e minha paciência se estendendo muito fina para resistir ao magnetismo animal, a nossa atração cada vez maior, fazendo-me querer segurá-la em meus braços, beijá-la e lamber as curvas de seus lábios em um rolo lento e sensual, incitando-a para me provar na minha boca. Eu quero empurrar minha língua muito profundamente em sua boca fazendo beicinho e fazê-la gemer seus prazeres; fazê-la doída por mim, pelo meu toque, meus lábios, minha boca sobre seu sexo com um profundo prazer, sugando-a e conquistando-a de dentro para fora. Sua simples oposição me fazendo querer demonstrar o êxtase que ela pode experimentar comigo, assumindo o controle de seu corpo, e fazê-la seguir as regras que eu defina para protegê-la.

É insuportável sentar-me no mesmo espaço com ela, me lembrando de como nós éramos outrora, e não ser capaz de tocá-la. O pensamento de que há Fallen Angels atrás de seu sangue vivo e a possibilidade de que ela pode gostar de alguma outra pessoa, estão me matando por dentro. Como posso mostrar a ela que nós já fomos inseparáveis? Como posso dizer-lhe que não há ninguém para mim além dela?

Meu desejo por ela é tão incontrolável neste momento, que tudo que eu quero fazer é meter nela muito profunda e duramente, afundar em seu sexo até que nossas coxas estejam unidas em um abraço apertado, fazê-la gemer seus prazeres e esquecer de tudo, até mesmo o nome dela! Permanecer em seu interior imóvel, até que nenhum de nós já não possa mais aguentar estar sem atrito, em seguida, puxar para fora dela dolorosamente lento, fazendo-a implorar por mim, pelo meu pau, e depois enchê-la novamente para fazê-la se lembrar do que tínhamos, o que ela ainda significa para mim. Escrever a nossa história juntos com cada batida, cada movimento, cada giro, cada fricção, toque, beijo, penetrando-a tanto, que sua euforia leve-a para fora deste mundo e em vias de êxtase, fazendo-a ansiar por mim, contorcer-se sob mim, em cima de mim, no meu colo, e unir nossos corpos e almas, tornando-nos a ambos inteiros novamente.

Suas mãos ainda estão segurando a cabeça doendo, e seus olhos estão fechados. Ela me responde novamente com outra contradição: "A assistente em treinamento..." Porra! Acho que o meu pênis entra em modo de atenção integral, como meus antigos pretorianos. Eu não posso deixar de sorrir com a familiaridade de sua resposta.

"Anthony vai levar você para casa, e ele também vai pegar você,” eu digo; esta é a melhor concessão que eu posso fazer para ela.

"Mas...” ela protesta, e eu imediatamente a interrompo sem lhe dar um centímetro de espaço para ela se opor a mim.

"Eu disse antes, Srta. Duncan. Se eu pretendo manter um bom empregado por um longo tempo, então eu faço o que está em meu poder para garantir o bem-estar do empregado, para sua máxima produtividade,” eu digo em um tom de voz baixo, confiante, eu-sempre-consigo-o-que-quero.

"É gentil de sua parte,” ela responde, com a voz sarcástica, mas sei a luta que está nela. Ela está com dor, e eu não a quero fora da minha vista. Eu a quero na minha vizinhança com tal intensidade que eu não posso tolerar a nossa distância, nem mesmo por uma noite. Eu deslizo perto dela, inclinando-me em seu ouvido, mas ainda sem tocá-la. Eu sussurro em tom lascivo, "Você deseja ficar? O doutor disse que você precisa algum repouso. Eu posso..." eu digo. Eu mal posso manter o meu desejo sob controle, agora: se eu ficar com ela no mesmo local, eu estaria me torturando. No entanto, eu estou disposto a fazer o que for preciso para mantê-la segura, fazer com que ela me queira sobre ela. Eu exalo uma respiração lenta, sem perceber, e adiciono num tom gentil, atencioso, "Eu posso levá-la para o meu apartamento na cidade, e certificar-me que você seja cuidada."

‘Por favor, diga sim! Por favor, Elissa!' Peço-lhe em minha mente. Você não sabe quanto tempo eu esperei por você! Eu forço minhas mãos a permanecerem no meu colo, os dedos abertos para que eu não faça qualquer tentativa de tocá-la. O meu olhar é sombrio, preocupado e a ansiedade cresce em mim a cada segundo; um sentimento a que eu não estou acostumado. Por favor, olhe para mim! Deixe-me ver seus olhos azul safira! Como se ela ouvisse minha súplica interior, ela finalmente olha para mim.

