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Thursday, April 4, 2013

Livro II – O Último dia de Christian e Leila



O MESTRE É SOMBRIO

Tradução: Neusa Reis



“Parece haver uma grande demanda por este capítulo. Se você está interessado apenas como Christian Grey era com Ana, por favor, ignore este capítulo. Eu estava apenas com a intenção de mandar por e-mail a cópia do mesmo para aqueles de vocês que queriam ver a minha versão de um lado diferente dele,  porém (muito obrigado!) houve mais de trinta e-mails na última meia hora. 

Este capítulo foi difícil de escrever, porque Christian era duro, e eu quase não gosto da pessoa que ele era: sem arrependimentos, não redimido. Eu poderia tê-lo retratado mais duro, mas optei por isto. Apenas um vislumbre de seu próprio passado, para lhes dar uma idéia do que implica entregar todo o seu ser para outra pessoa,  para fazer o que ele/ela quiser... Por outro lado, a submissa emprega truques para ganhar o afeto do DOM. Eu, no futuro, me esforçarei mais para evitar escrever sobre Christian Grey estar com outra pessoa, porque falta o elemento Amor, mas eu queria me desafiar.”


É sábado, mas tenho muito trabalho para fazer. Leila está preparando nosso almoço. Eu tenho que analisar alguns esquemas de circuitos de telefone celulares. Eu quero fazer a tecnologia da comunicação disponível em lugares onde a energia não está facilmente disponível. Mas, há uma falha, e isso está me deixando louco. Eu gosto das coisas sendo feitas em tempo hábil. Quando eu quero, não quando minha equipe de engenharia resolva atuar em conjunto! Alguém será demitido por isso! Isto é  incompetência!

Eu pego meu Black Berry e chamo o chefe da equipe de engenharia.

Ele responde ao primeiro toque:

"Sim, Sr. Grey. Como posso ajudar?"

"Warren! Isso é incompetência! Eu queria que este projeto de telefone celular estivesse completamente livre da necessidade de carregamento. Vocês não eliminaram isso! "

"Sr. Grey, os telefones ainda têm que ser carregados pela eletricidade, pelo menos uma vez por semana. Nós apenas não podíamos eliminar isso, senhor," resmunga em voz fraca.

"Aqui está o meu problema: eu contratei a sua equipe para ELIMINAR a dependência à rede de energia. Ele deve ter esta capacidade; sim. Mas não a necessidade e dependência! Eu disse os problemas dele. Queremos que esteja disponível em locais onde não há fonte imediata de energia. Ele deve ser capaz de passar semanas sem carregar. Dessa forma, ele pode estar disponível para as pessoas em pontos remotos do globo, ou para os caminhantes, viajantes, soldados também. Como você espera que eles recarreguem o telefone se vai obrigá-los a conectá-lo a uma fonte de energia? Eles devem ligá-lo em suas bundas? "

Eu quase posso senti-lo recuar no telefone. "Claro que não, senhor,” ele mal consegue articular. "Eles ainda precisam de algum tipo de fonte de energia, no entanto."

"Warren, eu contratei você e sua equipe para resolver esse grande problema. Carregar o telefone por cinco anos adiciona 3,6 quilos de CO2 na atmosfera."

"Mas, senhor, isso é menos da metade do que um único litro de gasolina de seu carro produz," ele retruca presunçosamente.

"Ouça-me, idiota! Não há dois e meio bilhões de carros na América do Norte! Mas há dois e meio  bilhões de carregadores de dispositivos portáteis somente nos Estados Unidos e isso vai sugar eletricidade suficiente para gerar 8 bilhões de quilos de emissões de carbono! Você agora me captou, querido? E você é suposto ser o engenheiro de energia limpa," eu digo fervendo de raiva.

"Eu entendo, senhor,” diz ele repreendido.

"Eu quero saber quando você e sua equipe podem resolver o problema. Eu não estou perguntando  ‘se você pode, mas quando você pode’." Eu não posso ter incompetência numa equipe de engenharia que trabalha para mim!"

"Podemos não ser capazes de torná-lo completamente independente de algum tipo de fonte de energia, senhor,” ele diz em voz mansa.

"Eu quero o tempo de carregamento limitado a uma hora, uma vez por mês. O resto deve ser dependente do auto carregamento. Este é o seu objetivo. Trabalhar para isso! Eu quero esquemas periódicos melhorados e amostras de trabalho, uma vez por semana! Faça isso! Se eu não tiver modelos melhorados dentro de 4 semanas, sua equipe está demitida! Entre em contato com sua equipe de merda, e coloque-os a par da expectativa, e eu quero vê-los na terça-feira. Isso não é um pedido. Seus caras devem estar preparados!"

"Sim, senhor,” ele diz preocupado, e eu desligo. A raiva está efervescendo através de meus poros. Eu passo as duas mãos nos meus cabelos, exasperado. Eles tiveram seis meses e isso é o melhor a que chegaram! Eu quero distribuir essa tecnologia. E, eu pago a essa equipe um salário elevado, muito dinheiro para suas pesquisas e eles me dão um trabalho de ‘meia bunda’!

Enquanto eu encaro os esquemas de novo, há uma batida na minha porta.

"O que?" Eu rosno.

Leila entra olhando para baixo. Ela parece adorável em sua camisola de cetim.

"Fala,” eu digo.

"O almoço está pronto, Mestre,” diz ela em voz baixa.

"Venha aqui, Leila," eu digo. Eu preciso aliviar esta tensão e me livrar dessa raiva. Ela se aproxima de minha mesa lentamente, sua cabeça ainda baixa. "Você pode olhar para mim, Leila,” eu digo baixinho. Ela olha. Seus olhos castanhos estão iluminados com alguma emoção. "Nós vamos almoçar mais tarde,” eu digo puxando-a.

