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Monday, June 10, 2013

Livro III - Capítulo II - Christian Grey e Anastasia Steele


CAPÍTULO DOIS

~A Nova Vida~
Neste livro que é das minhas memórias. . .
Na primeira página
Que é o capítulo
Onde eu primeiro encontrei você
Aparecem as palavras . . .
Aqui começa uma nova vida.
 

Dante Alighieri
Tradução: Neusa Reis


Antes que Taylor comece a se mover para sair comigo, meu Blackberry vibra, de novo. É a minha mãe. Eu suspiro exasperado, e atendo o telefone.

"Oi mãe,” eu digo baixinho.

"Christian...” diz ela, em voz sem entonação. Estou em alerta imediatamente.

"O que há de errado?" Pergunto em um tom mais alto. Este dia está ficando melhor e melhor!

"Eu liguei para pedir desculpas, filho. Seu pai me disse o que ele tinha feito e depois de ontem, eu não achei que ele iria meter o nariz novamente. Eu sinto muito, filho! Nós amamos Anastasia. Tanto seu pai como eu a adoramos. Ele só está chateado com... bem, você sabe com o que ele está realmente chateado." Eu suspiro.
"Eu sei mãe, não que eu o aprecie fazendo isso. Mas eu entendo seus motivos. Podemos falar sobre isso outra hora?"

"Não, isso não pode esperar,” diz ela com firmeza. "Não, se você tiver tempo. Você sabe que eu não iria me impor a você, mas eu não quero que tenha consequências uma briga entre você e seu pai tão perto de seu casamento." Eu renuncio. Eu levanto meu dedo para Taylor indicando que seria um minuto, e entro no meu gabinete para privacidade. Eu não quero todo mundo bisbilhotando minha conversa com a minha mãe. Isso pode demorar um pouco.

"Ok, eu estou ouvindo,” eu digo.

"Eu nunca o vi tão chateado com você, ou qualquer outra pessoa, para qualquer assunto, como ele estava no sábado. Nem mesmo quando você saiu de Harvard. Ele estava lívido, então, e eu me lembro de não ver você por semanas, se não meses. Eu não quero uma repetição disso. Eu não quero que Ana pague as consequências do que Elena fez para você. Isso é sobre o que ele está principalmente chateado, e o fato de que isto aconteceu durante seis anos!"

"Mãe, eu não quero discutir Elena com você ou qualquer outra pessoa. É um assunto encerrado. Está no passado. Não pode ser alterado. Vamos deixá-lo prá lá!" Eu digo com a raiva crescendo em mim.

"Isso não vai mudar o que ela fez para você, e o fato de que eu falhei com você como mãe. Nisso eu não posso concordar com você. Eu ainda estou puta com você por não deixar a mim  ou seu pai em sua vida para que pudéssemos ajudá-lo. Em vez disso você..." Ela faz uma pausa para abafar um soluço, então muda de rumo. "Mas, lembre-se por um minuto como seu pai reagiu quando você saiu de Harvard. Você sabe quão exigentes em educação nós dois somos. Quando soltou a bomba sobre nós dizendo que estava saindo de uma universidade onde a maioria das pessoas daria seu braço direito para ser aceita. Você estava a um ano de se formar, e nessa sua idade muito jovem, você disse que estava começando seu próprio negócio em telecomunicações, sem experiência para mostrar, e sem dinheiro para começar com ele. Eu me lembro de você saindo pela porta, com o meu coração quebrando em um milhão de pedaços, e seu pai pela primeira vez perdendo sua calma, e dizendo-lhe que você não ganharia nada se você desistisse. Ele estava tentando ser um pai que estava sendo protetor com seu filho, tentando colocar bom senso nele da melhor maneira que ele sabia. O que ele fez hoje, embora inaceitável, ele estava tentando fazer o mesmo, sendo protetor com seu filho, embora eu esteja mortificada e eu não tinha idéia de que ele faria  isso, e eu sinceramente sinto muito. Eu não tinha idéia, Christian! Você tem feito um trabalho maravilhoso com o seu negócio, e você teve a mesma determinação então, que você tem agora com Ana. Eu compreendo que você sabe como distinguir certos de errados, e eu sei que você defende aquilo em que você acredita, com firmeza. Eu respeito e honro este  filho. Realmente respeito. Então, por favor, não fique com raiva de seu pai. Eu já conversei com ele, e ele está chateado com ele mesmo. Ele é um bom homem, e ele te ama com tudo o que ele tem. Agora que você já encontrou o amor de sua vida, um dia você vai chegar a compreendê-lo quando você mesmo se tornar um pai,” diz ela fazendo-me estremecer. Espero que isso não aconteça por muito, muito, muito tempo.