"Não seria apropriado para mim, ficar com o meu provável novo chefe,” ela responde em sua voz melodiosa, aveludada. Pelo seu comportamento eu posso ver a luta interna. Ela gosta de mim e me deseja, também! Está tudo em seus olhos.

"Eu tenho uma casa... Eu posso ir para lá, enquanto você está no meu apartamento. Dessa forma, você não vai se sentir sufocada com minha presença e eu posso ter alguém para cuidar de você durante a noite. Por favor... Você acabou de desmaiar no meu prédio, logo após um dos meus seguranças quase bater em você com o carro da minha empresa," eu digo. Eu quero estar no mesmo lugar com ela. Eu quero olhar para ela, falar com ela, e ouvir a voz dela, mesmo se isso é tudo o que conseguiremos fazer. Eu quero saber que ela está segura.

"Não se preocupe, Sr. Pella... Eu não estou planejando processá-lo. Como eu disse, eu sou igualmente culpada,” ela diz e volta a sua atenção para seu colo como se estivesse guardando os segredos do universo. Eu não quero que ela vá. Eu não me importo se ela iria querer me processar para pedir tudo o que tenho. Eu só quero estar perto dela!

"Você está me ofendendo, Srta. Duncan. Eu não quis estender a minha cortesia porque eu pensei que você ia me processar. Apesar de que estaria dentro de seus direitos fazê-lo. Estou, no entanto, genuinamente preocupado com seu bem-estar. Você pode ligar para sua família e dizer a eles onde você está, se isso vai fazer você se sentir segura." eu digo apelando para sua misericórdia, tentando sacar seus verdadeiros sentimentos para fora.

"Não, não é isso... Eu não quero colocá-lo para fora de sua casa, incomodar você,” diz ela gaguejando, finalmente olhando para mim de novo, refrescando e acalmando meu coração como a brisa da primavera.

"Bem,” eu respondo aliviado, inclinando-me com sensualidade intensa, mas certificando-me de que não nos toquemos, "Eu tenho um par de quartos de hóspedes em meu apartamento. Você é mais do que bem-vinda para usar um deles... esta noite. Você gostaria que eu ficasse no meu apartamento, Ellie?” Eu posso ouvir a vibração do seu coração batendo como o tambor da selva. Sua garganta engole com dificuldade como se ela estivesse passando uma pedra por ela. O calor subindo de seu corpo me esmaga, esquentando o meu âmago. Seus lábios lentamente se abrem como se ela estivesse  tentando exalar seu desejo reprimido sem ser descoberta. Graças a Deus! Ela fodidamente me quer! Ela se inclina para baixo em um esforço para desviar os olhos e aperta as pernas juntas, para reprimir seu desejo crescente por mim. Eu não quero demonstrar nenhum dos meus sentimentos para ela. Tem que ser ela, me querendo, me desejando.

"É o seu apartamento. Eu não poderia colocá-lo fora... Você tem o hábito de deixar seus empregados ficarem com você?"

"Não, nunca,” eu respondo-lhe honestamente e de forma inequívoca, com o meu olhar impassível nunca deixando seu rosto, mal conseguindo esconder o meu amor e desejo por ela. "No entanto, minha segurança pessoal, bem como minha assistente pessoal, devem conhecer tanto o meu apartamento como minha casa, por dentro e por fora,  porque você pode ser obrigada a trabalhar contra o relógio, às vezes. Parte do trabalho...”  acrescento encolhendo os ombros. "Mas, hoje, você iria apenas. Ser. Uma. Visita...”  eu adiciono em um tom baixo e sedutor.

"Oh," ela diz baixinho, e ela parece desapontada. Eu quero saber se ela está machucada ou se ela está realmente decepcionada com a indiferença em meu tom.