Em seus dias aqui no Escala, ela não deve usar roupa interior a menos que eu a instrua assim. Então, agora, eu sei que ela não tem nada debaixo de sua camisola de cetim. Os longos cílios de Leila  tremulam quando ela levanta os olhos castanhos para mim, e eu posso sentir seu coração batendo rapidamente,  quando ela encontra o meu olhar, nervosa. Ela está esperando um castigo hoje por seu comportamento repugnante na noite passada. Minha expressão está sombria, mas impassível. Ela umedece os lábios com a língua, instintivamente, e eu pego o rosto dela entre as minhas mãos e os meus lábios descem em cima dos dela, capturando-os, de forma eficaz, com os meus. Quando eu moldo meus lábios nos dela, minha língua dardeja em busca da dela, procurando alívio. Sua resposta é automática, mas suas mãos ficam ao lado dela porquanto ela é instruída a nunca me tocar sem a minha permissão. Apenas seus lábios e sua língua trabalham sua mágica. Ela fecha os olhos e seus lábios moldam-se nos meus, e por um breve momento, ela se perde e suas mãos chegam ao meu peito furtivamente acariciando, e escovando  em meu cabelo no peito e afundando. Eu imediatamente recuo e a afasto como se eu estivesse submergindo em fogo. Bile sobe na minha garganta. Minhas mãos vão automaticamente para o meu peito como se para apagar o fogo. Tremo com náusea. Leila parece surpresa com a minha reação.

"Desculpe-me,  Mestre, eu esqueci,” diz ela.

"Silêncio!" Eu rosno.

Ela está repreendida, mas isso vai exigir punição por violar o meu limite rígido. Ela não pode esquecer. Ela está comigo há oito meses! Eu estabeleci as  regras em nosso primeiro encontro. Ela nem é uma sub novata! Ela sabe muito bem o que pode e o que não pode fazer,  meus limites duros e suaves! Eu ando ao redor dela, sua cabeça baixa, suas mãos caídas de lado. Eu me aproximo dela, e com o dedo indicador, eu levanto sua cabeça, e a forço  a olhar nos meus olhos. Meus olhos estão ardendo de raiva. Ela endurece sob o meu olhar rígido, e como se ela estivesse deixando seu corpo, seu olhar se torna sereno, e aceitando o que está por vir. Eu a empurro em cima da minha mesa entre os esquemas de telefone celular, e planos de negócios, e coloco minha mão aberta na parte inferior das costas, pressionando-a para baixo sobre a mesa, enquanto minhas pernas abrem suas coxas. Seu sexo depilado está se abrindo como uma flor e expondo o buraco apertado.

Eu simplesmente insiro o meu indicador e o dedo médio, impulsionando em seu sexo, e os executo ao longo das pregas com meu toque hábil. Os lábios de seu sexo já incharam em resposta, e ela involuntariamente empurra seus quadris para cima, e eu tiro minha mão para ela encontrar o ar vazio.

"Você já está molhada,” eu digo. Não é uma pergunta, é uma afirmação, mas ela responde.

"Sim, Mestre, para você."

"Você não está autorizada a falar, Leila!" Eu berro. Leila vem tentando encontrar uma brecha para violar as minhas regras ultimamente. Ela está fazendo insinuações sobre seu desejo de obter mais de nosso acordo. Eu não faço 'mais' do que foder. Esse é nosso acordo. Tenho apenas 25 anos, tenho interesses diferentes e metas! Meu negócio e minha liberdade são as minhas prioridades. Não minhas subs! Eu amo a minha autonomia. Eu não tenho nenhuma intenção ou interesse de me envolver com emoções ligadas a relacionamentos. Eu não sou ‘corações e flores’. O amor é para otários! O mesmo objetivo final pode ser alcançado sem a conexão emocional. O relacionamento Dom/Sub  permite a você ignorar todas as vulnerabilidades que o amor dá ao destinatário. Eu cuido de  Leila muito bem, e as minhas regras estão claramente definidas, e nunca devem ser violadas. Eu estou sempre no controle. Ela, no entanto vem tentando empurrar seus limites de forma discreta. Leila, que tinha sido uma grande sub no início, agora tem aberto o caminho para a punição, pelo menos uma vez por semana! Um pouco de cada vez, como se ela quisesse. Eu me inclino em seu ouvido e digo: "Você não deve alcançar a satisfação, e você certamente não está autorizada a gozar sem a minha permissão explícita, Leila, até novo aviso. Você entende a sua punição? " Ela está silenciosa, dócil, e sem expressão.

Eu bato forte no seu traseiro despido e ela dá um ligeiro grito.

"Silêncio! Você entende o seu castigo, eu perguntei. Responda-me! "

"Sim, Mestre, eu entendo,” ela respira.

"Bom".

"Eu vou te amarrar, e foder na minha mesa, duro e você não pode gozar! Entendeu? "

"Sim, Mestre,” ela respira, seus olhos  arregalados.

Eu tiro o meu cinto fora, envolvendo-o em torno de seus pulsos, coloco-a na minha mesa,  de costas, estendida por todo o espaço, e amarro o restante do cinto na decoração da mesa pesada. Ela está esticada e tensa, mas as pernas ainda tocam o chão. O corpo alongado de Leila parece delicioso e a curva de seus quadris está exposta. Eu empurro minha masculinidade crescente, mais acima, em seu sexo, embora eu ainda esteja totalmente vestido com meu jeans, enquanto as minhas mãos apertam os globos de suas nádegas. Ela tenta arrancar suas mãos, mas eu sacudo o meu dedo para ela. Isso só vai apertá-la contra a correia e só vai piorar a dor. Eu desabotoo os meus jeans e o abaixo. Eu deslizo meu comprimento mais para dentro dela, estirando, e enchendo-a completamente e todo o seu corpo reage à pressão. O sexo de Leila aperta em torno de minha masculinidade involuntariamente, e a cabeça do  meu eixo nada com sobrecarga sensorial e sua excitação pisca para a vida.

