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Tuesday, August 13, 2013

LIVRO III - Capítulo XX - Christian e Anastasia Fan-fiction



What's madness but nobility of soul
At odds with circumstance? The day's on fire!
I know the purity of pure despair,
My shadow pinned against a sweating wall,
That place among the rocks--is it a cave,
Or winding path? The edge is what I have.

In a Dark Time by Theodore Roethke
ASPEN
CHAPTER XX

Tradução: Neusa Reis



Anastasia parece muito surpresa. "Eu pensei que você tinha nascido aqui em Seattle,” ela murmura. Eu ergo o meu braço e cubro o meu rosto. Minha mente está completamente confusa com vários cenários de qual seria essa ligação em Detroit. O filho da puta está em sexo violento, e imobilização. Somos parentes? Peço a Deus que não! Eu alcanço atrás de mim um dos travesseiros e coloco-o debaixo da minha cabeça. Eu olho Anastasia com olhos desconfiados. Ela está olhando para mim com expectativa. Ela quer saber. Ela é minha esposa; ela precisa muito saber isso.

"Não. Elliot e eu fomos ambos adotados em Detroit.  Nós mudamos para cá logo após a minha adoção. Grace queria estar na costa oeste, longe da expansão urbana, e ela conseguiu um emprego no Northwest Hospital.  Eu tenho muito pouca lembrança daquele tempo. Mia foi adotada aqui,” eu explico. E esse é o ponto crucial disso. Eu tenho lembrança de um monte de merda antes de minha adoção. Lembro-me de um monte após a adoção, mas há um tempo que é sombrio, completamente deserto, que é uma tela em branco na minha cabeça. Eu não me lembro do filho da puta. Ele parece me conhecer, e isso está me deixando louco! Isso significa que está faltando um pouco de lembrança, onde aquele filho da puta era uma parte da minha vida, mesmo que por um curto período de tempo. Ele não poderia ter sido meu irmão. Eu conheço grande parte de sua história; que ele tinha uma mãe e um pai.

"Então Jack é de Detroit?"

"Sim".

"Como você sabe?"

"Eu fiz uma verificação de antecedentes quando você passou a trabalhar para ele."

Sua boca se contrai. "Você tem um arquivo de papel pardo sobre ele, também?” Ela pergunta, sorrindo.

Eu enrugo minha boca para esconder a minha diversão. "Eu acho que é azul pálido." Eu continuo a correr meus dedos por seu cabelo em um padrão suave.

"O que diz no arquivo dele?” Ela pergunta.

Eu pisco para esconder o meu desconforto. Eu estendo a mão e acaricio seu rosto. "Você realmente quer saber?" Eu pergunto.

"É tão ruim assim?"

Eu dou de ombros. É ruim, mas quando eu estava treinando e aprendendo em clubes de sexo, eu já tinha visto muito pior, alguns dos quais eram francamente cruéis. Fui cortado no mesmo tecido que este filho da puta, também. "Eu conheci piores,” eu sussurro. Ela não diz nada. Só se enrola em torno de mim e seus braços me abraçam apertado. Ela puxa o lençol em cima de mim, e coloca o rosto contra meu peito.

"O quê?" Eu pergunto. Ela está com medo?

"Nada,” ela murmura, me frustrando. Mais uma vez, ela está escondendo algo de mim.

"Não, não. Isso funciona nos dois sentidos, Ana. O que é?"

Desta vez, ela levanta sua cabeça. Ela avalia a minha expressão alarmada. Em seguida, ela abaixa a cabeça e coloca o rosto no meu peito novamente. Ela respira fundo, tendo decidido falar, ela diz: "Às vezes, eu imagino você como uma criança... antes de vir para viver com os Grey."

Essa confissão me enrijece imediatamente. Eu não quero que minha esposa goste de mim, me ame ou me foda por pena. "Eu não estava falando de mim. Eu não quero sua piedade, Anastasia. Essa parte da minha vida está encerrada. Passou."

"Não é pena,” sussurra Anastasia com fervor, completamente abatida. "É simpatia e tristeza... Tristeza que alguém  poderia fazer isso com uma criança."  Ela para e toma uma respiração profunda. Ela começa novamente, resolutamente, tentando firmar a voz para não chorar.  "Essa parte de sua vida não passou, Christian... Como você pode ao menos dizer isso? Você vive todos os dias com o seu passado. Você mesmo me disse... Cinquenta Tons, lembra? " Ela pronuncia, sua voz é apenas um sopro.

Eu bufo em resposta, exasperado. Ela está certa, é claro, mas eu odeio isso, que ela tenha pena de mim, mesmo que seja uma quantidade minúscula. Eu não quero a pena de ninguém, muito menos dela! Minha mão livre passa pelo meu cabelo. Eu não posso falar para expressar o sentimento que está bloqueando minha garganta, me sufocando. Meus músculos permanecem tensos, e terminam mais apertados do que uma corda de violão.

Gladiator - Now We are Free

"Eu sei que é por isso que você sente a necessidade de me controlar. Manter-me segura."

"E ainda assim você opta por me desafiar,” eu digo completamente confuso. Minha mão se imobiliza em seu cabelo. Ela se cala com a compreensão. Há um silêncio cheio, pensativo entre nós. Ela suspira e finalmente fala após o que parecem minutos.

"Dr. Flynn disse que eu deveria dar-lhe o benefício da dúvida. Eu acho que eu faço isso... Não tenho certeza. Talvez seja meu jeito de trazê-lo para o aqui e agora... longe de seu passado,” ela sussurra. "Eu não sei. Eu simplesmente não consigo ter uma idéia de quão longe você vai exagerar."

O quê? Flynn recomendou-lhe desafiar-me para me trazer para o aqui e agora? "Porra do Flynn," murmuro. Pode deixar com  ele para orientar Anastasia nessa direção.

"Ele disse que eu deveria continuar a me comportar da maneira como sempre me comportei com você."

"Foi?" Eu digo secamente.

Anastasia toma uma respiração profunda, e isso é a dica de seu corpo de que ela vai revelar alguma coisa... Algo para o que  eu deveria me preparar. "Christian, eu sei que você amava sua mãe, e você não pôde salvá-la. Não era o seu trabalho fazer isso. Mas eu não sou ela."

Sua declaração me apunhala no coração. Ela atinge as partes mais escuras da minha alma, e traz à tona coisas que eu sepultei um milhão de anos atrás as quais eu gostaria que permanecessem sepultadas, e isso me assusta até meu âmago.

"Não faça,” é tudo que eu posso sussurrar.

"Não, ouça. Por favor,” diz ela levantando sua cabeça, ela olha nos meus olhos intensamente. Estou petrificado, congelado. Incapaz de falar ou me mover. Eu não quero que essa merda sepultada venha à tona. Eu não quero me lembrar do tempo em que eu não tinha controle sobre o que era feito para mim, ou para ela ... a prostituta drogada que me deu à luz.  "Eu não sou ela. Eu sou muito mais forte do que ela. Eu tenho você, e você está muito mais forte agora, e eu sei que você me ama. Eu também amo você,” ela sussurra com determinação em seus olhos.

Não é pena? Ela ainda me ama? Ou não? Minha testa franze com esta revelação. "Você ainda me ama?"  Eu pergunto.

"Claro que sim. Christian, eu sempre vou amar você. Não importa o que você fizer para mim,” ela responde com nada além de confiança em seu olhar. Eu exalo o suspiro eu estava segurando pelo que pareciam séculos. Eu fecho meus olhos e os cubro com meu braço novamente, mas desta vez, abraço minha esposa ainda mais perto de mim. Alívio me inunda que ela ainda me ame, apesar do fato de eu tê-la castigado.

"Não se esconda de mim,” ela sussurra e puxa meu braço para longe do meu rosto. "Você passou sua vida se escondendo. Por favor, não, não de mim."

Eu não sei se eu estava me escondendo. Escondi o que eu tinha no meu passado. Eu franzo a testa. "Escondendo?"

"Sim".

Eu me mexo de repente e rolo para o meu lado, e a movo de modo que ela está deitada ao meu lado na cama. Viro-me e alcanço sua cabeça e afasto seu cabelo do rosto, colocando-o atrás da orelha.

"Você me perguntou hoje cedo, se eu a odiava. Eu não entendi por que, e agora... " eu paro. Ela acha que eu a comparo com a prostituta drogada. Ela não parece nada com a prostituta drogada. Ela é a minha vida! Ela deve me odiar por isso sabendo como me sinto sobre a prostituta drogada! Oh Deus! Pode ter sido por isso que ela usou para mim a palavra segura, pensando que eu a odiava.

"Você ainda acha que eu o odeio?” ela pergunta incrédula.

"Não,” eu respondo balançando a cabeça. "Agora não." Eu me sinto aliviado sabendo que ela me ama. "Mas eu preciso saber... por que você usou a palavra segura, Ana?"

Ela engole. "Porque... porque você estava muito  irritado e distante e frio. Eu não sabia o quão longe você iria,” diz ela em um só fôlego. Eu não sabia o quão longe eu iria também. E eu não sei se eu conseguiria parar. Meu rosto está impassível, mas há um tornado em minha alma. Eu a amo tanto, e ainda assim, ela é a que eu acabo machucando, porque ela me desafia a cada passo, porra!

"Você ia me deixar gozar?” ela pergunta, em voz quase inaudível. Ela cora até seu couro cabeludo, mas me olha sem piscar, tentando não perder nada. Eu sempre tenho que ser sincero com ela.

Roberta Flack - Killing Me Softly

"Não,” respondo finalmente.

"Isso é... duro,” ela diz desapontada.

Eu roço seu rosto com minhas juntas. "No entanto, eficaz,” murmuro. Eu olho para ela, e vejo a garota por quem eu me apaixonei. A mulher que me ama apesar de todos os tons de minhas falhas, e toda minha fodida merda. Ela me testa mais do que alguém jamais me testou e me emputece ao ponto da loucura, mas eu posso confiar nela para me manter reto. "Estou feliz que você disse,” eu confesso.

"Sério?” Ela pergunta confusa.