"Ellie, você está machucada?" Eu pergunto, inclinando-me automaticamente e segurando seus ombros. Eu olho para ela, verificando visualmente para detectar quaisquer sinais de sofrimento, enquanto eu estou querendo que ela fale comigo. Assim que estamos conectados, a corrente elétrica circula entre nós novamente e fazendo-nos hiper conscientes um do outro. Ela vira a cabeça para olhar para mim, mas tudo o que ela pode fazer é concentrar-se em meus lábios, seu olhar cheio de saudade de um beijo. Eu não quero fazer disso minha decisão. Deve ser sua a decisão de me beijar. Porque se eu beijá-la, eu não vou ser capaz de parar até eu fazê-la completamente minha! Ela cora vermelho e fecha os olhos. Ela está pensando em mim. Ela está afetada!

"Ellie? O que há de errado?" Eu pergunto, e incapaz de impedir-me, eu corro minha mão gentilmente em seu rosto, apenas tocando-a suavemente, sensualmente, transmitindo o meu amor que eu não tenho sido capaz de expressar há muito, muito tempo. Ela se inclina para o meu toque, sua respiração acelera. Mas alguma dor a faz gemer. Talvez ela esteja preocupada. O que está passando por sua cabeça? Por favor, anjo, abra seu coração para mim. Ela pode estar atraída por mim, mas eu estou preocupado que ela tenha outra pessoa. Alguém que ela não está me contando.

"Ellie? Por favor, fale comigo,” eu imploro com a necessidade premente de saber.

"Sim,” ela responde, e eu estou inacreditavelmente aliviado. Eu suprimo um sorriso pela maneira com que ela transmitiu a sua resposta.

"Você está bem? Como você se sente?" Eu pergunto, meus olhos fixos nela. Sua resposta é um aceno de cabeça. Ela faz um movimento para ir. Não! É muito cedo!

"Eu... deveria ir. Eu tenho que fazer as malas. Se eu ficar, eu não vou ter nada para levar comigo, e eu tenho certeza que você não gostaria de ter uma nada apresentável assistente pessoal," ela tenta se levantar.

"Mas você não está bem. Eu não posso dar uma chance a que minha nova assistente tenha um acidente a caminho de casa, porque eu deixei você ir. Artigos de vestuário podem ser comprados aqui...” eu digo, mas ela balança a cabeça. Por favor, anjo! Eu posso comprar o que você precisar.

"Eu estou bem, realmente... Desde que eu vou estar me mudando para LA, eu não deveria adicionar despesas extras quando eu já tenho esses itens. Eu tenho que ter cuidado com as minhas finanças, Sr. Pella. Afinal de contas, você só está me dando uma semana de experiência, e você poderia facilmente dizer não, no final da semana..." acrescenta ela, e eu abro minha boca para dizer que eu poderia começar a cuidar de suas necessidades aqui, mas ela levanta sua mão para continuar.

"Antes que você diga que você paga pelo vestuário exigido de sua segurança próxima e sua assistente, eu gostaria de expressar que eu não quero estar em dívida com o meu novo chefe..." ela começa dizendo, em seguida, altera a redação e acrescenta, "novo chefe na pendência da semana de experiência, quero dizer." Claro! Ela ainda é a mesma! Ainda orgulhosa, ainda ferozmente independente! Como eu senti falta disso. Sua resposta traz o fantasma de um sorriso em meus lábios. Felizmente, eu sei o que a tira de sua concha. Ela não pode aguentar um desafio. Eu lentamente e deliberadamente movo minhas mãos de seus ombros para o meu próprio colo. A ausência abrupta de nossa conexão faz com que seu rosto caia, fazendo-a sentir-se abandonada. Eu levanto o meu polegar direito e o dedo indicador até os meus lábios, sem pressa, e capturo o meu lábio inferior entre os dois, acariciando em um ritmo deliberado, como eu faria com seus mamilos e seu sexo. Suas pupilas dilatam, e os lábios se partem lentamente, avidamente. O formigamento em sua pele é evidente com o rubor cor de rosa pálido. Ela está excitada. Sua respiração é superficial, mas rápida, um tom rosado se arrasta sobre o rosto dela, traindo a resposta de seu corpo. Depois de dar-lhe um intensamente provocante visual, eu lentamente falo.

"Srta. Duncan, você não ficaria em dívida comigo, de qualquer forma ou modo. Sou eu que  estou pedindo para você ficar. Seria apenas um pequeno preço a pagar pela paz de espírito, e garantia de sua segurança." Seus olhos ainda estão em meus lábios como se ela estivesse pronta para tomar posse deles, mas mal se segurando em seu juízo.

