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Friday, March 15, 2013

Livro 1 - Capítulo XXVI - Christian Grey e Anastasia Steele


CAPÍTULO VINTE E SEIS
DOCE REUNIÃO

Tradução: Neusa Reis                                                  
Edição/Revisão: Beatriz Reis


Logo que Anastasia assume seus bons modos, ela me apresenta a sua mãe.

"Christian, esta é minha mãe Carla", diz ela. Reconheço-a do levantamento que eu tinha realizado sobre Anastasia. Eu estendo minha mão e cumprimento a mãe de Anastasia. Meus olhos imóveis em Anastasia. Mostre-me algo, baby... algo além de estar louco. Encontre-me na metade do caminho, por favor...

Meet me on the Equinox - Death Cab for Cutie

"Sra. Adams, estou encantado de conhecê-la ," eu digo sorrindo para ela calorosamente. Eu posso ver de onde Anastasia conseguiu os olhos lindos, bem como a expressão chocada com a boca aberta. Pretendo ter uma atitude agressiva. Sua mãe parece aturdida e sem palavras, o que ocasionalmente acontece com a Srta Steele, embora tenha também sua boca inteligente. Atualmente eu não sei de qual eu mais gosto - talvez ambos.

Ela finalmente pronuncia , "Christian", e aperta minha mão. Sorrimos um para o outro, e Anastasia estreita os olhos para nós dois, e então se vira para mim perguntando:

"O que você está fazendo aqui, Christian?" Ela parece frágil, e meu coração cai aos meus pés enquanto meu sorriso desaparece. Eu pensei que ela queria que eu estivesse aqui. Minha expressão é cautelosa, ela está ansiosa, nervosa e excitada, talvez, mas eu não vejo muito mais que isso, com suas outras emoções passando por seu rosto, especialmente com a nossa briga anterior, no  Blackberry , sobre Elena.

"Eu vim para ver você, é claro", eu digo olhando para ela, impassivelmente, escondendo cautelosamente minha ansiedade. "Eu estou neste hotel", eu digo, como forma de explicação.

"Você vai ficar aqui?", ela diz em uma voz estridente, quase gritando, completamente surpresa.

"Bem, ontem você disse que queria que eu estivesse aqui", eu digo pausando, tentando obter sua reação. Procurando uma aprovação. Eu preciso que ela fique feliz por eu estar aqui... para vê-la. Eu senti muito sua falta... Será que ela não sentiu minha falta? "Nosso objetivo é agradar, Srta Steele", eu digo baixinho, quase triste, sem um traço de humor. Voei quase todo o país por ela. Para vê-la. Para sentir a sua presença. Para ter uma idéia de seu afeto ... por mim ... É pedir muito? 

Love Me Tender by Elvis Presley

Sua mãe Carla está olhando para cada um de nós ansiosamente tentando decifrar o significado de nossa conversa enigmática.

"Você não quer se juntar a nós para uma bebida, Christian?", Ela pergunta enquanto ela acena  para o garçom para anotar meu pedido. O garçom aparece imediatamente.

"Eu vou querer um gin e tônica. Hendricks se você tiver e eu gosto de pepino com ele, por favor. Se você não tem Hendricks, eu vou ter Bombay Sapphire e com Bombay, eu prefiro limão. " Anastasia olha para mim de olhos arregalados, mas recupera-se e volta-se para o garçom e diz:

"Dois Cosmos mais, por favor," então se vira e olha para mim ansiosamente.

"Por favor, puxe uma cadeira, Christian", diz a mãe de Anastasia.

"Obrigado Sra. Adams", eu respondo educadamente e puxo uma cadeira e sento-me ao lado da minha mulher.

"Então, apenas aconteceu de você ficar no hotel em que estou bebendo?" Anastasia pergunta tentando manter sua voz leve, cobrindo sua ansiedade.

"Ou,” eu refuto,  “aconteceu de você estar bebendo no hotel onde estou hospedado. Na verdade, acabei de terminar o jantar, vim aqui, e vi você ", eu digo, olhando-a atentamente, tentando obter um vislumbre de boas-vindas. "Eu estava distraído pensando sobre o seu mais recente e-mail, e eu levantei o olhar e lá estava você. Que coincidência, né? " Eu digo inclinando minha cabeça para um lado com um pequeno sorriso. Eu queria surpreendê-la, mas como sempre, ela me surpreendeu por estar aqui.

"Oh," ela diz. "Minha mãe e eu estávamos fazendo compras esta manhã e fomos para a praia esta tarde. Decidimos tomar alguns coquetéis esta noite, " ela murmura me dizendo sobre as atividades de seu dia.

Percebo a blusa de seda verde nova que ela está usando e que parece adorável nela.

"Você comprou esta blusa?" Pergunto acenando para sua nova blusa. "A cor combina com você", eu digo também percebendo o bronzeado que ela tem em sua pele bonita. "E você pegou um pouco de sol. Você está linda," eu digo com saudades de minha mulher. Eu estou perto o suficiente para tocá-la, e ainda assim tão longe. Ela cora, e pela primeira vez, ela  está sem palavras.

"Bem, eu ia fazer-lhe uma visita amanhã. Mas você está aqui," digo, finalmente, incapaz de resistir a sua proximidade e eu me aproximo de minha mulher tomando-lhe a mão, eu a aperto, cuidadosamente roçando meu polegar sobre os nós dos dedos, para lá e para cá. A conexão de nossas mãos fornece o nosso choque normal de energia elétrica, a corrente fluindo entre nós. Eu não colocava os olhos sobre ela por quase três dias, e eu tenho sentido sua falta terrivelmente. Não há nada em minha mente além de querer segurá-la e amá-la, e agora, meu corpo está esquentando, o meu desejo está explodindo e eu quero que ela me queira, também. Seu fôlego trava com nossa conexão, e eu acho que ela está sentindo a eletricidade também. Ela pisca para mim, e então sorri com seu sorriso sempre tímido me fazendo relaxar, e um sorriso brinca nos meus lábios também.

"Eu pensei que eu ia surpreendê-la, mas como sempre Anastasia, você me surpreende estando aqui."

Anastasia ansiosamente vira para sua mãe, que está olhando para mim me escrutinando, maravilhada, espantada, questionando... Anastasia olha para ela de volta em uma conversa silenciosa. Mas ela não parece decifrar o que Anastasia está tentando transmitir para ela. Eu não quero deixar Anastasia desconfortável, e agora eu sinto que estou invadindo o seu tempo com sua mãe. Embora eu esteja mais que feliz por vê-la, eu posso  ter que voltar para Seattle, se ela não me quer aqui.

"Eu não quero interromper o seu momento com sua mãe. Eu vou tomar um rápido drinque e depois me retirar. Tenho trabalho a fazer," eu digo com sinceridade. A mãe de Anastasia interrompe imediatamente.

"Christian, é um prazer conhecê-lo finalmente. Ana falou com muito carinho de você," ela despeja. Esta revelação me deixa muito tonto de repente. Então, ela tem sentimentos por mim. Sorrio para Carla.

"Sério?" Pergunto levantando uma sobrancelha para Anastasia com uma expressão divertida com o conhecimento que ela gosta de mim. Ela cora cor de carmim.

O garçom chega com todas as bebidas, anunciando com orgulho que tinha Hendricks. Agradeço-lhe em resposta educadamente. Anastasia toma um  gole de  seu Cosmo nervosamente.