Eu queria ensinar a ela  uma lição para que ela entendesse como ela me faz me sentir, mas eu não quero magoar minha esposa. É a última coisa que eu quero fazer! Eu só quero que ela faça um esforço para se colocar no meu lugar. Não é fácil ser eu. Um sorriso triste se arrasta até meus lábios. "Sim. Eu não quero machucar você. Eu me empolguei,” eu digo enquanto eu me inclino para beijá-la. "Perdido no momento,” e eu coloco outro beijo em seus lábios. "Acontece muito com você."

Ela ri largamente, em resposta, e sua alegria me faz rir também.

"Eu não sei por que você está rindo, Sra. Grey."

"Eu também não."

Oh, baby, eu a amo tanto! Eu a envolvo em meus braços, e coloco minha cabeça em seu peito, em seus seios macios. Ouvir o seu batimento cardíaco constante me dá imenso conforto, me relaxa. Sua mão alcança minhas costas e a acaricia ritmicamente. A outra mão está emaranhada dentro do meu cabelo, suavemente acariciando e me acalmando. Eu suspiro com o amor que ela está me mostrando, relaxando.

"Isso significa que eu posso confiar em você... para me parar. Eu nunca mais quero machucar você. Eu preciso... " Eu murmuro e paro. Posso dizer-lhe isso? Posso dizer-lhe a minha dependência de controle? Que eu não posso viver sem ele?

"Você precisa de quê?"  Ela sonda.

"Eu preciso de controle, Ana. Como eu preciso de você. É a única maneira como eu posso funcionar. Eu não posso deixá-lo ir. Eu não posso... Eu tentei... E ainda assim, com você... " Eu não tenho poder, não tenho controle, e minha vida chega a ser caótica. Ela não quer me deixar cuidar dela, ou protegê-la. Será que ela não entende que eu valorizo ​​mais a ela do que a minha própria vida,  que ela constitui o meu lugar seguro? Sem ela, eu não sou nada. Se eu a perder, não me resta nada. É por isso que eu sou excessivamente protetor com ela. Ela é a única pessoa, um ponto singular no universo, no qual eu me sinto inteiro, amado e amando. Ela é a essência da minha existência. Como eu posso não protegê-la?

Ela engole.

"Eu preciso de você, também," ela sussurra, abraçando-me com mais força. "Eu vou tentar, Christian. Vou tentar ser mais atenciosa. "

Aqui vai. "Eu quero que você precise de mim,” murmuro.

"Eu preciso!” Diz ela fervorosamente com um tom feroz.

"Eu quero cuidar de você."

"Você cuida. Todo o tempo. Eu senti muito sua falta enquanto você estava fora,” diz ela.

"Sentiu?" Pergunto completamente surpreso. Se ela sentiu e sente falta de mim na minha ausência, por que ela não veio comigo?

"Sim, é claro. Eu odeio você partindo,” diz ela me fazendo sorrir.

"Você poderia ter vindo comigo."

"Christian, por favor. Não vamos retomar essa discussão. Eu quero trabalhar."

Eu suspiro. Escolha suas batalhas Grey! Eu me lembro. Eu corro meus dedos através de seu cabelo.

"Eu amo você, Ana".

"Eu também amo você, Christian. Eu sempre vou amar você."

Nós finalmente estamos juntos, na calma,  e tranquilos após as tempestades de nossas almas trazerem tudo à tona. Anastasia mergulha no sono em meus braços onde eu a observo no silêncio do cômodo. Em breve também eu adormeço.

  


****  *****

"Sr. Grey? Você recebeu a mensagem também? " Pergunta Taylor.

"Qual mensagem?"

"O quarto do pânico... Foi ativado."  Ele está discando para a segurança sem esperar pela minha resposta. O telefone toca, e toca, e toca, e toca. Não há  resposta. Apenas o tom de chamada sinistro, indicando que não há ninguém para responder. Tomamos um táxi, e ele não está indo rápido o suficiente. Ele pára a cada sinal vermelho, porra e não se quer se mover mais rápido! No segundo em que eu vejo o Escala no final do caminho, ele se distancia para longe, como se eu não estivesse destinado a alcançá-lo. Medo aperta em mim. Algo horrível aconteceu! Eu sei disso... Algo terrível. Algo que eu não deveria ver!

Eu estou completamente imóvel! Eu não posso sair do táxi. Meus músculos estão congelados; eu não posso sequer mover um dedo. Minha esposa está logo depois das portas do Escala, ainda, eu estou pregado no banco de trás do táxi! Eu sinto Taylor me arrancando para fora dele. Puxando-me em uma corrida rápida para o edifício. Ele abre com força a porta. Corremos novamente para os elevadores, mas o elevador nunca chega. Nós esperamos e esperamos e esperamos. O relógio invisível tiquetaqueia ao fundo.

"Escadas,” eu ordeno. Eu subo os degraus girando, espiralando, chegando até o esquecimento. Eu não estou destinado a atingir minha casa? Até minha esposa? Mas então, as portas para a cobertura aparecem, mas elas estão totalmente abertas. Quebradas, soltas... Na verdade, tudo parece estar quebrado por dentro! Vaso esmagado, flores pisadas e amassadas, pétalas espalhadas como mortos em um campo de batalha, e poças de água. Tanta água... Estou de pé nisto. Taylor está em pé ao meu lado, com os olhos arregalados. Eu não posso respirar. Eu tento me mexer, mas minhas pernas não me levam. Então eu finalmente percebo que eu estou de pé na água. Eu me movo, e eu deixo pegadas molhadas para trás. Pegadas vermelhas... Eu não estou em pé na água. Estou no sangue! Sangue de quem? O primeiro corpo que encontramos é Ryan. Um tiro no coração e uma raia vermelha ainda correndo por sua camisa branca stark, correndo sob ele, e se arrastando em torno de seu corpo, buscando uma forma de correr para declarar seu assassinato.

"Gail!" chama Taylor com uma voz apavorada que não posso reconhecer. Ela é o próximo corpo que encontramos. Seu rosto está ensanguentado. Suas mãos descansam na piscina de seu sangue. Taylor corre para ela, e me olha com olhos acusadores. Ele a segura junto ao seu peito, e balança para trás e para a frente com ela em seus braços. Estou aterrorizado. Onde está Ana? Onde está minha mulher? Eu não tenho que olhar longe. Ela também está lá no chão, deitada, perto da porta da sala de segurança. Fria. Imóvel. Sem vida. Minha razão de ser não existe mais. Ela se foi! Tirada de mim! Há um grito. Eu não posso reconhecer a voz.

"Anaaaa!"  Ela não responde. Ela não pode responder! Sua boca está tapada com uma fita! Seus olhos bem abertos, e sem vida... Simplesmente não há luz neles. Eu tiro a fita fora de sua boca. O grito silencioso congelado em seu rosto estará para sempre cauterizado em minha alma. Eu posso ler o horror em seus olhos; uma marca final. Ela está nua, profanada... Eu não posso sentir nada, além de  imensa dor, agonia, angústia. Eu não estava aqui para protegê-la! Eu a deixei morrer! Eu a deixei morrer! Eu a deixei morrer! Eu não valho nada! Lágrimas correm em uma inundação torrencial. Dor se derrama para fora de mim, em uma velocidade irrefreável. Eu a aperto forte em meus braços, sacudindo-a, embalando-a, beijando seu rosto, mas ela não vai acordar. Ela não vai acordar! Meus gritos afogam tudo ao meu redor.

"Não! Nããão! Nããão! Não, baby, não! Acorde! Por favor, não me deixe... Não me deixe em meu próprio inferno! Ana, eu não posso existir sem você! Você é a minha vida e alma! " Eu soluço. A loucura toma conta de mim. Eu não posso viver sem ela!

"Não! Não! Baby, não! " Eu grito.

"Christian, acorde..." chama uma voz distante. Sua voz vindo do céu! O chão debaixo de mim treme, e os céus  se abrem.
 Even in Death – Evanescence

"Christian, por favor. Acorde! "

Meus olhos permanecem abertos, selvagens, temerosos, apavorados com o que vão encontrar. Um par de amedrontados olhos  azuis de anjo olham para mim. Sinto-me desolado. É este o céu? Ou é o meu inferno pessoal me atormentando?

"Christian, você está tendo um pesadelo. Você está em casa. Você está seguro,” diz o anjo. Eu pestanejo. Eu quero que isso seja real. Eu olho em volta freneticamente tentando ver o sangue e os corpos. Nada... Apenas a luz suave e eu estou na sala de jogos. Eu viro meu olhar para ela novamente. "Ana? Ana... " eu respiro, e agarro o rosto com as duas mãos e puxo-a para o meu peito e a beijo, com fervor, como se minha vida dependesse disso. Minha língua invade sua boca, e eu a tomo, saboreando-a com desespero. Eu quero sentir a sua presença, eu quero senti-la viva, comigo, dentro dela de todas as maneiras possíveis. Eu preciso saber que ela está aqui! Eu rolo, e eu estou em cima dela, os meus lábios ainda estão presos nos dela, empurrando-a profundamente no colchão, como se eu estivesse tentando alcançá-la através do colchão, através do tempo e do espaço, e através do medo que está me cobrindo! Minha mão agarra seu queixo, e a outra se espalha sobre a cabeça mantendo-a imóvel. Meus joelhos separam suas pernas e eu me coloco entre suas coxas.

"Ana," Eu suspiro, agradecendo a Deus mil vezes por dá-la de volta para mim. Eu olho para ela por uma fração de segundo, então meus lábios selam os dela novamente, tomando, consumindo, e fundindo nossas almas, só assim eu sinto a presença dela comigo. Eu gemo alto reconhecendo, e sentindo-a debaixo de mim, e minha ereção está empurrando nela através do meu jeans. Eu beijo o rosto, os olhos, as bochechas e o queixo freneticamente.

"Eu estou aqui,” ela sussurra. "Eu estou aqui,” ela me tranquiliza novamente, envolvendo seus braços em volta de mim, e esfregando sua pélvis, convidativa.