"Obrigada, mas eu não posso aceitar isso..." ela responde com uma voz quase inaudível. Ela está lutando contra seus sentimentos. Mas, vou até o final em uma negociação, especialmente quando estou tão perto de ganhar.

"Que tal um acordo então... Anthony a leva a Montecito, você faz a mala, diz adeus a sua família por uma semana e ele a trás de volta para Los Angeles, hoje," eu ofereço a minha única concessão.

"Huh?" É sua resposta confusa, mas eu não quero dar-lhe nenhuma margem de manobra para fazê-la mudar de idéia.

"Dessa forma, você não fica em dívida comigo, e você pode começar a familiarizar-se com o meu apartamento ou casa, pois vai ter que fazê-lo, se estiver trabalhando para mim. Como parte de seu trabalho, você é obrigada a estar à mão a qualquer momento, em qualquer local, assim como aqui, ou em qualquer outro lugar onde eu possa exigir que você esteja. Você começa sua experiência hoje. Esse é o acordo que eu estou oferecendo a você,” Eu falo com firmeza, lenta e deliberadamente, e totalmente seguro de mim mesmo. Tenho toda a intenção de ganhar esta negociação. Eu não levo a intensidade de meu olhar para longe de seu rosto.

"Ok, Sr. Pella," ela finalmente consente.

"Ok, você vai ficar, ou ok, você começa a trabalhar hoje?" Pergunto sem piscar, esperando que a resposta dela seja esta última.

"Eu começo a trabalhar hoje,” ela responde e meu coração pula uma batida. Com o meu olhar ainda sobre ela, eu pego o meu smartphone, e faço discagem rápida para Anthony.

"Sim, Sr. Pella," ele atende seu telefone no segundo toque.

"Anthony, você está levando a Srta. Duncan para Montecito, e trazendo-a de volta com sua bagagem,” eu ordeno.

"Nesse caso, eu estou terminando o encontro com a Srta. Montesquieu, e Srta. Collingsworth. Quando você gostaria que eu saísse, senhor?"

"Dentro dos próximos 10 minutos,” eu respondo, e desligo sem desviar o meu olhar. Ela olha para mim. Há alguma coisa que quer me perguntar, mas está tentando avaliar como ela vai falar isso.

"Sr. Pella, já que estarei  trabalhando para você, pelo menos toda a próxima semana, há alguém com quem eu preciso me familiarizar?  Sua outra equipe, membros da família, esposa, namorada?” ela pergunta tentando parecer indiferente, mas ela está extremamente nervosa. E a pergunta dela me pega de surpresa, acelerando a minha respiração, e sua curiosidade me faz querê-la com um desejo incontrolável e uma paixão intensa. Eu não posso esconder a minha surpresa ou o meu desejo crescendo, em resposta à sua pergunta.

"Você vai conhecer o meu pessoal imediato e a equipe de segurança em breve. Amanhã, talvez... Membros da minha família,” eu digo e paro, enquanto eu tento esconder a angústia que sinto ao tentar construir uma resposta verdadeira. Porque ela era a minha família, ela era o meu tudo, minha amante, minha esposa, a mulher com quem o sol nascia e se punha, a mãe de meus filhos, cujo destino eu nunca fui capaz de descobrir. Eu opto pela verdade e simplicidade na minha resposta  “ou estão mortos, ou perdemos contato. Não há mulheres que me importem o suficiente para familiarizá-la," eu respondo sem elaboração. Mas seu rosto não esconde a sua curiosidade aumentando e a razão por trás daquele  inquérito. Ela engole em seco, e em seguida, abre lentamente a boca para falar a segunda parte da sua pergunta.

"Bem, uhm... Eu conheci duas senhoras lá embaixo, depois da minha entrevista com você, e eu não pude deixar de ouvir sua conversa bastante descarada. Elas estavam indicando uma para a outra que ambas estavam bem familiarizadas com você em muitas maneiras. Pensei que talvez uma delas pudesse ser sua namorada,” explica ela. Oh, porra! Ela conheceu as putas vorazes. Ela não tem nada a temer, mas o seu desagrado delas, e seu ciúme mal escondido me deixa mais quente do que Hades. Eu inclino minha cabeça para o lado para decifrar sua expressão aparentemente indiferente. Seu olhar está focado em seu colo novamente, mas eu me abaixo, colocando a cabeça em linha com a dela, tentando me conectar com seus olhos, obrigá-la a olhar para mim. O meu olhar é intenso, apaixonado, pedindo a ela para expressar seus sentimentos honestos. Há preocupação e uma pontinha de ciúme em seus olhos azul safira, quando ela levanta os olhos.