"Estranhamente mãe, eu não estou zangado com papai. Bem," eu me corrijo, "não tão irritado como eu deveria estar. Eu tinha a sensação de que tinha algo a ver com Elena, e não Anastasia, mas mesmo assim, eu quero que todos entendam claramente o seguinte:" eu digo em um tom inflexível, fazendo com que eles entendam que minhas decisões são firmes, e não para brincadeiras, "Eu não quero Ana assinando qualquer coisa que não seja sua certidão de casamento comigo e este é um assunto fechado. A única coisa que me deixou louco não foi que meu pai queria falar comigo para expressar suas preocupações, mas que ele trouxe um estranho para discutir Anastasia; o que foi uma invasão de nossa privacidade! Não só minha, mas de Anastasia também! Eu tenho que protegê-la disso. Depois que nos casarmos, ela será exposta a todos os tipos de merda que me rodeia, e quem eu sou. Eu vou fazer tudo ao meu alcance para protegê-la disso. Devo acrescentar a minha família a essa lista? Espero que você entenda a minha preocupação, mãe! Eu merecia meu pai gritando comigo ontem. Vamos manter sua raiva limitada a mim, e não punir minha noiva pelos meus defeitos. É onde eu risco a linha."

"Eu sei, querido, e eu concordo com você, na medida em que diz respeito à Ana. Mas eu concordo com o seu pai sobre Elena. Seu pai acha que ele falhou com você como pai. Não percebendo o que tinha sido feito com você. Você não tem idéia de quanto atormenta este sentimento. Nós dois sentimos que não pudemos protegê-lo," ela diz, sua voz embargada.

"Mãe, nada disso foi culpa sua. Nada disso! Então, por favor, esqueça, é um assunto encerrado. É passado..." Eu digo, mas ela me corta.

"Não, Christian! Dê-me isso! Dê-me um pouco de espaço para me lamentar... Estou com raiva de mim, com raiva de seu pai, com raiva de todos por razões diferentes, mas tudo se resume a Elena. Mas, Ana, ela é boa para você. Ela o faz feliz, e ela o ama. Você não sabe como eu estou em êxtase em vê-lo feliz e apaixonado! Você merece ser feliz, filho! Então, não fique com raiva de seu pai, e não o puna, afastando Ana de nós," diz ela com fervor.

Estou perplexo com seu lamento.

"Oh, eu... Não, claro que não, mãe. Apenas a conversa que tivemos ontem, e logo meu pai como que faz uma espécie de emboscada para Ana, trazendo este acordo pré-nupcial para sua atenção, surpreendendo-a! Só de pensar nisso me deixa com raiva! Eu não quero que isso nunca mais ocorra novamente. Anastasia vai ser minha esposa. Você teria gostado se o seu sogro tivesse surpreendido você desse jeito? Eu conheço isso melhor do que a maioria das pessoas, mãe, é um mundo cínico esse em que vivemos. Mas, por algum milagre, eu conheci a outra metade de minha alma, a melhor metade, a parte boa, em Ana. Eu vou ter a maldita certeza que qualquer coisa que Anastasia e eu fizermos, só irá fortalecer a nossa unidade, e não enfraquecê-la."

"Eu entendo completamente, querido. Seu pai é um advogado há um tempo muito longo, e ele tem visto esquemas inimagináveis ​​realizados, em sua maioria, por indivíduos despretensiosos. Ele está cuidando do seu interesse, como um pai, que também é um advogado, faria, e talvez, supercompensando um pouco..."

"Um pouco, mãe?"

"Ok, muito. Ele está cuidando de você à sua própria maneira, não que eu concorde com ele sobre isso. Não estou concordando com o seu raciocínio tendo conhecido Ana, você entende, mas seu pai acha que você está trazendo um monte financeiramente para seu casamento, e ela tem uma situação bastante menos vantajosa financeiramente..." diz ela e eu bufo com sua resposta.

"Pense nisso desta maneira, mãe: Quando você me encontrou pela primeira vez, eu era um faminto, subdesenvolvido filho sujo de uma prostituta drogada que foi abusado por seu maldito cafetão! Ela não podia estar mais baixo do que isso. Mas, você me acolheu, mãe! Você fez isso, e eu não posso dizer isso o suficiente para você, mas você salvou a minha vida! Você fez isso, mãe! Sem olhar para o meu passado, sem olhar para os tipos de problemas que eu poderia ter que claramente eram muito fodidos. Eu trabalhei duro. Muito, muito duro para acumular a minha fortuna e ter sucesso nos negócios. Não deve ser minha a decisão de com quem e como eu posso compartilhar isso? Financeiramente ela pode não estar trazendo nada nesta união, mas eu não me importo nada com isso. Eu sou muito bom em fazer dinheiro. O que ela está me dando é tudo de si mesma, seu amor, sua capacidade de ver através de mim, sua capacidade de perdoar. Desde que estamos juntos, eu estou vivo..." como se estivesse em uma confissão.  "Você pode colocar um preço sobre isso?"