"Oh, Ana," eu arfo. Minha voz é baixa, quase inaudível, mas crua e áspera. "Eu quero você."

"Eu também,” ela sussurra intensamente. Há querer em sua voz, desejo, vontade... Eu tateio para baixo, e desabotoo a braguilha, não querendo deixar ir a nossa conexão. Eu tateio para obter a minha ereção massiva, e ela está livre. Eu me movo e olho para minha esposa. Eu a quero, mas eu preciso que ela me queira.

"Sim. Por favor,” ela implora desejosa. E, sem mais uma palavra, eu me enterro dentro dela.

"Ah,” ela grita, surpresa com o quão rapidamente eu entro nela. Eu gemo quando eu sinto seu sexo embainhar meu pau e me espremo dentro dela. Meus lábios descem sobre os dela mais uma vez, e eu empurro nela mais profundo, mais duro, tentando alcançar através dela com todo o meu amor, todo o meu desejo e luxúria por ela, tentando afastar para longe o medo. Ela me encontra impulso por impulso.




 

"Ana," eu resmungo com uma interpretação incoerente de seu nome, e eu derramo tudo o que tenho dentro dela, selando nosso amor, a nossa união poderosa, todo o meu peso sobre ela, estou ofegante e sem fôlego.

Ela se agarra a mim, finalmente conseguindo tomar uma golfada de ar, e está se contorcendo debaixo de mim. Eu me retiro fora dela, e a seguro até que eu estou totalmente aqui, e agora, por muitos, muitos minutos. Quando estou completamente aqui, eu balanço minha cabeça, e inclino-me sobre os cotovelos, aliviando um pouco do meu peso de cima dela. Eu baixo o olhar para  Anastasia, olhando para ela com olhos abertos agora acordados.

"Oh, Ana. Doce Jesus,” eu digo afastando o medo para longe com meus beijos, com ternura, sobre  seus lábios.

"Você está bem?” Ela respira, acariciando meu rosto. Eu consigo concordar com a cabeça, abalado, mas acordado. Eu olho para o rosto dela novamente. Puta merda! Eu estou segurando minha esposa, e eu acabo de fodê-la, mas acho que ela ainda está frustrada, sem alívio.

"Você?" Eu pergunto, com alguma preocupação e desgosto na minha voz.

"Uhm...” diz ela se contorcendo debaixo de mim. Não, então... Eu sorrio, um lascivo, carnal, sorriso apreciativo. Oh, baby. Eu posso facilmente corrigir essa situação.

"Sra. Grey, você tem necessidades,” eu murmuro, e beijo-a rapidamente. Eu pulo para fora da cama e ajoelho-me no chão no final da cama. Eu a alcanço e agarro-a logo acima dos joelhos, e puxo-a para mim, enquanto suas nádegas estão bem na borda da cama.

"Sente-se,” eu ordeno, e ela finalmente consegue sentar-se, o cabelo é um véu em volta do rosto, dos seios. O meu olhar está fixo nela sem pestanejar, e eu empurro suas pernas afastadas tanto quanto possível. Ela se inclina para trás em suas mãos.

"Porra, você é muito bonita, Ana," eu respiro, enquanto eu olho minha mulher espalhada diante de mim em sua beleza nua. Eu mergulho minha cabeça, e trilho beijos para cima em sua coxa direita, enquanto meus lábios se dirigem para o grande prêmio: o ápice de suas coxas.


"Olhe,” eu digo com uma voz rouca. Eu quero que ela se desfaça em minha boca, alcançando seu auge, e eu quero vê-la se perdendo no prazer. Eu coloco minha língua sobre seu clitóris. Eu vou adorá-la com os meus lábios e língua baby! Eu provoco e insultar, e lambo e sugo seu clitóris, e em seguida, mergulho minha língua em seu sexo girando contra seu ponto sensível, empurrando todos os seus botões de prazer. Indo mais fundo, acariciando, estimulando, e fazendo-a gozar com um orgasmo intenso, fazendo-a arquear as costas para fora da cama, gritando meu nome. Eu acaricio sua barriga, dando-lhe beijos suaves. Suas mãos ainda tremem com o orgasmo rolando através de seu corpo, e ela consegue acariciar meus cabelos, delicadamente.

"Eu não terminei com você ainda,” murmuro. Eu a alcanço,  segurando-a pelos quadris e puxando-a para fora da cama, para o chão, onde eu estou ajoelhado, e para o meu colo e  minha ereção à espera. Ela engasga.

"Oh, baby,” eu respiro, e envolvo meus braços em torno dela, acalmando, segurando a cabeça dela e beijando seu rosto. Eu flexiono os quadris, e eu alcanço por trás dela, levantando-a e balançando minha virilha para cima para encontrar sua descida.

"Ah," ela geme, e eu selo meus lábios nos dela novamente e, lentamente, suavemente, eu faço amor com ela. Ela inclina a cabeça para trás. Ela flexiona sua coxa, e monta meu pau, aproveitando. Sua boca está aberta em êxtase total.

A Night to Remember - Bryan Adams

"Ana,” eu arquejo, e inclino-me e beijo seu pescoço. Eu a abraço forte e me movo dentro e fora dela, levantando-a, empurrando-a, em perfeita sincronização.

"Eu amo você, Ana,” eu sussurro perto de sua orelha. Minha voz é baixa, dura, carnal, amorosa e reverente. Ela enrola as mãos ao redor do meu pescoço, e enlaça em meu cabelo, puxando.

"Eu também amo você, Christian,” diz ela, enquanto ela abre os olhos. Ela está se movendo para cima e para baixo, e eu sinto seu sexo apertando ao redor da minha ereção, apertando, logo ao virar da esquina é o precipício.

"Goze para mim, baby,” eu sussurro em voz baixa. Ela fecha os olhos com força, e com o som da minha voz, ela goza em voz alta. Meu próprio clímax é intenso, estremecendo a alma, e em andamento. Eu finalmente me imobilizo ainda nela. Minha testa contra a dela, a minha voz sussurrando o nome dela, meus braços em torno dela, a minha libertação é intensa, e consumindo tudo.



****  *****
 Eu finalmente levanto minha mulher e a deito na cama. Ela encontra-se em meus braços, completamente satisfeita. Eu acaricio seu pescoço com o nariz.

"Melhor agora?" Eu sussurro.
.
"Hmm..."

"Devemos ir para a cama, ou você quer dormir aqui?"

"Hmmm...” ela responde de forma incoerente.

"Sra. Grey, fale comigo,” eu digo divertido. Tenho prazer de saber que eu posso deixar minha esposa perdida no prazer.

"Hmm".

"É o melhor que você pode fazer?"

"Hmmm".

"Venha. Deixe-me colocá-la na cama. Eu não gosto de dormir aqui. "

Ela finalmente se desloca na cama e se vira para me encarar. "Espere,” ela sussurra. Eu pisco para ela com os olhos arregalados, mas também satisfeito comigo mesmo.

"Você está bem?” Ela pergunta. Concordo com a cabeça e sorrio presunçosamente. Eu estou completamente satisfeito. "Eu estou agora."

"Oh, Christian,” ela me repreende enquanto ela acaricia suavemente meu rosto. "Eu estava falando sobre o seu pesadelo."

Minha expressão congela. Eu fecho meus olhos com a lembrança, e os meus braços são bandas de aço ao redor dela; eu enterro meu rosto em seu pescoço.

"Não,” eu sussurro, enquanto as imagens completas flutuam de volta. Ainda cruas e despedaçando a alma.

Ela corre as mãos pelas minhas costas e pelo meu cabelo.

"Sinto muito,” ela sussurra. "Está tudo bem,” ela murmura tentando me confortar. "Está tudo bem. Eu estou aqui. Está tudo bem. Está tudo bem...” diz ela uma e outra vez.

Quando o sentimento de perda diminui, "Vamos para a cama,” eu digo baixinho. Eu me afasto dela, e saio da cama. Ela despenca depois de mim envolvendo o lençol de cetim em torno dela, e pega suas roupas do chão.

"Deixe-as," Lembro a ela e antes que ela possa dizer outra palavra, eu a pego do chão e envolvo-a em meus braços. "Eu não quero que você tropece neste lençol e quebre seu pescoço.” Ela sorri, coloca os braços em volta de mim, e me fuça. Eu a levo para o nosso quarto, e para nossa cama. Eu espero até que ela adormeça na nossa cama.

Sua inocência, sua beleza, o jeito que ela se agarra a mim como se eu fosse ser arrebatado derrete meu coração. Como posso amar alguém tão fortemente, tão indelevelmente, tão apaixonadamente? Se alguém tivesse dito que isso iria acontecer comigo, ou que isto era mesmo humanamente possível, eu teria dito que a pessoa perdeu seu juízo. Essas coisas simplesmente não existiam para mim, embora, aqui estou eu. Totalmente, completamente, e irrefutavelmente e incondicionalmente apaixonado por ela! Tivemos alguns dias de merda. O pensamento de que alguém estava lá para machucá-la está me deixando louco. Estamos ambos estressados e sobrecarregados com o que Hyde tinha feito. Precisamos relaxar, e eu não sei se podemos fazer isso aqui. Os paparazzi estão constantemente acampados do lado de fora do Escala, SIP e do GEH. Precisamos sair da cidade, pelo menos para o fim de semana. Claro! Por que não pensei nisso antes? Precisamos ir para Aspen!

Eu lentamente deslizo para fora da cama sem perturbar Anastasia, e a cubro, certificando-me que ela está confortável. Eu lentamente me encaminho para o meu escritório, e ligo  meu computador. Eu mando um e-mail para Mia e Elliot.
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De: Christian Grey
Assunto: Aspen... hoje
Data: 27 de agosto de 2011 02:58
Para: Mia Grey; Elliot Grey
CC: Jason Taylor

Oi Mia e Elliot,

Estou planejando fazer uma surpresa para Anastasia levando-a para Aspen hoje. Uma vez que nós dois tivemos alguns dias muito estressantes, especialmente com a invasão de Hyde em nosso apartamento, precisamos escapar para o fim de semana. Eu acho que ter vocês dois, juntamente com Ethan e Katherine,  iria fazer esta viagem muito melhor. Cancelem quaisquer planos que vocês tenham; vocês não têm nenhuma desculpa. Todos vocês estão vindo; nós vamos voar no meu jato. Taylor irá informá-los a hora. Vocês tem tempo suficiente para fazer as malas. Senão, apenas embalem sua escova de dentes, nós vamos comprar o que vocês precisarem em Aspen.