"Você vai encontrar muitas outras mulheres falando de mim. Apenas parte da fachada. Eu não tenho ninguém digno de apresentação há muito... muito... muito tempo,” eu explico, toda brincadeira desaparecida. Não há ninguém para mim, apenas ela. Eu tive inúmeras mulheres em toda a minha existência. Quando Elissa entrou no meu coração, tudo mais esmaeceu para mim. Na sua ausência, perdi-me nas profundezas da escuridão de meu próprio abismo. Eu não usava o sexo nem mesmo como o elemento mais próximo de companhia; apenas algo para acalmar uma fome física, que sempre me deixou vazio, privado, pior do que antes. Meu desejo, saudade e tristeza sobre Elissa só ficaram mais profundos, me transformando em um homem faminto e árido; nunca saciado. Assim como água salgada não pode saciar a sede, nenhuma outra mulher pode me atender e tomar o lugar de Elissa.

A batida na minha porta arranca-me dos meus devaneios. É Anthony. Ele caminha em seus passos medidos, seus instintos militares inconfundíveis e olhar vigilante.

"Sr. Pella. Estou pronto para conduzir a Srta Duncan para Montecito. No veículo dela ou em um dos nossos, senhor?” Ele pergunta, sem preâmbulo, e, em seguida, levemente, mas respeitosamente, acena com a cabeça na direção de Elissa para cumprimentá-la.

"Um dos nossos,” eu respondo. Eu quero segurança e comodidade. Todos os nossos veículos são rastreados, o que torna mais fácil para localizá-los em qualquer situação.

"Logo que você estiver pronta,  Srta Duncan, vou levá-la,” diz Anthony, e se vira para mim para receber suas instruções. Eu me levanto, e Elissa anuncia sua prontidão.

"Eu vou vê-la esta noite, Srta. Duncan," eu digo, certificando-me de que ela entende que ela está voltando logo que ela faça as malas, caso contrário, serei obrigado a declarar-me para ela muito mais cedo do que eu pretendia. Os sentimentos são mútuos. Ela está completamente afetada por mim. Ela olha para mim com palavras não ditas, tentando se lembrar de algo, incapaz de desviar o olhar. Eu estendo minha mão para ela e ela a pega, cumprimentando. Assim que as pontas dos nossos dedos se tocam, a corrente deliciosa passa por nossos corpos, acendendo todas as nossas sinapses, tornando-nos intensamente conscientes um do outro, e eu sinto que as marcas estão se movendo em cima de meus pulsos. Eu me pergunto o que elas estão me dizendo. Anthony abre a porta, segurando-a para ela enquanto ela sai de meu escritório, e eu sigo seu séquito. Fora da minha porta eu olho para Anthony, lembrando-lhe que eu estou confiando em suas mãos a pessoa mais importante da minha existência, o que significa que ele não tem permissão para fazer merda em qualquer circunstância. Ele precisa protegê-la e trazê-la de volta para mim, logo que ela fizer as malas. Ele acena com a cabeça solenemente, compreendendo. Não há nenhuma outra pessoa em que eu podia confiar quando a sua segurança está em questão, além de Henry.

"Até esta noite..." Eu a lembro novamente com uma promessa.

"Alex,” diz ela com uma voz aveludada, balançando a cabeça, em seguida, ela e Anthony desaparecem por trás das portas do elevador se fechando.

Eu olho para os meus pulsos, e vejo as asas abertas da águia, os olhos focados em um alvo, garras espalhadas como em uma luta, e as setas que está segurando com uma garra estão em ação. Quando eu olho para o meu outro pulso, eu vejo a águia com uma asa quebrada, ferida, caindo do céu! Meu corpo enrijece, e preocupação exala de cada poro. O que está esperando por ela em casa?

"Envie Henry a meu escritório imediatamente!" Eu digo quando eu passo por James e Melissa.

"E sobre o segurança?” Diz ele apontando para o jovem sentado nervosamente, esperando seu destino. Eu aperto a ponta do meu nariz. Ele salta de pé, olhando para mim com expectativa, mas despreocupado, o olhar de inocência. Eu aponto meu dedo, sacudindo-o para ele acusador.

