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Tuesday, August 13, 2013

LIVRO III - Capítulo XIX - Christian e Anastasia Fan-fiction


Um Coração Vingativo, um Temperamento Difícil e um Toque que Machuca

CAPÍTULO XIX


Tradução: Neusa Reis



O treino duro nem sequer chegou à borda da minha raiva feroz. Eu preciso ter nossas vidas sob controle, e repreender a todos que contribuíram para isso começando com Katherine Kavanagh.

Ainda suado e com a toalha pendurada no meu pescoço, eu vou para o meu escritório e disco para Elliot. Elliot atende ao telefone imediatamente.

"Ei, mano! Eu ia chamá-lo! O que é isso no noticiário que alguém invadiu seu apartamento?"

"Foi Jack Hyde. Ele entrou no meu apartamento quando eu estava em Nova York, e meu segurança, Ryan, o capturou. Essa é a razão pela qual eu estou chamando você," eu digo mal controlando minha raiva. ”Eu quero que você diga a sua namorada para parar de meter o bedelho em nossas vidas e parar de tentar influenciar Anastasia!"

"O quê? O que você quer dizer?" Sua voz fica séria, defensiva mesmo.

"Por causa de sua namorada, agora estou louco de raiva de minha esposa, e ela está com uma porrada de problemas comigo. Havia um protocolo de segurança no local, com este filho da puta à solta. Fui para Nova York a negócios e Anastasia ficou aqui com a segurança, com a condição de que ela só fosse para o trabalho e voltasse para casa. Ela me disse que estava indo se encontrar com Kate e elas estavam saindo para uma bebida. Eu disse que ela precisava ficar em casa, enquanto o criminoso que iniciou o incêndio no SIP estivesse à solta, o qual identificamos como sendo Jack Hyde. Ela concordou que ela voltaria para o Escala com Kate, até que a sua namorada viesse ao seu escritório e a convencesse a quebrar o protocolo de segurança!"

"Eu achei que o personagem Hyde tivesse sido capturado em seu apartamento. Você não acha que foi melhor que elas estivessem fora?"

Eu tomo uma respiração profunda.

"Elliot! Minha segurança foi deixada com pouco pessoal em casa! Apenas Ryan estava aqui. O filho da puta tinha uma arma! Tinha ferramentas para sequestrar minha mulher! Fita adesiva, tranquilizantes de cavalo, e dispositivos de tortura! Você diz o nome, ele tinha! Como você se sentiria, se uma amiga de sua namorada se mantivesse se intrometendo em sua vida pessoal e colocando vidas em perigo?"

"Oh, merda!"

"Yeah! Merda! Graças à sua namorada, as coisas poderiam ter sido muito piores se Ryan fosse dominado! Ninguém sabia o que estava acontecendo, e isso chocou Sawyer e Prescott, quando chegaram em casa! Minha casa foi invadida, apesar das camadas de níveis de segurança que tenho no lugar! E graças a sua namorada convencer Ana a quebrar o protocolo, as coisas poderiam ter dado horrivelmente erradas! Tremo só de pensar no que poderia ter acontecido se Hyde conseguisse dominar Ryan! Ele poderia tê-lo matado!"

"Mas, Christian, Ryan não é treinado para este tipo de situação?"

"Elliot, eu não permito que a minha segurança porte armas no meu apartamento com  exceção de Taylor! Hyde tinha uma arma! Ryan não! Você conhece as implicações de dividir  a segurança desarmada? Quando o resto da minha segurança e Anastasia chegaram em casa, eles não tinham idéia do que havia acontecido momentos antes! Todo mundo estava aberto ao perigo. Hyde poderia ter matado Ryan e a Sra. Jones, e ele poderia ter ficado esperando para conseguir o resto, a fim de raptar e estuprar minha esposa! Você tem alguma idéia de como eu estou furioso agora com todo mundo? Tudo porque sua namorada a instigou, levando Anastasia a quebrar as regras de segurança que foram cuidadosamente postas em prática... Eu poderia ter perdido minha esposa, e eu estava do outro lado do país... Impotente! Eu não fico impotente, Elliot! Então, diga a Katherine para cair fora da porra dos nossos assuntos!"

"Porra! Sinto muito Christian! Eu não sabia... Vou conversar com Kate, e dizer-lhe para cair fora,” diz ele, constrangido, com relação à sua namorada. ”Existe alguma coisa que eu possa fazer?"

"Sim, eu tenho um monte de coisas para lidar hoje, como você pode imaginar. Eu preciso falar com os detetives e alocar tempo para a sua investigação. E ainda por cima, meu apartamento ainda parece uma zona de guerra. Então, eu realmente apreciaria  se você pudesse chamar  mamãe e papai, para que eles saibam que estamos bem, e eu vou estar ocupado, mas vou chamá-los na primeira chance que tiver. A segurança ainda permanece no local, porque não sabemos com certeza se Hyde tem cúmplices ou não.”

"Claro que sim, cara! Escute, se você precisar  de  alguma coisa, eu estou aqui para você, mano... Eu falo sério."

"Obrigado! Nada com que eu não possa lidar,” eu digo e desligo.
                                                                           
****      *****

Quando eu vou para a cozinha, a Sra. Jones está ocupada limpando.

"Café da manhã,  Sr. Grey?"

"Eu não estou com fome, Sra. Jones. Talvez mais tarde,” eu digo e ela está tão assustada com minha resposta, que a boca fica aberta, mas ela recolhe-se e diz: "Sim, Sr. Grey."

Eu encho um copo de suco de laranja, e levo-o para nosso quarto para Anastasia. Sawyer disse que ela tomou vários coquetéis. Isso irá ajudá-la a se sentir melhor na parte da manhã. Eu coloco-o na mesa do lado. Ela se move na cama e lentamente abre os olhos.

"Há um pouco de suco de laranja para você aqui,” digo a ela. Ela me olha apreciativamente. Mas não diz nada. Eu quero dizer muito, mas vou perdê-lo.

"Eu vou tomar um banho,” murmuro e caminho até o banheiro. Eu tiro fora o moleton, e ligo o chuveiro. Entro sem esperar a água aquecer. A água fria inicial é um choque bem-vindo para os meus nervos, me sacudindo para fora dos meus pensamentos. Ela lentamente se aquece e solta meus músculos. Eu coloco um pouco de xampu na palma da minha mão e começo a lavar meu cabelo. Eu sinto Anastasia escorregar atrás de mim no chuveiro, e envolver os braços em volta do meu torso fazendo-me paralisar. Ela ignora a minha reação, e me prende mais apertado, pressionando seu rosto nas minhas costas. Eu sinto falta de seu toque; eu anseio por ele, mas não posso retribuir sabendo como estou com raiva, e eu não confio em mim mesmo tendo controle sobre como eu vou me comportar. Velhos hábitos podem escorregar para seu lugar, e eu preciso desesperadamente manter o controle de minha reação. Eu finalmente me mexo no chuveiro para que possamos ambos utilizar a água quente e continuo a lavar meu cabelo. Ela me embala em seus braços, e então lentamente começa trilhando beijos nas minhas costas. Eu paraliso imediatamente. Eu não posso. Se ela me beijar assim, eu vou fodê-la, e eu não sei aonde isso vai me levar.

"Ana,” eu digo em tom de aviso.

"Hmm," ela murmura, deliberadamente obtusa. Suas mãos patinam sobre minha barriga, fazendo claramente o seu caminho até meu pau. Eu coloco minhas mãos sobre as dela, abruptamente cortando sua trilha, esclarecendo minha posição.

"Não!"

Suas mãos caem imediatamente, como se eu a chocasse. Eu ouço seu suspiro alto. Eu me vejo encarando-a. Encontro-me agarrando-lhe o queixo, e inclinando-o para olhar para mim. Eu contemplo os olhos dela com cautela, e olho para seu rosto triste.

"Eu ainda estou fodido de raiva de você,” eu digo em voz baixa e solene. Eu a amo, porra! Eu poderia tê-la perdido a noite passada! Estou ficando louco pensando em todas as coisas que poderiam ter acontecido com ela. Eu me inclino e descanso minha testa contra a dela, e fecho os olhos, saboreando a conexão. Neste momento, isso é o suficiente. Eu sinto sua mão alcançando e acariciando meu rosto.

"Não fique com raiva de mim, por favor. Eu acho que você está exagerando,” ela sussurra, e esta única frase quebra o cuidadosamente erguido controle sobre a minha mal contida raiva.

"Exagerando?" Eu rosno como um animal selvagem. “Algum porra de um lunático entra em meu apartamento para sequestrar minha esposa, e você acha que eu estou exagerando!" Eu grito ameaçadoramente. Eu mal reconheço minha própria voz. Minha esposa ficou tão completamente insana que ela não valoriza a vida dela? Ela age como uma completa idiota, e fala comigo como se eu fosse louco! Exagerando? O que eu deveria ter feito? Ir para a prisão e felicitar Jack Hyde por ter sucesso em invadir minha casa e entregar-lhe um presente de despedida por não seqüestrar, torturar e foder a minha esposa, em vez do resgate que ele estava pedindo? É claro que ela é completamente alheia ao que a vida dela significa para mim. O que ela significa para mim. Isso explica por que ela nunca escuta! Por que você apenas não rasga meu coração e o enfia nas minhas fodidas mãos!!

"Não... uhm. Não é a isso que eu estava me referindo. Eu pensei que isso era sobre eu ficar fora,” ela responde. Eu fecho meus olhos e abano a cabeça. Isso é também sobre ela ficar fora. Ela não escuta! Ela colocou a vida de todos em perigo. As imagens do que poderia ter acontecido, o colchão sujo, os tranquilizantes, e a nota de resgate vêm diante de meus olhos espontaneamente.

"Christian, eu não estava aqui."

"Eu sei,” eu sussurro.  “E tudo porque você não pode seguir a porra de um simples pedido," Eu digo amargamente, seu rosto empalidecendo como se eu batesse nela.

"Eu não quero discutir isso agora, no chuveiro. Eu ainda estou fodido de raiva de raiva de você, Anastasia. Você está me fazendo questionar meu julgamento." Eu estou me comendo vivo, corroendo... Se ela concordasse em vir comigo para Nova York, toda essa dor de cabeça poderia ter sido evitada com menos perigo para a segurança. Se ela tivesse me escutado, teria ficado em casa, mas mais perto do filho da puta do Hyde! Foda-se isso! Viro-me e deixo o chuveiro, agarrando uma toalha no caminho, e eu saio do banheiro. Eu chego ao meu armário e visto rapidamente minha camisa branca, deixando o botão de cima aberto e visto as calças e saio do meu quarto, tão logo meus pés podem levar-me para fora.

Entro em meu estúdio e chamo Welch.

"Sr. Grey?” Ele responde.

"Onde diabos você está?"

"Em baixo na garagem, senhor. Minha equipe está tirando suas fotos e observando a equipe da CSI. Não estamos liberados até que a cena do crime esteja completamente processada. Enquanto isso, Barney está processando os vídeos das câmeras de segurança antes que os detetives os tirem de nossas mãos."

"Bom. Eu preciso que você..." Eu digo, e Anastasia aparece na porta do meu escritório. Eu olho para ela, e balanço a cabeça para ela, indicando que ela é indesejável. Seu rosto fica abatido, e ela se vira, vagando para longe. Eu fecho meus olhos. A raiva não cessa, mas eu sinto falta da proximidade dela também. Eu ainda não tenho certeza se eu posso controlar o meu desejo de castigá-la. A distância é a única salvaguarda que posso erguer agora para nossas sanidades.

"Senhor?" Welch chama-me depois da minha pausa.

"Eu preciso de você para obter dos meus advogados velocidade, e certifique-se de que todas as formas de Hyde pagar fiança estejam bloqueadas. Eu quero que todas as evidências para provar que ele é culpado dos crimes que ele cometeu e pretendia cometer estejam coletadas, de modo que o pedaço de merda esteja trancado por toda a vida! Nós já sabemos o quão eficaz e rápida a polícia pode ser. O filho da puta teve que entrar em meu apartamento para que ele fosse preso, pelo amor de Deus! Eu não quero qualquer chance dele sair! Estou sendo claro?"