"Até quando você fica na Geórgia, Christian?" A mãe de Anastasia pergunta.

"Até sexta-feira,  Sra. Adams", eu respondo. Eu estava esperando voltar com minha mulher a tiracolo. Eu não posso ficar muito tempo separado dela. Eu estou no meu limite.

"Você vem jantar conosco amanhã à noite, então?  E, por favor, me chame de Carla. " Seu convite me encanta. Ele vai me dar uma chance para conhecer sua família. De certa forma, eu quero ser convidado para a sua vida, apresentando-me a sua família como seu namorado, como eu a apresentei. É importante para mim, eu quero mostrar aos seus amigos que eu sou o homem que ela escolheu para a sua vida, para ser seu namorado, enfim, eu quero a sua aceitação, a sua aprovação como o principal homem - o único homem em sua vida.

"Eu ficaria encantado, Carla", eu respondo com prazer genuíno.

"Excelente! Se vocês dois me dão licença, eu preciso ir ao toilette," diz ela de forma a  nos dar alguma privacidade. Assim que ela sai da mesa, eu viro para Anastasia.

"Então, você está com raiva de mim por jantar com um velho amigo," eu pergunto com ardor nos olhos, mas observando a reação dela. Eu levanto sua mão aos lábios e beijo cada junta delicadamente. Eu a quero e eu não desejo a mais ninguém, só a ela. Como ela pode duvidar disto?

"Sim", ela responde com desejo em seus olhos, mas ainda irritada. O olhar dela é malditamente hot.

"Anastasia, o nosso relacionamento sexual terminou há muito tempo atrás," eu sussurro. "Eu não quero ninguém além de você. Você não entendeu isso ainda, baby?" Eu olho para ela com intensidade desejando que ela entenda. Ela pisca para mim.

"Eu penso nela como uma molestadora de crianças, Christian", diz ela me fazendo empalidecer. Eu não penso em Elena desta maneira.

"Isso é muito crítico. Não foi assim," eu sussurro completamente chocado com sua sinceridade, liberando automaticamente sua mão.

"Oh?", ela pergunta percebendo minha reação. Ela preenche todos os tipos de raiva com uma simples palavra. "Como foi então, Christian?" Ela sonda. Eu fecho a cara para ela completamente confuso. Por um lado, ninguém me repreende há muito tempo, exceto, talvez, minha mãe, em raras ocasiões, ou Dr. Flynn, a quem eu pago para sinceramente sondar-me. Mas isto vindo de Anastasia é incrivelmente hot, e exasperante.

"Ela se aproveitou de um garoto vulnerável de 15 anos de idade. Se você fosse uma menina de quinze anos, e a Sra. Robinson fosse um Sr. Robinson, tentando-o a um estilo de vida BDSM,   isso estaria bem? E se fosse Mia? "

O pensamento é indesejável me fazendo suspirar, e eu fecho a cara para Anastasia.

"Ana, não foi nada disso", eu digo. Ela me encara.

"Tudo bem, não sinto assim", digo em voz baixa. Porque eu já estava fodido, em rota de desastre. O que Elena me apresentou pode ser ruim para um adolescente normal, mas eu estava já a caminho da destruição pessoal. Talvez no caminho de me tornar o que minha mãe biológica tinha sido. "Ela era uma força para o bem. O que eu precisava," eu digo, explicando, se possível em poucas frases, antes do retorno de sua mãe.

"Eu não entendo", diz ela perplexa. Como ela poderia? Ela não tem um passado fodido, pelo que eu sou grato, porque, honestamente, eu não acho que eu poderia ter lidado com isso.

"Anastasia, sua mãe vai estar de volta em breve. Eu não estou à vontade para falar sobre isso agora. Mais tarde, talvez. Se você não me quer aqui, eu tenho um avião de prontidão em Hilton Head. Eu posso partir," eu digo. Eu posso partir se não me querem aqui. Talvez eu tenha cometido um erro ao vir aqui. Talvez ela não tenha sentido falta de mim. Talvez ela esteja fugindo de mim, realmente fugindo. O pensamento não é bem-vindo, mas eu tenho que ser realista.

"Não", ela despeja. "Não vá. Eu não quero que você vá," diz ela com sinceridade genuína fazendo o  alívio fluir através de mim. "Por favor... Estou muito feliz que você está aqui. Eu só estou tentando fazer você entender. Eu estou com raiva porque, logo que eu saí, você foi jantar com ela. Pense sobre como você fica quando eu chego perto de José. José é um bom amigo. Eu nunca tive uma relação sexual com ele. Enquanto que você e ela... ", diz ela incapaz de terminar a frase,  se calando.

É como se uma lâmpada acendesse na minha cabeça. É claro! Como eu pude ser tão estúpido? Ela está com ciúmes! Ela está com ciúmes de Elena, do que tínhamos. E isso me agrada imenso. Ela é uma deusa de olhos verdes! Eu amo isso!

"Você está com ciúmes?" Eu pergunto, olhando para ela estupefato, e os meus olhos finalmente amaciando e aquecendo.

"Sim", ela responde confirmando minha suspeita. "E com raiva sobre o que ela fez com você."

"Anastasia, ela me ajudou. Isso é tudo que eu vou dizer sobre isso. E, para o seu ciúme, coloque-se no meu lugar. Eu não tive que justificar minhas ações para ninguém nos últimos sete anos. Nem uma pessoa. Eu faço o que eu quero,  Anastasia. Eu gosto da minha autonomia. Eu não fui ver a Sra. Robinson para aborrecê-la. Eu fui porque de vez em quando nós jantamos. Ela é uma amiga e um parceiro de negócios ", eu digo. Oh merda! Esta revelação faz com que seus olhos se arregalem. Eu cautelosamente avalio sua expressão. A informação não é benvinda.

"Sim, nós somos parceiros de negócios. O sexo acabou entre nós. Já tem muitos anos," digo a ela.

"Por que o seu relacionamento terminou?", Ela pergunta. Esta é uma longa história, e muito amarga. Minha boca se estreita com exasperação enquanto meus olhos brilham com ansiedade crescente.

"O marido dela descobriu," eu digo com sinceridade. Ela fica chocada. Eu posso ver uma miríade de emoções que atravessam seu rosto.

"Podemos falar sobre isso outra hora, em algum lugar mais privado?” Eu rosno.

"Eu acho que você nunca vai me convencer de que ela não é algum tipo de pedófilo", ela responde com petulância.

"Eu não penso nela dessa maneira. Eu nunca pensei. Agora, chega!" Eu falo. Elena me amou de sua própria maneira, e ela realmente era uma força do bem para mim, para salvar-me de mim mesmo, de meus caminhos destrutivos, e ela cuidou de mim de uma forma que eu não podia. Eu não quero ouvi-la sendo derrubada aqui. Anastasia não entende isso. Como poderia? Ela não esteve na minha pele.

"Você a amava?" Ela pergunta por entre os dentes, mais do que zangada.

"Como vocês dois estão se saindo?" pergunta a mãe de Anastasia retornando. Merda! Ela voltou, e nós nem percebemos que ela voltou, com a intensidade da nossa acalorada discussão. Anastasia põe um sorriso falso no rosto e nós rapidamente nos inclinamos para trás em nossos assentos, ambos parecendo culpados de algo. Carla olha para Anastasia, questionando.

