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Monday, July 8, 2013

Livro III - Capítulo XI - Christian Grey e Anastasia Steele - Lua de Mel em Paris


Há apenas dois lugares no mundo onde se pode viver feliz: em casa e em Paris.
Hemingway

CAPÍTULO  XI
Tradução: Neusa Reis

«Bienvenue à l'Hôtel de Crillon, Monsieur et Madame Grey. And may I extend my congratulations to you both. Welcome to Hotel de Crillon, sir, madam,»  nosso concierge nos cumprimenta em francês e em Inglês.


"Merci beaucoup,” eu respondo.

"Obrigada,” responde Ana, e o concierge de meia-idade, um pouco careca, sorri para nós dois profissionalmente.

"Meu nome é Durrant Rodell. Qualquer um de nós no balcão do  concierge estaria mais do que feliz em ajudá-lo a obter suas solicitações. Um simples telefonema é suficiente para ter um de nós aconselhando-o e fazendo todos os tipos de reservas para vocês. Teatros, concertos, museus, transporte, um intérprete de francês, caso deseje um, um guia, um motorista, um cabeleireiro, um personal trainer, qualquer coisa que você quiser. Como concierges do Hotel de Crillon, nós faremos o nosso máximo para trazer-lhe o melhor que Paris tem para oferecer, Monsieur e Madame Grey.



Esta é a nossa gerente do hotel na chefia, Mademoiselle Elisabeth Dubois. Ela vai levá-los para a sua suite,” diz ele, indicando uma jovem mulher em terno de trabalho crocante. Ela pisca um par de vezes, e, em seguida, estende sua mão em saudação.

"Prazer em conhecê-los, Monsieur e Madame Grey," ela diz, e Anastasia estreita os olhos. Pelos movimentos do seu queixo, eu posso agradavelmente ver que ela está rangendo os dentes. Ela estende a mão para a gerente do hotel em primeiro lugar.

"Eu sou a Sra. Ana Grey,” diz ela, em seguida, apontando para mim, ela indica,” e este é o meu marido, o Sr. Grey," ela diz.

"É um prazer conhecê-los a ambos," Mademoiselle Dubois responde, e leva-nos para a nossa suíte. Os saltos altos da gerente e de Anastasia ecoam nos pisos xadrez de mármore italiano.
  


"Monsieur e Madame Grey, bem-vindos a Bernstein Suite,” diz ela abrindo a porta, deixando-nos entrar.



"Esta suíte recebeu o nome do famoso compositor que gostava de ficar aqui. Como você pode ver os terraços sublimes oferecem uma vista espetacular de Paris e da Torre Eiffel. Espero que vocês tenham uma estadia agradável no Hôtel de Crillon. Se há alguma coisa que podemos fazer por você, por favor, deixe-nos saber,” ela diz e sai do local, após seu olhar grudar em mim alguns segundos a mais, fazendo minha esposa sacudir a cabeça.

Anastasia fica no meio do espaço vital e olha ao redor da sala, curiosa. As paredes são revestidas com painéis de mogno ornamentado e tem pinturas clássicas mostrando a nobreza francesa. A decoração é em cores suaves de vermelho e ouro, e a mesa de mármore grande está ocupando o meio da sala. Há rosas frescas cor de rosa pálido,  estrategicamente colocadas ao redor da sala.

"Há um piano,” diz ela apontando para o piano de madeira combinando perfeitamente com a sensação refinada, elegante e romântica da suíte. "Aí está, Sra. Grey," eu respondo com olhos escuros. "Eu me pergunto como será o quarto. Venha,” eu digo pegando a mão dela.



O quarto é muito grande, cerca de 40 metros quadrados. Mas, novamente, todo o conjunto tem mais de 240 metros quadrados, pelo que o folheto nos dizia. Decoração em vermelho e dourado continua para o quarto. A decoração é uma mistura dos clássicos dos séculos XVII e XVIII franceses. O sol está se pondo  fora, e as luzes da cidade de noite, estão lentamente se infiltrando pela porta do terraço. Os olhos de Anastasia se abrem quando ela vê o terraço. Ela rapidamente se encaminha para as portas duplas francesas e abre-as. A cidade está brilhante de luz. A Torre Eiffel está iluminada e brilhante em toda sua glória. A forma como a torre é calorosamente iluminada, e o metal escuro contra o negro da noite a torna inegavelmente uma visão graciosa. Milhares de luzes brancas brilhantes estão faiscando por toda a torre, criando um cenário mágico, enfeitando a cidade do amor e luz com sua majestade.


"Este hotel... É como um castelo, Christian,” ela sussurra em voz baixa. Eu olho para minha esposa sem pestanejar.

"Você gostou?"

"Sim, eu adoro isso! É lindo! Existe um motivo especial pelo qual você escolheu este hotel?” ela pergunta, depois de ver o brilho nos meus olhos.

"Na verdade, sim. O hotel foi construído pelo rei Louis XV em 1758, como um palácio, e, claro, ele é construído na grandiosidade da arquitetura do século XVIII. Eu acho que um duque viveu aqui. Em seguida, outros nobres residiram no palácio até a Revolução Francesa. Ele foi apreendido neste momento. Na verdade, o tratado franco-americano foi assinado aqui em 1778, o qual  reconheceu o Ato da Independência dos Estados Unidos."

"Então, você o escolheu pela sua importância histórica?” ela me pergunta com os olhos zombadores.

"Sim e não. Este hotel resistiu a um período de grande confusão em sua longa história. E olha que grande ela o fez no final!" Eu digo num gesto largo. "Eu quero esta resistência para nós. Não importa o que vivamos, não importa quais as dificuldades que enfrentemos na vida, eu quero que nós cheguemos ao topo, e melhor do que nunca,” eu sussurro. Seus lábios se curvam em meio sorriso, meio tristeza.

"Você diz as coisas mais românticas, e tira meu fôlego, Christian,” ela sussurra. "E eu amo você por isso. E eu amo você por ser você, e eu amo você por me amar!” Diz ela com seus olhos marejados, e ela me alcança, serpenteando os braços em volta do meu pescoço.

"Para você, Anastasia, sempre corações e flores,” eu respondo. Ela engole em seco.

"Beije-me,” ela sussurra enquanto seus lábios encontram os meus. Ela não tem que dizer isso duas vezes. Nossos lábios moldam um no outro enquanto estamos consumidos com paixão, na cidade do amor e luzes. Suas mãos viajam no meu cabelo e os dedos emaranham e puxam meu cabelo, fundindo-nos ainda mais. Sua língua parte meus lábios, e força seu caminho em minha boca, me fazendo suspirar por mais dela. Eu chupo sua língua, a acaricio com a minha, em um tango de amantes na minha boca e, finalmente, empurro minha língua em sua boca. Ela geme e engata sua perna direita em volta da minha cintura tentando me montar.