"Claro e cristalino, senhor."

Taylor entra quando eu desligo o telefone.

"Fale com o pessoal de segurança e certifique-se de que o que falamos ontem à noite está inculcado em cada um deles de forma clara. Se eu fizer isso, alguém será demitido, e agora não é o momento certo para fazer isso!"

"Sim, Sr. Grey," ele diz sombriamente enquanto eu saio do meu escritório em passos aparentemente confiantes.

Quando eu entro na área do café da manhã, Anastasia não está lá, mas a Sra. Jones está limpando seu prato. Quando ela me vê, ela sorri.

"Onde está a Sra. Grey?"

"Ela foi para o quarto, senhor. Devo fazer seu café da manhã habitual?"

"Sim, por favor, Gail."

Gail coloca meu prato diante de mim depois de colocar minha omelete e torradas nele. Quando estou na metade da minha comida, Anastasia entra, toda vestida em seu vestido roxo que eu gosto muito, coberto com seu casaco preto leve e seu cabelo está num coque. Ela está vestida para  trabalhar.

"Você está indo?" Pergunto incrédulo.

"Para trabalhar? Sim, claro,” responde ela, enquanto ela descansa a mão na mesa do café da manhã. Eu olho para ela com uma expressão vazia. Eu estava ficando louco toda a noite, e toda a manhã, e ela está seguindo com sua vida como se nada tivesse acontecido! Ela está indo para o trabalho.

"Christian, nós voltamos não tem nem uma semana. Eu tenho que ir trabalhar."

"Mas..." Eu digo e paro em exasperação. Minha mão entra com força pelo meu cabelo. A Sra. Jones sente minha agitação, e rapidamente deixa a área da cozinha, deixando-nos em paz.

"Eu sei que temos muito a falar. Talvez, se você já se acalmou, nós podemos fazê-lo esta noite."

Minha boca cai aberta em ansiedade. “Acalmou?" Pergunto com uma voz assustadoramente macia.

Meu tom a faz corar. “Você sabe o que quero dizer." Na verdade eu não tenho nenhuma porra de idéia do que significa, porque o que ela diz para mim acaba com algum outro significado diferente do que eu estou acostumado.

"Não, Anastasia, eu não sei o que você quer dizer."

"Eu não quero uma briga. Eu estava vindo para perguntar se eu poderia levar meu carro."

Pegar o... o quê? A porra do carro? Diabos, não!

"Não. Você não pode," eu atiro minha resposta. Se ela quer uma briga, eu vou dar-lhe uma briga.

"Ok,” ela responde imediatamente. Sua aquiescência me desarma. Eu pestanejo. Ela acabou de concordar com algo que eu tinha pedido? Aleluia!

"Prescott irá acompanhá-la,” eu digo, com um pouco menos que uma ameaça em meu tom.

O rosto dela cresce com desgosto, mas ela não discute. Bem jogado. A primeira coisa inteligente que ela fez nas últimas 24 horas.

"Ok,” ela murmura.

Ela dá um passo em minha direção. Eu paraliso imediatamente. Eu não sei por que estou reagindo dessa maneira. É por causa das paredes que eu ergui durante a noite? Meus olhos estão arregalados, e eu estou completamente e totalmente vulnerável com sua proximidade, seu perfume, e seu olhar inocente. Eu odeio quando brigamos! Eu odeio quando ela não me escuta, e eu absolutamente odeio quando ela minimiza o perigo. Ela timidamente se inclina e beija suavemente o canto da minha boca. Eu fecho meus olhos, e momentaneamente saboreio seu toque. Quero abraçá-la, beijá-la, e nunca deixá-la ir, mas eu estou muito puto.

"Não me odeie,” ela sussurra. Meus olhos escancaram, e eu pego suas mãos.

"Eu não odeio você,” eu respondo imediatamente. Como ela pode pensar isso? Como posso odiá-la quando minha alma está me arranhando de dentro para fora? Estou extremamente preocupado, assustado com a idéia de perdê-la, tendo o dano chegado tão perto dela! Por que eu me preocuparia com ela se eu a odiasse?

"Você não me beijou,” sussurra.

Eu olho para ela, desconfiado. Ela está tentando me desarmar?  "Eu sei," eu murmuro minha resposta. Seu perfume inebriante, seu calor que emana de sua proximidade, seus olhos questionando me puxando, e eu abruptamente me levanto e pego seu rosto entre as mãos, bastante vigorosamente, e os meus lábios descem nos dela, selando-os. Sua resposta é um grito de surpresa. Minha boca toma posse da dela, sentindo-a, minha língua correndo na dela, reclamando-a. Ela recupera seus sentidos, e começa a responder, mas eu a solto imediatamente. Quando eu a deixo ir, minha respiração é áspera.

"Taylor irá levá-la e a Prescott a SIP,” eu digo com os olhos ardendo de desejo por ela. Desejo que eu não posso reclamar agora sem risco de prejudicar a nossa relação. Eu a quero demais, incessantemente, mas não pode ser agora.

"Taylor,” eu chamo.

"Senhor,” ele responde, imediatamente de pé na porta.

"Diga a Prescott que a Sra. Grey vai trabalhar. Você pode levá-las, por favor?"

"Certamente,” ele diz, e se vira em seus calcanhares para chamar Prescott.

"Se você pudesse tentar ficar fora de problemas, hoje, eu apreciaria isso,”  eu murmuro.

"Eu vou ver o que posso fazer,” diz ela sorrindo docemente. Um hesitante sorriso surge em meus lábios, mas eu não vou entrar nisso.

"Eu a vejo mais tarde, então," eu digo friamente.

"Laters,” ela sussurra.

Quando ela sai da sala, eu pego minha cabeça com as duas mãos, e as passo através do meu cabelo, deixando escapar um suspiro que eu não sabia que eu estava segurando.

****      *****

Detetive Clark vem acompanhado por Welch. Ele é alto e escuro, com penetrantes olhos azuis. Ele salta direto em seu questionário.

"Onde você estava na noite passada quando ocorreu o incidente, Sr. Grey?"

"10 mil metros acima do solo."

"Você estava em seu caminho de volta para Seattle?"

"Sim. Eu tive uma reunião de negócios seguida de um coquetel em Nova York e levantamos vôo em torno de 01:15 h Horário Padrão do leste."

"Por que você não passou a noite em Nova York? Certamente você deveria estar cansado,” diz ele com insinuação.

"Eu tenho um jato particular com aposentos para dormir nele. Eu posso conseguir todo o resto que eu queira no caminho para Seattle. Eu não deixaria minha mulher sozinha com um louco à solta."

"Então você não sabia que sua casa foi invadida até que você chegou em casa?” Ele pergunta erguendo as sobrancelhas, surpreso.

"Até que eu aterrissei, não. Choque não é a palavra certa, embora seja parte do que eu sentia."

"Como você conheceu Jack Hyde, Sr. Grey?” Ele pergunta para uma mudança de rumo.

"Ele trabalhou na SIP como editor. Minha esposa era sua assistente."

"Você e o Sr. Hyde nunca foram amigos, conhecidos, tiveram conversas regulares, reuniões, ou qualquer tipo de ligação?"

"Eu me encontrei com ele apenas uma vez, quando eu vim para buscar minha esposa. A Sra. Grey apresentou-o a mim. Foi um breve encontro, não mais do que alguns minutos, porque tínhamos planos para a noite."

"Onde?"

"Em um bar chamado Fifty’s".

"Por que em um bar?"
"Um grupo de funcionários foi para uma bebida depois do trabalho na SIP e o Sr. Hyde estava no grupo. Sendo patrão da minha namorada, ele se apresentou como tal. Foi assim que eu o conheci.”

"Sua namorada?"

"Sra. Grey e eu estávamos namorando no momento.”

"Entendo. Voltando à noite em que você conheceu o Sr. Hyde... A Sra. Grey apresentou qualquer outra colega de trabalho para você naquela noite? "

"Não, eu não estava lá para reuniões. Eu estava lá para pegar minha namorada."

"Mas você disse que outros funcionários do trabalho dela foram ao Fifty’s Bar."

"Sim. Quando eu entrei no bar, minha esposa estava sentada e ele veio sentar-se ao lado dela. Se houvesse quaisquer outros funcionários da SIP perto de minha esposa, ou na vizinhança, eu simplesmente não teria tido tempo para ficar ao redor e fazer apresentações.”

"Eu entendo. Um homem que nunca teve nenhum outro contato com você que não seja a breve apresentação inicial que você teve no...” diz ele olhando para suas notas, "Fifty’s... apenas por ser o chefe de sua namorada, e ele parecia ter algum rancor pessoal contra você conforme o seu conselheiro de segurança Sr. Welch, e mais cedo você mesmo afirmou que ele causou o incêndio criminoso em sua empresa. Parece-me estranho que nenhuma relação - positiva ou negativa tenha sido cultivada antes, entre vocês dois. Tais ataques pessoais são geralmente causados ​​por ressentimentos pessoais,” diz ele com um monte de implicações.

"Detetive Clark, você tem alguma idéia de quantas empresas eu dirijo? Qualquer idéia de quantas horas eu trabalho? Ou alguma idéia do que é preciso para dirigir a minha empresa? Quanto eu tenho que viajar? Eu nunca saio do meu caminho para cultivar novas amizades. Estou contente com todos em minha vida. Eu não preciso adicionar Hyde à minha pequena lista de meus amigos, simplesmente porque ele estava com colegas de trabalho da minha esposa. Certamente, você não é amigo de cada um que trabalha com você ou com as pessoas com as quais sua esposa trabalha," eu digo olhando para a aliança em seu dedo.

"Sr. Grey,” diz ele com uma paciência controlada, "Eu estou lhe perguntando, porque eu não tenho nenhuma idéia do que é preciso para ser você.”

"Eu trabalho o tempo todo..." Eu digo, e como para provar o meu ponto, meu Blackberry vibra. É Ros. “Desculpe-me,” eu levanto meu dedo.

"Sr. Grey! Acabei de ouvir! Está todo mundo bem em casa?"

"Sim, Ros. Eu estou com o detetive agora. Diga a Andrea para segurar todas as minhas chamadas,” eu digo, e desligo. Em seguida, viro para o Detetive Clark e continuo. “Quando eu não trabalho, eu prefiro gastar todo tempo livre que eu tenho com minha esposa. Certamente você entenderia. Eu não tenho nem tempo, nem vontade de cultivar qualquer outro relacionamento ou amizade,” eu digo olhando para ele com os olhos sem piscar.

"Mas há o conteúdo de seu computador no trabalho,” diz ele recitando o que Barney tinha encontrado ali.

"Por que você acha que ele está obcecado com você?"

"Detetive, como você também pode ver, ele começou a recolher essa informação cerca de duas semanas depois que minha esposa foi contratada pela SIP. Se você ler a revista Forbes, eu sou o vigésimo quinto homem mais rico do mundo. Há milhões de pessoas que sabem de mim e, possivelmente, coletam informações sobre mim nos jornais, ou outras publicações on-line, e eu não teria nenhuma idéia de quem elas são. Simplesmente é parte do trabalho. Eu não deveria ter que explicar isso para você! As pessoas são simplesmente obcecadas. Algumas são mais do que outras. Eu simplesmente não dou a mínima! Porque, eu não tenho tempo. É por isso que eu tenho um grande grupo de profissionais trabalhando para simplesmente fornecer a segurança adequada para mim e minha família,” eu digo, indicando Welch com a minha mão, que parece cada bit com o ex-militar que tinha sido.

"Sr. Grey, eu entenderia o que você está dizendo se Hyde fosse um completo estranho. Mas ele não era. Ontem à noite a Sra. Grey disse que ele foi seu chefe...” ele diz e eu o interrompo.

"Detetive, eu acabei de falar em sueco? Porque, eu acabo de lhe dizer a mesma coisa. Não é um segredo do governo que ele foi brevemente patrão da minha esposa."