"Mãe, tudo bem", ela responde.

Eu tomo minha bebida olhando Anastasia de perto enquanto nós abandonamos nossa discussão com  uma nota ácida. Minha expressão é cautelosa, e eu não quero deixá-la assim, mas não temos privacidade agora. Talvez possamos resolver isso amanhã... se ela ainda me quiser para isto. Anastasia parece cansada, chateada.

"Bem senhoras, vou deixá-las para a sua noite", eu digo levantando-me para sair, ainda ansiando por Anastasia.  

When Will I See You Again - The Three Degrees

"Por favor, coloque essas bebidas na minha conta, número do quarto 612", eu digo apenas no caso de ela querer vir me visitar. Um homem pode esperar... e eu espero que ela venha... essa noite. "Eu vou ligar para você pela manhã,  Anastasia. Até amanhã, Carla." Eu digo.

"Ah, é tão bom ouvir alguém usar seu nome completo", diz Carla alegremente aprovando.

"Belo nome para uma bela garota", murmuro enquanto eu aperto a mão estendida de Carla. Anastasia estreita os olhos para sua mãe como se ela estivesse desaprovando seu comportamento amigável. Viro-me e beijo a bochecha de Anastasia castamente.

"Laters, baby", eu sussurro no seu ouvido.

Enquanto eu caminho de volta para a minha suíte, eu penso no quanto eu senti falta dela, e em sua reação a mim. Raiva, ciúmes, desejo, choque, surpresa, e algo mais. Apenas Anastasia pode acumular tantas emoções em um olhar. Estou preocupado que seus preconceitos sobre Elena possam dificultar nosso relacionamento, mas não deveriam. Ela não tem que se preocupar com Elena, o que nós tínhamos é passado. Ela é apenas um bom amigo agora, um amigo de quem eu cuido.

Eu entro em minha suíte, e pego meu laptop. Eu preciso fazer um monte de trabalho. Meu Blackberry vibra. Estou desejando que seja Anastasia, mas eu franzo a testa quando eu vejo que é Ros.

"Grey aqui", eu respondo.

"Sr. Grey,  é Ros, senhor ", diz ela.

"O que foi?" Pergunto secamente.

"Algumas coisas. Eu já analisei os números da empresa caloteira que estamos carregando, e nosso departamento de finanças concorda que levará pelo menos dois anos para que a empresa chegue ao valor nominal, desde que a economia cresça, e como você sabe, isto não está acontecendo em um futuro previsível. Então, a próxima melhor opção é liquidar, e nós vamos ter que providenciar pacotes de demissão ", diz ela.

Há uma batida na minha porta. Eu não pedi serviço de quarto, mas talvez seja Taylor. Eu abro a porta, e para meu grande choque e surpresa, vejo Anastasia de pé diante da minha porta. Eu pisco para ela tentando me certificar de que é ela que eu estou vendo, então eu deixo a porta toda aberta e a faço entrar em meu quarto. Eu volto para a minha conversa ao telefone com Ros enquanto meu olhar ainda está em Anastasia.

"Então todos os pacotes de demissão estão concluídos?" Eu pergunto.

"Sim, a partir de hoje, Sr." ela responde.

"E o custo?" Eu pergunto.

"O número preliminar é de dezenas de milhões de dólares, senhor", responde ela, com voz fraca. Eu assobio entre os dentes.

"Sheesh... este foi um erro caro..." digo.

"De fato, senhor. Nós não tínhamos como prever isso. Não era tão evidente que a economia levaria um tombo tão rápido ," ela responde.

"E Lucas?" Eu pergunto.

"Ele está fazendo avaliações do custo final, senhor " ela responde.

Anastasia está de pé no meio da suíte olhando o mobiliário ultramoderno em roxo escuro e dourado. Vou até o bar, e aponto para ela para que se sirva de uma bebida. Então eu entro na minha suíte. Uma vez que ela está aqui, eu estou esperando que ela pretenda ficar.

Enquanto eu estou discutindo a liquidação de uma empresa que eu possuo, eu vou ao banheiro e encho a banheira, adicionando óleo de banho e sais de banho, e a deixo formando espuma enquanto acendo as velas.

"A outra questão que eu queria discutir é o telefone celular de energia limpa que estamos desenvolvendo... Aquele que você teve um problema com alguns dos diagramas. Os engenheiros vieram  com os diagramas novos ... " diz ela.

"Sim, tenha Andrea me enviando os diagramas. Barney disse que ele resolveu o problema... "

Depois de acender as velas, e encher a banheira, eu volto para a espaçosa sala de estar de minha suíte. Anastasia serviu-se de um suco de laranja.

"Sim, senhor. É uma boa notícia. Você poderia verificá-los, mas você está fora da cidade. Embora, se você estivesse na cidade, poderia ter sido resolvido muito mais rápido, conhecendo seu efeito sobre a equipe de engenharia. Você pode ser bastante persuasivo, " diz ela rindo. "Você vai ficar fora por toda a semana, senhor?"

Eu rio em resposta. "Não, eu estou retornando sexta-feira..." digo.

"Ótimo! O que levou você a Geórgia? Não é exatamente um lugar de férias... "

"Há uma parcela de terreno aqui em que eu estou interessado..." eu respondo.

"Entendo. Quanto aos números que decidimos para a liquidação... Quando você gostaria de discuti-los em detalhes? " ela pergunta.

"Sim, com relação a isso peça a Bill para me chamar..."

"Eu vou pedir a ele para ligar para você quando eu desligar", ela responde.

"Não, não hoje, amanhã", eu digo.

"Sim, senhor. Você acha que a Geórgia tem potencial para nós? "

"Eu vou descobrir. Eu só quero ver o que este estado vai oferecer, se decidirmos mudar, "eu digo a Ros enquanto meus olhos se fixam em Anastasia. Eu entrego-lhe um copo e aponto para o balde de gelo.

"Estou curiosa para ver o que você vai descobrir", diz ela.

"Se os incentivos forem atraentes o suficiente, eu acho que nós devemos considerar nos mudar, embora eu não estou muito certo quanto ao maldito calor daqui ...", eu digo.

"Porque não Detroit? Eles não têm o mesmo calor, e o estado está tentando atrair empresas com um grande número de funcionários qualificados e treinados, que estão necessitando de trabalho. Poderia ser um lugar mais atraente e um vantajoso negócio, " diz ela.

"Eu concordo que Detroit tem suas vantagens também e é mais frio..."

"Bill sabe sobre Detroit muito melhor do que eu,  e ele tem muito mais conexões lá."

"Sim, diga a Bill para chamar-me... amanhã e não muito cedo," eu digo.

"Sim, senhor", ela diz e eu desligo.

Meu olhar ainda está fixado em Anastasia. Eu não digo nada, apenas dou-lhe um olhar curioso. Ela entende a deixa, e decide falar.

"Você não respondeu a minha pergunta", murmura.

"Não. Eu não," digo em voz baixa, enquanto meus olhos ficam maiores e mais cautelosos para não assustá-la.

"Não, você não respondeu minha pergunta, ou não, você não a amava?" Ela sonda mais.

Por alguma razão, eu amo isso, que ela está com ciúmes. Isso me excita. Eu desvio da questão enquanto tento suprimir o meu sorriso e cruzo os braços e encosto na parede.

"O que você está fazendo aqui, Anastasia?" Eu pergunto.