Christian Grey
CEO, Grey Enterprises Holdings Inc.
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Então eu envio um texto para Taylor para que ele avise a tripulação, e tenha o jato preparado para o voo e me envie por texto a hora.

Isso vai ser bom para nós dois. Estou sufocando. Lenta e dolorosamente... Não ter controle sobre os acontecimentos que assolam nossas vidas está me deixando louco. Fodido Hyde! Se eu estivesse aqui quando ele invadiu minha casa, eu poderia tê-lo matado! Em seguida, Ana... Ela usou a palavra de segurança comigo! Ela não confia em mim o suficiente. Ela ainda acha que eu poderia machucá-la. Eu iria parar se ela dissesse para parar? Eu não consigo me livrar do pensamento do que poderia ter acontecido com ela na noite anterior... E se o filho da puta conseguisse pegá-la? E se ela chegasse em casa quando ele estivesse aqui e escondido? E se ele a raptasse, estuprasse, assassinasse? Eu estou morrendo... Eu morri mil mortes, lentamente sangrando por dentro, incapaz de cuidar de minhas feridas, lambê-las em um canto para curar. Impotente... Solitário... Eu me dirijo para o piano. Meu único amigo no momento... Minha única maneira de, ao mesmo tempo, afogar minhas mágoas, e expressá-las. Eu estou me afogando, e não há nenhuma maneira de ir à tona. Eu começo a tocar Chopin. Frio, temeroso, melancólico, doloroso, triste...

Chopin - Suffocation

"Suffocation." de Chopin. E toco mais e mais e mais e mais novamente. Eu termino apenas para começar de novo. Quanto tempo foi?  Vinte minutos, trinta? Eu não sei. Eu estou me afogando, sufocando, eu sou um homem em tristeza absoluta, um homem em chamas. Eu sinto a presença dela, me observando. Ela lentamente vai até o piano. Eu não levanto os olhos. Ela vem e senta-se ao meu lado no banco do piano, colocando a cabeça no meu ombro. Eu beijo seu cabelo, mas eu não paro até terminar a peça novamente. Ela espreita para mim, e eu olho para baixo para seus olhos azuis, com cautela.

"Acordei você?" Eu pergunto.

"Só porque você se foi. Como se chama essa peça?"

"É Chopin. É um de seus prelúdios em Mi menor." Eu digo, e faço uma pausa. "Chama-se Suffocation..." ela hesita. Então se aproxima mais e pega a minha mão. "Você está realmente abalado com tudo isso, não é?"

Eu bufo. Abalado? Como ela consegue minimizar tudo. "Um babaca demente entra em meu apartamento para sequestrar minha mulher. Ela não quer fazer o que lhe é dito. Ela me deixa louco. Ela usa palavras de segurança para mim,” eu digo fechando meus olhos. Eu não sinto nada além de pesar até o meu âmago. Quando eu os abro novamente, a tristeza e o medo puro ainda estão presentes. "Sim, estou muito abalado."

Ela aperta minha mão em resposta. "Eu sinto muito."

Viro-me e pressiono minha testa contra a dela. "Eu sonhei que você estava morta,” eu sussurro.

Seus olhos se arregalam.

"Deitada no chão... tão fria... e você não iria acordar".

"Ei - era apenas um sonho ruim,” ela me tranquiliza. Ela chega, e pega minha cabeça em suas mãos. Meus olhos infernais com angústia, queimando nela, abalados.

"Eu estou aqui e eu estou com frio sem você na cama. Volte para a cama, por favor,” ela implora pegando a minha mão e levantando. Eu preciso saber que ela está comigo, abraçá-la a noite toda. Eu finalmente me levanto. Ela olha para o meu pijama pendurado baixo avidamente, fazendo-me sentir muito melhor com aquele olhar quente, desejoso. Vamos para a cama, e eu me envelopo nela como hera na parede.

****  *****


O que me acorda é o seu olhar sobre mim. Eu posso senti-la, mesmo durante meu sono. Eu me mexo e levanto a cabeça de cima de seu peito, e olho para a minha amada esposa com olhos sonolentos.

"Bom dia, Sr. Grey,” ela sorri.

"Bom dia, Sra. Grey. Dormiu bem? " Pergunto me alongando.

"Uma vez que o meu marido parou de fazer aquela terrível barulheira no piano, sim, eu dormi."

Eu sorrio para ela timidamente. Timidez é algo que eu desenvolvi em relação a ela, e eu não sabia que eu ainda possuía tal emoção. "Barulho terrível? Eu vou me assegurar de enviar um e-mail à Srta Kathie e deixá-la saber."

"Srta Kathie?” Ela pergunta curiosa.

"Minha professora de piano."

Ela dá uma risada em resposta. O melhor som para ouvir de manhã.

"Esse é um belo som. Devemos ter um dia melhor hoje?" Eu pergunto.

"Okay. O que você quer fazer? "

"Depois de eu ter feito amor com minha esposa, e ela me preparar o café da manhã, eu gostaria de levá-la para Aspen."

Seu queixo cai. "Aspen?"

"Sim,” eu digo suprimindo um sorriso.

"Aspen, Colorado?"

"Esse mesmo. A não ser que eles o moveram. Afinal de contas, você pagou vinte e quatro mil dólares pela experiência."

Seu sorriso de resposta é otimista. "Esse era seu dinheiro."

"Nosso dinheiro,” eu a lembro pela milésima vez.

"Era seu dinheiro quando eu fiz a oferta,” diz ela revirando os olhos. Minhas sobrancelhas se erguem.

"Oh, Sra. Grey, você e seu rolamento de olho," eu sussurro e corro minha mão sobre sua coxa.

"Não vai demorar horas para chegar ao Colorado?” Ela pergunta.

"Não de jato,” eu respondo sedutoramente, e minha mão alcança e cobre suas nádegas, e eu fico ocupado deslizando-a por seu corpo, e levantando sua camisola, e logo estamos perdidos um no outro.


****  *****

Vestido, embalado e pronto para ir, meu Blackberry toca. Eu olho para o nome, e franzo a testa. É Elliot. Espero que ele não esteja desistindo da viagem. Eu levanto meu dedo para Anastasia, indicando um minuto e entro em meu estúdio.

"Elliot? Você não está desistindo, não é?"

"Olá para você também, Christian,” diz ele, e eu ouço seu riso. "Não, eu não estou, mas eu não posso acreditar que estou pedindo isso a você, porque, você, embora tão inexperiente, ainda assim tem mais experiência neste campo do que eu..." diz ele pausando.

"Que campo seria esse?"  Eu digo com apreensão. Será que Katherine disse algo a ele sobre meu estilo de vida anterior?

"Decidi pedir a Kate para se casar comigo! Desde que você e Ana parecem tão felizes, e eu estando completamente apaixonado por Kate... Christian, ela é a única! Eu a amo! Mas ela acha que eu estou furioso com ela, pois bem, não temos nos falado desde que nós tivemos uma briga depois que você ligou... e bem, de qualquer maneira... Eu sei que ela pode ser assim, mas esta é a sua coragem, e eu a amo por isso! Ela não leva merda de ninguém!" diz ele. Elliot pela primeira vez está fora do lugar. Quase incoerente em expressar seus pensamentos.

Estou sem palavras por um momento. Meu irmão Elliot, que tem sido o maior jogador desde Casanova, está apaixonado e quer se casar? Com Katherine Kavanagh? Eu não sou muito apaixonado por ela por causa de seu comportamento intrusivo, mas desde que ela ama minha esposa, e é protetora com relação a ela, eu estou disposto a esquecer algumas das suas transgressões. Nem todas elas. Apenas algumas. Eu ainda estou fodido de raiva dela por se intrometer. Mas, é a vida de Elliot. Ele pode fodê-la do jeito que ele quiser. Ele poderia fazer pior do que Kavanagh. Ana parece gostar dela. Talvez haja algo para gostar nela. Eu não percebo que estou em silêncio atordoado até que Elliot fala novamente:

"Bem, diga algo! Você sempre tem uma opinião!"

"Wow! Se ela é quem você quer Elliot, eu não poderia estar mais feliz por você!"

Ouço um suspiro de alívio dele.

"Eu não sei quando e como eu quero fazer isso, mas eu acho que eu quero que vocês estejam lá, você sabe, ela gosta de ser o centro da atenção, e acho que, tendo você e Ana lá me daria um pouco de coragem, vendo quanto apaixonados vocês dois estão."

"Eu tenho certeza que você vai encontrar o lugar certo e o momento. Estou muito feliz por você, mano!  E..." Eu digo pausando.

"Sim?"

"Estou muito feliz que você compartilhou essa notícia comigo. Mamãe e papai sabem?"

"O quê? Você acha que eu quero esse tipo de pressão sobre mim? Claro que não. Você é o primeiro!" ele diz com fervor.

"Eu estou realmente tocado, Elliot! Vamos torcer para que ela diga, sim,” eu digo rindo em uma brincadeira amigável.

"Claro que ela vai! Se ela não disser, eu estou fodido! Tenho certeza que você vai me consolar..."

"Não aposte nisso, Elliot Eu vou para lá com minha esposa para ficar longe de Seattle. Você certifique-se de convencê-la, assim você não vai precisar de qualquer consolo,” eu digo.

"Muito obrigado mano!" diz ele zombando. "Vejo vocês em breve!"

Eu desligo.

"O que foi aquilo?" Anastasia pergunta.

"Apenas alguns arranjos, baby,” eu digo, e ela estreita os olhos, mas não se debruça sobre isso.