La Vie En Rose - Louis Armstrong

"Whoa! Ana, mais devagar! Você vai me emascular, baby,” eu gemo em sua boca.

"Por favor,” ela pede.

"Nós temos uma reserva para jantar, em breve."

"Por favor... Eu não ligo para o jantar, estou na cidade dos amantes!” Ela insiste implorando na minha boca.

"Você quer que eu a tome, aqui? No terraço?" Pergunto incrédulo.

"Por favor. Não me faça implorar, Christian! Porque eu vou... Você me trouxe para o lugar mais romântico do mundo. Eu quero fazer amor com meu marido!” Diz ela beliscando meu lábio inferior e sugando-o para aliviar a leve picada. Minha respiração vem sibilante através dos meus dentes.

"Fodam-se os planos para o jantar! O que você quer, Anastasia? " Pergunto com meus olhos escuros.

"Eu quero você de qualquer maneira que eu possa ter...” diz ela dando-me de volta as minhas próprias palavras.

"Ter a mim, você terá então, baby,”  eu respondo.  "Vamos utilizar este banco,” eu digo apontando para o banco com almofadas coloridas creme. O sol se pôs completamente, e as luzes da cidade estão brilhando na distância. O terraço está em relativa escuridão.
  


"Venha,” eu digo com meu olhar escurecendo. Sento-me no banco, e puxo-a para o meu colo como se ela estivesse montando. Minha mão direita viaja para cima em sua perna e minha mão cobre seu sexo sobre a calcinha de renda. Ela move seus quadris, empurrando seu sexo em minha mão, e arqueia as costas. Minha ereção está lutando contra minhas calças, e ela está tentando esfregar-se sobre meu pau crescendo, para obter algum atrito. Eu insiro meu dedo na renda da calcinha e rasgo-a, liberando seu sexo em meus dedos à espera. Ela está deliciosamente molhada. Sua saia é empurrada para trás até as coxas e vê-la assim, no meu colo, é inebriante. Minha mão esquerda se move sob a blusa. Eu lentamente empurro-a para cima, e a retiro. Seus longos cabelos caem em ondas nas costas quase nuas. Ela arqueia as costas e empurra o peito mais perto do meu rosto, me fazendo sorrir. Meus dedos mergulham em seu sutiã, puxando-o para baixo, liberando seu peito. Eu repito o processo com o outro peito, e os mamilos endurecem com a leve brisa da noite.

Anastasia se arrepia no meu colo. Meus dedos patinam sobre seu peito, atormentando-a. Um arrepio corre através dela de novo e ela gira os quadris em meu colo, pedindo por algum atrito. Com minha mão esquerda eu cubro seu seio, e brinco com ele, enquanto eu capturo o outro com a minha boca. Enquanto eu circulo meu polegar sobre o mamilo, meu dedo direito espelha esta ação sobre o clitóris dela. Eu continuo a provocar o outro mamilo com a língua, chupando levemente e beliscando. Ela geme. Eu rolo e amasso o mamilo entre o polegar e o dedo indicador e puxo o outro entre os meus lábios. Meus olhos estão fixos em seu rosto. Ela inclina a cabeça, os olhos fechados, tentando absorver toda a sensação.

Eu tapo o mamilo com a língua, e deixando-o momentaneamente de lado, eu sussurro-lhe: "olhos abertos, baby. Eu quero ver você se desfazer..." murmuro com uma voz rouca.

"Marido! Leve-me, por favor,” ela implora.

"Tudo a seu tempo, baby. Primeiro quero você toda bem e suave, e pronta para me levar por todo o caminho dentro,” eu respondo. Meus lábios viajam para a base de seu peito mordendo e chupando, fazendo paradas estratégicas. Eu capturo o outro mamilo, enquanto eu aperto seu traseiro delicioso com minha outra mão, eu faço macios, deliciosos círculos sobre ele. Seu mamilo direito está agora entre os meus lábios, eu levemente belisco-o, e só então, levantando sua saia, eu pouso uma palmada na bunda dela, fazendo-a arquear as costas mesmo, em uma curva requintada e atirar o mamilo mais em minha boca e mergulho meu dedo no seu sexo, ao mesmo tempo.

"Christian! Eu preciso de você agora,” ela pede mais. Eu desabotoo minhas calças rapidamente e minha ereção salta livre. Eu levanto suas nádegas do meu colo e, lentamente, coloco-a sobre meu pênis dolorido e, lentamente, enterro-o todo o caminho em seu sexo ganancioso. Meu pau a preenche e  estende-a ao máximo. Ela se senta em mim, bolas profundas, e sem movê-la para cima, eu giro meu quadril, enquanto eu a mantenho imóvel, então eu lentamente a levanto. Quando ela desce no meu pau mais avidamente, eu a empurro para cima e a empalo profundo. Ela me encontra impulso por impulso.

"Ahhh!" Ela geme. Em seguida, os lábios encontram os meus. Eu puxo e provoco seus mamilos com uma mão, enquanto eu guio suas nádegas com a outra, e os nossos lábios estão bloqueados, fazendo amor, apaixonados.

"Chupe-me!" Ela geme em minha boca. Ela está se tornando uma Madame bastante exigente, ultimamente! Eu sorrio de sua  fome de mim. Ela monta alto no meu pau, inclina a cabeça para trás enquanto meus lábios deslizam para baixo no queixo e pescoço, em seguida, para baixo para seu peito, chupando com força, e eu puxo o outro mamilo entre o polegar e o dedo, alongando-o. Ela gira os seus quadris, acelera seus movimentos e seu sexo começa a se contrair, apertando deliciosamente dentro, tentando puxar meu pau mais fundo, ordenhando tudo o que tenho, acariciando e provocando. Quando eu dou um puxão profundo em seu mamilo direito, seu sexo aperta meu pau duro, acariciando-o, e ela goza em voz alta, em ondas. Quando ela empurra o mamilo mais na minha boca, o braço esquerdo se inclina para trás, segurando minha perna apertado, me montando como um cavalo, e é a minha perdição vê-la se desmanchar na minha boca, e montar o meu pau duro com seu sexo. Eu gozo em jorros espessos dentro dela. Enquanto eu empurro nela mais duas vezes, ela finalmente cai em cima de mim, com os braços em volta do meu pescoço e eu carinhosamente a beijo.

Quando eu a movo fora do meu pênis, sêmen desce por sua perna, e ela morde o lábio. Um rubor corre em suas bochechas. Marcá-la daquele jeito e ela morder o lábio é uma combinação muito inebriante para mim. Eu arranco-a do chão, segurando-a em meus braços, sem sequer me preocupar em fechar o ziper e a levo para banheiro.