"Eu acabo de dizer a você," ela diz.

Eu quero ser honesto com ela em todos os momentos, então eu respiro fundo e respondo a ela.

"Não. Eu não a amava, " eu franzo a testa para ela, surpreso e confuso. O alívio que desce sobre ela é evidente. Ela cede, como se o peso do mundo fosse retirado de suas costas indicando a profundidade de seus sentimentos por mim. Deus! Eu só quero tomá-la, aqui e agora!

"Você é totalmente a deusa de olhos verdes, Anastasia. Quem teria pensado? " eu digo. (N.T. Ciumenta)

"Você está tirando sarro de mim, Sr. Grey?" Ela me olha com seus olhos incisivamente intensos.

"Eu não ousaria", eu digo balançando a cabeça solenemente, mas eu tenho dificuldade em esconder o brilho dos meus olhos. Meu coração pula e diz: 'essa é a minha mulher!"

"Ah, eu acho que sim, e eu acho que você faz isso... muitas vezes, "ela diz me dando de volta as minhas palavras, me fazendo sorrir. Quando ela vê a minha resposta, seus lábios vão automaticamente entre os dentes. Meus olhos escurecem com desejo por ela.

"Por favor, pare de morder o lábio. Você está no meu quarto, eu não coloco os olhos em você por quase três dias, e eu voei um longo caminho para ver você," eu digo em um tom sensual. Será que ela não percebe o quanto eu senti falta dela? Eu quero estar constantemente nela, sobre ela, em torno dela quando ela está na minha proximidade. Será que ela não percebe como esta separação me afetou? Estou prestes a entrar em chamas aqui!

Meu Blackberry vibra, mas agora, eu não dou a mínima se o mundo está caminhando para o desastre total. Eu desligo-o sem verificar quem está chamando. Ela perde o fôlego com a mudança no meu comportamento, enquanto eu dou o meu olhar predatório:  "Eu quero minha mulher agora".

"Eu quero você, Anastasia. Agora. E você me quer. É por isso que estamos aqui," eu exponho os fatos.

"Eu realmente queria saber", ela sussurra defensivamente. Eu vou direto ao ponto.

"Agora que você sabe, você está indo ou vindo?

Be My Baby by Ronettes

Pergunto com meu olhar cheio de desejo lascivo por ela.

"Vindo", ela murmura, olhando para mim ansiosamente.

"Oh, eu espero que sim", eu digo eliminando a distância entre nós. Eu a encaro. "Você estava tão brava comigo", eu respiro.

"Sim", ela responde.

"Eu não me lembro de ninguém além da minha família alguma vez estar com raiva de mim. Eu gosto, " eu digo com nada mais que a verdade e desejo na minha voz.

Corro os dedos pelo rosto dela. Ela inspira o meu cheiro, me excitando ainda mais. Tudo em que posso pensar é nesta atração entre nós. Meu corpo puxa para o dela, querendo se fundir. O desejo enche meus olhos, com o meu toque... Eu me curvo e esfrego o meu nariz ao longo do ombro e para cima até a base de sua orelha, enquanto meus dedos deslizam em seu cabelo macio. Ela fecha os olhos e automaticamente se inclina para o meu toque. Tentando controlar seu desejo por mim.

"Precisamos conversar", ela sussurra.

"Mais tarde", eu respondo.

"Há tanta coisa que eu quero dizer", murmura.

"Eu também."

Eu planto um beijo suave em sua orelha enquanto meus dedos puxam seu cabelo. Eu puxo sua cabeça para trás, e exponho sua garganta para meus beijos implacáveis. Eu roço-lhe o queixo com os meus dentes e beijo seu pescoço. Meu desejo está transbordando, e eu sou incapaz de me conter mais.

"Eu quero você", eu respiro fazendo-a gemer, e ela se aproxima e agarra meus braços. Ela deve estar em seu período agora, segundo sua tabela, o que significa que eu não tenho que usar um preservativo.

"Você está sangrando?" Eu pergunto enquanto eu continuo a beijá-la. Ela fica vermelha de vergonha.

"Sim", ela sussurra.

"Você está com cólicas?" Eu pergunto. Baby, se você não estiver, não há nada que possa me impedir de ter você aqui!

"Não", ela responde quase inaudível, ruborizando ainda mais.

Eu paro e olho para ela.

"Você tomou a pílula?"

"Sim", ela diz. Ela está pronta para se esconder em um buraco no chão, se isso fosse de todo possível. Ela está completamente mortificada, mas eu quero que ela esteja confortável junto de mim em todos os sentidos possíveis. Sem quaisquer barreiras.

"Então vamos tomar um banho", eu digo puxando-a pela mão e levando-a para o banheiro. Ela lança um olhar para a grande cama king-size, mas eu a puxo para o banheiro, que é cor de água-marinha e calcário branco, fazendo uma decoração elegante, para a qual eu não dou a mínima neste momento ... Há uma banheira de imersão muito grande. O vapor está subindo acima da espuma. Ela olha para as velas tremeluzentes que eu acendi antes.

"Você tem um elástico de cabelo?" Eu pergunto-lhe. Ela pisca para mim, mas busca no bolso de sua calça jeans  e  tira um prendedor de cabelo.

"Coloque o seu cabelo para cima," Eu ordeno-lhe baixinho. Ela faz o que lhe pedi respirando ansiosamente.

A banheira encheu-se já, e eu fecho a torneira. Eu a levo de volta para a primeira parte do banheiro e fico atrás dela enquanto encaramos o espelho de parede inteira acima das bancadas elegantes da pia.

"Levante os braços para cima," eu sussurro em seu ouvido. Ela faz o que lhe é dito, e eu retiro a blusa de seda verde por sobre a cabeça dela, e ela está diante de mim topless. Meus olhos não deixaram os dela nem por um segundo. Eu me aproximo e desabotoo  o botão de cima da calça jeans, e abaixo o ziper.

"Eu vou ter você no banheiro, Anastasia, " eu respiro.

Eu me inclino e beijo seu pescoço. Ela inclina a cabeça para um lado me permitindo mais acesso a sua pele. Eu engancho meus dedos em seus jeans, e lenta e sensualmente deslizo-os para baixo. Eu me ajoelho atrás dela e puxo sua calcinha para o chão.

"Dê um passo para fora do seu jeans."

Ela faz o que lhe é dito, segurando na borda da pia. Ela está de pé diante de mim, de frente para o espelho, nua. Ela olha para si mesma com os olhos arregalados, enquanto eu estou ajoelhado atrás dela. Eu beijo e suavemente mordo seu traseiro; ela engasga com prazer. Eu fico em pé e olho para ela no espelho. Ela está envergonhada de sua aparência, e de alguma forma ela tenta cobrir-se e evita olhar-se no espelho. Eu não quero que ela pense que ela é feia, ou que ela tem algo de que tenha que ter vergonha. Ela é quase incapaz de ficar parada. Eu espalho meus dedos em sua barriga, reivindicando-a para mim.

"Olhe para você. Você é tão bonita", murmuro. "Veja como você se percebe", eu digo enquanto eu pego as suas duas mãos nas minhas. Eu coloco meus dedos entre os dela, de forma que os dedos dela permaneçam espalhados enquanto eu coloco as mãos dela sobre sua barriga. Eu quero que ela se livre das inseguranças que ela tem sobre seu corpo. Veja-se da forma como eu a vejo. Seja confiante...