****  *****


A surpresa está em andamento. Kate e Elliot, Mia e Ethan, todos confirmaram que virão. Eles devem chegar antes de nós chegarmos à pista, e tomar assento. Estou ansioso. Quero que Anastasia fique feliz, alegre mesmo, quando descobrir que seus amigos estão vindo para um fim de semana com a gente em Aspen. Estou observando cada reação dela. Taylor nos conduz, e foi dado a ele pouco tempo para conseguir os pilotos, ter o jato pronto, ter os caseiros deixando a casa pronta para os visitantes, e providenciar o transporte, enquanto estivermos em Aspen. Quando chegamos ao Sea-Tac, o jato GEH está esperando. O tempo em Seattle é sombrio, mas eu estou esperando que ele esteja muito melhor em Aspen. Estou incrivelmente feliz! Eu quero mostrar a minha mulher o que temos em Aspen! Eu quero dar a ela um bom momento depois de todos esses dias de merda. Eu estou vestido com minha calça jeans preta e camiseta branca. Anastasia está vestindo seu jeans pendurado baixo, t-shirt e um leve casaco azul marinho, e ela parece em cada pedaço quente. Eu pego a mão dela quando o nosso SUV para no pé da escada do jato.

"Eu tenho uma surpresa para você,” murmuro e beijo seus dedos.

Seus olhos se iluminam, dançam com curiosidade e ela ri. "Boa surpresa?"

"Espero que sim,” eu digo sorrindo. Eu quero que ela fique feliz com isso, e excitada. Eu estou segurando minha respiração para ver o que ela vai pensar.

Sawyer pula para fora do assento do passageiro da frente e abre a porta de Anastasia. Taylor abre minha porta, em seguida, ele se vira para pegar nossa bagagem do porta-malas. Eu pego a mão da minha esposa e subo os degraus para o jato. Stephan está esperando no topo da escada e o primeiro oficial Beighley está  no cockpit preparando o jato para o vôo. Stephan e eu apertamos as mãos. "Bom dia, senhor,” ele sorri.

"Obrigado por fazer isso em um curto espaço de tempo," Eu digo sorrindo para ele. "Os nossos convidados estão aqui?"

"Sim, senhor." Com isso, Anastasia vira e olha para a cabine com os olhos arregalados para encontrar Kate, Elliot, Mia e Ethan todos sorrindo e sentados nos bancos de couro de cor creme. Anastasia gira de volta para olhar para mim com alegria total!

"Surpresa!" Eu digo.

"Como? Quando? Quem?” Ela murmura em êxtase completo e euforia.

"Você disse que não via o suficiente seus amigos,” eu digo encolhendo os ombros com indiferença, pensando  que eu sou tudo menos isso. Dou-lhe um sorriso de desculpas pela falta de imaginação.

"Oh, Christian, obrigado!”  Diz ela jogando os braços em volta do meu pescoço e me beija forte na frente de todos os nossos convidados e tripulantes. Estou instantaneamente ligado. Eu coloco minhas mãos nos seus quadris e engancho meus dedos através das presilhas da calça jeans, e aprofundo o nosso beijo. Ela está bem ali junto comigo.

"Continue assim e eu vou arrastá-la para o quarto," murmuro em seus lábios.

"Você não teria coragem,” ela sussurra de volta, e baby, como eu amo um desafio.

"Oh, Anastasia,” eu rio, e balanço a cabeça. Eu liberto-a e sem demora, eu me inclino e agarro suas coxas, e levanto-a sobre meu ombro como um Neanderthal faria com sua esposa.

"Christian, me coloque para baixo!” Ela grita, batendo na minha bunda. Meu piloto ri com a cena e ele vai para o cockpit balançando a cabeça. Eu passeio pela cabine estreita passando por minha irmã e o garoto Kavanagh, e meu irmão e sua namorada. A boca de Ethan está aberta enquanto o resto deles está rindo, aplaudindo e assobiando.

"Se vocês me derem licença," Eu digo para os nossos convidados. "Eu preciso ter uma palavra com a minha mulher em particular."

"Christian! Coloque-me no chão!" Anastasia grita.

"Tudo a seu tempo, baby."

Quando eu entro na cabine, eu fecho a porta atrás de nós, e, finalmente, libero minha esposa, e deixo-a deslizar para baixo do meu corpo. Eu sorrio completamente feliz, porque isso é tão absolutamente normal!

"Esse foi um real show, Sr. Grey," ela murmura enquanto ela cruza os braços e olha para mim com falso desprezo e desgosto.

"Isso foi divertido, Sra. Grey," eu repito com um sorriso largo. Eu estou muito feliz agora, porra!

"Você vai continuar?” ela pergunta arqueando uma sobrancelha. Ela cora escarlate. O olhar dela baixa, e, em seguida, olha para mim, encontrando meu intenso olhar focado exclusivamente sobre ela. Ela está pensando em nossa noite de núpcias aqui. Eu sorrio como o gato Cheshire, lembrando. Ela sorri para mim.

"Eu acho que pode ser grosseiro manter nossos convidados à espera," eu digo, e dou um passo para frente para a minha esposa. Ela dá um passo para trás, e as costas ficam encostadas na parede da cabine. Eu estou muito perto, estamos no campo gravitacional um do outro. Eu me inclino para baixo e passo meu nariz ao longo do dela.

"Boa surpresa?" Eu sussurro minha pergunta, ansioso para descobrir. Eu quero que ela saiba que eu não estou tentando mantê-la longe de seus amigos. Estou muito ansioso e preocupado com a segurança dela. Isso vem em primeiro lugar, mas eu estou disposto a fazer qualquer coisa para mantê-la feliz.

"Oh, Christian, surpresa fantástica,” ela responde enquanto  ela passa as mãos no meu peito, finalmente envolvendo os braços em volta do meu pescoço, me beijando.

"Quando você organizou isso?” Ela pergunta enquanto ela se afasta, acariciando meu cabelo.

Michael Jackson - You Rock My World

"Ontem à noite, quando eu não conseguia dormir. Eu enviei um email para  Elliot e Mia, e aqui estão eles. "

"É muito atencioso. Obrigado. Eu tenho certeza que vamos nos divertir muito. "

"Eu espero que sim. Eu pensei que seria mais fácil evitar a imprensa em Aspen do que em casa." Ela estremece.

"Venha. É melhor tomarmos nossos lugares. Stephan estará decolando em breve,” eu digo e estendo minha mão para ela e caminho de volta para a cabine. Meu irmão aplaude quando  entramos, incapaz de impedir a si mesmo e faz o seu comentário zombeteiro. "Isso com certeza foi um rápido serviço de bordo!" Eu o ignoro.

"Sentem-se, senhoras e senhores, nós vamos logo começar a taxiar para decolar,” a voz de Stephan vem através do interfone. A aeromoça Natalie vem através da cabine e pega as xícaras de café vazias e  Anastasia a observa como um falcão guardando seu território, deixando-me satisfeito.

"Bom dia Sr. Grey, Sra. Grey," ela diz, sua voz demorando no meu nome, o que eu ignoro, e Anastasia estreita seus olhos. Eu sorrio educadamente, e tomo o meu lugar de frente para Elliot e Kate. Anastasia abraça sua amiga Kate, Mia e acena para Ethan e Elliot, o que eu aprovo, e senta-se ao meu lado e coloca o cinto.

"Espero que você tenha embalado suas botas de caminhada,” eu digo a Anastasia calorosamente.

"Nós não vamos esquiar?” Ela pergunta surpresa, me fazendo sorrir.

"Isso seria um desafio, em agosto,” eu respondo. Ela cora.

"Você esquia, Ana?" Elliot se intromete.

"Não."

Eu estendo minha mão e seguro a de minha esposa.

"Eu tenho certeza que meu irmão pode ensinar a você,” diz ele piscando. "Ele é muito rápido nas pistas, também,” diz ele com duplo sentido, fazendo minha esposa corar. Eu olho para o meu irmão, impassível, mas principalmente tentando esconder a minha diversão. Quando o avião começa a se mover e a taxiar em direção à pista, Anastasia fica nervosa. Ela está com medo das decolagens. A aeromoça Natalia percorre os procedimentos de segurança com uma voz clara. Anastasia estreita seus olhos e examina-a desde sua camisa de manga curta azul-marinho e saia lápis, até seu make-up. Por que ela está tão incomodada com ela? Esta mulher não tem nada acima de Anastasia.

"Você está bem?" Eu ouço Katherine perguntando a Anastasia. "Quero dizer, após o negócio do Hyde?"

Anastasia concorda com a cabeça em resposta. Eu posso sentir Ana tensa sob minha mão. Por que Kate insiste em sondá-la?

"Então, por que ele foi ‘postal’?” ela pede mais. Ela joga o cabelo para trás, e todos os olhos estão em nós. Ela não me intimida. Eu olho para ela sem emoção, e dou de ombros. "Eu botei ele na rua," eu digo bruscamente. Mas ela não desiste. (N.T. postal = muito antagônico. Termo inventado após um incidente de trabalhadores dos correios enlouquecendo e matando colegas de trabalho)

"Oh? Por quê?” Diz ela inclinando a cabeça para um lado, como Diane Sawyer. Desta vez, Anastasia responde a ela.

"Ele me deu uma cantada."

"Quando?” ela sonda ainda mais.

"Há muito tempo."

"Você nunca me disse que ele deu uma cantada em você!" Kate explode. Por que ela deveria? Eu sou o marido, eu posso cuidar da minha esposa. Anastasia dá de ombros, quase apologética.

"Não pode ser apenas um rancor por causa disso, com certeza. Quero dizer, sua reação  é demasiado extrema,” ela continua tagarelando. Então ela se vira para mim e pergunta. "Ele é mentalmente instável? E todas as informações que ele tem sobre vocês Greys? "

"Achamos que há uma conexão com Detroit,” eu digo sem muito comprometimento.

"Hyde é de Detroit, também?” Ela pergunta com os olhos arregalados. Concordo com a cabeça em resposta.