"Não goze!" Eu digo com os dentes cerrados, perfurando seus olhos enquanto eu bombeio dentro dela. O atrito causado por cada estocada aumenta o prazer que ela está sentindo, e eu a vejo apertando os dentes para prevenir-se de gozar, e ela está puxando suas mãos para causar dor a si mesma para contrabalançar o prazer.

Suas pernas apertam em torno de mim, ela está gemendo enquanto eu estou cavando para dentro dela, segurando seus quadris. O sexo de Leila é suculento, e cada um dos meus impulsos faz com que sua bunda salte com o impacto. Finalmente um gemido rouco a atravessa, enquanto eu bombeio dentro dela e meus testículos repetidamente batem contra ela. Ela puxa contra seus braços como uma masoquista, porque  eu sei que Leila gosta muito de dor. Com as pernas, ela me atrai e puxa contra mim.

"Diabos, Leila! Pare! "

"Tentando... Mestre,” diz ela respirando forte, entre sua dor e prazer. Meus golpes aumentam rapidamente, e eu sinto que o corpo de Leila afunda em uma miríade de sensações e ela goza enquanto eu me esvazio dentro dela. Ela parece decepcionada.

Eu amaldiçoo. "Porra! Porra! Eu lhe disse para não gozar!" Leila fecha seus olhos, e ela morde forte com os dentes seu lábio inferior, tirando sangue, para tentar parar os tremores restantes da sensação se espalhando pelo seu corpo.

Eu vou para a beirada da mesa e desato o cinto de seus braços.

"Hoje o almoço vai ser tarde. Eu quero que você vá para a sala de jogos, e espere por mim,” eu digo, e ela sabe o significado.

"Sim, Mestre,” ela responde. Arrumando sua camisola de cetim, ela escapa do meu escritório.

Sendo uma submissa experiente, Leila sabe que a negação do orgasmo é uma forma padrão de punição. Ela sabe como controlar seus impulsos, mas ultimamente, ela está tentando me forçar a tomar a decisão de fazê-la minha namorada. Eu não faço a coisa namorada. Eu nunca, nunca farei. Eu gosto da minha autonomia, eu gosto do meu controle, e eu gosto da minha vida permanecendo desta forma: Eu, como o mestre do meu destino. Fecho meus olhos, tentando controlar minha respiração. Não esqueci o fato de que Leila tentou esgueirar-se em minha cama na noite passada. Eu estava tendo outro pesadelo, e  não me fez sentir melhor quando seus braços começaram a enrolar-se em minha cintura, no meio da noite, fazendo-me pirar. Rolei de seu alcance tão rápido, que caí no chão. Ela não foi punida por isso ainda, e esses são dois golpes contra ela, em menos de 24 horas. Eu posso não renovar nosso acordo no final do prazo. Ela está se tornando implacável, apesar das punições. O fato de que Leila gosta de dor não está ajudando a melhorar o seu comportamento - como um viciado em drogas à procura de sua próxima dose. É por isso que eu não a puni ontem à noite, apesar de sua transgressão. A maioria das pessoas, até mesmo subs, para este assunto, iria percorrer um longo caminho para evitar a dor, para evitar a punição. É por isso que as sociedades funcionam melhor, porque as pessoas têm medo das conseqüências.

Eu tomo uma respiração profunda. Eu decidi sobre a forma de punição. Eu vou para o meu quarto e meu closet, e mudo para meu jeans desgastado, de comando. Eu me encaminho para a minha sala de jogos. Quando eu cruzo o limiar da sala eu me transformo no dominante total que eu sou. Leila está nua sentada sobre seus calcanhares, com as mãos espalmadas em suas coxas. Sua cabeça está para baixo, sua respiração superficial, completamente dócil, e sem expressão.

Eu vou para as gavetas onde guardo alguns dos brinquedos; escolho as algemas. Coloco-as no sofá. Então eu casualmente caminho de volta para Leila e fico diante dela.

"Você pode olhar para mim, Leila,” eu digo. Ela levanta seu olhar sereno, expectante.

"Você sabe por que você vai ser punida?"

"Sim, Mestre,” ela responde.

"Por que, então? Diga-me. "

"Eu desobedeci a suas regras."

"Você está sendo punida não apenas porque você desobedeceu as minhas regras. Você continuamente tem desobedecido a ordens simples: você tem sido uma sub por anos. Você sabe o que fazer. Se você não consegue nem controlar a si mesma, vou ter de tomar medidas adicionais para controlar você. Além  disso, você veio à minha cama espontaneamente. Esse é o meu limite rígido, e isso é uma transgressão grave," eu digo.

Leila vira a cabeça decepcionada com a minha censura a ela.

"Você não recebeu permissão para desviar o olhar, Leila," eu digo, e ela traz de volta o seu olhar para os meus olhos.

"Você vai ser punida, claro,” eu digo enquanto ela engole, com um brilho leve de expectativa em seus olhos. Eu não quero alimentar sua necessidade de excitação; isto não é uma recompensa - é um castigo.

"Venha,” eu digo, levando-a para a cama com dossel, coberta com couro vermelho. Eu abaixo uma das suspensões do teto sobre a cama. Eu tenho algemas de couro na minha mão.

"Estenda-me os pulsos," eu ordeno. Ela obedece. Aperto uma das algemas em torno de um dos seus pulsos, e, em seguida, com um par separado, eu algemo o outro pulso. Eu prendo os punhos nas suspensões agora abaixadas, e as puxo esticando-as. Seus braços estão esticados em  seu comprimento total. Ela vai ser incapaz de se mover a partir desta posição até que ela esteja liberada. Seus seios estão  levantados e  projetados  para frente. Como as costas estão curvadas, seu traseiro se  inclina para fora. Eu a faço espalhar suas pernas, então prendo seus tornozelos.

"Qual é a palavra de segurança, Leila?"

"Amarelo e vermelho, mestre,” ela murmura.

"Bom".

"Por que você está sendo punida, Leila?"

"Forcei meu caminho em sua cama na noite passada," diz ela engasgando com as palavras dela.

"E?" Eu investigo duramente.