"Sinta como a sua pele é macia," eu digo em uma voz suave e baixa. Então eu movo as mãos em um círculo lento, em seguida, movo-as para cima para seu peito.

"Sinta-se como seus seios são cheios," eu digo com um suspiro, enquanto eu seguro suas mãos cobrindo seus seios. Eu gentilmente esfrego seus mamilos com meus polegares uma e outra vez fazendo-a gemer enquanto ela entreabre  os  lábios. Ela arqueia as costas e seu peito enche minhas mãos. Eu aperto os mamilos entre os nossos polegares combinados, puxando delicadamente enquanto eles alongam ainda mais. Ela geme de prazer enquanto seus olhos permanecem fechados. Ela está se contorcendo na frente do espelho, sob as nossas mãos.

"É isso mesmo, baby", murmuro enquanto eu guio suas mãos para baixo pelos lados de seu corpo, para sua cintura, seus quadris, e através de seu sexo. Eu deslizo minhas pernas entre as dela ao mesmo tempo que  eu empurro suas pernas, alargando sua distância. Eu corro suas mãos sobre seu sexo em um certo ritmo. Percebo que essa criatura ‘wonton’ (N.T. luxuriosa) diante de mim é a minha mulher.

"Olhe para seu brilho, Anastasia", eu sussurro, enquanto eu trilho beijos e mordidas suaves ao longo de seu ombro. Ela geme, e eu solto suas mãos e recuo.

"Continue", eu ordeno, observando-a divertido.

Ela se alisa, mas para, perdida, incapaz de continuar, desejando-me, o que alimenta o meu desejo por ela ainda mais. Eu tiro minha camisa sobre a minha cabeça, e rapidamente tiro minha calça jeans.

"Você prefere que eu faça isso?" Eu digo com os olhos ardentes encontrando os dela no espelho.

"Oh, sim, por favor," ela pede.

Eu envolvo meus braços em torno dela e pego suas mãos de novo, e continuamos a nossa viagem sensual sobre seu sexo e clitóris. Minha ereção está sobre ela, e meu corpo está nivelado com o dela. Eu mordo a nuca dela e ela fecha os olhos para absorver toda a miríade de sensações em seu corpo. Eu paro bruscamente e a giro enquanto eu seguro seus pulsos com uma das mãos, eu puxo suas mãos para trás e com a outra mão, eu puxo seu rabo de cavalo. Estamos diretamente um contra o outro, e eu a beijo loucamente devastando seus lábios, sua boca, sua língua, enquanto eu a mantenho no lugar.

Nossa respiração é irregular.

"Quando você começou o seu período, Anastasia?" Eu pergunto-lhe tentando avaliar se eu iria precisar de um preservativo ou não, e eu estou esperando que não.

"Uhm... Ontem," ela murmura confusa.

"Bom", eu digo, e a viro novamente.

"Curve-se para baixo e segure na pia, baby," Eu ordeno e puxo seus quadris para trás enquanto ela se abaixa. Eu estendo a mão e puxo o fio de seu tampão suavemente para fora, e lanço-o no vaso sanitário. Essa é toda a paciência que eu tenho antes que eu possa reivindicar minha mulher, e eu estou dentro dela em um instante, pele contra a pele pela primeira vez. Eu saboreio isso, e me movo facilmente, lentamente, empurrando-a. Então eu estabeleço um ritmo punitivo. Ela está segurando na pia, ofegante, e combinando meus impulsos com os impulsos dela própria. Eu me inclino para frente e localizo e atinjo seu clitóris massageando-o. Eu a sinto  ficar perto de seu cume.

"Assim, baby", eu incentivo enquanto eu trabalho duro nela, girando meus quadris, e chegamos ao nosso êxtase, nosso ápice juntos, em voz alta, e eu a seguro e aperto com força, e eu gozo enquanto eu chamo o nome dela como uma ladainha.

"Oh, Ana!" Eu respiro em sua orelha, percebendo que eu nunca me canso dela.

"Oh, baby, eu nunca irei me cansar de você?" Eu sussurro. Ela suspira de prazer.

Juntos, vamos para o chão, e eu passo meus braços em torno dela, envolvendo-a no cativeiro de meu tronco e braços. Nós estamos perdidos um no outro.

"Eu estou sangrando", murmura.

"Não me incomoda," eu respiro, mas percebo que pode incomodá-la.

"Percebi", diz ela secamente, e eu fico tenso que ela pode não ter gostado da idéia.

"Isso a incomoda?" Eu pergunto baixinho.

"Não, não mesmo", ela responde, e eu sorrio em resposta.

"Bom, vamos tomar um banho", eu digo, e eu me desenrolo de seu redor. Quando ela me olha nessa  proximidade, ela muda sua expressão. O que aconteceu? Estou alarmado com a expressão.

"O que há de errado?" Pergunto  com um traço de alarme em minha voz.

"Suas cicatrizes,"sussurra. Oh merda!

"Elas não são de catapora", diz ela.

Eu não quero lembrar por que eu tenho as cicatrizes, ou explicar como eu fui abusado pelo cafetão de minha mãe biológica, o modo como ele apagou seus cigarros no meu corpo. Leva-me para um lugar instável, um lugar escuro no meu passado, um lugar onde eu não quero estar agora. Eu desabo. Esse é o mecanismo de defesa que eu tenho para um passado que eu não tenho nenhuma maneira de controlar ou tomar conta. Eu fecho a cara e meu rosto escurece enquanto minha boca se aperta em uma linha fina e dura.

"Não, elas não são", eu respondo sem elaborar mais. Eu estendo e entrego a minha mão para ela, e a levanto. Seu olhar tem algo diferente. Piedade, preocupação, ansiedade...

"Não olhe para mim desse jeito", eu digo em uma fria voz de repreensão, e eu solto a mão dela. Ela cora, castigada. Ela olha para as mãos. "Ela fez isso?", ela sussurra.

Eu não digo nada, porque eu estou com raiva. Ela olha para mim. Eu a encaro firmemente.

"Ela? Sra. Robinson, você quer dizer?" Eu digo balançando a cabeça. Por que ela tem que pensar o pior sobre Elena?

"Anastasia, ela não é um animal! É claro que ela não as fez. Eu não entendo por que você sente a necessidade de demonizá-la," eu digo exasperado. Estamos em pé no banheiro, nus, sem lugar para onde ir, ou qualquer lugar para se esconder. Ela finalmente não diz nada, respira fundo, e passa por mim, e então entra na água. Ela lentamente afunda na espuma. Depois do que parece uma eternidade, ela decide falar.

"Eu só queria saber o que você seria se você não a tivesse conhecido. Se ela não tivesse apresentado você a seu... humm  estilo de vida, " ela sussurra.

Eu jurei sempre ser honesto com ela, então eu suspiro, e entro na banheira do lado oposto de Anastasia. Meu queixo ainda está apertado com nervoso e tensão, os meus olhos estão frios. Eu também estou submerso na água, e eu estou tão bravo, que eu não a toco. Depois de olhar para ela, impassível, não digo nada. Nem ela. Nós olhamos um para o outro, nenhum disposto a recuar. Eu não quero lutar com ela por causa de Elena nem de ninguém. Eu finalmente balanço a cabeça, e em seguida, sorrio, e decido que a honestidade é a melhor política.