Quando o avião acelera na pista, Anastasia fica cada vez mais nervosa segurando firmemente  minha mão. Dirijo meu olhar para ela em tom tranqüilizador. Eu aperto-lhe a mão e acaricio seus dedos com o polegar.

"O que você sabe sobre ele?" Desta vez Elliot pergunta curiosamente, completamente alheio ao fato de que eu estou irritado com essa linha de questionamento de sua namorada em relação à minha esposa. Porém, ainda seria irrelevante se Anastasia estivesse aqui ou não. Estou apenas irritado com ela. Katherine se inclina para frente, atenção pura, pronta para extrair a história de sua vida.

"Isto é confidencial,” eu digo olhando para Katherine incisivamente. Sua boca se contrai, mas ela balança a cabeça solenemente concordando.

"Nós sabemos um pouco sobre ele. Seu pai morreu em uma briga de bar. Sua mãe bebeu para  esquecer. Quando criança ele esteve dentro e fora de lares adotivos... dentro e fora de problemas, também. Principalmente roubo de carros. Passou um tempo no reformatório. Sua mãe voltou aos trilhos por algum programa de extensão, e Hyde deu uma reviravolta. Ganhou uma bolsa de Princeton."

"Princeton?" Katherine pergunta com curiosidade.

"Sim. Ele é um garoto brilhante,” eu digo dando de ombros, embora eu esteja nervoso por dentro.

"Não tão brilhante. Ele foi pego,” murmura Elliot.

"Mas, certamente, ele não pode ter conduzido toda essa façanha sozinho?" Pergunta Katherine, passando direto para a fonte da minha ansiedade, e isso é algo com que eu não quero preocupar Anastasia ainda. Eu enrijeço imediatamente.

"Nós não sabemos ainda,” eu respondo tranquilamente. Anastasia vira para olhar para mim com horror, percebendo pela primeira vez o cerne da minha angústia. Os nomes e rostos desconhecidos... Eu aperto-lhe a mão tranquilizadoramente, mas eu sou incapaz de encontrar seu olhar. Quando estamos finalmente no ar, e em velocidade normal de voo, Anastasia se vira para mim e calmamente se inclina e "Quantos anos ele tem?” Ela pergunta em meu ouvido.

"Trinta e dois. Por quê? "

"Curiosa, isso é tudo."

Meu queixo imediatamente aperta com a tensão. Eu não quero que ela queira se informar sobre o filho da puta!  "Não seja curiosa sobre Hyde. Estou feliz por o filho da puta estar preso."

"Você acha que ele está trabalhando com alguém?” ela me pergunta, e seus olhos estão fixos em minha expressão tentando decifrar a resposta certa.

"Eu não sei,” eu digo enquanto minha mandíbula aperta novamente. Eu não posso esconder meu desgosto, apreensão ou preocupação.

"Talvez alguém que tenha algo contra você? Como Elena,” ela sussurra.  Murmura o nome em voz alta, e eu não quero todo mundo ouvindo sobre ela. Mas, felizmente, todo mundo está ocupado com sua própria conversa, então estamos seguros.

"Você gosta de demonizar ela, não é?" Eu digo revirando os olhos e balançando a cabeça em desgosto. "Ela pode guardar rancor, mas ela não faria esse tipo de coisa,” eu digo com firmeza. "Não vamos discutir ‘ela’. Eu sei que ela não é o seu tema preferido de conversa."

"Você já a confrontou?” Ela sussurra implacavelmente.

"Ana eu não falei com ela desde a minha festa de aniversário. Por favor, deixe-o. Eu não quero falar sobre ela." O tema sempre azeda o humor dela, e, francamente, ela está fora da minha vida. Passado. Eu levanto a mão aos meus lábios suavemente e beijo-lhe os dedos. Meu olhar queima nela, pedindo para deixá-lo.

"Arranjem um quarto! Ah, certo - vocês já têm, mas vocês não precisam dele por muito tempo,” Elliot sorri maliciosamente.

Já irritado com a linha de questionamento de Anastasia, volto meu olhar gelado para meu irmão. "Cai fora, Elliot," eu digo repreendendo, mas sem malícia.

"Cara, apenas dizendo-lhe como isto é,” diz ele com diversão.

"Como você sabia," eu me oponho a ele, levantando uma sobrancelha.

Ele sorri para mim, completamente se divertindo. "Você se casou com sua primeira namorada,” diz ele apontando para a minha esposa. Os olhos de Anastasia se ampliam e ela cora.

"Você pode me culpar?" Pergunto a ele, e beijo a mão da minha esposa novamente.

"Não,” ele responde e balança a cabeça. Minha esposa cora profusamente, e Katherine dá um tapa na coxa dele; a primeira coisa que eu aprovo dela.

"Pare de ser um babaca,” ela o adverte.

"Ouça a sua namorada,” eu digo sorrindo e nossa brincadeira acaba desse jeito.

Claro que ela é minha namorada. Ela é a única mulher que roubou meu coração e minha alma. Nenhuma das outras mulheres que já entraram na minha vida conseguiu fazer isso.

A voz de Stephan pode ser ouvida novamente através do sistema de alto-falante.

"Okay, senhoras e senhores, vamos viajar a uma altitude de cerca de 10.000 metros, e nosso tempo de vôo estimado é de uma hora e 56 minutos,” ele anuncia. "Vocês agora estão livres para se mover na cabine".

A aeromoça finalmente aparece na cabine.

"Posso oferecer um café a alguém?” Ela pergunta.

****  *****

Quando aterrissamos em Sardy Field, são 12:55h, hora local. Stephan para o jato no terminal principal.

"Bom pouso,” eu rio e aperto a mão de Stephan quando estamos nos preparando para sair do jato.

"É tudo sobre a densidade da altitude, senhor. Beighley aqui é boa em matemática,” diz ele sorrindo de volta.

Concordo com a cabeça para Beighley. "Você acertou em cheio, Beighley. Pouso suave."

"Obrigado, senhor,” ela sorri, satisfeita consigo mesma.

"Aproveitem o seu fim de semana, Sr. Grey, Sra. Grey. Veremos vocês amanhã,” diz Stephan se afastando. Quando saímos do jato, Taylor está esperando ao lado de uma VW van.

"Minivan?" Pergunto completamente surpreso. Taylor desliza a porta aberta. Ele sorri se desculpando, e dá levemente de ombros. Claro.

"Última hora, eu sei," eu digo conciliador. Taylor  volta ao avião para trazer a nossa bagagem.

"Quer dar uns amassos na parte de trás da van?" Murmuro maliciosamente para Anastasia. Ela dá uma risadinha, e é o melhor som do mundo.

"Vamos lá, vocês dois. Entrem," Mia ordena impacientemente atrás de nós. Anastasia se aconchega contra mim, e eu coloco meus braços ao redor da parte de trás do seu assento. "Confortável?" Eu pergunto enquanto Mia e Ethan sentam na fileira de assentos em frente de nós.

Sua resposta é um feliz, "Sim,” e eu me inclino e beijo sua testa. Ela imediatamente cora sentindo timidez.

Katherine e Elliot se juntam a nós em nossa fila, e Taylor carrega a bagagem no porta-malas. Nós estamos no nosso caminho, tão logo  Taylor termina.

Estou ansioso para Anastasia ver a nossa casa de férias. Ela está olhando para fora da janela observando Aspen, olhando para as árvores verdes com um toque das cores do outono em suas folhas levemente amareladas. Mas o tempo está absolutamente lindo, azul cristal, apesar de existirem algumas nuvens no oeste. Monte Elbert, o pico mais alto das Montanhas Rochosas é visível à sua frente. As montanhas são de um verde luxuriante, embora à distância pareçam azuis, e o pico mais alto ainda está coberto de neve. É um cenário mágico. Esta é a cidade onde os ricos e famosos do país brincam no inverno. A cidade tinha visto excessos hedonistas nos anos 70, também, no entanto, isto foi muito antes do meu tempo.

Anastasia parece completamente quieta, perdida mesmo. Por quê? O meu olhar está fixo nela.

Ethan Kavanagh vira e quebra seu silêncio com uma pergunta.

"Você já esteve em Aspen antes, Ana?"

"Não, primeira vez. Você?"

"Kate e eu costumávamos vir muito aqui quando éramos adolescentes. Papai é um esquiador afiado. Mamãe menos."

"Eu estou esperando que meu marido vá me ensinar a esquiar,” diz ela olhando para mim com expectativa.

"Não apostaria nisso,” murmuro petulante como uma criança. Eu não quero que ela caia e se machuque.

"Eu não vou ser tão ruim assim!" ela diz se sentindo ofendida.

"Você pode quebrar seu pescoço," eu a lembro, meu medo evidente no meu rosto.

Ela olha para mim por um momento, e decide não discutir. "Há quanto tempo você tem esse lugar?"

"Quase dois anos. É seu agora, também, Sra. Grey," eu indico suavemente.

"Eu sei,” ela sussurra de volta, não convencida. Mas ela se inclina e beija minha mandíbula, e se aninha do meu lado. Eu finalmente me sinto confortável o suficiente para brincar com meu irmão e Ethan. Mia ocasionalmente salta para a conversa, mas Katherine está quieta. Elliot disse que eles não se falam desde que explodi sobre ele após o incidente do coquetel.  O pobre idiota está loucamente apaixonado por ela. Alguma coisa mudou no meu relacionamento com meu irmão. Eu nunca falei com ele sobre mulheres no passado. Nunca. Embora ele sempre tentasse quando éramos mais jovens. Ele, assim como o resto da minha família, nunca soube de minhas predileções. Esta é a primeira vez que ele se aproximou de mim para um conselho... bem, ajudar a fazer a pergunta para a trituradora de bolas. Eu nunca vi meu irmão ficar louco por uma mulher. Ele teve muitas namoradas. Inferno, ele fodeu cada mulher com um apelo sexual em Seattle e na vizinhança, e super explorou aquela lagoa durante anos. E tudo que o pegou foi esta tenaz Katherine Kavanagh, a futura jornalista trituradora de bolas.