"Hora do banho,” eu digo. E desta vez, quero aproveitar minha esposa na banheira.


****  *****

Minhas mãos procuram por ela na cama. Quando minha mão chega ao fundo que ela havia criado no travesseiro, eu sinto o frio lá, e sua ausência me acorda imediatamente. Só me sinto seguro quando ela está na cama comigo, só me sinto confortável quando meus braços e pernas estão enrolados em volta dela ao acordar. Ela é a minha zona de conforto; o meu lugar seguro, e a principal fonte de minha ansiedade. Eu rapidamente encontro um robe, e coloco-o e saio para procurá-la. Ela não está na sala de estar ou sala de jantar.
  


Será que ela saiu sem me dizer? A ansiedade aumenta em mim, mas eu decido verificar o terraço e é aí que eu a encontro. Envolta em um roupão de banho, encarapitada em uma cadeira da varanda, olhando para a cidade do amor.


Ela está olhando para a distância, perdida na vista e sons da cidade; ela nem percebe quando eu fico de pé, bem atrás dela.

"Oi,” sussurro lentamente, para não assustá-la. Ela se vira e me olha com seus grandes olhos azuis.

"Hi! Christian,” diz ela virando a cabeça para me sorrir, mas o sorriso não alcança seus olhos. Ela está preocupada com alguma coisa?

"O que você está fazendo aqui fora?" Eu pergunto, sem pestanejar. Mas ela me responde com uma pergunta.

"Você sabe quais são os meus dez filmes favoritos?” ela pergunta ainda olhando para frente. Eu balanço minha cabeça, sem afastar o meu olhar, e respondo um suave: "Não."

"Um deles é 'Sabrina'. Não o mais recente, mas aquele com Audrey Hepburn e Humphrey Bogart. Você já o viu?” Ela pergunta com uma voz distante.

"Eu não acredito que vi. É sobre o que?" Pergunto tentando esconder minha ansiedade aumentando.

"Há uma garota chamada Sabrina Fairchild que mora em cima da garage da propriedade palaciana dos Larrabee, em Long Island. Ela tem uma queda por David, que é o jovem herdeiro Larrabee, e um playboy. Ela cresce assistindo suas festas suntuosas e bailes que a família faz, de cima de uma árvore próxima. Seu pai é britânico e é o motorista da família. Quando ele descobre sua paixão por David, ele desaprova, porque eles não são do mesmo ‘material’, e a envia para Paris para que ela possa aprender a cozinhar, como sua mãe, que morreu há muito tempo. Ela vai para Paris por um par de anos. Ela não aprende a cozinhar, mas ela aprende elegância, sofisticação e charme, que resulta ser a sua coisa. Ela volta para casa com um corte de cabelo chique, um elegante traje fazendo-a parecer muito crescida, e um poodle francês. Ela parece muito deslumbrante e David é arrebatado por ela.



Seu pai diz a Sabrina...” ela diz e faz uma pausa, com os olhos fixos na Torre Eiffel, “ ‘ele ainda é David Larrabee, e você ainda é a filha do motorista. E você ainda está querendo alcançar a Lua.’ Ao que ela responde: ‘não, pai. A Lua está me alcançando’. Mas sua família está desesperada com esta atração, porque eles querem que ele se case com uma bela menina rica, para a riqueza das famílias se fundirem. David tem um irmão mais velho Linus - um graduado de Yale,” diz ela olhando para mim, “que também percebe a criatura radiante que Sabrina se tornou Mas, claro, Linus e seu pai linha-dura, farão de tudo para acabar com o romance e Linus decide tirar Sabrina fora do caminho, para que seu irmão possa se casar com a menina rica ".

"Que burro!” Eu respondo. Ela sorri um pouco, e continua com a história.

"Linus monopoliza Sabrina por toda parte. Ele torna-se, essencialmente, acompanhante de Sabrina e seus sentimentos começam a mudar tudo ao redor. No momento em que Linus começa a perceber que ele está apaixonado por Sabrina, seu sucesso parece vazio, assim como sua vida, como resultado. Você conhece o velho ditado, o amor conquista tudo. Linus a envia para Paris, e ele deveria também ir, mas é claro que ele não o faz. Seu objetivo inicial era apenas se livrar dela, e então ele muda de opinião... ele a segue, ele vai atrás dela. E o resto é história. Paris é a salvação deles,” diz ela e encolhe os ombros.

"Ana, o que fez você pensar neste filme?" Pergunto cautelosamente.

"Você não pode ver?” Ela pergunta.

"Não, eu não posso. O que é que eu deveria estar vendo?"

"Eu sou Sabrina de certa maneira. Você me trouxe a esta bela cidade, para esta opulência,” diz ela apontando ao redor. "Eu poderia muito bem ser a filha de seu chofer. Eu não tenho nada, e  você  ainda ... você ainda me quis. Você me ama... E eu estou completamente, totalmente e irremediavelmente apaixonada por você, Christian Grey! Eu não sei o que eu faria se você não me quisesse. Se você não me amasse ou deixasse de me amar, eu simplesmente morreria,” diz ela, com os olhos se enevoando e levantando os olhos para mim.

"Baby! Por que..." eu digo, mas não tenho a chance de terminar minha frase. Anastasia lança-se para mim, e nossos lábios se encontram. Quando paramos de nos beijar, estamos ambos sem fôlego.

"Nada mais desse ‘Eu posso não querer você' absurdo! Não há ninguém mais além de você que eu, jamais, jamais, poderia querer! Você é a pessoa certa para mim, Ana. Você não vê isso, baby? Esta é a nossa lua de mel. O que causou isso?" Eu pergunto.

"Só a extravagância esmagadora, meu inacreditavelmente bonito, amoroso marido... Eu me senti indigna de você de repente. Ainda é como um sonho para mim. Estou com tanto medo que eu vou acordar e você vai desaparecer. Eu amo você demais, isso me assusta, Christian,” diz ela com os olhos marejados, seus pensamentos refletindo os meus.
  


"Eu amo você mais do que você pode imaginar, Ana. Agora, vamos tomar café da manhã e, em seguida, você e eu vamos explorar a cidade do amor,” eu digo sorrindo, puxando-a em meu abraço. 


*****  *****

"O que vamos ver primeiro?” Ela pergunta, animadamente, enquanto estamos sendo conduzidos no carro. Estamos em um SUV Mercedes. Taylor está na frente sentado ao lado de um dos nossos  seguranças franceses, Philippe. Gaston, seu irmão gêmeo, já está no local, fazendo uma varredura. Eu seguro a mão de Anastasia na minha, e olho para ela.