"E o Sr. Hyde foi demitido de seu emprego pouco tempo depois. Por quê?"

"Se você descobriu que ele foi demitido de seu trabalho, tenho certeza que você também soube por que ele foi demitido."

"Mas, Sr. Grey, eu estou lhe perguntando. Você possui a SIP, não é? "

"Eu possuo a SIP. Mais de quarenta mil pessoas trabalham para mim no mundo. Eu não mantenho o controle de todas as contratações e demissões ".

"Quando você comprou a SIP? Antes ou depois de sua esposa conseguir um emprego na empresa?"

"Na semana em que foi contratada,” eu respondo com sinceridade e ele levanta as sobrancelhas.

"Por quê?"

"Porque eu posso."

"Você tem o hábito de ir e comprar empresas de uma forma improvisada?"

"Detetive Clark!" Eu digo com firmeza.  “A Sra. Grey era minha namorada, e estava ficando sério. Os paparazzi estavam atrás dela em cada esquina. No seu caminho para o trabalho, no seu caminho para tomar um café com os amigos, no seu caminho para pegar um sanduíche para o almoço, pelo amor de Deus, e a SIP não tinha as medidas de segurança que acho adequadas para minha esposa ter; alguém poderia entrar na SIP com malícia em mente. Se você conhece a minha capacidade financeira, e o que minha esposa significa para mim, se tornaria completamente claro para você que era necessário fornecer segurança para minha esposa. As medidas de segurança da SIP estavam lamentavelmente desatualizadas. Se você estivesse no meu lugar, você também faria qualquer coisa para garantir a proteção e a segurança de seus entes queridosPara que eu proporcionasse segurança completa para minha esposa - então namorada, descobri que não só era necessário, mas essencial para o seu bem-estar eu comprar a empresa. Não era uma questão da SIP. Onde quer que ela trabalhasse, eu teria comprado essa empresa. Porque, dessa maneira eu posso ter uma palavra a dizer na forma como está sendo ofertada essa segurança que eu acho necessária, e a necessidade dessa decisão tem sido abundantemente demonstrada pelos acontecimentos da noite passada,” eu digo em um tom ainda controlado.

"Sim. Mas por que você acha que ele veio para a sua casa com a intenção de seqüestrar sua esposa? Ele estava obcecado com ela? Com você? Ou com a sua família?"

"Não deveria ser seu trabalho descobrir?"

"Sr. Grey, eu estou lhe perguntando. Você deve ter uma opinião...” diz ele deixando o final de seu pensamento aberto.

O meu olhar é impassível.

"Eu gostaria que você descobrisse isso detetive, e me informasse de suas descobertas!" Eu sibilo em um tom sarcástico. “Meu helicóptero foi sabotado. A impressão parcial pode apontar na direção de seu homem em questão. Ele tentou queimar minha empresa. E ele invadiu a porra do meu apartamento ontem à noite, Detetive Clark! Talvez você se esqueceu. Um apartamento, devo acrescentar, com camadas de medidas de segurança no local! Você faz a matemática. Se ele foi capturado e está sob custódia da polícia hoje, isso não foi graças ao Departamento de Polícia, apesar de nossos repetidos pedidos de ajuda. Se eu não tivesse minha segurança pessoal, eu estaria possivelmente discutindo o sequestro, estupro ou assassinato de minha esposa agora mesmo! Assim, se seu criminoso está preso agora, é graças aos meus homens, e não aos seus! Portanto, eu apreciaria, que você parasse de me tratar e a minha esposa como porra de criminosos, e começasse a interrogar o homem sob sua custódia! Terminamos aqui?" Eu pergunto com  olhos flamejantes.

"Não é bem assim, Sr. Grey. Você está ciente de que o Sr. Hyde nasceu em Detroit? Você nasceu em Detroit, se minha pesquisa estiver correta," concordo com a cabeça afirmativamente. “Pode haver uma conexão lá, senhor,” diz Clark. Os olhos de Welch deslizam na minha direção, pedindo permissão. Eu concordo com a cabeça imperceptivelmente.

"Sim, nós sabemos que ele nasceu em Detroit. Nós não descobrimos o que possa ser essa conexão, mas nós, também, estamos procurando, Detetive."

"Se você encontrar alguma coisa, agradeceríamos sua colaboração, Sr. Grey, Sr. Welch,” diz ele se dirigindo a nós dois. ”Eu também vou precisar ter o depoimento da Sra. Grey. Ela pode precisar ir até o departamento de polícia,” diz ele olhando para mim.

"Ela não irá ao departamento de polícia. Se você precisar de seu depoimento, eu gostaria que você fosse até seu trabalho, e o obtivesse."

Ele verifica o relógio.

"Certo, Sr. Grey. É quase 1:00 h. Eu posso visitá-la às 3 horas de hoje."

"Tudo bem. Eu vou deixar minha esposa saber da sua visita iminente para um depoimento."

"Welch, acompanhe o detetive, por favor,” eu digo dispensando Clark.

Então eu rapidamente digito um e-mail para Anastasia já que eu não quero que ela se surpreenda com a visita do Detetive. Mas, eu ainda estou bravo com ela, por isso a minha mensagem é breve e direta ao ponto.
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 De: Christian Grey
Assunto: Depoimento
Data: 26 de agosto de 2011 13: 04
Para: Anastasia Grey

Anastasia

O Detetive Clark vai visitar seu escritório hoje às 3 da tarde para tomar seu depoimento.
Insisti que ele deveria vir até você, pois eu não quero que você vá até a delegacia.

Christian Grey
CEO, Grey Enterprises Holdings Inc.
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Sua mensagem de resposta ‘ding’ na minha caixa de e-mail em poucos minutos. Também é curta e direta ao ponto como a minha. Não há termos de carinho. Sem afeto. Fria e sem emoção. Assim como a minha era.
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 De: Anastasia Grey
Assunto: Depoimento
Data: 26 de agosto de 2011 13: 12
Para: Christian Grey

Okay.

Um x

Anastasia Grey
Editora de comissionamento, SIP
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Eu não respondo a ela. Não há nada a dizer. Eu ainda estou fervendo de raiva, ainda zangado com o mundo, e ainda sinto que eu não tenho controle sobre o que está acontecendo conosco. Preciso de controle. Eu tenho que tê-lo, caso contrário, todos esses velhos sentimentos de nada estar no meu controle me vêm à mente, completamente me atropelando, e me esmagando. Eu não posso estar nesse lugar escuro novamente. É um abismo, um lugar horrível de impotência. Destrutivo para mim e para tudo o que está ao meu redor.

Eu olho o vídeo que Barney conseguiu salvar. Eu assisto Hyde vir ao meu prédio, e buscar o acesso ao meu apartamento. Ele tem um boné de beisebol, macacões e usa luvas. Seu comportamento é calculado, cuidadoso e pronto para qualquer coisa. A câmera o gravou chegando, e ganhando acesso ao meu apartamento. Ryan está esperando por ele. Tudo passa diante de mim como os meus piores pesadelos se tornando realidade. Meu e-mail ‘ding’ novamente. É Anastasia.
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 De: Anastasia Grey
Assunto: Seu vôo
Data: 26 de agosto de 2011 13: 24
Para: Christian Grey

A que horas você decidiu voltar para Seattle ontem?

Anastasia Grey
Editora de Comissionamento, SIP
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Por que ela está perguntando isso? Ela sente que voltei porque ela foi desobediente.
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De: Christian Grey
Assunto: Seu vôo
Data: 26 de agosto de 2011 13: 26
Para: Anastasia Grey

Por quê?

Christian Grey
CEO, Grey Enterprises Holdings Inc.
____________________________________________________
De: Anastasia Grey
Assunto: seu vôo
Data: 26 de agosto de 2011 13: 29
Para: Christian Grey

Chame isso curiosidade.

Anastasia Grey
Editor de comissionamento, SIP
____________________________________________________
De: Christian Grey
Assunto: Seu vôo
Data: 26 de agosto de 2011 13: 32
Para: Anastasia Grey

A curiosidade matou o gato.

Christian Grey
CEO, Grey Enterprises Holdings Inc.
____________________________________________________
De: Anastasia Grey
Assunto: Huh?
Data: 26 de agosto de 2011 13: 35
Para: Christian Grey

O que é essa referência oblíqua? Outra ameaça?

Você sabe onde eu estou querendo chegar com isso, não sabe? Você decidiu voltar porque eu saí para tomar uma bebida com minha amiga depois que você me pediu para não ir, ou você voltou porque um louco estava em seu apartamento?

Anastasia Grey
Editor de comissionamento, SIP
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Ela me conhece bem. Eu amo minha esposa, com tudo o que eu tenho, tudo o que eu sou. Mas, ela pode me levar à loucura mais rápido do que eu posso piscar. Eu não respondo a sua mensagem. Ela sabe por que eu voltei. Quando eu não respondo, outra mensagem dela ‘ding’.
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De: Anastasia Grey
Assunto: Aqui está a coisa...
Data: 26 de agosto de 2011 13: 57

Para: Christian Grey

Vou tomar o seu silêncio como uma admissão de que você, de fato, voltou para Seattle porque EU MUDEI DE IDÉIA. Eu sou uma mulher adulta e saí para uma bebida com minha amiga. Eu não entendo as ramificações de segurança de MUDAR DE IDÉIA porque você nunca ME DIZ NADA. Descobri a partir de Kate que a segurança tinha, de fato, sido intensificada para todos os Greys, não apenas nós. Eu acho que você geralmente exagera onde minha segurança está em jogo, e eu entendo o porquê, mas você é como o menino chorando lobo. (N.T. "chorar lobo", significa dar um falso alarme. Fábula de EsopoA fábula diz respeito a um menino pastor que repetidamente enganava moradores próximos fazendo-os pensar que um lobo estava atacando seu rebanho. Quando um lobo, na verdade, aparece, os moradores não confiam nos gritos do menino pedindo ajuda, e o rebanho é destruído. A moral no final da versão grega da história estabelece:  "esta é a forma como os mentirosos  são recompensados​​: mesmo que digam a verdade, ninguém acredita neles")

Eu nunca tenho a menor idéia sobre o que é uma preocupação real ou apenas algo que é percebido como uma preocupação por você. Eu tinha dois dos seguranças comigo. Pensei que tanto Kate como eu estaríamos a salvo. O fato é, nós estávamos mais seguras naquele bar do que no apartamento. Se eu tivesse sido TOTALMENTE INFORMADA da situação, eu teria seguido um curso de ação diferente.

Eu entendo que as suas preocupações têm algo a ver com o material que estava no computador de Jack aqui - ou ao menos Kate acredita. Você sabe como é chato encontrar minha melhor amiga sabendo mais sobre o que está acontecendo com você do que eu?

E eu sou sua ESPOSA. Então, você vai me dizer? Ou você vai continuar a me tratar como uma criança, garantindo que eu continue a me comportar como uma? Você não é o único que está fodidamente puto. Ok?

Ana

Anastasia Grey Editor de Comissionamento, SIP

Ela está absolutamente certa, é claro. Meu irmão e sua boca solta, porra! Isto é o que Pella estava tentando me demonstrar com sigilo. Meu irmão não pode manter o bico fechado para sua namorada. Não é porque eu queira excluir Anastasia do que está acontecendo. Eu tenho que proteger minha esposa. Ela se preocupa, e ela tem pesadelos. Eu quero dar-lhe alguma normalidade, mesmo no meio de acontecimentos terríveis, e ela só precisa seguir os procedimentos de segurança em vigor.

Mas, como sempre, ela está certa, é claro.
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De: Christian Grey
Assunto: Aqui está a coisa...
Data: 26 de agosto de 2011 14: 00
Para: Anastasia Grey

Como sempre, Sra. Grey, você é franca e desafiadora em e-mail. Talvez possamos discutir isso quando chegar em casa no NOSSO apartamento. Você deve prestar atenção a sua linguagem. Eu ainda estou fodidamente puto também.