Finalmente nós dirigimos através do centro de Aspen e Anastasia levanta a cabeça, olha em volta excitadamente, absorvendo a cidade. Seu olhar segue os tijolos vermelhos, chalés estilo suíço, e um monte de casas pintadas em várias cores da virada do século. A cidade atende a ricos e famosos, e, como tal, há inúmeros bancos, lojas de grife e restaurantes cinco estrelas, implicando em riqueza dos moradores da cidade, e estilo de vida.

"Por que você escolheu Aspen?" ela me pergunta, imersa em pensamentos.

"O quê?" Eu pergunto a ela, confuso com sua pergunta.

"Para comprar um lugar,” ela explica.

"Mamãe e papai costumavam nos trazer aqui quando éramos crianças. Aprendi a esquiar aqui, e eu gosto do lugar. Espero que você também, caso contrário, nós venderemos a casa e escolheremos  outro lugar."

Ela olha para mim surpresa. Enfio uma mecha de cabelo detrás de sua orelha, incapaz de levar o meu olhar para longe de sua beleza. "Você está linda hoje,” murmuro. Ela cora. Ela ainda tem dificuldade em receber elogios. Mas isso ainda é um de seus encantos. Eu me inclino e a beijo, por muito tempo, doce, ternamente e amorosamente.

Enquanto a van segue para fora da cidade, começamos a subir o outro lado do vale ao longo de uma estrada de montanha. Os olhos de Anastasia brilham, e ela olha em volta com curiosidade. Eu me sinto muito nervoso, porra!  Nervoso que ela não goste da nossa casa! E se ela não gostar? Eu me sinto tenso.

"O que há de errado?" ela pergunta sentindo meu humor.

"Eu espero que você goste,” eu digo baixinho. "Nós estamos aqui".

Taylor diminui no portão da entrada feito de pedras cinza, bege, e vermelhas. Quando o portão se abre, ele se dirige até a calçada, e ele finalmente estaciona fora da casa.  Anastasia olha a dupla fachada com telhados agudos e construída de madeira escura e da mesma pedra misturada,  como o portão. É uma estrutura moderna. Reflete o meu gosto. Mas, eu quero que a minha mulher goste dela também.

"Lar,” eu falo sem som  enquanto todo mundo começa a se empilhar fora da van.

"Parece bom,” é sua resposta.

"Venha. Veja,” eu digo completamente excitado.

Mia sobe os degraus e corre para os braços da Sra. Bentley, abraçando-a com força. Anastasia olha seus cabelos negros escuros, salpicados com cinza ocasionais.

"Quem é essa?" Anastasia pergunta enquanto eu a ajudo a sair da van.

"A Sra. Bentley. Vive aqui com o marido. Eles cuidam do lugar,” eu explico. Mia apresenta todos a Sra. Bentley.

"Sra. Bentley, este é Ethan Kavanagh,” diz ela parando. Acho que eles não definiram seu relacionamento, porque ela franze a testa um pouco, e evita a palavra ‘namorado’. Em seguida, continua. "E esta é Kate Kavanagh, a namorada de Elliott!"

Elliot também abraça a Sra. Bentley, e eu pego a mão da minha mulher e a levo para nossa casa.

"Bem-vindo de volta, Sr. Grey," ela sorri para mim educadamente.

"Carmella, esta é a minha esposa, Anastasia," eu apresento minha mulher com orgulho. Seu nome é uma ladainha em minha língua.

"Sra. Grey," Carmella acena com a cabeça para Anastasia respeitosamente. Ana segura a mão dela e elas se cumprimentam.

"Espero que vocês tenham tido um vôo agradável. O tempo é suposto ser bom no fim de semana, embora eu não tenha certeza,” diz ela e  olha o céu para o oeste com nuvens escuras. Ela fecha a porta de entrada atrás de nós. "O almoço está pronto quando quiserem,” diz ela sorrindo novamente. Seus olhos escuros são quentes e agradáveis.

"Aqui," eu agarro e levanto minha mulher em meus braços.

"O que você está fazendo?" ela grita.

"Levando-a por mais uma soleira, Sra. Grey," eu respondo.

Ela sorri, e eu a levo para o grande corredor. Eu a beijo brevemente e coloco-a delicadamente sobre o chão de madeira.

Anastasia fica em pé e olha ao redor observando tudo. A decoração interior é semelhante à grande sala do Escala. As paredes brancas, madeira escura, e a arte abstrata contemporânea. O corredor se abre em uma grande área de estar, onde três sofás de couro creme cercam uma lareira de pedra imponente que é a peça central da sala. As cores de destaque estão apenas nas almofadas espalhadas ao redor dos sofás. Minha irmã pega a mão de Ethan e leva-o para mais longe dentro da casa. Eu olho por trás deles, e eu ainda não sei se posso confiar em Ethan com a minha irmã. Ele, afinal queria a minha esposa. Eu não estou totalmente certo que o sentimento se foi. Minha boca se aperta com o pensamento. Eu balanço minha cabeça, e viro para minha esposa. Sim, ela é minha esposa!

Katherine assobia, impressionada. "Bonito lugar!"

Elliot está ajudando Taylor com a bagagem.

"Uma volta?" Eu pergunto a Anastasia. Eu quero mostrar-lhe tudo. Especialmente o quarto principal. Estou excitado e ansioso. Eu quero que minha esposa aprove.

"Claro,” ela responde. Ela está descontente com alguma coisa. Por quê? Será que ela não gostou do que viu até agora? Por que ela está apreensiva? Ou... ela estava desse jeito em Paris, durante a nossa lua de mel. Ela comparou-se a Sabrina. Eu franzo a testa, mas não digo nada, e tomando-lhe a mão, eu a levo através dos vários cômodos da casa. Eu mostro-lhe o coração da casa;  a cozinha com os aparelhos modernos e, bancada de mármore pálido, e armários pretos. Eu a levo para a adega, também. Então eu levo-a ao sub-solo lá embaixo com a grande TV de plasma, sofás macios e confortáveis ​​e uma mesa de bilhar. Seu humor muda pela primeira vez. Ela cora quando eu a pego. Ela sabe exatamente o que estou pensando.

"Gostaria de um jogo?" Pergunto com um brilho malicioso. Ela balança a cabeça em negativa, e minha testa sulca novamente. Por que tão triste? O que está errado? Eu pego a mão dela e a levo até o primeiro andar novamente. Há quatro suítes, cada uma com seu próprio banheiro. E há a suíte master com uma cama enorme, na verdade, é maior do que a que temos no Escala, e de frente para uma enorme janela panorâmica com vista sobre Aspen e as montanhas.

"É Ajax Mountain... ou Aspen Mountain, se preferir,"  eu digo, e olho para ela com olhos desconfiados. Eu paro na porta, e meus dedos estão enganchados nas presilhas do meu jeans preto. Ela não diz nada, apenas balança a cabeça.

"Você está muito quieta,” murmuro. Estou ansioso. Seu silêncio é ensurdecedor, e de acabar com os nervos.

"É lindo, Christian,” diz ela, mas não há vida em suas palavras. Completamente apreensivo, eu ando em direção a ela, em cinco passos largos, e paro diante dela. Puxo-lhe o queixo, e libero seu lábio inferior o qual ela está mastigando pensativamente.

"Você é muito rico."

"Sim".

"Às vezes, me pega de surpresa o quão rico você é."

"Somos," eu a corrijo.

"Somos,” ela murmura automaticamente.

"Não se estresse sobre isso, Ana, por favor. É apenas uma casa,” eu digo lembrando seu humor em Paris.

"E o que Gia fêz aqui, exatamente?"

"Gia?" Pergunto levantando uma sobrancelha, completamente surpreso.

"Sim. Ela remodelou este lugar?"

"Sim. Ela projetou o subsolo lá embaixo. Elliot fêz a construção,” eu digo passando a mão pelo meu cabelo. "Por que estamos falando sobre Gia?"  Isso é sobre ela? Que  Gia me deu uma cantada?

"Você sabia que ela teve um caso com Elliot?"

Eu olho para ela por um momento. Estou confuso. Por que estamos falando sobre Gia, e, em seguida, meu irmão? Ela está chateada que Elliot a fodeu? Por que isso a incomoda? Por que ela se importa que Elliot fodeu-a?

"Elliot fodeu a maior parte de Seattle, Ana," Eu digo, e ela arqueja.

"Na maior parte mulheres, eu entendo," eu brinco para iluminar seu humor. Seu rosto parece chocado.

"Não!" ela profere. Concordo com a cabeça.

"Não é da minha conta," eu digo levantando minhas mãos.

"Eu não acho que Kate sabe". Oh, isso é sobre sua melhor amiga!

"Eu não tenho certeza que ele divulgue essa informação.” Kate parece estar se segurando por si só. Anastasia está muda, chocada. Ela só olha para mim, incrédula. Eu inclino minha cabeça para o lado e tento decifrar o interesse de minha esposa na vida amorosa do meu irmão. "Isso não pode ser apenas sobre a promiscuidade de Gia ou de Elliot."

"Eu sei. Sinto muito. Após tudo o que aconteceu esta semana, é que..." ela diz incapaz de terminar  sua frase, e ela opta por encolher os ombros. Seu rosto cai, os olhos transbordam com lágrimas. Eu odeio ver minha esposa chorando, mas eu também estou esmagadoramente aliviado que ela não tem uma queda por meu irmão! Eu a puxo em meus braços, e seguro-a com força. Meu nariz está inalando o cheiro dela, escavando em seu cabelo.

"Eu sei. Sinto muito, também. Vamos relaxar e nos divertir, certo? Você pode ficar aqui e ler, assistir à horrível TV, fazer compras, fazer caminhadas, pescar mesmo. Tudo o que você quiser fazer. E esquecer o que eu disse sobre Elliot. Isso foi indiscrição minha."

"Vai de alguma maneira explicar por que ele está sempre provocando você,” ela murmura, enquanto ela cheira meu peito.

"Ele realmente não tem nenhuma idéia sobre o meu passado. Eu disse a você, minha família achava que eu era gay. Celibatário, mas gay."