"E esta manhã eu tentei tocar seu tronco."

"Por que foi ruim fazer essas coisas, Leila?"

"Porque eles eram seus limites rígidos, Mestre."

"Você deliberadamente tentou fazê-las assim mesmo?"

"Sim, Mestre,” ela responde enquanto ela ajusta as mãos sobre suas restrições, a respiração torna-se tão rápida que  seu peito arfa com muita força. Ela parece excitada, e expectante; como um viciado em drogas que está prestes a receber sua próxima dose. Eu tenho o chicote na mão com várias tiras finas de couro.

"Eu vou puni-la com isso; dez golpes e eu vou foder você, duro. Você não está autorizada a gozar. Você entende, Leila? "

"Sim, Mestre,” diz ela com expectativa.

Eu seguro o chicote; balanço-o em direção a Leila fazendo-o siflar no ar, então o derrubo forte  contra suas nádegas nuas. As tiras de couro espalhadas cobrem seu traseiro e seu sexo aparecendo, deixando marcas de linhas vermelhas. Ela empurra prá frente e dá um suspiro alto, seguido de um gemido de prazer.

"Silêncio!" Eu ordeno.

Eu tomo o chicote novamente e pouso mais uma vez sobre suas nádegas carnudas. Seus dedos puxam as restrições apertadas, a frente do peito arfando. Eu me encaminho para sua  frente e aplico  o golpe nos seios realçados. Leila suspira novamente, mas ainda tem o olhar prazeroso em seu rosto. Eu passo para sua lateral e pouso outro golpe onde as linhas vermelhas aparecem em sua pele pálida. Ela só estremece. Eu bato o chicote habilmente em seus seios, marcando-os com linhas vermelhas de golpes, e ela grita, com os olhos fechados. Eu sei exatamente quanta pressão aplicar para que o chicote deixe um rastro como um poderoso lembrete de dor, e em consequência, não rasgar sua pele.

Eu levanto o chicote e pouso em sua barriga, ela tenta se mover, mas suas algemas a mantêm no lugar. Eu me movimento em torno de seu corpo, e mergulho os dedos em seu sexo. Ela está encharcada, excitada, latejante. Ela não está reclamando, ela está absorvendo e desfrutando a sensação. Essa é a coisa sobre Leila, sua mente vai para um lugar diferente quando ela está recebendo dor. No contexto do jogo, é uma grande característica em uma submissa, mas as punições têm de ser criativas para alguém que está no limite do masoquismo. Eu levanto o chicote e desfiro os restantes quatro golpes no seu traseiro redondo, agora ostentando profundas linhas vermelhas.

"Dez!" Eu digo, e vou para trás de Leila, e posiciono seu traseiro, e entro nela sem um preâmbulo.

"Esta é só para o meu prazer! Você NÃO pode gozar, Leila! " Eu alerto. Depois de cada golpe duro em seu sexo, ela geme tentando suprimir seu prazer. Ela está apertando seu corpo, lutando para não sucumbir à crescente pressão se espalhando por seu interior. Quando eu me choco em seu agora avermelhado traseiro, ela geme extraindo prazer de sua dor. Ela levanta ainda mais suas nádegas  para continuar a atender um por um os meus impulsos, e ela goza em voz alta quando eu chego ao meu climax.

Eu desato suas algemas depois que eu saio de dentro dela. Agora estou louco de raiva, completamente descontente. Ela está deliberadamente tentando me desobedecer para provar algum ponto aleatório para o qual eu não estou nem aí. Eu trago uma loção de Aloe Vera de uma das minhas gavetas, e aplico em suas costas, sua bunda, peito e barriga. Eu não digo nada. Meus olhos são pedras de gelo, e ela sabe disso.

"Mestre?” ela diz aproximando sua mão.

Eu levanto meu dedo para impedi-la de falar. Eu termino minha tarefa roboticamente, e puxo minhas calças.
"Coloque suas roupas de volta, nós vamos almoçar,” eu digo em um tom ameaçador. Medo aperta seus  olhos.

"Mestre, eu sinto muito!” diz ela.

"Não fale comigo, a menos que você seja chamada a falar, Leila. Você deliberadamente e continuamente desobedeceu as minhas regras. Venha, vamos comer," eu digo. Ela balança a cabeça: "Sim, Mestre," e assume seu comportamento submisso baixando seus olhos enquanto eu afasto  o meu olhar para longe dela. Eu saio da sala.

Vinte minutos depois, nós dois estamos de volta da ducha em nossos respectivos banheiros e, sentados na barra, comemos o nosso almoço. Os Três Tenores estão cantando "O Sole Mio" ao fundo. 

O Sole Mio - Domingo, Carreras, Pavarotti

"Por que você tem me desobedecido deliberadamente nas últimas semanas?"

Ela encolhe os ombros em resposta.

"Fale, Leila!" eu ordeno. "Você desobedeceu e foi castigada a cada momento, e ainda assim, continuou desobedecendo, e forçando meus limites claramente definidos. O que está tentando fazer? "

Ela estremece enquanto ela tenta encontrar uma posição confortável para se sentar em seu banco, mas não sendo capaz, ela desiste.

"Mestre, eu..." diz ela, e para.

"Você, o quê?" Eu pergunto em tom ameaçador.

"Eu quero alguma coisa... não, eu preciso de alguma coisa,” diz ela, e eu sou pura atenção.

"Esta coisa, que você quer e precisa... Será esta a causa de sua desobediência? "

Ela acena com a cabeça concordando, abaixando seu olhar.

"Olhe para mim!" eu ordeno.

"Sim, Mestre".

"Se você tem alguma necessidade, é o meu trabalho, como seu Dom, atendê-la e eliminar as deficiências em sua vida. Por que você não me disse que precisava de alguma coisa?"

"Eu tenho tentado... Com dicas. Coisas diferentes... ” ela diz.

"Como o quê?"

Meus iPod muda tocando "La Donna È Mobile." 