Minha resposta para a sua pergunta pode ser banal, mas é completamente verdadeira: "A Torre Eiffel."

"Não é o Louvre, ou Champs-Elysées, ou Arco do Triunfo ou Notre Dame ou o Palácio de Versalhes?” ela pergunta sorrindo.

"Nós vamos ver esses também, mas eu quero mostrar o que me inspirou na faculdade. A torre Eiffel me ajudou a entender o princípio da unidade; pois ela tem uma combinação magistral de indústria e de graça. É por isso que eu me assegurei que a elegância industrial e as curvas foram incorporadas na  Grey House. A beleza da linha curva pode equilibrar a rigidez do frio metal. E, claro, a vista do alto é de morrer!”

"Não temos um guia?” Ela pergunta.

"É claro,” eu respondo sorrindo.

"Mas você parece conhecer Paris tão bem. Por que o guia? "

"Porque então, eu posso observar minha esposa apreciar por si mesma esta cidade mágica,” eu respondo com sinceridade.


Quando chegamos à Torre Eiffel, Gaston está esperando com o nosso guia de meia-idade. Ele é um homem de uns 50 anos. Ele está usando roupa de trabalho informal. Ele não é um homem muito alto, na verdade, um pouco mais baixo do que Anastasia. Ele tem uma atitude acolhedora e uma presença experiente. Ele sorri calorosamente e profissionalmente, dando a nós ambos uma quantidade igual de sua atenção.

"Bonjour Monsieur et Madame Grey! Como vão vocês? Eu sou Jaques Painlevé. Eu vou ser o seu guia esta manhã. "

"Obrigado,” nós ambos dizemos ao mesmo tempo.

"Permita-me apresentar-lhe uma das estruturas mais reconhecidas no mundo, a Torre Eiffel. Ela tem 324 metros de altura, o que dá cerca de 1.063 pés em suas medidas. Foi concluída no final do século XIX e se tornou a estrutura mais alta do mundo na época, e o foi até 1930, quando os norte-americanos construíram o Edifício da Chrysler. O homem por trás da torre foi Gustave Eiffel, e foi construída para a Exposição Mundial de 1889. Ela permaneceu na celebração da Revolução Francesa de 1789. Você sabia que embora a Torre Eiffel seja uma estrutura de aço e pese cerca de 10 toneladas, ela na verdade tem uma densidade relativamente baixa, pesando menos que um cilindro de ar ocupando as mesmas dimensões da torre?” Ele pergunta e olha por cima de seus grandes óculos, que pararam de ser eficientes em 1980. Anastasia fica curiosa e pergunta:

"Como é que 10 toneladas de aço pesam menos que um cilindro de ar ocupando as mesmas dimensões da torre?" Os olhos de Painleve acendem como um aluno que estudou muito para um teste e a pergunta que ele estava esperando que fosse feita está no exame.

"Ah, a Madame está interessada em ciências,” ele solta,  esfregando as mãos. "Será meu feliz dever educá-la sobre o assunto. A estrutura metálica, combinada com os componentes não metálicos da torre, pesam aproximadamente 4500 kg. 3,3 tons são de metal. Se você derretesse todo o metal, iria encher uma base quadrada de 125 a uma profundidade de apenas 6 centímetros, o que é  cerca de 2,36 polegadas, assumindo a densidade do metal como sendo de  7,8 toneladas por metro cúbico. A torre tem uma massa inferior à massa do ar contido dentro de um cilindro com as mesmas dimensões, que é 324 m de altura e 88,3 metros de raio. O peso da torre é de 10.100 toneladas em comparação com 10.265 toneladas de ar,” diz ele sorrindo, por ter explicado isso com suas especificações científicas.

Anastasia vira as costas para ele e olha para mim, enquanto seus olhos se iluminam e ela está abafando o riso.

"O quê?" Eu sussurro zombeteiro.

"Ele é como um mais velho, muito menor e francês Sheldon Cooper,” diz ela sorrindo.

"Quem é Sheldon Cooper? Um ex-namorado seu de sua classe de Física?" Eu sussurro entre dentes.

"Não, seu bobo,” ela ri mais. Monsieur Painlevé pisca e olha intrigado sem saber o que estamos cochichando. Eu balanço minha cabeça. "Ela está apenas fazendo uma observação," Eu digo em favor dela, e ele sorri educadamente em resposta. Então eu viro as costas para o guia, olho para Anastasia e pergunto-lhe:

"Ana, você está me deixando louco! Quem é Sheldon Cooper?" Pergunto com meu olhar fixo nela sombriamente. Ela sorri e responde.

"Contenha-se, Sr. Grey. Ninguém com quem você deve se preocupar. Ele é um personagem de um programa de TV chamado ‘The Big Bang Theory.’ Ele é um físico teórico nerd que é sempre muito egoísta e muitas vezes ele se gaba de sua inteligência, carece totalmente de habilidades sociais, maçante com germes e contato físico, introvertido, e sempre faz uma observação ou faz uma declaração que ninguém entende,  ou mesmo se preocupa com esse assunto, tipo, 'Que parte de uma tangente inversa se aproximando de uma assimptota você não entende?’ diz ela imitando uma voz masculina.

"Quando nosso guia inseriu os fatos de matemática da torre, eu pensei que ele me fazia lembrar do personagem do Sheldon, e eu estava certa,” ela dá de ombros, mas o meu olhar fica mais escuro sobre ela. Ela franze a testa: "E, pelo amor de Deus, pare de olhar para mim desse jeito,” ela sussurra me repreendendo. "Eu não posso fazer uma observação sem você ficar com ciúmes de um personagem fictício?” ela murmura e eu suspiro.

"Lembre-se que eu só tenho um tipo; e esse é Christian Grey,” ela sussurra. Eu seguro sua mão com força e viro para o nosso guia. Apontando-lhe para ir em frente.


"A melhor vista é, naturalmente, observada a partir do terceiro andar,” diz ele em seu sotaque francês. "Vamos?” Ele indica a entrada com sua mão direita. Tomamos o elevador para o terceiro andar e, finalmente, a cidade de Paris está diante de nós em toda a sua magnificência.
  


"Eis a beleza que é Paris,” diz Monsieur Painlevé. Ele fala sobre a história e as pessoas envolvidas na criação desta obra-prima. Então, ele nos deixa por nossa conta para desfrutar da vista espetacular de Paris, do terceiro andar da torre. Uma vez que nosso passeio termina, vamos almoçar no restaurante  Le Jules Verne, localizado no segundo andar da torre. O local é reservado às vezes com semanas de antecedência, é por isso que a nossa reserva foi feita antes que chegássemos a Paris. Ele tem uma grande seleção de vinhos, e cozinha francesa excepcional.
Mas o destaque do dia é Versailles. Painlevé nos encontra no Chateau de Versailles.