"Eu provavelmente teria seguido o caminho da minha mãe biológica, se não fosse pela Sra. Robinson," eu digo. Eu dou o crédito ao que é devido, embora seus caminhos possam ter sido fodidos. Anastasia olha para mim intrigada, questionando.

"Ela me amava de uma forma que eu achei..."Eu procuro em meu cérebro a palavra certa  "... aceitável", eu digo e dou de ombros.

"Aceitável? Como? O que quer dizer aceitável? " Ela sussurra.

"Sim, aceitável", eu digo olhando para ela fixamente.  "Ela me distraiu do caminho destrutivo que eu estava seguindo. É muito difícil crescer em uma família perfeita quando você mesmo não é perfeito," eu digo. Ela tenta digerir tudo o que eu libero para ela.

"Ela ainda ama você?", ela respira , seu olhar desconfiado.

"Eu acho que não, não assim", eu digo franzindo a testa. Eu não quero que Anastasia se sinta insegura por causa de Elena.

"Anastasia, eu continuo a dizer-lhe que foi há muito tempo atrás. Está no passado. Eu não poderia mudar isso mesmo que eu quisesse, e eu não quero. Ela salvou-me de mim, " eu digo com sinceridade. "Este é um assunto que eu nunca tinha discutido com ninguém", eu digo, e então eu me lembro da exceção a esta regra. "Exceto, é claro com o Dr. Flynn. E a única razão pela qual eu estou falando com você sobre isso agora é porque eu quero que você confie em mim," eu explico.

"Eu confio em você, mas eu quero conhecê-lo melhor, e sempre que eu tento falar com você, você me distrai. Há tanta coisa que quero saber sobre você," diz ela frustrando-me ainda mais.

"Oh, pelo amor de Deus, Anastasia! O que você quer saber? O que eu tenho que fazer? " Eu digo com a frustração brilhando em meus olhos. Eu estou mal contendo meu temperamento. Eu sinto que estou sob a Inquisição Espanhola. Ela se preocupa, e abaixa o olhar para suas mãos.

"Eu só estou tentando entender você, Christian", ela sussurra: "Você é como um enigma. Diferente de qualquer um que eu tenha conhecido antes. Mas, eu também estou feliz que você está me dizendo o que eu quero saber."

Eu odeio a nós, discutindo. Eu adoro a nós, discutindo. É como um enigma, refrescante. Isto faz o meu sangue ferver, o que me dá um tipo diferente de energia. Mas agora, meu olhar é cauteloso. Ela olha para mim, e sussurra: "Por favor, não se zangue comigo."

"Eu não estou bravo com você Anastasia. Eu apenas não estou acostumado a esse tipo de conversa, esta sondagem. Eu só passo por isso com o Dr. Flynn, e com..." Eu digo e paro. Eu não quero mencionar Elena novamente que é a principal razão do meu humor estar azedando aqui.

"Com ela. Sra. Robinson. Você fala com ela?" Ela pergunta, mal contendo seu próprio temperamento.

"Sim", eu respondo, encontrando seu olhar.

"Sobre o quê?", Ela sonda adicionando.

Eu finalmente me mexo na banheira para encará-la enquanto a água transborda sobre a banheira, e cai para o chão.

"Persistente, não é?" Eu murmuro, um pouco irritado. Eu suspiro. "Nós conversamos sobre a vida, o universo, negócios. Anastasia, a Sra. R e eu temos um passado longínquo. Podemos discutir qualquer coisa. " digo.

"Eu?" Sussurra.

"Sim", eu digo olhando-a com cautela.

Ela morde o lábio inferior. Ela parece com raiva. "Por que vocês falam sobre mim?" Ela me pergunta com petulância.

"Porque eu nunca conheci ninguém como você, Anastasia", eu digo.

"Eu não sei o que isso significa. O que significa, Christian? Alguém que  simplesmente não assina  automaticamente sua papelada, sem perguntas? " ela pergunta.

Eu balanço minha cabeça. Ela é persistente acima de tudo. "Eu preciso de conselhos", eu digo baixinho.

"E você recebe conselhos da Sra. Pedo?" ela pressiona me deixando ainda mais irritado.

"Anastasia, já chega!" Eu pressiono de volta com os olhos estreitando. "Ou, eu vou colocar você sobre meus joelhos. Não tenho nenhum interesse sexual ou romântico ou coisa assim nela. Ela é uma amiga querida, valorizada e um parceiro de negócios. Isto é tudo. Nós temos um passado, uma história em comum que foi monumentalmente benéfica para mim, embora tenha fodido seu casamento. Mas esse lado do nosso relacionamento relação acabou há muito tempo atrás."

A informação que eu compartilhei com ela amplia seus olhos. "E seus pais nunca descobriram?", Ela pergunta.

"Não", eu rosno. Como ela pode ser tão estúpida?   "Eu já lhe disse isso." Eu digo mal contendo minha raiva antes de pressionar.

"Já acabou?"

"Por enquanto", diz ela. Eu tomo uma respiração profunda, visivelmente relaxando como se uma enorme carga tivesse sido retirada dos meus ombros.

"Certo... minha vez, " murmuro e olho fixamente para ela, especulativamente. "Você não respondeu ao meu e-mail." Ela cora, e balança a cabeça.

"Eu ia responder, mas agora você está aqui", diz ela de tal forma que faz com que eu me preocupe.

"Você preferia que eu não estivesse?" Eu respiro com uma expressão impassível, com um sentimento, nada mais.

"Não, eu estou satisfeita", murmura.

"Bom", eu sorrio com alívio. "Estou satisfeito de que estou aqui também, apesar de seu interrogatório. Assim, enquanto seja aceitável para você me fritar, você acha que pode reivindicar algum tipo de imunidade diplomática só porque eu voei todo este caminho até aqui para ver você? Eu não estou comprando isto, Srta Steele. Eu quero saber como você se sente ," eu digo.

"Eu disse a você. Estou contente que esteja aqui. Obrigado por ter vindo até aqui," diz ela debilmente.

"O prazer é meu, Srta Steele," Eu digo completamente aliviado, e me inclino para beijá-la suavemente. Ela responde automaticamente. Mas eu recuo. Se ela me fêz passar pela inquisição, eu posso retribuir com um pouco do mesmo.

"Não. Eu acho que eu quero algumas respostas primeiro, antes de fazermos mais," eu digo. Ela suspira, assim como eu fiz. Resignada à inquisição.

"O que você quer saber?" Ela pergunta.

"Bem, para começar, como você se sente sobre o nosso suposto acordo?" Ela pisca.

"Eu não acho que posso fazer isso por um longo período de tempo. Um fim de semana todo sendo  alguém que eu não sou," diz ela ruborizando  e olhando  de volta para suas mãos. Eu levanto seu queixo, e sorrio para ela divertido.

"Não, eu também acho que você não poderia", eu digo. Ela parece ofendida.

"Você está rindo de mim?" Ela pergunta estreitando os olhos.

"Sim, mas de um jeito bom", eu digo, com um pequeno sorriso brincando em meus lábios. Então eu me inclino e a beijo, suavemente, brevemente.

"Você não é uma grande submissa," eu respiro enquanto eu levanto seu queixo para cima, com  humor em meu olhar. Ela me encara, primeiro chocada, depois ela começa a rir, e eu começo a rir com ela.