Christian Grey
CEO, Grey Enterprises Holdings Inc.
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Anastasia não me envia uma resposta. E passo o resto do dia, lidando com a merda que Jack Hyde deixou para trás. Eu amo minha esposa a ponto de morrer por ela. Mas, Deus, ela me leva à loucura! Eu quero mostrar a ela como ela me faz sentir... impotente, inadequado, indigno de confiança, frustrado e completamente perdido. O resto do dia não pode ir rápido o suficiente.

Quando está perto da hora de Anastasia sair do trabalho, tomo um banho e mudo para minha camiseta preta apertada, e os meus muito lavados jeans azul pálido. Aqueles que eu uso na minha sala de jogos; os jeans quentes confortáveis, rasgados na altura do joelho, e que põem sua-mulher-fora-de-si. Os acontecimentos de ontem, não tendo tocado minha mulher, estão me deixando selvagem. Mas eu preciso mostrar a ela como suas ações me fazem sentir. Ela precisa entender que ela é a pessoa mais importante na minha vida, e tudo o que ela faz para se colocar em perigo vai me deixar louco.

****      *****

Anastasia entra no salão. Eu estou de pé ao lado do piano. 

"Boa noite, Sra. Grey. Eu estava esperando por você,” eu cumprimento-a com uma voz suave. Se ela estava esperando alguma coisa, não era isso o que ela esperava. Ela provavelmente estava pensando encontrar uma guerra total explodindo. Ela não diz nada. Sua boca se entreabre enquanto ela toma dentro dela tudo de mim. Meus olhos nunca deixam os dela. Ela olha para mim e seus olhos permanecem brevemente no meu desfeito botão de cima dos meus jeans. Em seguida, ela finalmente me escaneia completamente, por todo o caminho, até os meus pés descalços. Eu lentamente, desejosamente passeio em sua direção; o meu olhar resoluto para ela é quente, incandescente, com devassidão.

"Estava?" Ela sussurra de volta. Ela tenta engolir.

"Estava,” eu ronrono enquanto eu sorrio com malícia. Eu passeio para mais perto dela. Seu olhar vai para a minha cintura, olhando avidamente meus jeans pendurados baixo.


"Eu gosto de seu jeans,” murmura. Eu rio como um predador sabendo como eu afeto minha esposa. Porque ela tem o mesmo efeito em mim. Mas eu ainda estou com raiva, e isso não pode ser escondido. Isso mantem-se logo abaixo da superfície. Eu olho para ela, enquanto meus olhos ardem nos dela. Ela engole visivelmente novamente.

"Eu entendo que você tenha problemas, Sra. Grey,” eu digo baixinho, e puxo o e-mail do bolso de trás da minha calça jeans. Ela é incapaz de afastar o olhar para longe de mim.

"Sim, eu tenho problemas,” ela sussurra, sua voz sai sem fôlego. Ela vai correr, mas eu inclino-me para baixo e passo meu nariz ao longo do dela. Seus olhos se fecham com meu toque, saboreando.

"Eu também," eu sussurro contra sua pele macia. Ela abre seus olhos quando eu falo. Eu me endireito e olho-a intensamente mais uma vez.

"Eu acho que eu estou familiarizada com seus problemas, Christian,” diz ela ironicamente. Minha esposa me conhece bem. Ela sabe que eu tenho problemas de controle. Ela sabe que sua segurança é de extrema importância para mim. Eu estreito meus olhos, suprimindo a diversão subindo em mim. Anastasia dá um passo atrás com a minha reação. Mas ela lentamente inala o meu cheiro, odiando a distância, e seus olhos continuam a correr para os meus jeans. Minha distração está trabalhando... na medida. Apesar disso, ela se afasta, a reação dela me faz franzir a testa.

"Por que você voou de volta de Nova York?" Ela sussurra.

"Você sabe por que,” eu respondo em tom de aviso.

"Porque eu saí com Kate?"

"Porque você voltou atrás em sua palavra, e você me desafiou, colocando-se em risco desnecessário".

"Voltei atrás na minha palavra? É assim que você o vê,” ela suspira.

"Sim,” eu respondo, porque é verdade.

Ela olha para cima e começa a rolar os olhos, mas pára depois de me ver fechar a cara.

"Christian, eu mudei de idéia. Eu sou uma mulher. Nós somos famosas por isso. Isso é o que fazemos,” explica lentamente como se eu fosse uma criança. Sua resposta me faz piscar. Mudou de idéia? Eu mudo de idéia quando eu digo a ela que eu vou fazer alguma coisa? Eu disse que estava indo para Nova York, eu fui para Nova York. Eu disse que tinha uma reunião, eu fui a uma reunião. Eu não mudei de idéia, indo para outro lugar ou fazendo alguma outra coisa. Eu fiz o que eu disse que ia fazer, e não o oposto do que eu disse. Como posso confiar nela se ela não pode manter sua palavra?

"Se eu tivesse pensado por um minuto que você ia cancelar sua viagem de negócios...” diz ela parando, sem palavras. Ela me olha como se ela fosse fazer isso de novo algum tempo depois. Como se dar a sua palavra significasse pouca coisa, simplesmente porque ela é uma mulher. É só o meu sexo que é suposto manter sua palavra?

"Você mudou de idéia?" Pergunto com escárnio.

"Sim".

"E você não pensou em me chamar?" Eu olho para ela, incrédulo. ”Além do mais, você deixou o pessoal de segurança com pouco pessoal aqui e colocou Ryan em risco."

Seu rosto mostra a compreensão das ramificações do comportamento dela pela primeira vez. Aleluia!

"Eu deveria ter chamado, mas eu não queria lhe preocupar. Se eu tivesse, eu tenho certeza que você teria me proibido de ir e eu perderia Kate. Eu queria vê-la. Além disso, isso me manteve fora do caminho, quando Jack estava aqui. Ryan não deveria tê-lo deixado entrar,” diz ela ainda impenitente. O que teria acontecido com ela se Ryan não tivesse sucesso na captura de Hyde? O pensamento espontâneo faz meus olhos ficarem selvagens, e eu os fecho com horror. Meu rosto aperta com preocupação e agonia pelas possibilidades. Eu balanço minha cabeça, e puxo-a em meus braços. Segurando-a firme.

"Oh Ana," eu sussurro, enquanto eu a abraço. Eu não posso respirar. ”Se alguma coisa acontecesse com você ..." eu sussurro em voz quase inaudível.

"Não aconteceu,” diz ela.

"Mas poderia ter. Eu morri mil mortes hoje pensando no que poderia ter acontecido. Eu estava tão louco, Ana. Louco com você. Louco comigo mesmo. Louco com todos. Não me lembro de estar tão zangado... exceto...” Eu digo parando. Exceto quando Leila tinha uma arma apontada para sua cabeça.

"Exceto?” ela sonda.

"Uma vez no seu antigo apartamento. Quando Leila estava lá.”

"Você estava tão frio esta manhã,” ela murmura com a voz embargada. Eu não estava frio, eu estava queimando de raiva, e eu não sei se eu poderia me controlar. Minhas mãos se deslocam para sua nuca, e ela toma uma respiração profunda. Eu puxo sua cabeça para trás.

"Eu não sei como lidar com essa raiva. Eu não acho que eu quero machucá-la,” eu digo. Estou ansioso. Meus olhos estão arregalados e refletem minha desconfiança. “Esta manhã, eu queria puni-la, seriamente e..." se eu me permitisse chegar perto dela, tocá-la, estar na cama com ela, eu não sei se eu não iria puni-la. Eu iria espancá-la, e eu não sei se eu poderia parar.

"Você estava preocupado que ia me machucar? ” Diz ela terminando a frase.

"Eu não confio em mim mesmo,” confesso sinceramente.

"Christian, eu sei que você nunca me machucaria. Não fisicamente, de qualquer maneira,” diz ela enquanto suas mãos agarram meu rosto.

"Você acha?" Pergunto com dor. É só a verdade. Eu teria, poderia ter. E onde isso nos leva? Para nosso fim.

"Sim. Eu sabia que o que você disse era uma vã ameaça vazia. Eu sei que você não vai me dar uma surra."

"Eu queria".

"Não, você não queria. Você apenas pensou que você queria."

"Eu não sei se isso é verdade,” murmuro. Eu sei como eu estava me sentindo quando eu deixei Nova York, e quando cheguei em casa.

"Pense sobre isso,” ela insiste enquanto ela envolve seus braços em volta do meu tronco, e acaricia meu peito com o nariz. ”Sobre como você se sentiu quando eu parti. Você me disse muitas vezes o que isso fez com você. Como alterou sua visão do mundo, de mim. Eu sei do que você abriu mão por mim. Pense em como você se sentiu sobre as marcas das algemas  na nossa lua de mel."

Suas recordações me paralisam. Ela está certa em todas suas contas. Seus braços apertam em torno de mim. Eu estou rígido como uma tábua, porque eu estou preocupado também com o que eu poderia ter feito hoje,  se eu tivesse me permitido. Como isso poderia ter afetado nosso relacionamento. Mas seu toque me relaxa.  Me relaxa sem fim. A compreensão me atinge. Minha esposa está aqui, segura em meus braços. Eu me inclino e beijo seu cabelo. Ela vira o rosto para mim, e, finalmente, meus lábios encontram os dela, possuindo, sentindo sua presença, pegando o que ela está oferecendo; o seu amor, o seu desejo, o seu carinho, e dando-lhe o meu desejo, e amor e minha imensa necessidade dela. Buscando preencher esse buraco que se formou durante a noite. Implorando a ela desesperadamente para fechá-lo com sua presença. Ela devolve o meu beijo com toda a sua paixão.

"Você tem tanta fé em mim,” eu sussurro, depois que nós dois estamos sem fôlego.

"Eu tenho." Eu acaricio seu rosto com as costas de meus dedos e a ponta do meu polegar. Eu olho para ela atentamente. Não há mais raiva. Ela olha para mim e sorri com seu sorriso tímido.

"Além disso, você não tem a papelada,” ela sussurra. Minha boca cai aberta com sua observação, tanto divertido, como chocado. Eu a seguro perto do meu peito novamente.

"Você está certa. Eu não tenho,” eu digo rindo.

Estamos mais uma vez em nossa pequena bolha, abraçados um ao outro no meio do salão.

"Venha para a cama," eu sussurro.

"Christian, nós precisamos conversar."

"Mais tarde," eu a incito.

"Christian, por favor. Fale comigo,” ela implora, exasperando-me mais uma vez. Eu suspiro.

"Sobre o quê?"

"Você sabe. Você me manter no escuro.”

"Eu quero proteger você."

"Eu não sou uma criança."

"Estou plenamente consciente disso, Sra. Grey," eu digo,  enquanto eu corro minhas mãos em seus lados e pego suas nádegas. Eu flexiono os quadris e pressiono nela meu pau impaciente,  no modo de saudação completa.

"Christian,” ela diz, me repreendendo. ”Fale comigo".

Eu suspiro novamente. Sem vencer. ”O que você quer saber?" Eu digo renunciando. Eu a solto. Eu recolho o e-mail do chão.

"Muitas coisas,” ela murmura. Eu pego a mão dela e a levo para o sofá grande.

"Sente-se,” eu ordeno. Ela se senta e eu me sento ao lado dela. Eu me inclino para frente, e coloco minha cabeça em minhas mãos. Eu tenho dificuldade de colocar em palavras todos os perigos que nos cercam, porque se eu falar para ela, então eu sou fraco; incapaz de protegê-la. Eu sou o marido, seu protetor, seu amante, seu provedor. Se eu colocar esse peso sobre ela, para que eu sirvo? Eu corro minhas mãos pelo meu cabelo exasperado e, finalmente, liberando para ela.

"Pergunte-me,” eu digo olhando para ela.

"Por que a segurança adicional para sua família?"

"Hyde era uma ameaça para eles,” eu digo simplesmente. Porque é verdade.

"Como você sabe?"

"De seu computador. Ele guardava detalhes pessoais sobre mim e o resto da minha família. Especialmente Carrick.”

"Carrick? Por que ele? "

"Eu não sei ainda. Vamos para a cama."

"Christian, diga-me!” Ela ordena.