La Donna È Mobile - Pavarotti

"Posso mudar a música, Mestre?" Ela pergunta tentando me distrair.

"Tudo bem!" Eu exclamo.

Ela sai do banco lentamente, estremecendo, e caminha para a estação de música que abriga o iPod. Ela muda a música para Beyoncé. Ela começa cantando o popular "Crazy in Love". 

Crazy in Love - Beyoncé

Ela volta e senta-se de volta no seu banco, e eu olho para ela confuso.

"Eu estou esperando!" Eu digo. Ela suspira.

"Eu preciso... não,  eu quero ser uma prioridade em sua vida, Mestre."

Eu inclino minha cabeça para o lado.

"Prioridade, como?"

"Alguém significativo em sua vida."

"Leila, você sabe que eu sou monogâmico em meus relacionamentos. Você é  atualmente a única sub que eu tenho."

"Eu preciso abaixar o som. É alto e perturbador,” eu digo, e pego o controle remoto e baixo a música ao nível de ruído de fundo. Ela dá outro suspiro.

"Eu quero ser sua namorada, Mestre!" Ela deixa escapar e eu deixo cair o garfo da minha mão.

Eu me viro para encará-la dando-lhe toda a minha atenção.

"O tempo todo, desde quando você chegou até a invadir o meu quarto, e me desobedeceu todos os dias, durante as últimas quase quatro semanas, foi porque você quer ser minha namorada?"

"Sim,” ela diz, humildemente.

"Leila, eu não quero, ou preciso de uma namorada. Não tenho, nunca terei. Você e eu temos um contrato, uma relação de Dom/Sub, consensual. Eu cuido de você,  e  você cuida de minhas necessidades."

"Essa é a coisa, Mestre." Ela diz como se ela fosse divulgar outro segredo.

"Eu conheci uma pessoa,” diz ela encontrando meu olhar.

"Você teve relações sexuais com ele?" Pergunto com raiva. Eu não compartilho minhas subs, eu sou monogâmico com elas, eu espero o mesmo delas.

"Não! Não assim. Mas ele quer mais, ele quer se envolver comigo.  Isso  é  o  que  eu  quero  também. E você..." diz ela se esforçando para tirar as palavras da boca. "Você não quer isso. Eu quero isso para mim. Eu quero um relacionamento. Como um casal."

"E você pensou, em me oferecer a primeira oportunidade de preencher essa posição? Eu sou o primeiro da fila? " Eu pergunto.

Ela faz uma careta com a avaliação.

"Bem, nós estamos envolvidos. Eu gostaria que fosse com você, Mestre ".

"Leila... Isso não é comigo. Eu não tenho relacionamentos. Eu fodo. Eu sou um Dom. Tudo que eu quero é uma sub. Se você quiser perseguir um relacionamento com outra pessoa, eu não vou impedi-la. Você merece. Mas eu gostaria que você tivesse me dito isto antes. Teria poupado todos os castigos. Minhas opiniões não vão mudar. Isto é tudo que eu quero de um relacionamento. Eu não quero mais nada. Eu não estou interessado em qualquer coisa que não seja um relacionamento Dom/Sub com um contrato assinado, minhas regras alinhadas e aceitas! Você tem uma cláusula de sair, você sabe disso. "

"Eu sei. Eu acho que eu gostaria de usar essa cláusula no momento,” diz ela.

"É isso que você quer?" Eu pergunto enquanto eu retorno meu olhar para ela.

"Sim, Mestre." Eu avalio seu comportamento. Ela parece determinada.

"Tudo bem. Você sabe que uma vez que você sair do contrato, você não está autorizada a voltar ao Escala, ou para a minha vida, em qualquer aspecto ou forma."

"Eu entendo, Mestre,” diz ela em um tom quase inaudível.

"O contrato está agora anulado. Você está livre. Eu vou depositar  algum dinheiro em sua conta para você viver por algum tempo. Seu seguro de saúde também vai continuar até você ter o seu próprio.

"Obrigada, Mestre,” diz ela desamparada.

"Taylor irá levá-la uma vez que você esteja pronta. Se você desejar ficar esta noite, você pode. Informe-me," eu digo, com um rosto impassível.

"Eu acho que eu vou hoje,” diz ela.

Concordo com a cabeça. "Avise-me quando você estiver pronta."

"Mestre,” ela pergunta. "Eu não posso convencê-lo a mudar de idéia? Sobre nós? "

"Não, Leila. Eu não tenho namoradas ou relacionamentos. Eu só fodo," eu digo, com um rosto impassível e saio da cozinha deixando Leila só, olhando por trás de mim com uma expressão chocada. Hora de fazer uma pausa e encontrar uma nova sub.



COMENTÁRIOS DA EMINE  FOUGNER AO FINAL DESTE  CAPÍTULO EM INGLÊS

Comentário nr. 1
Eu tive que pensar como escrever isso. Se você tivesse o tipo de relacionamento que Christian Grey requeria para ele, no qual ele podia sentir-se proprietário com relação a você, e lhe proporcionasse bem estar, qualquer pequena transgressão sua poderia desencadear uma severa punição. Nós não vemos esse lado dele com a Ana, porque ela nunca tinha sido parte deste estilo de vida antes. Ele a apresentou e pegou leve com ela. Além do mais, eu acho que ele tinha sentimentos por ela desde o início. Durante todo o primeiro livro, vemos a luta que ele enfrenta entre o que ele sente e o que ele sabe (seu estilo de vida).

O primeiro vislumbre que nós tivemos disso foi quando ele açoitou Ana, e que não foi tão duro como ele poderia ter sido, apenas porque ela era nova, e nunca tinha sido castigada quando criança.

A segunda é quando Leila está no apartamento de Ana. Um olhar dele e ela está derrubada. Isso não ocorre a menos que o "Mestre" alcance total domínio sobre você.