"Talvez eu não tenha um bom professor", diz ela me fazendo bufar.

"Talvez. Mas talvez eu deva ser mais rigoroso com você, " eu digo inclinando minha cabeça para um lado, sorrindo para ela. Ela engole seco visivelmente. Eu me importo com ela. Muito. Eu tenho sentimentos muito profundos por ela. O que ela diria se soubesse que o pensamento de não tê-la me aterroriza... Olho para ela tentando avaliar sua reação.

"Foi muito ruim quando eu bati em você? A primeira vez eu quero dizer..." Ela olha para mim piscando. Respira fundo.

"Não, realmente não", sussurra.

"É mais a idéia disto?" Eu induzo.

"Eu suponho. Sentir prazer, quando não se é suposto sentir."

"Lembro-me de sentir o mesmo. Leva um tempo para colocar sua cabeça nisto." Ela olha para mim sem dizer nada.

"Você pode sempre usar a palavra de segurança, Anastasia. Não se esqueça disso. E, desde que você siga as regras, que preenchem uma necessidade profunda em mim para controlá-la e para mantê-la segura, então talvez possamos encontrar um caminho," eu digo.

"Por que você precisa me controlar?", ela pergunta.

"Porque isto satisfaz uma necessidade em mim, que não foi completada em meus anos de infância", eu digo.

"Então, é uma forma de terapia para você?" ela pergunta tentando entender meu comportamento fodido.

"Eu não pensei sobre isso dessa forma, mas sim, suponho que é", eu respondo.

"Mas, aqui está a coisa, Christian... Num momento você diz 'não me desafie’, no seguinte você diz que gosta de ser desafiado. Essa é uma linha muito tênue para seguir com sucesso." Eu olho para ela por um momento franzindo a testa. Ela está fazendo um ótimo trabalho até agora.

"Eu posso ver isso. Mas você parece estar indo bem até agora," eu respondo.

"Mas a que custo pessoal? Eu estou toda amarrada," diz ela apontando para o coração.

"Eu gosto de você amarrada," eu digo sorrindo.

"Não foi isso o que eu quis dizer!" diz ela com força jogando água em mim, exasperada.

Eu olho para ela, arqueando as sobrancelhas. "Você acabou de espirrar água em mim?" Eu pergunto.

"Sim", ela responde.

"Oh, Srta Steele," eu digo agarrando-a e puxando-a para o meu colo, enquanto espalho água por todo o chão. "Eu acho que nós já falamos o suficiente por agora", eu digo colocando as mãos de cada lado da cabeça dela e beijando-a profundamente. Eu tomo posse completa de sua boca

Kiss of Fire - Georgia Gibbs

Eu ajusto sua cabeça para controlar sua posição. Ela geme contra meus lábios em resposta. Nós podemos brigar e discutir e para ambos é estressante e quente, mas nada supera isso. Somos complementares quando se trata de possuir um ao outro. Seus dedos estão enrolados dentro do meu cabelo, me puxando para ela, e ela está beijando-me de volta com um fervor ainda maior, e o desejo me faz gemer. Eu a mudo de posição, colocando-a escarranchada em mim, ajoelhando-se sobre mim enquanto minha ereção eleva-se debaixo dela, pronto para amá-la, reclamá-la, fodê-la, completá-la. Eu recuo e olho para ela com olhos encobertos, lascivos, desejosos. Ela desce as mãos para agarrar a borda da banheira, mas eu as agarro, sem saber o que ela faria, puxando-as atrás das suas costas.

"Eu vou ter você agora", eu sussurro e a levanto de modo que ela está pairando sobre mim. "Pronta?" Eu respiro.

"Sim", ela sussurra, e eu a abaixo sobre mim lentamente, entrando nela, enchendo-a, estirando-a, nos tornando um. Eu flexiono os quadris e ela suspira, inclinando-se para frente, apoiando a testa contra a minha.

"Por favor, solte minhas mãos", ela sussurra.

"Não me toque", eu digo, pedindo, enquanto eu libero suas mãos, e eu pego seus quadris. Ela aperta a borda da banheira e começa a se mover para cima e para baixo. Lentamente. Ela abre os olhos e olha para mim. Eu a olho com a minha boca um pouco aberta, minha respiração ofegante, controlado, enquanto eu prendo minha língua entre os dentes de prazer. Estamos na banheira, molhada, escorregadia e nos movendo um contra o outro. Ela se inclina e me beija. Eu fecho meus olhos de prazer. Lentamente, ela traz as mãos até minha cabeça e corre os dedos pelo meu cabelo enquanto ela empurra minha cabeça para trás e aprofunda seu beijo, montando em mim, mais rápido, pegando um ritmo. Ela geme contra a minha boca. Eu seguro seus quadris, desfrutando deste prazer, beijando-a de volta. Estamos cheios de sensações, sinto que estou alcançando meu vórtice, enquanto nossos movimentos tornam-se mais frenéticos... estamos espalhando água em toda parte...

"Isso mesmo, baby", eu respiro, e ela goza com um orgasmo apaixonado, e eu alcanço o meu, rápida e freneticamente, esmagando-a em cima de mim, meus braços ao redor de suas costas enquanto eu encontro minha libertação.

"Ana, baby!" Eu grito. Seu nome é uma invocação, uma ladainha, uma oração nos meus lábios.

Quando saímos da banheira, voltamos para a cama king-size, deitados olhando-nos cara a cara, os dois abraçando os travesseiros. Ambos nus. Sem nos tocar. Bastando olhar e admirar o outro coberto pelo lençol.

"Você quer dormir?" Eu pergunto-lhe com uma voz suave. Eu estou preocupado. Eu quase sinto que estes belos, serenos, momentos de paz serão roubados de nós.

"Não. Eu não estou cansada," diz ela.

"O que você quer fazer?" Eu pergunto.

"Falar", ela responde. É claro que ela quer. Eu sorrio.

"Sobre o quê?"

"Coisas".

"Que tipo de coisas?"

"Você", responde ela baixinho.

"Eu?"

"Qual é o seu filme favorito?" Oh, isto eu posso responder.

"Agora, é O Piano." Ela sorri para mim.

"É claro, que tolice. Uma peça triste, excitante, que, sem dúvida, você pode tocar? Tantas realizações, Sr. Grey." Ela murmura.

"E a maior de todas é você, Srta Steele," eu digo com convicção.

"Então, eu sou a número 17," diz ela me confundindo.

"Dezessete?"

"Número de mulheres que você uhm... com quem você teve relações sexuais," diz ela timidamente.

Ah, isso! Meus lábios se curvam, meus olhos estão iluminados com incredulidade.

"Não exatamente." Ela me entendeu mal. Eu tive mais de 15 mulheres.

"Você disse 15", diz ela confuso.

"Eu estava me referindo ao número de mulheres na minha sala de jogos. Eu pensei que era isso o que você quis dizer. Você não me perguntou com quantas mulheres eu tinha tido relações sexuais, " eu respondo.

"Oh", diz ela boquiaberta, seu rosto cai. "Baunilha?" ela pergunta.

"Não. Você é a minha única conquista baunilha,"  eu balanço minha cabeça, ainda sorrindo para ela. "Infelizmente, eu não posso lhe dar um número. Eu não coloquei entalhes em um poste da cama ou qualquer coisa," eu respondo.