"Dizer o quê?"

"Você é tão... exasperante."

"Como você,” eu respondo olhando para ela.

"Você não aumentou a segurança quando você encontrou pela primeira vez informações sobre sua família no computador. Então o que aconteceu? Por que agora?” Ela pergunta. Oh, não! Eu estreito meus olhos para ela.

"Eu não sabia que ele estava indo tentar queimar meu prédio, ou..." Eu digo parando. ”Nós pensávamos que era uma obsessão indesejável, mas você sabe," eu dou de ombros, "quando você está nos olhos do público, as pessoas estão interessadas. Eram coisas aleatórias: notícias sobre mim de quando eu estava em Harvard... meu remo, minha carreira. Relatórios sobre Carrick... seguindo sua carreira, seguindo a carreira de minha mãe, e, de certa forma, Elliot e Mia."

Ela inclina a cabeça para o lado, absorvendo todas estas notícias e também formando novas perguntas em sua cabeça.

"Você disse ou" ela sonda.

"Ou o quê?" Eu atuo como idiota.

"Você disse, 'tentar queimar meu prédio, ou...' como se você fosse dizer outra coisa."

Eu não quero dizer a ela. Eu posso lidar com tentativa de danos à minha propriedade. Eu até posso lidar com atentados contra minha vida. Mas eu não posso lidar com qualquer dano que venha para o amor da minha vida, minha razão de ser, de existir.

"Você está com fome?" Pergunto mudando de assunto.

Seu estômago resmunga em resposta. Pela primeira vez, seu hábito de não comer é bem-vindo.

"Você comeu hoje?" Eu a repreendo com olhos frios. Ela cora em resposta.

"Como eu pensei. Você sabe como eu me sinto sobre você não comer. Venha,” eu digo ficando em pé. Eu estendo minha mão para ela. ”Deixe-me alimentá-la,” eu sussurro em um tom sensual, sedutor.

"Alimentar-me?" Ela sussurra. Concordo com a cabeça, sem afastar meu olhar para longe dela. Eu a levo para a cozinha. Pegando um banquinho de bar, eu o levo para o outro lado da ilha.

"Sente-se,” eu ordeno.

"Onde está a Sra. Jones?” ela pergunta.

"Eu dei a ela e Taylor a noite de folga."

"Por quê?"

Eu olho para ela por um tempo, e estou divertido com sua curiosidade. Porque eu quero ficar sozinho com você. Porque Taylor também teve que suportar minha merda no caminho de volta de Nova York, graças a você. Porque a Sra. Jones também estava estressada com um lunático invadindo. Porque eu posso. Porque eu sou o senhor deste domínio!

"Porque eu posso,” eu respondo simplesmente, brevemente.

"Então você irá cozinhar,” ela sorri para mim com incredulidade.

" ‘Oh, vós de pouca fé’, Sra. Grey. Feche os olhos."

Ela pisca e olha para mim com os olhos arregalados.

"Feche os olhos," eu ordeno. Ela revira os olhos, mas, finalmente, fecha-os.

"Hmm. Não está bom o suficiente,” murmuro. Ela abre os olhos e me vê tirar uma echarpe de seda cor de ameixa do meu bolso de trás da minha calça jeans.

"Feche. Sem espiar." Eu ordeno.

"Você vai me vendar?” ela murmura, completamente aturdida, e sem fôlego.

"Sim".

"Christian...” diz ela protestando. Eu coloco meu dedo sobre seus lábios, silenciando-a de forma eficaz.

"Nós vamos conversar mais tarde. Eu quero que você coma agora. Você disse que estava com fome."

Eu beijo-a nos lábios suavemente, e amarro a echarpe de seda atrás da cabeça e dou um nó.

"Você pode ver?" Eu pergunto.

"Não,” ela murmura sua resposta, em um tom exasperado. Eu sei que ela quer revirar os olhos para mim, e só pensar nisso me faz rir. Algumas coisas nunca mudam.

"Eu posso dizer quando você está rolando seus olhos... e você sabe como isso me faz sentir."

Ela franze os lábios em resposta. ”Podemos acabar logo com isso?" ela solta.

“Quanta impaciência, Sra. Grey. Tão ansiosa para falar,” eu digo, brincando.

"Sim!"

"Eu tenho que alimentar você primeiro,” eu digo e os meus lábios pincelam sobre sua têmpora. Ela se acalma imediatamente com o toque dos meus lábios.

Eu vou para a cozinha e abro a porta da geladeira. Eu tiro Sancerre, cordeiro assado, folhas de uva recheadas, o molho de iogurte tzatziki, homus e pão pita alinhando-os sobre o balcão. Eu coloco o cordeiro no forno, e coloco o pita na torradeira.
(N.T. Tzatziki - é preparado com iogurte (normalmente de leite de ovelha ou de cabra, na Grécia e na Turquia), pepino, alho, sal, azeite, pimenta preta e endro, sendo por vezes também acrescentado sumo de limão e salsa ou hortelã. Os pepinos são transformados em puré e espremidos ou cortados em cubos pequenos. Usam-se frequentemente azeite, azeitonas e ervas como complemento. É sempre servido frio).

"Sim, eu estou ansiosa para conversar,” ela murmura, mexendo-se em seu assento.

"Fique quieta, Anastasia,” eu digo andando próximo a ela. "Eu quero que você se comporte..." eu sussurro perto de sua orelha. Ela morde os lábios como uma reação automática.

"E não morda o lábio,” eu digo puxando seu queixo, fazendo-a sorrir.

Então eu ando de volta ao balcão e puxo a rolha da garrafa de vinho, e despejo-o em uma taça. Finalmente eu caminho até o aparelho de som e ligo a música. Anastasia joga jogos malvados comigo, eu acho que é apropriado para mim,  tocar Chris Isaak, cantando "Wicked Games."
Chris Isaak - Wicked Games

Eu abaixo o volume para  um ruído de fundo. Eu tomo a taça de vinho, e ando para minha esposa, sentada com os olhos vendados em seu banquinho, parecendo, em cada pedaço, a tão quente quanto desejável mulher com quem me casei.

"Uma bebida em primeiro lugar, eu acho,” eu sussurro. "Cabeça para trás,” eu digo e ela inclina a cabeça.  “Mais," eu a instruo. Ela faz. Tomo um gole de vinho e engulo. Em seguida, tomo outro gole. Meus lábios estão frios com o vinho. Eu toco meus lábios nos dela e despejo o vinho na boca da minha esposa. Ela engole. Seus lábios são suaves, e o toque é elétrico.

"Hmm," ela murmura apreciando.

"Você gosta do vinho?" Eu sussurro. Ela cora, seu rosto aquecido, e ela está ficando quente para mim, mesmo que eu não tenha tocado nela.

"Sim,” ela respira sua resposta.

"Mais?"

"Eu sempre quero mais, com você,” ela responde. É uma resposta bem-vinda me fazendo sorrir amplamente. Ela sorri de volta.

"Sra. Grey, você está flertando comigo?"

"Sim".

Eu quero que ela me queira. Queira-me tão fortemente, tão apaixonadamente como eu a quero. Eu alcanço o vinho e minha aliança de casamento ‘clink’ contra o vidro. Tomo outro gole de vinho, engulo, e outro para Ana. Eu puxo sua cabeça para trás, segurando-a com minha mão. Eu a beijo novamente, e entrego o vinho em sua boca. Ela engole e lambe seu lábio. Eu a beijo novamente.

"Com fome?"

"Eu pensei que nós já tínhamos estabelecido isso, Sr. Grey.”

Quando o microondas dá o sinal,  lembrando o cordeiro aquecido, eu libero Anastasia. Ela se senta na posição vertical. Abro a porta do microondas, e seguro o prato, queimando meu dedo.

"Merda!  Cristo!" Eu praguejo. Eu mal consigo largar o prato no balcão,
onde ele cai ruidosamente.

"Você está bem?"

"Sim,” eu exclamo para ela. Eu sacudo minha mão e sopro no meu dedo. Eu vou para junto de Anastasia.

"Eu só me queimei. Aqui," eu digo colocando meu dedo indicador em sua boca. “Talvez você possa sugá-lo melhor."

"Oh," ela diz e segura minha mão, puxando meu dedo lentamente na boca.

"Pronto, pronto,” diz ela em um tom suave, e se inclina para frente e sopra meu dedo agora molhado, resfriando-o. Em seguida, beija-o suavemente, duas vezes. Estou sem fôlego. Por que isso é tão fodidamente sexy? Ela pega meu dedo e reinsere na boca e chupa delicadamente, mas com certa ganância, como se estivesse chupando meu pau, e eu sinto o efeito disso em cada célula do meu corpo. Aspiro bruscamente. Seu rosto fica vermelho. Parece que ela está fazendo amor comigo, e é totalmente quente.

"O que você está pensando?" Murmuro, e puxo o dedo para fora de sua boca.

"Como você é mercurial."

Eu paro imediatamente. ”Cinquenta Tons, baby,” eu finalmente digo, e coloco um terno beijo no canto de sua boca.

"Meu Cinquenta Tons,” sussurra. Ela estende a mão e agarra a minha t-shirt, me puxando para ela. Eu não quero que ela me toque, caso contrário, os termos do jogo vão mudar, e eu não quero que isso aconteça.

"Oh não, isso não, Sra. Grey. Sem tocar... não ainda.”  Eu pego sua mão e  retiro-a  da  minha t-shirt, e beijo cada dedo.

"Sente-se,” eu ordeno. Ela faz beicinho.

"Eu vou espancar você se você fizer beicinho. Agora abra bem.”

Ela obedece imediatamente, e eu pego um pedaço de cordeiro e mergulho no molho tzatziki feito com iogurte grego, pepino picado, hortelã, e coloco-o na sua boca. Ela mastiga apreciativamente.

"Você gosta?"

"Sim,” ela responde. Eu dou uma mordida, e eu também gosto do sabor dele.

"Mais?" Eu pergunto, e ela concorda. Eu dou-lhe outra garfada, e ela mastiga esse pedaço também. Eu rasgo um pedaço de pão pita e mergulho-o no homus. Eu o ponho na sua boca.


"Abra,” eu comando, e ela obedece. Ela mastiga-o, saboreando.

"Mais?" Pergunto novamente. Ela acena com a cabeça concordando.

"Mais, de tudo, por favor. Eu estou morrendo de fome.” Isso é um som muito bem-vindo para os meus ouvidos. Eu sorrio tão amplo quanto possível. Eu lentamente a alimento com as folhas de uva recheadas, cordeiro assado, molho tzatziki, homus e pão, até que ela esteja completamente cheia. Quando ela finalmente balança a cabeça indicando que ela não pode comer mais nada, "Bom,” eu sussurro em seu ouvido. "Porque é hora do meu prato preferido. Você.” Eu colho minha esposa em meus braços, e ela grita de surpresa.

"Posso tirar a venda dos olhos?"

"Não."


"Sala de Jogos,” murmuro. Eu sei que ela pode protestar, mas uma coisa da qual ela nunca recua é um desafio. “Você está pronta para um desafio?" Pergunto sedutoramente.

"Manda,” ela murmura, sua voz cheia de desejo e excitação. Eu a levo em meus braços para o segundo andar.

"Eu acho que você perdeu peso,” murmuro desaprovando. Ela já está magra como está. Ela não precisa perder peso. Quando chego à porta da sala de jogos, eu a deslizo de meus braços, e coloco sobre seus pés. Meu braço ainda está envolto em torno de sua cintura. Eu destranco a porta. O odor da madeira polida e o cheiro cítrico nos cumprimentam. Eu desamarro a echarpe, e ela pisca para ajustar seu olhar. Suavemente, eu puxo o grampo fora de seu cabelo, e seus cachos caem livres sobre os ombros. Eu os agarro e puxo suavemente, fazendo-a dar um passo para trás de encontro a mim, de encontro a minha ereção.

"Eu tenho um plano,” eu sussurro em seu ouvido.

"Eu achei que você devia ter,” ela responde. Eu a beijo debaixo da orelha.