"Você vai ter a sua chance de se redimir em pouco tempo. Se, contudo, você foder com ela, eu vou te quebrar!" Eu digo e me encaminho para meu escritório. Quando eu alcanço minha porta, eu ouço meu nome ser chamado.

"Oh, Sr. Pella! Queríamos ter uma palavrinha com você,” diz uma voz feminina exigente. Eu me viro para olhar para James e Melissa com um olhar feroz, indignado que as cadelas ainda estão aqui! É uma pena que esse conjunto caro que elas estão ostentando não pode aumentar o valor das mulheres que ele está envolvendo.

"Desculpem, senhoras, mas aqueles que querem me ver, devem marcar uma entrevista. Fiquem à vontade para discutir o assunto com James e Melissa aqui,” eu gesticulo em direção aos meus assistentes.

"Mas você já está aqui, e o que queremos discutir é de natureza bastante urgente,” diz a Srta. Collingsworth.

"Seja como for, Srta. Collingsworth. No entanto, neste exato momento, eu tenho um negócio de emergência para atender, eu mesmo. Desculpe-me," eu digo.

"Sr. Pella,  "insta a Srta. Montesquieu, o menor dos dois demônios, pegando meu braço. Eu olho para ela apertando fortemente a mão no meu bíceps, apesar de seu tamanho reduzido, em comparação com o meu. Meu olhar segue sua mão apertando meu braço e depois para o rosto claramente, eu levanto as sobrancelhas interrogativamente. Eu posso sentir o que ela é, facilmente, uma de nossa espécie. Mas o sangue dela está enfraquecido, diluído ao longo de muitas gerações. Ela pode ter uma indicação de que eu também sou um Nephilim. Desde que eu sou o único remanescente da primeira geração que resta, não é fácil disfarçar minha presença dos seres humanos e muito menos da minha própria espécie, porque cada aspecto sobre mim é carregado com poder e força. É claro para mim agora que a sua vitalidade amplificada, o comportamento para frente, e a afinidade com uma sereia me dizem que elas são certamente Nephilim. Mas por que Anthony não me disse nada sobre isso até agora? Certamente, ele deve ter notado isso sobre elas. Mas então, ele pode não ter notado, porque eu conheci essas mulheres antes, e seu sangue mais fraco tornou extremamente difícil ver o que elas realmente eram. Porque eu sei claramente o que elas são agora? O que há de diferente? Porra! É claro! É Elissa!

Eu posso facilmente sentir seu desdém; outra coisa é escorar sua insolência, e não poderia ser da conta bancária de seu pai. Sua linhagem humana apresenta algumas ações reais. O fato é que há um monte de Nephilim com sangue fraco e grandes contas; mas eles ou não estão conscientes da sua linhagem e o conhecimento disso se perdeu em tantas gerações, ou têm algo a esconder e é em seu proveito não torná-lo conhecido, até mesmo dos de sua própria espécie. Com isso em mente, eu vejo através da minha visão periférica a mulher Collingsworth dando dois passos cuidadosos em direção a mim, sua  voz um ronronar, o chamado de uma sereia.  Ela lambe o lábio inferior, e mede sua marcha em direção a mim, balançando os quadris, seios grandes para frente, os lábios franzidos para enfatizar seu tamanho.

"Bem, Sr. Pella,” ela enfatiza melodicamente com a mão viajando para debaixo do meu queixo e ela tenta passar o seu dedo indicador por baixo. Mas por alguma razão insondável, ela é incapaz de alcançar e fazer contato com o meu rosto. Sua expressão facial muda, fica tensa com o esforço de sua tentativa. Eu sei o que ela quer fazer; eu só estou tentando decifrar a razão exata por trás de seu esforço coletivo. Se eu não encontrar, isso pode ser em detrimento de Elissa. James está cobiçando a elas, na verdade ele está praticamente babando. Melissa, porém, está completamente não afetada; ela está com os braços cruzados, o rosto parece proibir. Enquanto Kimberly Collingsworth expande seus esforços, combinada com a força exercida pelo braço ligado de Miss Montesquieu sobre o meu, eu posso ouvir sua mente vociferando em alto e bom som! Cada mente está singularmente e coletivamente focada em mim, tentando fazer com que eu me renda a elas! Elas estão parecendo fortalecer seu pool genético, mas comigo particularmente em mente. Qual poderia ser o seu propósito para isso? Eu não presto serviços de garanhão ou faço doação de esperma.