Ele é extremamente apaixonado por sua sala de jogos, mas ele faz todas as coisas que Ana ama sobre ele. Suas regras permanecem, e são rígidas (lembra-se que apenas o rolamento de olho desencadeou uma sessão de palmadas?) Imagine o que ele faria se alguém violasse seus limites rígidos. Se a submissa fosse experiente, e soubesse o que se esperava dela, as punições seriam muito mais severas. Sendo uma pessoa muito independente, eu tive um momento difícil  escrevendo isso. Se fosse qualquer outra pessoa, não seria tão difícil, mas é Christian Grey.  Embora fosse como olhar para trás para os pecados de alguém. Eu pensei:  por que Leila voltaria depois de todos esses anos para  Christian Grey, para procurar vingança, porque ele finalmente tinha uma namorada? Porque ela queria esta posição e aí vem outra garota e a pega em um curto período de tempo. Na mente de Leila, ela teve Christian Grey primeiro. Ela tentou se tornar sua namorada, e ele recusou-a. Recusa é duro para as pessoas, especialmente se você tiver dado tudo o que você tem. É como a Síndrome de Estocolmo – apaixonar-se pela pessoa que a dominou. (N.T. A Síndrome de Estocolmo é um estado psicológico particular desenvolvido por algumas pessoas que são vítimas de sequestro. A identificação afetiva e emocional com o sequestrador acontece para proporcionar afastamento emocional da realidade perigosa e violenta a qual a pessoa está sendo submetida. As vítimas começam por identificar-se emocionalmente com os sequestradores, a princípio como mecanismo de defesa, por medo de retaliação e/ou violência.) Foi por esse ângulo que olhei para essa história, e uma vez que foi o último dia no qual eles estiveram juntos (tenho certeza que eles tinham se divertido muito inúmeras vezes, mas  me senti como  ‘a galinha mãe para Ana’, e eu não quis ir para esse lado).  Então, espero que você não fique zangado se este não seria o ângulo que você pegaria para olhar para a história.

O que eram as  subs então se não tinham amor, não saíam a não ser para  fazer compras de suas roupas necessárias, e para depilar-se,  porém sempre com um único propósito. Incomodava-me  vê-las como vaginas pré-qualificadas/aprovadas para depósitos seminais autorizados. Sua redenção, mais uma vez,  é o amor. Nunca ignore o poder do amor - o jeito que ele transforma as pessoas.

Comentário nr. 2
Eu senti que maior é o pecado, maior a redenção. Só foi para se ter um vislumbre  do que ele era, e porque ele estava sempre apreensivo sobre ceder, lutando com seus sentimentos e negando ter esses sentimentos. Mas o amor tem uma maneira de rastejar e criar raízes em seu coração antes que você perceba.

Eu acho que alguns de vocês suspeitaram disso, e expressaram sua preocupação de que procurar um relacionamento com uma das subs seria dar um passo para trás, em vez de avançar. Supõe-se que é um vislumbre.

Então, novamente, a maioria dos grandes amores que capturaram nossa literatura e nossa imaginação tem esse elemento de redenção.

Comentário nr. 3
É estranho como geralmente queremos que todos se encaixem em uma determinada norma. Nós todos acreditamos, em todas as culturas,  em alguma forma de Deus, mas depois todo mundo quer projetar sua idéia de Deus para alguém. Se fomos todos criados pelo mesmo Criador, ele deveria ter se voltado para o Diabo e dito, depois de criar a cabeça do homem, pescoço, tronco, braços, pernas e pés, “Terminei; é a sua vez agora. Assuma! Siga em frente! "E o diabo vem com uma alegria demoníaca, e  cria os órgãos genitais do homem.

É assim que vemos a sexualidade humana, como se fosse um produto do diabo, e não segundo Deus (mesmo que haja uma seção inteira na Bíblia em "Cânticos de Salomão" celebrando a sexualidade humana).

Eu queria mostrar que a experiência de aprendizagem pode ir para os dois lados (para Christian, assim como para Ana) em diferentes aspectos. E o Amor sela o acordo. Eu queria projetar como a comunicação é importante, e como até mesmo nas profundezas do desespero e da alma escura, o Amor pode resgatar uma pessoa.

23 comments:

Pao said...

Muchas gracias Neusa y Emine por este capítulo queda más claro el sentimiento de culpa de Christian para con Leila, pero apesar de eso no me gustó como él fue con ella. Definitivamente el está enamorado de Ana.

Penha Storani said...

Eu simplesmente adorei este capítulo. Era assim que eu imaginava o relacionamento Dom/Sub, um pouco mais picante é claro,mas na questão dos castigos sim. Punições duras, sem sentimentos, frias, prazer pela dor, quase desumano, embora tenho certeza com muita frustração para Christian. Nenhum ser humano age mecanicamente sem sofrimento, a não ser que seja realmente doente mentalmente, o que não é o caso do Christian. Ele tinha problemas emocionais pela carência infantil e porque via o cafetão bater e transar com a sua mãe. Ele na vida adulta repetia o padrão, que no fundo ele abominava. Graças a Deus ele encontrou o amor.

Eminé Fougner @ Cowboyland said...

Hi Penha,

I want to make a note here. I've spoken to some people who practice this lifestyle. That lifestyle is NOT for everyone. Clearly not for me. For the most part, the people who enter into those relationships do a power exchange. Submissives give the control of their decision making, power over their bodies to the doms.

Christian is not an unfeeling man. But he set his limits clearly to Leila. She always pushed the envelope in a tricky way (Ana didn't do it that way. Ana is being herself) But Leila in the other hand is a true sub. So, she knows what rules she's not supposed to breach, yet she does it in a sneaky way.

Christian's parents showed him love for years. So did Mia and Elliot. He knows, and he feels love, but he falls short in expressing it, because it's associated with a painful past. Feeling unworthy. And he's not ready to receive it.

Before I started writing my fan fiction I have forced myself to read other books by true doms and subs, and I have read numerous contracts created between doms and subs and handbooks (who knew there was so much material).

But seeing this will show you how far Christian came from, and what he's willing to do for his love.