"Oh, Sra. Grey, tenho,” eu respondo em tom fascinante. Puxo a trança para o lado e ela é forçada a inclinar a cabeça. Eu trilho beijos para baixo em sua garganta.

"Primeiro temos que colocá-la nua,” eu sussurro em um zumbido baixo. Dirijo-me a minha mulher e faço ela me encarar. Seus olhos se arrastam para baixo para minha calça jeans, e para o botão de cima. Seu dedo indicador arranha em torno de minha cintura, sem tocar minha camiseta, e ela sente o cabelo marcando meu caminho feliz. Seu toque é tão fodidamente elétrico, que eu inalo bruscamente. Ela olha para mim e encontra o meu olhar. Seu dedo para no botão aberto. O meu olhar é cheio de necessidade carnal e desejo por ela.

"Você deveria ficar com ela,” ela sussurra.

"Eu pretendo, Anastasia".

Eu me movo muito rápido, eu a agarro com uma mão na parte de trás do pescoço dela, e a outra mão na bunda dela. Eu a puxo de encontro a mim, e a minha boca sela a dela, beijando-a com tudo o que tenho, de certa forma afirmando a vida. Todo o resto deixa de existir, exceto nós dois, neste beijo.

Eu a levo para trás enquanto minha língua invade sua boca, e começamos nosso tango erótico de línguas entrelaçadas.
Passion Del Tango

Eu a empurro todo o caminho até a cruz de madeira, e ela pára quando suas costas a tocam. Eu me inclino para ela, e cada parte rígida, e desejosa de meu corpo está pressionando nela com necessidade.

"Vamos nos livrar deste vestido,” eu sussurro, e o levanto por suas coxas, seus quadris, e sua barriga, deixando-o deslizar lentamente sobre seu peito.

"Incline-se para frente,” eu sussurro, e ela atende. Eu puxo o vestido por cima da sua cabeça, e lanço-o no chão. Ela está apenas em suas sandálias, calcinha e sutiã. Eu pego suas mãos e levanto-as acima de sua cabeça. Olhando para ela, eu pisco uma vez, e inclino minha cabeça, em silêncio, pedindo-lhe permissão. Ela está hipnotizada, fascinada. Ela finalmente engole, e acena com a cabeça com sua aprovação. Eu amo a visão extremamente sexy de minha esposa. Isso me faz sorrir. Eu prendo seus pulsos nas algemas de couro na barra  de cima. Tomando a echarpe, eu a mostro para ela para tornar a minha intenção clara.

"Eu acho que você já viu o suficiente,” murmuro. Eu a envolvo em seus olhos, vendando-a. Meu nariz toca o dela. Ela está  exatamente onde eu quero que ela esteja, sexy como o inferno.

"Eu vou deixar você louca,” eu sussurro. Minhas mãos agarram seus quadris, e eu movo a calcinha para baixo, descendo-a enquanto minhas mãos deslizam para baixo por suas pernas.

"Levante seus pés, um de cada vez," eu ordeno. Ela levanta. Eu removo a calcinha, em seguida, suas sandálias. Eu seguro seu tornozelo e puxo a perna levemente para a direita.



"Um passo,” eu digo, e prendo seu tornozelo direito, e faço o mesmo com a perna esquerda. Ela está espalhada, de braços e pernas abertas na cruz.

"Um pouco de música e brinquedos, eu acho. Você está linda assim, Sra. Grey. Eu posso ter um  momento para admirar a vista,” eu digo com uma voz suave. Anastasia, nesta pose é a mais bela vista em que eu já coloquei meus olhos. Finalmente eu caminho até a cômoda, e retiro os brinquedos que eu acho que irão levá-la completamente delirante para os extremos de seus sentidos. Então eu caminho para o aparelho de som e ponho "Variações Goldberg de Bach,” e coloco-o na repetição.

Variações Goldberg de Bach

Eu volto para Anastasia. Ela está mordendo o lábio novamente. Eu seguro seu queixo e puxo o lábio, liberando-o suavemente. Ela sorri um sorriso forçado.

Eu corro minha mão em seu queixo, ao longo de sua garganta, e para baixo para seu peito, sobre seus seios. Usando o polegar, eu puxo para baixo o sutiã, liberando seu seio das restrições. Oh Deus! Eu senti falta da visão deles e foi apenas um dia! O som que eu faço é baixo e apreciativo. Eu beijo seu pescoço, e lentamente meus lábios descem até seus seios, beijando e sugando todo o caminho. Meus dedos se movem para seu peito esquerdo, e libertam-no para fora da copa do sutiã também. O apoio debaixo empurra-o para cima, implorando por atenção. Meu polegar patina sobre o mamilo esquerdo, e minha boca agarra o direito, sugando avidamente. Minha língua e os lábios habilmente puxam e provocam o mamilo enquanto meu polegar  e dedo indicador fazem o mesmo com o seu esquerdo, alongando-o.

"Ah!" Ela geme. Eu lentamente e com cuidado aumento a intensidade das minhas ministrações sobre os mamilos. Ela puxa contra suas algemas, porque ela está construindo um orgasmo. Ela tenta se contorcer, mas não adianta. Seus movimentos são limitados por suas algemas.

"Christian,” ela pede.

"Eu sei,” murmuro com uma voz rouca. “Isto é o que você me faz sentir." No limite, impotente, sem um alívio. Fervendo, e queimando por dentro, sem nenhuma forma de deixá-lo sair.

"Por favor,” ela geme.

"Aargh..." Eu gemo em voz primitiva que eu mal posso reconhecer. Então eu me levanto. Seu peito está subindo e descendo em rápida sucessão, como se ela tivesse corrido uma maratona, contorcendo-se. Eu corro minhas mãos em suas laterais, fazendo uma pausa em seu quadril, e, em seguida, minha outra mão desce para a barriga.

"Vamos ver como você está indo,” eu sussurro em voz baixa. Eu toco seu sexo com minha mão suavemente, e meu polegar desliza suavemente sobre o clitóris dela; ela grita em resposta. Ela está pronta para estourar nas costuras. Eu lentamente e, cuidadosamente, insiro um dedo, e depois dois. Ela geme e empurra seus quadris para frente, ansiosa para começar a fricção, para receber alívio. Enquanto meus dedos circulam ao redor da parede frontal de sua vagina, eu me mexo e ligo o bastão. Ele faz um zumbido baixo.

 

 "O quê? ” Ela arqueja, incapaz de entender o que eu tenho na minha mão.

"Silêncio,” eu sussurro suavemente, e selo meus lábios nos dela. Ela me beija de volta avidamente, como se sua vida depende disso. Quando ela atinge o pico de seu desejo, eu quebro o beijo, trazendo o bastão mais perto.

"Isto é um bastão, baby. Ele vibra,” eu digo e o seguro contra seu peito. Ele tem uma ponta macia arredondada. Eu o passo sobre sua pele, entre os seios, sobre seu seio, sobre o mamilo, e eu sei que as sensações estão sobrecarregando-a.

"Ah,” ela geme. Meus dedos continuam movendo-se dentro dela, enquanto o bastão está se movendo através de sua pele. Ela inclina a cabeça para trás e geme alto quando ela chega perto de seu clímax. Eu imobilizo meus dedos dentro dela e retiro o bastão de sua pele para parar as sensações.

"Não! Christian,” ela implora, empurrando seus quadris para frente implorando por fricção.

"Quieta, baby,” eu sussurro. Eu me inclino para frente e a beijo apaixonadamente mais uma vez.

"Frustrante, não é?" murmuro, lembrando-a como ela me faz sentir.

"Christian, por favor,” ela pede novamente.

"Silêncio,” eu digo, e beijo-a mais uma vez. Quando seu corpo está livre para construir seu orgasmo, eu começo a me mover novamente, bastão, dedos, polegar sobre o clitóris, uma sobrecarga de sensações sem alívio à vista. Eu me mexo e me asseguro que ela sinta minha ereção. Tão perto, mas tão longe de fornecer-lhe qualquer alívio.

"Não,” ela choraminga.

Eu planto um beijo molhado em seu ombro e retiro o dedo dela, e movo o bastão para baixo indo entre seu estômago, barriga, seu sexo, e de encontro a  seu clitóris.

"Ah,” ela grita, e desta vez ela puxa com força contra suas algemas, assim como eu faço quando eu puxo minhas algemas invisíveis com que ela me prende.

"Christian,” ela grita.

"Frustrante, não é?" Eu murmuro contra sua garganta. ”Assim como você. Prometer uma coisa e depois...”

"Christian, por favor!” Ela implora novamente. Eu empurro o bastão contra ela uma e outra vez; fornecendo suficiente para construir, e paro apenas quando o que minhas ações prometem liberar está quase dentro de seu alcance. Assim como ela faz para mim.

"Cada vez que eu paro, sente-se mais intenso quando eu começo de novo. Certo?"

"Por favor,” ela choraminga finalmente. Desligo o bastão, e a beijo. Eu passo o meu nariz para baixo ao longo do dela. “Você é a mulher mais frustrante que eu já conheci."

"Christian, eu nunca prometi obedecer-lhe. Por favor, por favor...” ela profere.

Eu passo na frente dela, e agarrando suas nádegas, eu empurro meus quadris contra ela, e ela engasga. Eu esfrego minha virilha na dela, os botões da minha calça jeans pressionando nela, minha ereção está protestando, querendo sair. Com uma mão eu tiro sua venda e agarro seu queixo. Ela pestaneja para meus olhos.

"Você me deixa louco,” eu sussurro, flexionando os quadris contra ela de novo, e de novo, e de novo. Eu paro quando sua boca fica aberta à beira do orgasmo.

"Por favor,” ela sussurra neste momento. Eu olho para ela implacável.

Quando minha mão percorre seu corpo mais uma vez, ela começa a chorar copiosamente.

"Vermelho,” ela choraminga. “Vermelho. Vermelho,” enquanto as lágrimas correm pelo seu rosto em um fluxo constante. Eu congelo imediatamente.

"Não!" Eu arquejo, confuso. Oh Deus! O que eu fiz!  "Jesus Cristo, não!"

Eu me movo rapidamente e solto suas mãos. Eu a abraço pela cintura e  imediatamente me inclino para baixo para soltar seus tornozelos. Quando eu levanto os olhos, a vejo colocar seu rosto nas mãos e chorar copiosamente.

"Não, não, não! Ana, por favor. Não.”

Eu a levanto do chão, e a movo para a cama de dossel, sento-me e a embalo em meu colo. Ela continua a chorar desesperadamente, completamente devastada e desamparada.  Eu alcanço e arrasto o lençol de cetim da cama, atrás de mim e o envolvo em volta de seu corpo. Eu envolvo meus braços ao redor dela, abraçando-a perto do meu corpo, balançando-a suavemente para trás e para frente.

"Sinto muito. Sinto, sinto, sinto muito, baby,” eu sussurro, minha voz está completamente sentida. Eu beijo sua cabeça, e seu cabelo uma e outra vez. ”Ana, por favor, me perdoe."

Hard to Say I'm Sorry - Boyz II Men

Ela vira o rosto para o meu pescoço, e continua a chorar, sem palavras. Eu não sei o que fazer a não ser abraçá-la. Eu estraguei tudo de novo! Oh, baby, por favor, me perdoe. Eu a seguro em meus braços e a balanço para frente e para trás. Ela pega o canto do lençol de cetim vermelho e limpa o nariz.

"Por favor, desligue a música,” diz ela fungando.

"Sim, claro,” eu digo, e me mexo no meu lugar para tirar o controle remoto do meu bolso de trás. Eu pressiono o botão de desligar, e a música pára. O único som no quarto é a respiração trêmula de Anastasia.

"Melhor?” eu pergunto. Ela acena com a cabeça, e seus soluços lentamente se acalmam.

"Não é fã de Bach’s Goldberg Variations?"

"Não desta parte,” ela responde.

"Sinto muito, de novo,” eu digo me desculpando.

"Por que você fez isso? ” Ela pergunta, com a voz quase inaudível.