James se aproxima das duas mulheres, seus olhos nublados. Eu não estou sob sua influência, mas estou determinado a ver o que elas são capazes de fazer. Melissa olha de mim para James, e fica no caminho de James na tentativa de impedi-lo de avançar para as mulheres. Ele não olha para ela, e simplesmente empurra-a para fora do caminho com um único toque de sua mão e continua a caminhar em nossa direção. Melissa anda atrás dele, alcançando-o e soca seu braço, fazendo-o piscar momentaneamente, mas a distração não o detém.

Exasperada, ela caminha em direção ao nosso crescente grupo em passos determinados, e puxa a mão da Srta. Montesquieu do meu bíceps, e sem dizer uma palavra, ela dá um tapa na Srta. Collingsworth, quebrando sua concentração.

"Por quê? Você..." começa a Srta. Collingsworth, seu olhar atirando punhais em Melissa.

"Srta. Collingsworth, Srta. Montesquieu," Melissa canta docemente e sorrindo. "Peço desculpas, mas o Sr. Pella está marcado para um mês inteiro, e eu tenho certeza que você vai ver muito dele durante os leilões. No entanto, faça seus assistentes ligarem para marcar uma entrevista antes de você perder sua viagem para as Torres Pella, pois o Sr. Pella é um homem extremamente ocupado. Eu vou lhe mostrar o caminho,” diz ela segurando as duas pelos braços. Então se vira para mim e acrescenta em seu tom mais profissional, “Sr. Pella, James estará enviando Henry em um momento, senhor,” então levanta a cabeça alta, e bate seus saltos para os elevadores, pastoreando as duas mulheres que estão atordoadas com a força que ela está demonstrando.

Mas James não tem a chance de convocar Henry. Ele aparece com uma expressão grave.

"Alguma coisa está errada. Anthony enviou um sinal de socorro!"

"O quê? Onde eles estão?"

"O veículo está parado logo depois que ele chegou à fronteira do Condado de Santa Barbara. O veículo não está se movendo, e ele não está respondendo.”

Eu sinto a respiração arrancada de mim. "Vamos lá!" Eu ordeno. Quem está por trás disso está fodendo com o homem errado! Eu não estou em um estado de espírito de perdoar hoje!

Unforgiven II - Metallica

27 comments:

Alessandra said...

Sensacional! Valeu a pena esperar (morrendo de angústia) pelo capítulo. Fica cada vez mais emocionante. Já sinto a coceira pelo próximo. Por favor, Neusa, tenha pena de nós, não demore muito para postar!

Anonymous said...

Pelo amor q vc tem amor q voce tem por nós seus leitores nao demore tamto p postar o proximo capitulo se nao eu temho uma sincopi!!

patricia said...

estou aflita agora preciso do proximo capitulo sinto que vou ter um troco aqui neusa, tenha piedade por mim hehe.....nao demore a postar o proximo capitulo pelo amor de deus....linda historia me emocionei muito com a cena do incendio ate chorei...linda historia, sucesso garantido, perfeita traducao tb, ambas estao de parabens!

HORTENCIA LAGE said...

MARAVILHOSO....VOU MORRER DE ANSIEDADE ATÉ O PROXIMO....

HORTENCIA LAGE said...

Nossa mais ansiedade para esperar os proximos...A eminé não vai postar os proximos em ingles?

HORTENCIA LAGE said...

Nossa ansiosa de mais a èmine não vai postar os proximos em Ingles?

Tati said...

Minha nossa!!! Acho que vou morrer de ansiedade ate o próximo capitulo!!!

Neusa Reis said...

Oi meninas estou com "um olho no padre outro na missa", traduzindo o Sr. Grey e o Sr. Pella, todo mundo querendo o cap. seguinte. Apaixonada pelos dois, Christian e Alex, dois deuses em tudo, sobretudo no sexo!!! Os dois próximos capítulos serão como Hades, muito quentes. E rezando para a Emine postar o cap. IX. Vou tentar alcançá-la, assim logo que ela poste eu traduzo e posto também. Obrigada por estarem por aqui comentando, é tão triste quando vocês gostam mas não dizem, a gente 'entristece'. E viva a Emine que traz alegria para os nossos dias. Bjs

Anonymous said...