"Bienvenue sur le Château de Versailles,” diz ele. "O Château de Versailles é um fragmento da opulenta história da arquitetura barroca,” explica Monsieur Painlevé enquanto suas sobrancelhas levantam, e ele empurra os óculos para cima do nariz, mais uma vez.


"O palácio e os jardins circundantes são espetaculares e requintados em detalhes; mas ele estava no meio de um campo que uma vez foi negligenciado. A inspiração destes jardins veio do renascimento italiano, mas é claro que os italianos nunca teriam chegado a essa opulência e magnificência como os franceses,” acrescenta com orgulho.

Anastasia limpa a garganta. "Sr. Painlevé, você não acha que sua declaração é um pouco racista?” Ela pergunta.

Ele pisca para ela como se ela tivesse começado a falar em pig Latin (N.T. Pig Latin pega a primeira consoante (ou encontro consonantal) de uma palavra em Inglês, move para o final da palavra e coloca um sufixo em ay. EX. PIG – IGPAY.  O objetivo é esconder o significado das palavras de outras pessoas que não conhecem as regras)  “Não, a menos que seja verdade, Madame. A verdade não pode ser interpretada como racista, que por sinal é uma expressão muito americana. Não é percebida como tal aqui. Mesmo italianos sabem disso. Você sabe como se costuma dizer, Madame. Céu é o lugar onde a polícia é britânica, os cozinheiros são franceses,” diz ele com orgulho, "os mecânicos são alemães, os amantes são italianos - é claro que eu ouso dizer que os franceses são melhores amantes do que os italianos, mas eu divago - e está tudo organizado pelos suíços. O inferno é o lugar onde a polícia é alemã, os cozinheiros são ingleses, os mecânicos são franceses, os amantes são suíços e tudo é organizado pelos italianos,” diz ele.

"Tenho certeza de que os italianos são grandes cozinheiros, também," desafia Anastasia.

"Oh, isso é discutível, Madame. O que eles têm? Pizza e massa... Eu não consigo pensar em mais nada."

"Eu adoro pizza e massa,” responde Anastasia, completamente divertida, provocando como  o inferno este homem que leva a sério suas piadas.

"Mon Dieu! Monsieur Grey! Você deve apresentar imediatamente a jovem à comida verdadeira. Ela tem sido impedida!”

"Disseram-me que os italianos ensinaram aos franceses como cozinhar. Eu estava mal informada?"  Anastasia pergunta inocentemente, e a mão de Painlevé vai imediatamente até sua boca para abafar um grito. Eu aperto a mão de Anastasia para lembrá-la de abrandar, para salvar o pobre homem de ter um ataque cardíaco e proteger as relações entre gauleses e americanos. Taylor está tentando muito duro esconder seu sorriso enquanto os gêmeos da segurança franceses estão olhando impassíveis.

"Eu diria que você estava grosseiramente, flagrantemente mal informada,  Madame! A cozinha francesa é famosa por seus molhos, pão, queijo e vinhos. Vou imediatamente encaminhá-la  e a Monsieur Grey a alguns restaurantes franceses, onde você pode experimentar a verdadeira magnificência da culinária francesa,” diz ele com fervor.

"O que você pensa sobre a comida grega?" Anastasia pergunta, mudando de direção.

Ele suspira, "os gregos são uma grande civilização. Para ser justo, senhora, eles nos deram a democracia, ciência e cubinhos de carne queimada com gosto de suor. É um fato conhecido que a culinária francesa é superior a todas as cozinhas do mundo."

Os olhos de Anastasia primeiro se abrem, com sua resposta, chocada, mas também dançam travessos como se ela estivesse se divertindo muito enquanto inicia a I Guerra Mundial de Cozinhas. É tempo de pará-la.

"Tão atraente quanto a discussão culinária que vocês dois estão tendo possa ser, eu gostaria de ver a grandiosidade desta arquitetura francesa,” eu digo intencionalmente. Eu puxo a mão de Anastasia e ela está nivelada ao meu lado.

"O que deu em você? Você estava prestes a dar aquele pobre homem um ataque cardíaco e, talvez, começar a I Guerra Mundial das Cozinhas,”  eu declaro com uma voz lenta, ameaçadora, em seu ouvido.

"Eu não sei o que há de errado comigo, também,” diz ela mordendo o lábio. "Eu me sinto como uma encrenqueira. Eu simplesmente não conseguia parar,” ela sussurra de volta. Eu estreito meus olhos para ela.

"Talvez você precise ser espancada, Sra. Grey," eu sussurro em seu ouvido, e ouço, mais do que vejo, sua respiração acelerando.

"Eu fui uma menina má. Talvez uma punição esteja em ordem, Sr. Grey," ela sussurra em uma voz rouca, ruborizando.

No momento em que entramos no castelo, Anastasia está espantada com toda a opulência, o esplendor dourado do palácio do século XVIII, e ela profere: "Eu estou completamente apaixonada por Versailles!" Inteiramente tomada por seus arredores, e é evidente que ela tem tudo perdoado por nosso guia.

Após o nosso guia nos dar um tour pelo Palácio, ele nos dá seu adeus antes de nos deixar passeando pelo local por conta própria. Ele aperta a mão de Anastasia, então aperta a minha, dizendo: "você tem em sua posse uma muito sincera, muito apaixonada esposa, senhor. Quero parabenizá-lo! Ela deve ter franceses em sua ascendência. Por isso, estou honrado em conhecer vocês ambos,” diz ele e se despede. Estou completamente perplexo e surpreso como Anastasia afeta as outras pessoas.

"Venha, Sra. Grey, deixe-me mostrar-lhe o que outros megalomaníacos fazem para as mulheres que amam,” eu digo sombriamente e a levo para a Sala dos Espelhos. A luz do início da tarde inunda através das janelas do oeste, iluminando os espelhos que revestem a parede leste e iluminando a decoração  folheada a ouro e os enormes lustres de cristal. Anastasia está completamente hipnotizada, como se ela estivesse em um sonho espetacular do qual ela não quer acordar.


"Sim, é interessante ver o que acontece com um megalomaníaco despótico que se isola em tal esplendor,” murmura, enquanto eu estou de pé ao lado dela. Ela está tentando me irritar como  ela fez  com o pobre Monsieur Painlevé.

Eu olho para ela inclinando a cabeça para um lado. "Seu ponto, Sra. Grey?" Pergunto com humor.