I realized that the only time he really exercised any sort of "real" punishment with Ana was with the belt, and she left him then. But, I've read and seen images and videos of those sorts of punishments, and they were completely abhorrent to me.

In short, what Christian and Ana really does is just using toys, and light spanking in a sexual content. He knows how to explore her limits but without being very drastic. That in the end is palatable for all of us. The rest of the subs he had were his sexual partners. He pleased them of course. He took care of them, but he had requirements of them. They followed his rules to the letter, he remained within their limits, and anytime they asked anything other than (meaning "more" as far as a relationship was concerned) he broke up with them, or they broke up with him.

He didn't love them like he loves Ana. It was a transaction for him. Like "seminal emission on a pre-approved orifice". I know this is crude, and even mean, but this is what the girls agreed to do. If you enter into a relationship with 3 months of trial (There are trial marriages too. People say, we'll try to do a trial marriage, live together 1 year, or 2 years, it's not much different than that), except his trials have a contract and rigid rules.

You know that Ana couldn't take it. When she went to Georgia she said she couldn't be a submissive. Because she doesn't know how to submit; she can't do it.

By writing this, I wanted to show you how love transforms a person, body and soul. How far he's come, what he had to rein in, and what he gave up in order to feed the beast in him which was placed in him as a child by neglect and abuse. A lot of people are unable to get over those hurdles. He did, because, well, simply love redeemed him.

Aline said...

Nossa Emine, seu trabalho é excepcional. É como se você realmente tivesse entrado na cabeça do Christian. Você é uma escritora fantástica. Eu, realmente acho muito complicado entender o que se passa na cabeça de pessoas que tem esse estilo de vida e que não tenham um trauma como o Christian tem. Se falarmos em limites, os meus seriam como os da Ana, ficariam em surras sensuais, mas essa coisa de castigos mais severos eu acho muito estranho de entender. Eu sempre tive ciúmes da Leila, principalmente no episódio do banho. Agora, tô com mais ciúme ainda. kkkk Parabéns Neusa, sua tradução é excelente!!

Eminé Fougner @ Cowboyland said...

Hi again Aline,

I have a good friend who practices this sort of relationship. I ask questions and he will answer them. Because I'm used to interviewing people for my job.

The way he started practicing this life style was when he was 18. He was working at one of these clubs where people learn this lifestyle and he was working with ropes (rope play). Apparently he got good at tying, and learned the sexual triggers and tricks where you can build up so much intensity and expectation, and I'm told that the orgasm is spectacular. He said he would never go back to the plain sex which is over in a short time.

This is one of the reasons Christian Grey practices "role plays", anticipation games, and withholds orgasm until he feels there's enough build up for a very intense discharge of energy providing the maximum pleasure.

I'm actually reading the science of it. Basically your body is building up an electrical current, and the discharge of this current along with sensory overload, stimulation, expectation, unknown giving the thrill and maximizing the output.

From what I've learned talking to those people in order to write the most accurate story lines, people start small. They develop a taste for it, and instead of staying within a certain frame, some branches out. Some of them wants more pain because apparently they don't gain pleasure without it. To me it's sadistic and even masochist, but that's what floats their boat. Whatever is missing out of their lives is fulfilled with this outlet.

You can read reports on teens who cut themselves. Apparently, that's the only way they can feel "something". For normal individuals, this is hard to comprehends. I wanted to write as accurately as possible, so I interview people, and ask them. Why, how, when, how long, what way, etc etc.There's a saying: "there's no shame in the field of medicine or law." I added one more to that, "no shame in writing". I have to write accurately, therefore I ask those who practice.

Some have developed a taste for this kind of sex. In some countries, apparently, it's the norm. I was talking to a friend of mine in France (she's French), and she didn't understand the concept of "vanilla sex". When I explained, she said 'we don't have this sort of sex in France. We have sex, we make love. We make love with or without toys, we fuck. We're very primal!"

I was surprised at that, and perhaps it's a cultural thing as well. In some places, it maybe normal, and acceptable (well, not the extreme forms, but what Christian Grey and Ana are doing).

Patty said...

Nossa que capitulo intenso Emine..gostaria de agradecer porque é realmente o que eu pensava..apesar que achava essa parte do ultimo dia de Leila e christian..estivesse a ver com parte que ele machuca uma submissa grave..ao suspende la no teto pensei quee sta poderia ter sido a Leila,,enfim amei o capitulo..
By:Pattystevam

Eminé Fougner @ Cowboyland said...

Hi Patty,

Christian did hurt a girl with rope play (suspension), but it was in the beginning, when he was learning how to tie. It wasn't Leila. It was a previous sub. Leila and Christian broke up because Christian simply explained later that Leila wanted "more", and he didn't. I was trying to demonstrate Leila's efforts to get "more".

If I touched him, and showed him "love" he'd reciprocate, but we know how much Christian values his boundaries and rules. It was the wrong approach.

Pattystevam said...

Thanks .. by Emine takes my doubts .. loved it .. chapter there are many interesting books off 50 grayscale .. you already proved to be a wonderful writer .. we could write a romace style of 50 grayscale think .. a novel that would be wonderful .. your .. bjs required ..
by:Pattystevam

Aline said...

Eminé. Realmente curioso essa questão cultural da França. Parabéns pelo seu trabalho de pesquisa, tenho certeza que te ajudou a compreender o Christian e todo o universo dele. Acho que todo esse estilo de vida desconhecido para a maioria dos leitores é um dos temperos que fizeram dessa história um grande sucesso. Parabéns mais uma vez e obrigada, afinal seu trabalho faz de nós fãs, pessoas mais felizes!!rsrs... Abraços.

Josy Silva said...