Neusa, adoramos suas traduções e Emine amamos o que vc escreve!!!!!Não queremos esperar muito.... Estamos apaixonadas e viciadas!!!!

Bjs Lala

Olidelgi said...

Oi Neusa,
Acompanhando, também, a série Pella, linda demais. Obrigada por mais esta emoção, a Emine é demais, mesmo, né.
Parabéns pelo trabalho, impecável como sempre. ansiosa pelo próximo capítulo.
Bj

Luxo da Lix said...

Muito mais do que bom, foi ótimo. Estou sonhando com o próximo! Muito obrigada pelo esforço e profissionalismo. Parabéns, seu trabalho em conjunto está perfeito! 4

*Celi gonçalves* said...

amando a serie pella tbem desesperada pelos proximos capitulos e parabens neuza pelo trabalho!

*Celi gonçalves* said...

adorando a serie pella tbem ansiosa pelos proximos capitulos desesperada na verdade rsrsr bjs parabéns pelo trabalho e dedicação!

Patrícia Costa said...

ola neusa, estou desesperada pelos proximos capitulos do pella, por favor continue esse trabalho lindo que tem trazido tanta emocao pros nossos dias! anciosa aqui por isso bju no coracao!:)

Pao said...

Por Dios no puedo comentar mucho porque quiero leer el próximo capítulo ahora, pero debo decir que está emocionante, intrigante y maravilloso. Gracias Emine por una gran historia y gracias Neusa por tu perfecta traducción

Anonymous said...

Agora vou ter que compartilhar meu amor entre Grey e Pella. . .linda história!

Aline Ribeiro

Anonymous said...

DGSX

Ótimo trabalho! Obrigado por compartilhar... 0/

Anonymous said...

DGSX

Ei tenta apresentar ao sbt eles sempre apostam em ações nacionais. Se não me engano a esposa de S.S é a novelista de lá?! Troca uma ideia com ela...

Boa Sorte...

Adriana Eves said...

Meu Deus o que e esse homem que loucura. Ansiosa o próximo capítulo. Bjs

Andrea Leoncio said...

Me emocionei varias vezes nesse capítulo, não posso imaginar o que vc nos reserva Emine, só tenho certeza que sera uma viagem alucinante e inesquecível!
Neusa tradução perfeita como sempre.
Beijos

Jeciane Nogueira said...
This comment has been removed by the author.
Jeciane Nogueira said...

OH MEU DEUS!! Tá cada vez ficando melhor! Vou agora mesmo ler o próximo capítulo. Muito obrigada Neusa por nos beneficiar com suas traduções. E obrigada tambem a Emine por sua história maravilhosa!

Gisela Zambelli said...

Oi Neusa e Emine,parabéns e obrigada às duas por toda dedicação estou adorando a série Pella, que homem....aff, estou devorando cada capítulo, mas, observei que desta série só tem traduzido até o sétimo capítulo. É isso mesmo ? Espero que tenham outros. Beijos e felicidades !! Gisela.

Socorro Matos said...

Neusa do céu essa história me surpreendeu nossa que massa!!!

Margareth said...

Acho maravilhosa a maneira que a Emine aborda e escreve a estória, ela descreve os dois lados da situação -isso é maravilhoso!!

Parabéns, vc nasceu para escrever estórias e para encantar seu público.
POR FAVOR NÃO PARE DE ESCREVER , e principalmente de acabar esta estória, confesso que estou com medo de vc Emine não terminar esta estória.
Obrigada Neusa!

Margareth said...

Amo a maneira que a Emine escreve, abordando os dois lados da estória.
Emine por favor não pare de escrever a estória de Pella e Elissa....please!!!!
Obrigada Neusa!

Priscila Pessotto said...

Olá girls!
Você que está começando a ler o blog agora ou que já é leitora, agora a Série Pella disponível aqui no blog foi publicada em livro – ECOS NA ETERNIDADE- e em português.
A Emine Fougner colocou a versão em português do Ecos na Eternidade na Amazon por apenas R$ 3,94. Corram para aproveitar o preço porque foi prorrogada a promoção e logo voltará ao preço normal.
É só acessar a pagina da amazon: www.amazon.com.br.
Vamos aproveitar! A história é maravilhosa!
Beijos,
Pry