Eu balanço minha cabeça gravemente. ”Eu me perdi no momento,” eu respondo. Embora isso seja apenas parte da razão. Ela me faz me sentir impotente. Sempre que eu a puno por qualquer transgressão que ela fez, eu me sinto como merda, pior do que antes. Ela vira meu mundo de cabeça para baixo. Eu sou massa de modelar em suas mãos. Desamparado. Ela franze o cenho para mim sabendo que há mais. Negação de orgasmo é uma punição padrão em um relacionamento dom/sub, mas ela não é minha sub. Ela é minha esposa. Eu estraguei tudo de novo! Merda!

"Ana, a negação do orgasmo é uma ferramenta padrão em... Você nunca..." eu paro. Ela se desloca no meu colo, e eu estremeço. Ela cora. “Desculpe,” ela murmura percebendo.

Ela move suas mãos atrás das costas para ajustar o sutiã.

"Precisa de uma mão?" Pergunto hesitante. Ela balança sua cabeça. Eu sei que ela não quer que eu a toque intimamente. Eu me mexo um pouco para ser capaz de olhar para o rosto dela. Hesitante, eu levanto minha mão e acaricio seu rosto com os dedos suavemente. Ela se inclina para o meu toque, e quando ela fecha os olhos, vejo as lágrimas acumuladas novamente, e elas começam suavemente caindo em grandes contas. Eu não posso suportar. Eu machuquei minha esposa. Eu a fiz chorar, e é inteiramente minha culpa.

"Por favor, não chore,” eu sussurro. Meu coração está quebrando, eu estou com raiva de mim mesmo. Meus olhos estão desolados e refletem meu estado de espírito perturbado. Eu tenho a mim mesmo para lamentar agora. Eu não sei como lidar com os meus sentimentos, e eu feri a pessoa que eu mais amo. Ela toma uma respiração, tremendo, e eu continuo olhando para ela sem pestanejar; com medo de que se eu piscasse ela desapareceria, fugiria de mim. Estou horrorizado, inacreditavelmente assustado.

"Eu nunca o quê? ” Ela pergunta.

"Faz o que lhe é dito. Você mudou de idéia, você não me disse onde você estava. Ana, eu estava em Nova York, impotente e lívido. Se eu estivesse em Seattle eu a traria pra casa.”

"Então você está me punindo?"

Eu engulo, e fecho os olhos. Sim, isso é o que eu estava fazendo. Mas, claramente eu fodi tudo regiamente... de novo.

"Você tem que parar de fazer isso,” ela murmura. Minhas sobrancelhas sulcam. Eu não sei como pará-lo. Deus sabe que eu tentei durante todo o dia de hoje ficar longe dela apenas para evitar isso. Perder o controle traz de volta lembranças horríveis. Lembranças com que eu não posso lidar. Então pensei no que poderia ter acontecido com ela.

"Para começar, você só acaba se sentindo mais merda sobre si mesmo." Eu rosno em resposta.

"Isso é verdade,” murmuro. ”Eu não gosto de ver você assim." Na verdade, eu odeio vê-la assim.

"E eu não gosto de me sentir assim. Você disse no Fair Lady que você não tinha se casado com uma submissa.”

"Eu sei. Eu sei.” Minha voz é suave e completamente sofrida, refletindo o meu humor. Eu estraguei tudo.

"Bem, pare de me tratar como uma. Eu sinto muito que eu não o chamei. Eu não vou ser tão egoísta novamente. Eu sei que você se preocupa comigo.”

Eu olho para ela, examinando de perto sua expressão. Ela está apenas dizendo isso para me acalmar, ou ela vai me ouvir da próxima vez? Meus olhos estão vazios, mas ansiosos. ”Ok, bom," eu finalmente respondo. Eu me inclino. Eu quero beijá-la, mas eu sei que há alguns minutos atrás, ela não queria o meu toque íntimo. Eu me inclino para baixo. Eu quero beijá-la. Eu olho para ela para ver se ela me permite tocar seus lábios. Ela levanta o rosto para o meu, e eu a beijo, suavemente, carinhosamente, e ternamente.

"Seus lábios são sempre suaves quando você está chorando,” murmuro.

"Eu nunca prometi obedecer-lhe, Christian,” ela sussurra.

"Eu sei."

"Lide com isso, por favor. Para o bem de nós dois. E eu vou tentar ser mais atenciosa com as suas... tendências controladoras.”

Eu me sinto perdido. Preciso de controle. Mas eu preciso mais dela. Mais do que da minha próxima respiração. Eu estou perdido, sem leme, sem conseguir encontrar minha direção.

"Eu vou tentar,” murmuro. Eu realmente, verdadeiramente vou, mas me dê alguma coisa para lidar com Ana. Por favor, alguma coisa.

Ela suspira, e seu corpo inteiro estremece com ela. ”Por favor, faça. Além disso, se eu estivesse aqui...”

"Eu sei," eu digo estremecendo. Eu deito para trás, e coloco meu braço livre sobre meu rosto. Perdido em pensamentos. Perdido. Eu não me sentia assim há muito, muito tempo. Ela se enrola em torno de mim, e deita a cabeça no meu peito. Deitamos assim em silêncio, cada um perdido em nossos próprios pensamentos. Finalmente, quero fechar essa distância emocional entre nós, odiando isso. Odiando a briga que tivemos, odiando a raiva, odiando tudo o que o filho da puta do Hyde trouxe em nossas vidas nas últimas semanas. Eu levanto minha mão para  seu cabelo e puxo o prendedor fora dele. Lentamente eu o penteio com os dedos.

"O que quis dizer antes, quando você disse ou?” ela pergunta.

"Ou?"

"Algo sobre Jack."

"Você não desiste, não é?" Eu digo olhando para ela. Ela coloca seu queixo no meu esterno, relaxada sob as carícias do meu dedo sobre seu cabelo.

"Desistir? Nunca. Diga-me. Eu não gosto de ser mantida no escuro. Você parece ter uma idéia exagerada de que eu preciso de proteção. Você nem sabe como atirar, mas eu sei. Você acha que eu não posso lidar com tudo o que você não vai me dizer, Christian? Eu tive sua ex-sub perseguidora puxando uma arma para mim, sua ex-amante pedófila me assediando...” ela diz e eu fecho a cara. Elena não era minha amante!

"... E não olhe para mim assim,” ela dispara em mim, tomando o controle. ”Sua mãe sente o mesmo por ela,” acrescenta ela. Mas que inferno?

"Você falou com minha mãe sobre Elena?" Eu grito, quase berrando. Por que ela faria isso sem me perguntar? Estou chocado, e eu só posso ficar de boca aberta para ela.

"Sim, Grace e eu conversamos sobre ela." Eu não posso organizar uma frase coerente à luz desta informação.

"Ela está muito chateada com isso. Culpa a si mesma.”

"Eu não posso acreditar que você falou com minha mãe. Merda!" Murmuro e completamente mortificado, deito-me e coloco meu braço sobre o meu rosto.

"Eu não entrei em quaisquer detalhes.”

"Espero que não. Grace não precisa de todos os detalhes. Cristo, Ana. Meu pai também?" Eu pergunto. Isso é tudo que eu preciso. Minha vida sexual espalhada diante dos olhos de minha família para dissecar! O pior pesadelo de qualquer homem! Porra!

"Não!” Diz ela sacudindo a cabeça severamente. De qualquer maneira, você está tentando me distrair... novamente. Jack. O que tem ele? "

Eu levanto meu braço brevemente para longe dos meus olhos, e olho para ela. A dor me seca por dentro. Eu tenho que dizer a ela de que Jack é acusado, a raiz dos meus medos. Eu suspiro, finalmente, e coloco meus braços por cima do meu rosto.

"Hyde está implicado na sabotagem do Charlie Tango. Os investigadores encontraram uma impressão parcial... apenas parcial, de modo que não puderam fazer uma combinação. Mas, então, você reconheceu Hyde na sala do servidor. Ele tem acusações como menor em Detroit, e as impressões combinavam com as dele.”

Eu estou tremendo por dentro. As imagens... A van... o que ele planejava fazer com minha esposa. Teria me destruído completamente. Eu o teria matado. "Esta manhã, uma van de carga foi encontrada na garagem aqui. Hyde era o motorista. Ontem, ele fez entrega de alguma merda para esse novo cara que se mudou para cá. Aquele cara que encontramos no elevador.”

"Eu não me lembro do nome dele."

"Eu também não. Mas foi assim como Hyde conseguiu entrar no edifício legitimamente. Ele estava trabalhando para uma empresa de entrega...” eu paro. É difícil para mim,  continuar. O que ele pretendia fazer com ela era muito horrível. As palavras são como grandes pedregulhos bloqueando meu esôfago.

"E? O que há de tão importante sobre a van?"

Eu permaneço em silêncio. O colchão... os tranquilizantes... as ferramentas para dor. Eu não posso formular as palavras. Elas simplesmente não saem da minha boca.

"Christian, diga-me."

"Os policiais encontraram... coisas na van." Eu paro, e a aperto com força em meus braços. Como se Hyde fosse aparecer na porta e arrancá-la fora do meu alcance. Levá-la  para longe de mim. E a minha Ana terá ido. Ido para fora da minha vida! Medo rola pelas fibras do meu ser em grandes ondas. Eu permaneço em silêncio até eu encontrar a minha voz. Isso não acontece por vários minutos.

"Um colchão, o suficiente tranqüilizante de cavalos para derrubar uma dúzia de cavalos e uma nota." Minha voz é baixa, tão baixa que até eu tenho dificuldade em me ouvir. O medo abate seu peso feio em mim,  sufocante.

"Nota?” ela sussurra, com voz temerosa.

"Dirigida a mim."

"O que ele disse?"

Eu balanço minha cabeça. Eu não quero dizer a ela. Eu não quero falar sobre isso.

"Hyde veio aqui ontem à noite com a intenção de seqüestrar você." Eu congelo no meu lugar. Toda a tensão que meu corpo está sentindo está focada no meu rosto. Ela estremece nos meus braços.

"Merda,” ela murmura.

"Bastante."

"Eu não entendo por que. Isto não faz sentido para mim.”

"Eu sei. A polícia está cavando ainda mais, assim como Welch. Mas achamos que Detroit é a conexão.”

"Detroit?” ela pergunta confusa.

"Yeah. Há algo lá.”

"Eu ainda não entendo."

Eu levanto meu rosto e olho para ela com uma expressão de dor.

"Ana, eu nasci em Detroit."



27 comments:

Andrea Leoncio said...

Oba!!! capitulo novo!!! Isso fez o dia muito melhor!

eu sei que sou insaciavel, mas e por um bom motivo, nunca para pressionar ou cobrar vcs, fico feliz com o que puderem dar!
Que vcs sejam muito felizes em tudo o que se propuserem a realizar e que Deus abençoe vcs e suas familias.

Andrea -Sorocaba -SP

Anonymous said...

Mais...mais...mais!!!sempre quero mais!!! Chris finalmente começando a se abrir com Ana, ta ficando cada vez melhor!!!
Adoro vcs Emine e Neusa!!
Bjs Lala

Anonymous said...

Quando eu li esse capítulo no original, eu fiquei com raiva de Christian por ter punido a Ana. Cheguei a imaginar ela indo embora, e pedindo o divórcio. Seria triste para ele, mas eu fiquei com extremo ódio dele. Ele prometeu que não a machucaria!
Parabéns, Emine e Neusa por fazerem dessa manhã a melhor. Ansiosa pelo capítulo de Aspen e a briga entre Christian e o Loiro na boate.
Parabéns, Emine e Neusa, por fazerem do meu dia um ótimo dia.
Beijos
Sam.

Leda Carneiro said...

Nem acreditei quando vi que tinham postado outro capítulo. A Ana as vezes me irrita da maneira que ela age, o Christian tem razão, devia ter mais consideração e noção do perigo.

Neusa Reis said...