"Oh, apenas fazendo uma observação, Sr. Grey,” diz ela acenando com a mão, alegremente, para os arredores. Eu sorrio para ela em resposta, seguindo-a até o centro da sala, onde ela está parada e boquiaberta com a vista. Há algo incrível nesta visão. A vista dos jardins espetaculares reflete nos espelhos, mas, então, também a imagem deslumbrante da minha mulher está refletida em cada espelho. Eu olho para ela audaciosamente, obscuramente, provocante. Ela está completamente, totalmente e incrivelmente bonita, especialmente da forma como a luz está acentuando seu cabelo castanho.

"Eu construiria isso para você,” eu sussurro. "Só para ver a forma como a luz faz brilhar seu cabelo, aqui e agora,” eu digo com uma voz baixa e rouca, enquanto eu enfio uma mecha de cabelo atrás de sua orelha. "Você parece um anjo," um anjo travesso, mas um anjo, mesmo assim. Eu a beijo logo abaixo de sua orelha, e tomando-lhe a mão murmuro: "Nós déspotas fazemos isso para as mulheres que amamos.” Ela cora, ainda tímida quando recebe um elogio. Sigo-a através da sala e, quando ela se volta para mim com desejo em seus olhos, eu seguro seu rosto suavemente em minhas mãos, e beijo-a com tudo que tenho, nosso abraço refletido em cada um dos espelhos como a estátua "O Beijo,” de Rodin.


Quando quebramos o nosso beijo, ela sussurra: "Você é muito audacioso, Sr. Grey."

Eu sorrio para ela provocante e admiradamente. "Estamos na cidade do amor, em um palácio construído em um pedaço de terra negligenciada, que costumava ser um pequeno pavilhão de caça, mas Louis XIV reestruturou o local em um ícone de poder absoluto e de dominação atemporal - algo como minhas mais que humildes origens,” eu digo dando de ombros.

"E olha o  que você é agora...” acrescenta ela. Eu sorrio para ela, mas meu sorriso não chega a meus olhos. O meu olhar está focado nela. "Você sabia que há 357 espelhos, 17 portas de vidro, paredes de mármore, lustres e pinturas esplêndidas no teto: ele cria um esplendor celestial, que, claro, era a intenção do Rei Sol aqui. Mas você Ana, de pé aqui... você é a  jóia mais brilhante de todas. A visão de você aqui, me olhando assim... com amor e admiração, é uma visão de tirar o fôlego em sua majestade. Estou simplesmente maravilhado, Ana. Você faz isso para mim” eu sussurro baixinho. Ela engole em seco, e seus braços serpenteiam em volta do meu pescoço.

"Leve-me de volta para o hotel, ou encontre um quarto particular neste palácio, eu não me importo com qual. Agora, eu estaria completamente feliz se você me tomasse aqui,” ela sussurra devassa.

"Sra. Grey, você se tornou completamente insaciável. O que foi que eu criei aqui?” Eu respondo com um sorriso.

"Você poderia ter a mim de  qualquer outra forma, Sr. Grey?” Ela pergunta sorrindo.

"Eu vou ter você de qualquer maneira que eu possa, baby... de qualquer eventual maneira que eu possa. Venha, vamos embora,” eu digo e nós voamos para o Hotel de Crillon.

*****  *****
"Coloque suas roupas confortáveis ​​e sapatos de andar, baby," eu a relembro de manhã.

"Onde é que vamos hoje?” Ela pergunta, animadamente, depois do almoço.

"É uma surpresa,” eu sorrio.

Ela geme em resposta. "Baby, esta é uma cidade notável, com muita coisa para fazer. Você pode passar a vida inteira aqui e ainda não ter visto ou experimentado tudo. Ernest Hemingway viveu em Paris, e ele disse: 'Se você tiver a sorte de ter vivido em Paris quando jovem, então onde quer que vá, para o resto de sua vida, ela permanece com você, porque Paris é um festim móvel.’ Essa única frase capta tudo sobre Paris. Eu quero que essa seja uma experiência que você nunca vai esquecer. Ele também disse: ‘Il n'y a que deux endroits au monde où l'on puisse vivre heureux: chez soi et à Paris.’ ” eu digo em francês, lentamente. Ela olha para mim apaixonada. Seu peito está subindo e descendo rapidamente, para acomodar sua crescente paixão. Ela está corada. Ela olha para mim sombriamente, enquanto anda em torno da mesa para estar diante de mim:

"Eu não tenho idéia do que você disse, mas soou tão quente, tenho vontade de lançar-me em você!" Ela sussurra licenciosamente.

"Eu disse que ‘há apenas dois lugares no mundo onde se pode viver feliz: em casa e em Paris'. Eu estava citando Hemingway. Mas uma vez que você for mordida pelo amor de Paris, simplesmente não há cura para isto. Você estará apaixonada por esta cidade para a vida,” eu digo sorrindo, e virando minha cadeira para sua direção para que ela possa sentar no meu colo, estilo vaqueira. Ela envolve seus braços em volta de mim, e nós estamos perdidos em nosso beijo, até Taylor discretamente vir e limpar a garganta.
*****  *****
"Museu do Louvre é um dos maiores museus do mundo,” eu explico a Anastasia.

"O quê? Não estamos utilizando as habilidades de orientação de Monsieur Painlevé?” Ela pergunta sorrindo, batendo os cílios inocentemente.

 "Não. Eu decidi que você lhe deu tempo duro o suficiente ontem, e o pobre homem merecia uma pequena pausa de você. Você é demais para aguentar,” eu digo sorrindo, e ela morde o lábio em resposta. Eu libero o lábio com um puxão de seu queixo, e sussurro, "Felizmente, eu gosto de você desse jeito."

"Por sorte, Sr. Grey?” Ela pergunta estreitando os olhos.

"Vamos apenas dizer que, isto me acende, me faz sentir vivo."

"Não é justo, você sabe!" Ela sussurra.

"O que não é justo?" Eu pergunto.

"Que você me acenda em um excessivamente cheio, um dos maiores e mais famosos museus do mundo, deixando-me excitada!” Diz ela lentamente exalando, tentando se acalmar. Eu dou uma risada, e me sinto muito vivo e apaixonado pela minha esposa.

"Deixe-me mostrar-lhe algumas das minhas exposições favoritas aqui,” eu digo e puxo-a na direção do Departamento de Antiguidades Gregas, Etruscas e Romanas: Arte Helenística. Eu a levo para a  frente da estátua de Afrodite.

"Vênus de Milo,” ela sussurra.