Ela ri em resposta, possivelmente lembrando sua pergunta. "Eu pensei que você fosse celibatário. Como eu estava errada,” diz ela e envolve seus braços em volta de mim.

"Sra. Grey, você está sorrindo para mim?"

"Talvez um pouco,” ela concede. "Você sabe, o que eu não entendo é por que você tem esse lugar?"

"O que você quer dizer?" Eu pergunto, não entendendo a pergunta, e beijo seu cabelo.

"Você tem o barco, o que eu entendo, você tem o lugar em Nova Iorque para negócios, mas por que aqui? Não é como se você dividisse com alguém."

Oh! Claro! Ela pensou que eu tenho este lugar para compartilhá-lo com alguma outra mulher! Eu paraliso com a compreensão, e permaneço assim por um tempo. De alguma forma, bem no fundo do meu coração, eu sabia que eu iria partilhá-la com ela sem nem mesmo conhecê-la. Uma verdade que eu nunca admiti para mim. "Eu estava esperando por você,” eu digo baixinho, os olhos escurecendo.

"Isso é... uma coisa muito bonita de dizer."

"Porque é verdade. Eu não sabia disso na época," eu sorrio timidamente.

"Estou feliz que você esperou."

"Você valeu a espera, Sra. Grey," eu digo levantando seu queixo com o dedo, inclinando-me e beijando-a com ternura.

"Você também. Embora eu sinta como se eu tivesse trapaceado. Eu não tive que esperar muito tempo por você afinal."

Eu sorrio. "Eu sou um prêmio tão grande?"

"Christian, você é a loteria estadual, a cura para o câncer, e os três desejos de lâmpada de Aladim tudo num só!" ela declara.

Eu levanto uma sobrancelha.

"Quando você vai perceber isso? Você era um solteirão muito elegível. E eu não quero dizer tudo isso,” ela indica ao redor com a mão em um gesto de desprezo. "Quero dizer aqui,” ela diz com a mão suavemente sobre o meu coração ansioso. Meus olhos se arregalam. Eu não sou digno de uma consideração como esta!  "Acredite em mim, Christian, por favor,” ela sussurra, enquanto segura meu rosto com as mãos e puxa meus lábios nos dela. Eu gemo, e a besta em mim está acordada. Seus lábios se movem contra mim, e sua língua, para uma mudança, invade minha boca com confiança. Nós dois estamos sem fôlego. Eu me afasto, ainda em dúvida, ainda sentindo-me indigno de seu respeito.

"Quando você vai entender através de seu crânio excepcionalmente espesso que eu o amo?" ela pergunta completamente exasperada.

"Um dia," é a minha resposta. Mas não hoje.

Ela sorri, e eu não posso deixar de sorrir de volta para ela.

"Venha. Vamos almoçar. Os outros devem estar se perguntando onde estamos. Podemos discutir o que todos nós queremos fazer." E como se para contradizer o que eu tinha dito, nós ouvimos o estrondo do lado de fora prevenindo da chuva a caminho.  Caminhada está excluída, mas ainda podemos batizar a suíte master... Assim que eu alimente minha esposa.
  



Tradução do poema  do início do capítulo:

O que é loucura senão nobreza de alma
Em desacordo com a circunstância? O dia está em chamas!
Eu conheço a pureza do puro desespero,
Minha sombra fixada contra uma parede suada,
Aquele lugar entre as rochas -- é uma caverna,
Ou  sinuoso caminho? A borda é o que eu tenho.

In a Dark Time,    by Theodore Roethke

(N.T.  Theodore H. Roethke, que serviu na faculdade UW de 1947 até sua morte, em 1963, ganhou um lugar na história como talvez o maior poeta americano de sua geração. Sua poesia tem sido reconhecida como um tesouro nacional. Entre suas muitas honras, Roethke ganhou o Prêmio Pulitzer de Poesia em 1954 e o National Book Award em 1959.)



24 comments:

Fer G. said...

Neusa querida, acordei e já dei de cara com esse capítulo maravilhoso.Nada como Aspen ,hein? Obrigada pela sua tradução.Cafezinho bom! Obrigada Emine.beijoss

Ana Paula said...

Ai Neusa, como viver sem vc, sem a Emine e sem Christian Grey... Que presente logo de manha.. Obg por sua dedicação à nos, fãs de 50 tons e do Sr. Grey...
Que cafezinho muito bem acompanhado com esse capitulo...
Abçs carinhosos

Pri said...

Nossa, que lindo! Parabéns Neusa e Emine. Começar o dia assim é tudo de bom...
Abraços

Andrea Leoncio said...

Bom dia Neusa, este foi um delicioso cafe da manhã, nada como encontrar um novo capitulo para alegrar o dia!
Eu realmente não aprecio as atitudes de Kate, acho ela insistente e ainda escolhe os piores momentos pra se manifestar, como no aniversario do Christian,e agora, mesmo depois do Elliot ter dado o recado do irmão e saber que eles queriam se afastar dos problemas e relaxar em Aspen.
Aff, haja paciencia!!!

Paz, amor e alegria para vc!

Rosangela Maria Cabral Corvalan said...

Obrigada Neusa pela surpresa...amei... beijos e bom final de semana!!!

Natii said...

Maravilhoso como sempre!!!

Muito bom ler tudo isso eu simplismente amoooo meninas e mais uma vez obrigadaaaa vcs são demais:)

Olidelgi said...

Olá Neusa, mais um capítulo, que bom.
Como vc já sabe sou uma fiel seguidora. Estou sempre aqui, seja CG ou Alex, sempre presente.
Bjs,
Olidelgi

Glenda Castro said...

Nossa,que boa surpresa da tarde! Obrigada pelo seu empenho,amo essa história,e diariamente passando pra ver se tem novidades...Abraço.

Anonymous said...

Que maravilhosa surpresa! Sempre passando por aqui pra ver se tem novidades.Amo ver o Cristian todo atencioso...Obrigada,abraço!

Pao said...

Maravilloso capítulo y que viaje a Aspen nada más y nada menos. En fin gracias por un capítulo. Esperando ansiosa por otro. Quiero que llegue luego a los capítulos complicados siiii el embarazo ( gravidez ) de Ana.
Gracias Eminé y Neusa.

Dali... said...

Olá Emine e Neusa!!
Bom tem algum tempo que já deixei comentário, é que sou daquelas que sempre tá aqui, mas quase não me manifesto, masn ão quer dizer que amooooo o trabalho de vcs!! E cada dia supera mais as expectativas!! Capítulo lindo demais!! Essa versão do Christian na versão da Emine tá show!!! Sempre estou aqui verificando se tem postagens novas..rsrs
Parabéns a vcs duas pelo belo trabalho de equipe a Emine por toda essa inspiração e Neusa por nos proporcionar uma bela tradução e as duas por essa dedicação tão bacana conosco fãs dessa saga, se assim possa dizer...só tenho a agradecer!! Beijo grande meninas e ansiosa pelos próximos capítulos... =D

Dali... said...

Teve uma frase no meu comentário que ficou estranha...rs..
o certo seria: "mas quero dizer que amooooo o trabalho de vcs!!"
Agora sim...rsrs.. Desculpe o erro...rs
Bjss

Aline Caroline said...

Fiquei feliz por este capitulo e como sempre fiquei com gostinho de quero "mais" e de verdade "muito mais" u.u
Fiquei chocada com o pesadelo de Christian, realmente é horrível sonhar que perdeu alguém tao próximo e depois acordar e ficar cm as imagens na cabeça >.<
Talentosa Emine sou fã de você e da Neuza também, muitíssimo obrigada as duas *-*

Anonymous said...

Capítulo maravilhoso, e a cena da boate se aproximando. . .Amo o trabalho de vocês!

ALINE RIBEIRO

Rozeli Lemos said...

Esse "capítulo surpresa" foi demais, li logo que vocês postaram, mas só deu para comentar agora. Gostei muito,foi um momento de conversa muito interessante para os dois. Christian sempre tem dúvida se Ana ainda o ama...como é inseguro nosso CG.
Bjus meninas, amando essa história cada dia mais.

Joenes Carvalho said...

Maravilhoso , perfeito como sempre, obrigada

Joenes Carvalho Alves Xavier said...

Desculpas Neusa não estava conseguindo postar, vc como sempre maravilhosa, e Emine na minha opinião melhor que a versão original, bjssssss

Fer G. said...

Neusa,li a série Pella até aonde esta traduzido.Agora que me dei conta ("inteligência pura") ,que o Alex Pella da série e o mesmo amigo do Christian.Estou amando tudo.Pena que tem pouca coisa ainda sobre a série.beijoss amada!

Nilvânia said...

Ai ai.....
deu até um aperto no coração quando vi que era o fim do capítulo....
Ansiosa esperando por mais!!!!

Anonymous said...

Querida Neusa e Emine
Simplismente maravilhoso, aguardando os próximos.
Obrigada.
Luki

Mari Lins said...

Belo presente de final de semana, Neusa. Não vejo a hora de chegar no momento em que CG bate no grandão da boate... rsrsrs
Sempre com fome e sede de mais.
Obrigada à você e a Emine.
Obs.: senti falta do cafezinho deste capítulo.

Tati said...

adorei!!! gostinho de quero mais!!!

Daniela Martins said...

Já não sei dizer quantas vezes li este POV, mas toda vez que leio parece ser a primeira vez.
Me surpreendo e emociono cada vez mais!
Lindo capitulo!
Aspen deve ser um sonho!
Ao lado de Christian Grey entao!
Bjkas, meninas!
Dani
;-)

Priscila Pessotto said...

Olá girls!
Você que está começando a ler o blog agora ou que já é leitora, agora a Série Pella disponível aqui no blog foi publicada em livro – ECOS NA ETERNIDADE- e em português.
A Emine Fougner colocou a versão em português do Ecos na Eternidade na Amazon, apenas esta semana, por apenas R$ 3,94. Corram para aproveitar o preço porque na próxima semana voltará ao preço normal.
É só acessar a pagina da amazon: www.amazon.com.br.
Vamos aproveitar!
Beijos,
Pry