Oi meninas, um cafezinho novo para o fim de semana.
Falando sobre os comentários do cap. XVIII.
Olidelgi, sempre presente comentando, tô babando também pelos dois; Joenes, por nada, o mérito é todo da Emine; Luana, não por isso; Fer, o que conquista no Alex é a porção anjo e é uma fofura o Christian nervoso; Aline, tem razão, conhecemos muito melhor; Lala, a Emine tornou nossa vida melhor; Rosangela, estou com a boca cheia d'água; Pao, verdad, nuestros dos hombres nuevamente juntos y que regalo de bodas; Natii, é um prazer; Mari Lins, pelo que sei ela está terminando o livro, mas eu irei até o cap. VIII, que é o que temos. Pelo que parece, a Ana também está amadurecendo junto com ele; Tati, eu já estou apaixonada pelos dois; Aline, volte sempre; Rozeli, o Christian está 'amolecendo' com o tempo. Talvez por isso aceitou a Olívia de volta, que ele havia pedido que fosse para novo treinamento.Concordo com você, a melhor proteção é saber tudo, mas ele acha que ele é responsável por mantê-la segura e feliz. Adoro esse cafezinho também; Rosangela, que gentil em voltar, mas o bolo acabou; Daniela, obrigada de novo. Eu moro no Paraná, com muitas idas durante o ano ao RJ. Fique com Deus também; Leda, estarei em casa semana que vem. Avise se for por lá; Adriana, mais capítulos logo, logo; Nilvânia, obrigada, estar aqui com pessoas que gostam do que eu gosto, os Cinquenta Tons, só me dá alegria. E no próximo falamos sobre o cap de hoje que mostra um Sr. Grey que eu queria que desaparecesse de vez. Mas que o Amor pela Ana está fazendo desaparecer... E como sempre o nosso agradeecimento permanente a Emine que tornou tudo isso possível e que só melhora a cada capítulo. Bjs meninas, obrigada a todas e até breve, espero.

Natii said...

Meninasss, como sempre hiper, super fantastico e maravilhoso esse caqpitulo, cada dia mais ansiosa pelos proximo, que serão de tirar o folego e vcs como sempre fizeram minha tarde mais que feliz...

Brigaduuu suas lindasss

beijos da Natii

Natii said...

Meninasss, como sempre hiper, super fantastico e maravilhoso esse caqpitulo, cada dia mais ansiosa pelos proximo, que serão de tirar o folego e vcs como sempre fizeram minha tarde mais que feliz...

Brigaduuu suas lindasss

beijos da Natii

Fer G. said...

Neusa ,minha amiga,nada como um sábado lendo Christian.Estou amando ele se abrindo com a Ana.Imagino ele naquela calça jeans..AFF!! Obrigada pela sua linda tradução,pela sua dedicação.Me sinto sua amiga de infância kkk.Obrigada Emine por nos proporcionar tudo isso.beijoss

Anonymous said...

estou lendo a versão grey estou adorando, parabéns pela iniciativa.
ivone

Joenes Carvalho Alves Xavier said...

Neusa obrigada amiga, como sempre acontece quando você posta novo capítulo meu dia fica melhor, não sei como você consegue mais se supera cada vez , cafezinho gostoso de fim de tarde, já sabe né amiga ansiosa pelo próximo rsrsrs, bjssssss

Pao said...

Gracias, gracias y mil gracias capítulo nuevo para leer. Quiero mucho más por supuesto siempre estoy ansiosa por más capítulos. Por cierto que pasa con los capítulo de Alex también quiero la continuación de la historia. Gracias por su dedicación y trabajo.

Aline Caroline said...

Neuza obrigada por alegar nosso dias, sempre tão bom vir aqui e ter "mais" para ler *--*
Está perto, dos acontecimentos com Ray e dele descobrir que será pai, morro de curiosidade para saber o que se passava naquela cabecinha naquele momento rs
Realmente o amor supera tudo, e como observamos Ana amoleceu o coração do poderoso & dominador C.G
E cm sempre parabenizo Emine, sem palavras para descrever, sempre vai além das nossas expectativas!! Neuza também sou do Paraná só por curiosidade rs
Eu sempre volto, obg *--*

Sobre esse capitulo, os nervos estavam a flor da pele mas ele admitiu que estava errado por mante-la no escuro, como Ana o faz se sentir culpado por puni-lá também não acho certo, mas como diz Dr. Flin ele deve ouvi-lá para saber o que tem a dizer e ver seu ponto de vista, mais foi bom ver como seu amor por ela é maior que todo desejo de dominar.. "Mais um ponto muito bem feito Sra. Grey" rs rs ;)

Liliana said...

passei só por passar e achei um capitulo novo!! Eba!!!!! dizer que amei é pouco.... Sr. Grey como sempre um deus do sexo, até punindo a Ana. bjus e boa semana. esperando anciosa pelo proximo capitulo, Neusa, Emine vcs são mais que Demais.. Bjus

Anonymous said...

AI NEUSA JÁ SOU SUA FÃ 1,OBRIGADA POR PROPORCIONAR ESSA ALEGRIA COM OS NOVOS CAP,ESTOU MUITO ANSIOSA PELOS PRÓXIMOS,PRINCIPALMENTE QUANDO ELE DESCOBRIR Q VAI SER PAI,AI NÃO DEMORA POSTAR NÃO PELO AMOR DE DEEEEUS.BJIM HELIANE

Mari Lins said...

Hummm, em ebulições aqui. Quando li esta parte na história da E L James, fiquei com raiva (se for possível) do CG, mas agora com a versão da Emine este sentimento foi transferido para Anastácia, pela sua falta de consciência do perigo. E esse quarto de jogos, heim? Quantas emoções acontecem por ali. Emine sempre preenchendo lacunas que ficaram na história original e Neusa nos presenteando com suas traduções. Adorei o último cafezinho.

Tati said...

Aiai!!!com esse frio que ta fazendo em sp só o Christian pra me esquentar aqui!!! kkkkkk!!! mas tb fiquei com raiva do que ele fez com a Ana!!!como sempre tudo maravilhoso!!! bjs Emine e Neusa

Olidelgi said...

Olá Neusa,
Pois é estou sempre por aqui, como já disse sou fã assumida da Emine, prefiro sua versão à original, acho muito mais emocionante, mais interessante, mais picante, enfim mais tudo.
Estou longe de casa, em Salvador, neste momento sendo acompanhante de minha sogra no hospital, ela pssará por uma cirurgia muito séria do coração. E, como hj sou sua acompanhante e estava vasculhando a net, e resolvi vir ao blog para ver se tinha algo novo e que bom que tinha novo capítulo para entreter-me. Este blog é um consolo em todos os momentos.
Amo CG e sua Ana, esse amor é muito inebriante, ele sendo capaz de qualquer coisa por sua amada, deixa-nos extasiada e ansiosas por homem desses, uau.
Sempre agradeço a vc, Neusa, e Emine por esta maravilha de história.
Bjs,
Olidelgi

Anonymous said...

Ai, adoro os nossos cafezinhos!! Qd vier ao Rio Neuza me avise e faremos um bate-papo com cafezinho ao vivo sobre o nosso Chris!!! E Olidelgi que tudo ocorra bem com sua sogra!!
Bjs a todas Lala

Rozeli said...

Meu Deus, isso não é "castigo" é "tortura". Mas Ana conseguiu dizer à Christhian o que eu argumentei no comentário do capítulo anterior, sem dizer à ela tudo, ele permite que ela faça coisas que para ele são inconsequentes. Bom nada que uma boa conversa não possa resolver, afinal os dois estão aprendendo e crescendo juntos...
Espero ansiosa a visita da Leila na SIP.
Obrigada Neusa por traduzir e comentar todas as nossas falas do capítulo anterior.
Obrigada Emine, por essa linda história na visão Christian Grey. Tenho sentido sua falta aqui nos comentários.

Ah Neusa, gostei de saber de onde algumas de nós somos, então ai vai:
Rozeli - Campinas - SP

Rosangela Maria Cabral Corvalan said...

Oi Neusa nosso cafezinho está ótimo hoje com nega maluca recheado de brigadeiro, rsrsrs....tive um final de semana ocupado e só vi o capítulo novo hoje!!! Pra variar só um pouquinho está divino!!
Também não gosto muito desse lado do Sr. Grey, mas vamos combinar...a Ana as vezes me tira do sério também!!! Bom mesmo é ver o amor deles crescendo cada vez mais.

Emine obrigada pelo capítulo e Neusa obrigada pela tradução.

Nos vemos semana que vem, esperando que não esteja tão frio assim e que seja uma semana maravilhosa para todas.
Beijos beijos e mais beijos
Rosângela

нσυѕє мυѕι¢ said...

Genteee!!!
Que capítulo, que história e que livro. Apaixonada cada vez mais pela história e pelos novos capítulos...
Comecei seguir o blog a pouco mais estou amando!!!
Parabéns pelo trabalho!!!

Beijos!!!

Glenda Castro said...

Capítulo maravilhoso,sofrendo a punição junto com a Ana,Oh,Fitty!

Glenda Castro said...

Ansiosa pelas próximas emoções junto a esse casal maravilhoso.Parabéns Neuza!

Viviane Oliveira said...

Olá Neusa. Sou nova aqui nos comentários, mas não menos fã do que vcs. Tbém sou mais uma apaixonada pela trilogia 50 Tons, acho que essa série de alguma forma mexeu e/ ou mudou um pouquinho de nós mulheres. Confesso tbém que baixei uma versão em pdf da internet para ser mais prático, mas a tradução é péssima e cheia de erros, dito isso, QUERO ELOGIAR o brilhante trabalho que vc faz Neusa. Louvado seja o dia em que vc aceitou esse desafio. PARABÉNS!
Parabéns tbém a Emine que nos presenteou com a mente do Christian, ela é brilhante. Estou sempre aqui e leio tbém todos os comentários das meninas, adoro 'too'. Bjos para todas em especial para vc NEusa e a Emine.
Ps* Neusa desculpe não saber mas a série PELLA tem aluma coisa a ver com o amigo investigador do Christian? Confesso que fiquei na dúvida lendo alguns comentários. Bj

Viviane Oliveira said...

Olá Neusa. Sou nova aqui nos comentários, mas não menos fã do que vcs. Tbém sou mais uma apaixonada pela trilogia 50 Tons, acho que essa série de alguma forma mexeu e/ ou mudou um pouquinho de nós mulheres. Confesso tbém que baixei uma versão em pdf da internet para ser mais prático, mas a tradução é péssima e cheia de erros, dito isso, QUERO ELOGIAR o brilhante trabalho que vc faz Neusa. Louvado seja o dia em que vc aceitou esse desafio. PARABÉNS!
Parabéns tbém a Emine que nos presenteou com a mente do Christian, ela é brilhante. Estou sempre aqui e leio tbém todos os comentários das meninas, adoro 'too'. Bjos para todas em especial para vc NEusa e a Emine.
Ps* Neusa desculpe não saber mas a série PELLA tem aluma coisa a ver com o amigo investigador do Christian? Confesso que fiquei na dúvida lendo alguns comentários. Bj

Daniela Martins said...

Boa noite, meninas!
Quando li a versao original dos livros ficava imaginando como Christian descobriu sobre a invasao do apartamento e como ele agiu falando com os investigadores sem perder por completo as estribeiras!
Na maioria das vezes estou do lado da Ana, tentando manter a sua liberdade, de poder fazer o que quiser sem ter que dar explicaçoes quando mudasse de ideia, mas vendo realmente o que aconteceu e as impkicaçoes disto, realmente dei razao ao Grey!
Meninas, vamos manter nosso cafezinho!
Obrigada, Emine!
Bjkas
Dani
;-)

Priscila Pessotto said...

Olá girls!
Você que está começando a ler o blog agora ou que já é leitora, agora a Série Pella disponível aqui no blog foi publicada em livro – ECOS NA ETERNIDADE- e em português.
A Emine Fougner colocou a versão em português do Ecos na Eternidade na Amazon, apenas esta semana, por apenas R$ 3,94. Corram para aproveitar o preço porque na próxima semana voltará ao preço normal.
É só acessar a pagina da amazon: www.amazon.com.br.
Vamos aproveitar!
Beijos,
Pry