"Sim. De acordo com a mitologia grega, Afrodite é deusa grega e arrebatamento sexual. Ela nasceu da espuma do mar em Chipre. Ela, como você pode ver, tem uma beleza sobrenatural. Zeus tinha medo que os deuses masculinos lutassem por ela, criando problemas. Assim, ele a casou com Hefesto, o sisudo e feio deus do fogo e da metalurgia. Ele ficou muito feliz por estar sendo casado com a deusa da beleza e ele forjou belas jóias, e um cestus, uma cinta para ela. Mas é claro que isto só a deixava mais irresistível para os homens. O cestus foi reconhecido como um símbolo de seus poderes mágicos para compelir o amor, fortalecer a sua potente capacidade de atração sexual. Ela era infeliz, é claro, por ter casado com alguém sem ser por sua vontade, e logo assumiu a companhia de outros deuses e até mesmo mortais. Ela foi uma amante de Ares, o deus da guerra; Adonis, o deus da beleza e do desejo, e também Anchises que foi seduzido por Afrodite e era um amante mortal da deusa.


Ela também foi considerada a causa da Guerra de Tróia, depois de fazer Paris se apaixonar por Helena. Suas seduções e tentações eram uma fonte constante de prazer e perigo para ambos, deuses e mortais, que caíram sob seu feitiço cativante. Eles tinham seu juízo roubado, e eram induzidos para ações que normalmente não fariam. Ela era uma combinação de prazer e perigo. Afrodite não era má. Ela estava apaixonada pelo amor. Ela era incrivelmente apaixonada pelo amor e uma romântica indefesa. Olhe para o rosto dela..."  eu aponto.

"É atemporal e sem emoção. Sua silhueta alongada é muito sensual, realista, embora de outro mundo. Mesmo que o escultor estivesse buscando criar a beleza divina,” eu digo caminhando ao redor da estátua, e apontando para ela, "esta obra-prima atemporal criou uma boa resposta à eterna busca pela beleza que todos nós temos. O resultado é esta deusa do amor e da beleza,  nascida  da  espuma  do mar."

Ela olha para a estátua com cuidado, com ciume.

"Você é minha Afrodite, Anastasia. Você é o amor atemporal e a beleza que pertence a mim. Você é a obra-prima... " Eu digo a ela com reverência.

 "Por que ...” ela diz e para olhando para a estátua. "Por que você acha que estamos todos hipnotizados por tanta beleza? Mesmo eu não posso tirar meus olhos dela... ” ela comenta.

"É simples. Todos nós podemos apreciar a forma feminina. Gostamos de olhar seja em mármore ou  óleo ou cetim ou filme. A beleza é agradável aos olhos. Uma obra-prima da criação de Deus, e nós gostamos de ver o reflexo disso em formas cativantes como essas..."  Eu explico.

Ela balança a cabeça e sorri.

"Estou totalmente admirada com seu conhecimento, e sua confiança, e sua beleza Adônica, Christian."

"Beleza Adônica?" Pergunto sorrindo.

 "Sim. Eu acho que você é uma obra-prima. Uma obra-prima que pertence a mim..." ela sussurra. "Eu acho que se eles fizerem uma estátua de você, as pessoas estariam olhando para ela daqui a cinco mil anos a partir de agora e admirando a obra-prima da criação de Deus que é você. Só espero que o título diga, ‘Marido da Sra. Anastasia Grey', diz ela sorrindo brilhantemente.

"Eu gosto desse título, Sra. Grey. Eu gosto muito."
*****  *****

"Sr. e Sra. Grey! É um prazer tê-los a bordo do Fair Lady. Meu nome é Nicholas Perri; eu sou um ex-capitão, mas agora o shore manager (N.T. Principais responsabilidades: promoção, organização e supervisão de todos os programas de excursões) para o Fair Lady. Este é o Capitão David Madison,” ele indica um homem loiro, magro, com um nítido uniforme de capitão, que se curva e aperta minha mão com firmeza, em seguida, aperta a mão de Anastasia, dizendo: "Madame".

"E este aqui é o seu First Mate  (N.T. Imediato - oficial de navegação cuja função vem imediatamente a seguir à do comandante de um navio  e a quem compete o comando da embarcação em caso de incapacidade ou de impedimento daquele)  do Fair Lady, Alain Benoît,” ele indica um jovem de cabelos escuros, alto mais ou menos da minha idade, que sorri brilhantemente, e estende sua mão , primeiro para Anastasia, e cantarola:

"Encantado Mademoiselle, bem-vinda a bordo,” diz ele profissionalmente, mas eu não perco o leve brilho em seus olhos; ele está tomado por minha esposa. Com segurança ele pega a mão de Anastasia, e beija o dorso dela.

Meus olhos estão fixos nele. Eu aposto que você está feliz! Ele propositalmente a chama de Senhorita (N.T.Mademoiselle). Eu tenho certeza que ele sabe que ela é a Sra. Grey, minha esposa.
"Elle est Madame Grey. Ma femme! Je suis M. Grey. Son mari!” (N.T. “Ela é a Senhora Grey. Minha esposa. Eu sou o Senhor Grey. Seu marido!”) Eu me interponho entre seu braço e a mão da minha esposa.

"Je m'excuse, Monsieur Grey," o filho da puta pede desculpas, e acrescenta: "Je suis heureux de vous rencontrer. Bienvenue à bord. "  Claro que sim! Bastardo!

(N.T. “Desculpe-me, Senhor Grey”  Je m'excuse, Monsieur Grey)

(N.T. “Eu estou feliz de encontrar vocês. Benvindos a bordo.” Je suis heureux de vous rencontrer. Bienvenue à bord.)

"Moi aussi." (N.T. “Eu também.”) Eu digo enquanto meu olhar está firmemente fixo nele. Então, eu me volto para o Shore manager, e indicando um canto privado, eu digo: "Uma palavra,  Sr. Perri".

"Por favor, me chame de Nick, Sr. Grey."

Dou um leve aceno imperceptível para Taylor, que encaminha Anastasia para longe para distraí-la, dizendo: "Por aqui,  Sra. Grey." Anastasia parece confusa, mas segue Taylor. Quando Perri e eu andamos cerca de vinte metros de distância do Capitão e do First Mate, dirijo-me com toda a intensidade do meu olhar ao Shore Manager:

"Eu não quero Benoît no navio durante a nossa estadia. Gostaria que você nomeasse outro First Mate para esta semana."

"Perdoe-me, Sr. Grey? Ele o ofendeu de alguma forma? Garanto-lhe senhor; o seu show de boas maneiras é puramente francês e não fora da norma aqui."

"Não admito que me dê uma lição sobre as normas sociais, eu sei os costumes por eu ter vivido na França. Eu estou pagando 63.000 € pelo afretamento deste navio por esta semana para não mencionar as despesas adicionais que vão crescer a bem mais de €100.000. Eu quero um First Mate diferente, que eu e minha esposa possamos estar confortáveis com ele  ao redor. "

"Muito bem, senhor. Nós colocaremos outro First Mate em substituição ao Sr. Benoît. Há mais alguma coisa em que eu possa ajudá-lo com isso? "

"Sim,” eu digo sorrindo por ter resolvido o problema. "Em que ano foi construído o navio?"