Oi Neusa obrigada por traduzir, lembra que falei com vc sobre as submissas do Grey? De como era interessante pra mim saber do passado dele? Pois então esse capítulo foi o que eu imaginava, eu fiquei com muito ciúme da leila, pq por mais que ele não tenha se apaixonado por ela, mas eles tinham muita intimidade, imagina oito meses junto ficando todos os fins de semana, e ela por ser experiente fazia tudo com ele, ou seja, tudo mesmo no quesito sexual, agora eu entendo toda a insegurança que a Ana sentia e toda a raiva e magoa que a Ana sentiu quando ele falou que tinha dado banho na leila, na hora que estava lendo o livro dois, eu achei um exagero a Ana ter ficado tão transtornada, mas agora lendo este capítulo eu teria ficado do mesmo. PARABÉNS EMINE E NEUSA OBRIGADA POR ESSE CAPITULO FANTASTICO

anne caroline godoi said...

Caramba!adorei esse capitulo,ficou perfeito,a Eminé descreveu de forma sensacional. Era exatamente como eu imaginava,relação Dom/Sub.
Na minha humilde opinião,a Leila além de querer chamar a atenção,tinha muito ciúme e inveja da Ana.
Se eu não gostava dela antes agora gosto muito menos...
Neusa,mais uma vez meus parabéns,a tradução esta maravilhosa,porfavor repasse a Eminé meus parabéns tbm.

Neusa Reis said...

Se vocês acharem que é necessário, eu posso colocar aqui a tradução de todos esses comentários da Emine. Mas eu tive a impressão que todos estão se entendendo, cada um na sua língua. Ou não?

Adriana Mello said...
This comment has been removed by the author.
Anonymous said...

Amando literalmente...que ótimo, que achei vcs. Afff essa Leila, gente vamos recapitular, ela é bem louca.Tenta conquistar o Grey, larga pq queria mais, consegue se casar e depois trai o marido pra ficar com outro e cola na Ana em seguida.Flynn interna rsrsrrs.
Estou amando passar por aqui, Neusa muito legal sua iniciativa e Emine sem comentarios o que seria de nós esperando esse filme. AH! e aquele banho não entendi até hoje, louca pelos próximos capitulos. Bjos para todas

Ana Louzada said...

Neusa Reis estou adorando tudo o que li até o momento. Minha dúvida, vc continuará postando novos capítulos? Espero que sim. Conheci esta página através de uma amiga e amei. Ainda não vi o restante dos capítulos. ESpero uma orientação sua. Estou ansiosa. Beijos, Ana.

Eminé Fougner @ Cowboyland said...

Oi Ana!

Neusa translates about 2 chapters a week on average. Some chapters are longer. Book 2 has very long chapters. It would take a little longer for her to translate them. But they will come. This is the latest one I posted so far.

But Neusa checks the comments often, I'm sure she'll give you a better idea.

hugs & kisses

Emine

Ana Louzada said...

Obrigada Emine pela atenção. Aguardarei ansiosa pelos novos capítulos e pelo contato da Neusa. Mais uma vez, obrigada. Tens minha admiração, vc e Neusa. Beijos.

Neusa Reis said...

Estou tentando traduzir 2 caps por semana, como a Emine disse. Os caps estão maiores e o livro 2 é muito pesado. Eu sofro tudo de novo traduzindo, paro prá chorar, passo muito tempo tentando entender exatamente o que a autora quis dizer. Enfim, me envolvo até os ossos.Mas não pretendo me afastar da minha tarefa enquanto não chegar ao fim do livro 3 ou de algum mais que a Emine escreva. Enquanto ela me quiser, eu a quero.
Hoje mandei o cap. IX, mais choradeira, capítulo lindo, lindo, apesar do tumulto, ou por causa dele.
Quando chegar ao capítulo do banho da Leila, vamos todas pedir a Emine que nos faça entender a razão dele. Está atravessado na minha garganta também. Beijos a todas.

Tatiana said...

Oi Neusa, passando pra dizer q vc é maravilhosa no que faz e leve o tempo que necessitar para nos fazer felizes, pq sei exatamente como vc se sente em relação a cada capitulo perfeito que vc traduz, sinto varias emoçoes ao mesmo tempo, rsrsrs. Apesar de toda minha ansiedade por um novo capitulo admiro vc por fazer sempre da melhor maneira possivel!!!! Grande beijo
PS: vc disse que enviou o IX, mas eu ainda não vizualizei, ansiosa²

Eminé Fougner @ Cowboyland said...

Hi Tatiana!

I just posted the new chapter. Refresh your page, and you will find the links on the drop down menu and the left column link. Enjoy!

Cora said...

Ola, Emine e Neusa!

Depois de ler tuuuudo o que foi escrito aqui. Estou lendo as partes adicionais. Adorandooo!
Eu imaginava que a relação de Cristian com a Leila era assim mesmo, até pior.
Sempre achei a Ana muito corajosa!
Por que provavelmente eu sairia correndo ao ler um contrato DOM/SUB. Mesmo que eu estivesse MUITO interessada no homem.
Apesar disso achava desproporcional como a Ana havia ficado zangada com o banho na Leila. Agora ficou mais fácil entender.
Muito, muito obrigada por este trabalho generoso na visão de Cristian Grey.
Para mim este livro sempre foi uma estória de amor profundo, desde a primeira página.
Será que existe????
Thanks, thanks

Daniela Martins said...

Olá, Neusinha e Emine!
Na verdade, eu até imaginava que Christian já teria dispensado Leila logo após ela ter ido para a cama dele e o abraçado enquanto ele tinha pesadelos!
Afinal de contas, ela transgrediu as regras, passando por cima do principal limite rígido dele (te-lo tocado onde não pode, já que o abraçou).
Não gosto de Leila tambm!

Priscila Pessotto said...

Olá girls!
Você que está começando a ler o blog agora ou que já é leitora, agora a Série Pella disponível aqui no blog foi publicada em livro – ECOS NA ETERNIDADE- e em português.
A Emine Fougner colocou a versão em português do Ecos na Eternidade na Amazon, apenas esta semana, por apenas R$ 3,94. Corram para aproveitar o preço porque na próxima semana voltará ao preço normal.
É só acessar a pagina da amazon: www.amazon.com.br.
Vamos aproveitar!
Beijos,
Pry