"Do que estamos falando - dezenas, centenas..." Ela faz uma pausa, e seus olhos crescem selvagens. "Milhares?"

"Dezenas. Estamos na casa das dezenas, pelo amor de Deus," eu a acalmo.

"Todas submissas?"

"Sim".

"Pare de rir de mim," ela me repreende suavemente. Eu tento manter uma cara séria, mas eu miseravelmente falho.

"Eu não posso. Você é engraçada."

"Engraçada peculiar ou engraçada haha," ela pergunta.

"Um pouco dos dois, eu acho", eu digo devolvendo para ela suas palavras.

"Essa é uma grosseria vinda de você", ela me repreende. Eu não posso evitar, e inclino-me todo e beijo a ponta do seu nariz.

"Isso vai chocar você, Anastasia. Pronta?" Eu digo. Ela acena com os olhos arregalados e com um sorriso bobo.

"Todas submissas em treinamento, quando eu estava treinando. Há lugares na cidade, e arredores, que se pode ir e praticar. Aprender a fazer o que eu faço," eu digo. Ela me olha chocada.

"Oh", ela suspira.

"Sim, eu paguei por sexo, Anastasia."

"Isso não é para se orgulhar", ela me repreende. "E você está certo... Estou profundamente chocada. E, entretanto, eu não posso chocá-lo."

"Você usou minha cueca", eu digo contradizendo-a.

"Isso o chocou?"

"Sim", eu respondo com sinceridade.

"Você não usou sua calcinha para conhecer meus pais."

"Isso o chocou?"

"Sim".

"Bem, parece que a única maneira de chocar você está no departamento de roupas de baixo."

"Você me disse que era virgem. Esse foi o maior choque que eu já tive, " eu digo provando que ela estava errada.

"Sim, seu rosto era uma imagem, um momento Kodak", diz ela rindo.

"Você me deixou trabalhar em você com um chicote", eu confesso.

"Isso o chocou?"

"Sim". Minha resposta a faz sorrir.

"Bem", ela suspira: "Eu posso deixar você fazer isso de novo.”

"Oh, eu espero que sim, Srta Steele. Este fim de semana?" Eu questiono.

"Certo", ela concorda timidamente.

"Tudo bem?" Peço mais uma vez chocado.

"Sim. Eu vou para a Sala Vermelha da Dor novamente."

"Você diz meu nome."

"Isso choca você?" Ela me pergunta surpresa.

"O fato de que eu gosto me choca."

"Christian", diz ela me fazendo sorrir.

"Eu quero fazer uma coisa amanhã", eu anuncio com entusiasmo.

"O que?" ela pergunta.

"Uma surpresa. Para você," eu digo baixinho. Quero demonstrar-lhe que eu posso fazer "mais". Ela levanta uma sobrancelha e abafa um bocejo.

"Estou aborrecendo você, Srta Steele?" Pergunto ironicamente.

"Nunca", ela responde.

Eu me inclino e beijo-a suavemente nos lábios.

"Durma, baby," eu comando suavemente, e apago as luzes. Estou completamente satisfeito, e extremamente sereno para, finalmente, estar indo para a cama com a minha mulher, de quem eu estive sentindo falta nos últimos três dias. 

Heaven by Bryan Adams



13 comments:

Anonymous said...

nao vais por isto?
http://eminethe1st.blogspot.pt/2012/06/ex-subs-and-new-rivals-elenas-story.html

Neusa Reis said...

Vou sim Anonymous, é que estou sendo pressionada pelas leitoras para acabar o Livro 1 e passar para o Livro 2. Aí, resolvi acabar o Livro 1 antes e colocar este Bonus no final, e começar depois o Livro 2. Obrigada por nos acompanhar.

anne caroline godoi said...

Fico me perguntando como Anastácia ficou sem absorvente! Porque depois que eles transaram,eles foram para a cama... Quando li o livro me fiz a mesma pergunta, ou será que o Christian mandou o Talyo comprar? Pobre homem,faz tudo...kkk

Neusa Reis said...

Talvez ela tinha na bolsa. Porque entre sair do banheiro e ir para a cama há um salto na narração, e de manhã ela passa 10 minutos no banheiro sem ele. Também tem hotéis de alto nível que até absorvente tem nos quartos, embora isso já seja eu extrapolando querendo explicar. Rsrsrs...

Laura Oliveira said...

Meninas essa do absorvente é de se pensar, no decorrer dos 3 livros acontecem muitas coisas estranhas por exemplo ele acabam de transar e vão dormir kd o banho??? outro fato é de chegar do trabalho e não tomar banho e ele já colocar a boquinha lá kkkkkk

Anonymous said...

Acho que as vezes, a narrativa literária é igual a novela, pula-se algumas rotinas nossas do dia a dia. Porque concordo com minha amiga Laura Oliveira, haja amor!!!!!!!!!

Helena Bastos said...

Kkkkkkkk.... meninas, lembrem que a história não se passa no Brasil, onde temos a fama de sermos exageraaaados na limpesa, hehe. Uma coisa me intriga é o fato da reação da Anastasia com a chegada do Christian na Geórgia. Poxa... o cara atravessa o país imenso só pra vê-la.. isso merecia uma recepção mais calorosa vcs não acham?!

Anonymous said...

Imaginei que a primeira coisa que fariam ao se encontrarem na Georgia seria ele abrir o zipper dela. Sabe? Continuar de onde pararam?

Kaila Alekena said...

Ai Cristian Grey chocada estou eu com tanto amor... nossa esse capitulo quase me matou quando o li pela primeira vez, minha boca escancarada em toda narrativa, puxar o Ob e se perder lá dentro sem pensar duas vezes, Anastasia nem se fala o tanto que me chocou em permitir fazer sexo menstruada pra alguém tão inexperiente... CHOCADA... Ele e ela se chocam com coisas tipo... usar a cueca, não usar a calcinha, falar o nome e eu me choco com foder 7 tons de domingo sangrando... Emine nosso dialogo ontem no Twitter foi pra lá de gratificante, amei... Kiss!

Darlene said...

Adorei esse capitulo...coitado do Christian sendo interrogado pela Ana rsrs...até que pela versão do Christian a parte do absorvente interno não soou tão evasivo quanto a versão da Ana,deve se pelo choque da narração....Bom só posso dizer muitissimo obrigado pela versão e principalmente pela tradução estão ambas de Parabéns!!!

Daniela Martins said...

Good night, Emine!
Quando li pela primeira vez o livro original eu jurava que Christian ia mandar Ana catar coquinho quando ela começou a pressiona-lo demais com aquelas perguntas sobre Elena e sobre as cicatrizes. Porém, através de sua escrita, Emine, consigo entender melhor agora porque isto não aconteceu!
Christian ama por demais Anastasia. E a todo momento sempre foi sincero com ela! Desde o início! Seja falando que a queria apenas como sua sub (no início) ou, logo em seguida, concordando que tambm tentaria "O Mais".

Daniela Martins said...

Quem realmente salvou CG foi Anastasia!
Elena apenas canalizou a raiva que CG para o lado BDSM, nas quem o trouxe para a luz foi Ana! Ana fez com q ele enxergasse ser merecedor do amor! De ser capaz de amar e ser amado!
Do que mais um ser humano precisaria?! Christian e Ana estão plenos!
Obrigada, Emine!
Bjkas

Priscila Pessotto said...

Olá girls!
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Beijos,
Pry