Ele sorri em resposta. "Ele foi construído em 1928, senhor, mas remodelado em 2005 e 2006. Demorou cerca de dois anos para concluir o projeto. Ele é um navio inglês, ” acrescenta com orgulho.

"A obra é requintada,” eu digo avaliando o navio. "Qual é o seu comprimento? Eu estou calculando que é de cerca de 36 metros de comprimento..." eu digo.

"Muito perto senhor! Seu comprimento é de 37 metros, o feixe é 6,5 metros  e seu projeto é de 3 metros,  senhor. "

"Que tipo de motores ele tem?"

"Nós temos dois Gardner de 230 cavalos de potência,  senhor, que permitem 10,5 nós de velocidade."

"Impressionante. Tamanho da tripulação? "

"Seis, senhor."

"Que tipo de desportos aquáticos você acomoda no barco?"

"Se eu puder fazer uma observação, senhor, você conhece os navios muito bem. Você está fazendo todas as perguntas certas. Bem, temos um bote Boston Whaler de 5.2m com motor de 130 cavalos de potência, bote inflável Avon com quatro metros com motor de 40 cv de potência, e dois botes à vela de lazer, duas canoas, esquis aquáticos e de reboque, cilindro de mergulho e equipamentos de mergulho, senhor, caso deseje utilizá-los."

"Nós iremos. Que tipo de comunicações e instalações de entretenimento você tem a bordo? "

Ele sorri em resposta. "Você ficará  feliz em saber que temos Satcom e facilidades de comunicação celular, senhor. Temos também acesso Wi-Fi à Internet, sistemas audio-visuais completos, TV por satélite e dock para iPod em todo o barco, Sr. Grey. Permita-me levá-lo e a Sra. Grey em torno para uma turnê, senhor!” Diz ele, indicando com a mão, adiante, e eu aceno com a cabeça.

Eu ando para minha esposa tomando-lhe a mão, e visitamos o Fair Lady, que irá acomodar-nos para a última semana de nossa lua de mel.







*****  *****
Cada cidade tem um sexo e uma idade, que não tem nada a ver com a demografia. Roma é feminino. Odessa também é. Londres é um adolescente, um moleque, e isso não mudou desde a época de Dickens. Paris, eu creio, é um homem na casa dos vinte anos, enamorado de uma mulher mais velha.
John Berger

L'Americain de Paris, c'est ce que l'Amerique a fait de mieux. (O americano de Paris é o que a América tem de melhor).
F. Scott Fitzgerald

O melhor da América deriva de Paris. O Americano em Paris é o melhor americano. É mais divertido para uma pessoa inteligente viver em um país inteligente. A França tem as duas únicas coisas em direção às quais caminhamos à  medida que envelhecemos - a inteligência e as  boas maneiras.
F. Scott Fitzgerald



17 comments:

Rosangela Maria Cabral Corvalan said...

Obrigada Neusa por mais um capítulo traduzido, perfeito como sempre!!!

Beijos e ótimo final de semana!!!

Rosângela - Curitiba/PR -

Olidelgi said...

Oba, mais um capítulo!! Obrigada, Neusa. Devorando e amando, como sempre.
Bjs

Tati said...

AAH kkkkkkk eu adorei a Ana conhecer sheldon Cooper!!!kkkkkk muito bom e divertido como sempre!!!

Anonymous said...

Meu sonho, conhecer Paris!!!!!!Capitulo Lindo!!!!!!

Bjs Lala

Leda Carneiro said...

Londres, Paris, navio....tudo o que eu queria, lua-de-mel de sonho. Bjs

Anonymous said...

Amando cada dia mais,obrigada neusa!,,,
Danny

Sandra said...

Amando tds os capítulos! Ansiosa para o próximo... obrigada Neusa, simplesmente perfeito . Bom domingo.
Sandra - FLORIANÓPOLIS-SC

Fernanda G. said...

Como sempre todos os capítulos magníficos! Obrigada Neusa pela tradução impecável e Emine por nos proporcionar essa linda história.bjs

Ana Paula said...

Ai meu Deus, eu me apaixonei perdidamente pela trilogia da EL James, mas digo sem sombra de duvida que paixão de verdade senti foi por essa versão da Emine, que sensibilidade, que riqueza de detalhes, Sou mega fã do seu trabalho Emine, e Neusa suas traduções transmitem a mesma emoção da versão em ingles, sem deixar uma unica virgula fora do lugar...
Obg à voces duas por nos presentearem com esses capitulos sensacionais...


Abçs carinhosos
Ana Paula

Taci said...

Anciosa por novos capitulos, estou am ando, quando poderemos ter novos capitulos?
Obrigada!!!!!

Taci said...

Anciosa por novos capitulos, estou am ando, quando poderemos ter novos capitulos?
Obrigada!!!!!

Beatriz Ilário said...

Ola Neusa. Eu gostaria de saber quando irao postar o capitulo 12. Obrigada!!!! :)

Neusa Reis said...

Espero conseguir acabar para postar hoje, lá pelas 23 horas, Beatriz. Se não, amanhã no primeiro horário. Bjs

Edilaine Tank said...

Neusa...

obrigada pela sua dedicação....
AMO e todos os dias entro aqui para ver se há novos capítulos...
Estou sanvando todos...e logo vou imprimir e encadernar os livros!!!
Assim quando não tiver energia, posso ler tb!!! ;)

Edilaine Tank said...

Neusa...

obrigada pela sua dedicação....
AMO e todos os dias entro aqui para ver se há novos capítulos...
Estou sanvando todos...e logo vou imprimir e encadernar os livros!!!
Assim quando não tiver energia, posso ler tb!!! ;)

Daniela Martins said...

Boa tarde, meninas do cafezinho!
Oh, meu Deus! Christian ciumento é de dar risadas!
Ele pelo menos pode dispensar qualquer pessoa que queira. E a pobre Anastasia?! Se ela pudesse afastar todas as mulheres que babam pelo seu marido!
Esta parte da lua de mel na França é sensacional!
Amei todos os detalhes que voce nos deu, Emine!
Bjkas

Priscila Pessotto said...

Olá girls!
Você que está começando a ler o blog agora ou que já é leitora, agora a Série Pella disponível aqui no blog foi publicada em livro – ECOS NA ETERNIDADE- e em português.
A Emine Fougner colocou a versão em português do Ecos na Eternidade na Amazon, apenas esta semana, por apenas R$ 3,94. Corram para aproveitar o preço porque na próxima semana voltará ao preço normal.
É só acessar a pagina da amazon: www.amazon.com.br.
Vamos aproveitar!
Beijos,
Pry