"Eu posso ver a diferença. Eu sei que você desabrochou desde que ela está com você. Estou em reverência completa para ela,” diz ela e sua resposta amolece meu coração.

"Ela é a minha vida, mãe. Eu a amo mais do que a mim. Eu não sei o que eu faria sem ela," eu digo engolindo.

"Eu espero que você nunca perca isto, querido. Ela é uma boa menina. Eu a amo muito por te amar. Você merece ser amado incondicionalmente. Eu vou falar com seu pai. Tente ser um pouco indulgente, por favor, Christian. Você poderia fazer isso por mim, querido? Ele faz isso, porque ele te ama, e porque ele sente que falhamos com você. É a miséria dele que está fazendo ele assim. Às vezes você faz alguma coisa, negligencia alguma coisa, ou não faz alguma coisa, e quando percebe isso, você quer voltar no tempo e corrigir essa coisa, mas não pode, porque a água já correu debaixo da ponte, mas a inundação danificou o que você amou mais do que sua própria vida. Você pode tentar compreendê-lo e ser gentil com ele?"

"Eu entendo isso melhor do que você pode imaginar, mãe. Eu farei o meu melhor, mas, por favor, diga a ele para deixar Anastasia fora disso. Eu não vou negociar nada quando se tratar dela. Ele pode ficar com raiva de mim, mas tem que se dirigir a mim corretamente, não a ela. Eu quero o meu limite respeitado."

"Eu vou ter certeza de que ele não vai envolvê-la de novo, querido. Peço desculpas por ontem e hoje. Você quer que eu chame Ana para pedir desculpas?"

"Não, mãe. Eu não quero que ela saiba mais sobre hoje. Ela vai se machucar imensamente. Eu não quero que este incidente impacte negativamente no meu relacionamento com ela. Na verdade, por favor, certifique-se de que ninguém na família descubra. Não Mia, e definitivamente, não Elliot;  ele vai dizer a sua namorada, e ela vai dizer a ela. Eu não quero que ela me deixe, porque ela pensa que vocês pensam mal dela,” eu digo, com uma voz mal controlada.

"Eu sinto muito de novo, filho... por ontem e hoje. Nós realmente te amamos, filho! Mesmo os pais cometem erros. Basta dar a ele algum tempo para recuperar-se de Elena. Foi um choque. Ele não tem sido o mesmo desde sábado à noite, comendo a si mesmo,” diz ela, fazendo-me estremecer. Nem eu, mas eu não digo isso a ela. Não é a coisa mais fácil de digerir, quando seus pais sabem que você começou a foder a amiga de sua mãe com a idade de 15 anos, independentemente do fato de que ela o seduziu.

"Eu vou, mãe,” eu digo.

"Ah, e Christian, eu estou muito feliz que você e Ana decidiram ter o casamento aqui. Mia e eu vamos ter bastante diversão planejando. Enquanto isso vamos roubar Ana algumas vezes este mês, porque vamos precisar de sua contribuição."

"Tudo bem, mãe, você tem que combinar isso com ela. Tente não levá-la por muito tempo," eu digo, brincando.

"Eu vou fazer o que puder, querido. Eu vou deixar você ir agora. Eu te amo, meu filho. "

"Eu também te amo, mãe,” eu respondo.

"Por favor, seja indulgente e não force o seu relacionamento com seu pai neste momento. Ele está muito chateado e confuso. Conhecendo o seu pai, isso quase nunca acontece com ele. Eu nunca o vi desse jeito. "
"Eu vou manter isso em mente, mãe. Obrigado," eu digo desligando.

Eu corro ambas as mãos pelo meu cabelo. Eu lanço o Blackberry na minha mesa e afundo de volta na minha cadeira, fazendo o couro protestar sob meu peso.

*****

Meus pensamentos voltam para ontem. Era para ser apenas o café-da-manhã em casa dos meus pais, mas minha mãe não conseguiu manter a boca fechada e disse a meu pai sobre Elena e eu. Quando chegamos a casa dos meus pais, o olhar de papai fumegava como o Old Faithful, (N.T. OldFaithful é um geiser localizado no Parque Nacional de Yellowstone, em Wyoming, nos Estados Unidos.) mas ele conseguiu salvar um sorriso para o benefício de Anastasia o qual, naturalmente, não alcançou seus olhos.

Mia e minha mãe efetivamente arrebataram Anastasia para falar sobre o nosso próximo casamento, então eu fui deixado com o meu pai.

"Eu preciso falar com você, Christian. Siga-me para o meu escritório, por favor,” disse ele, sem sequer me dar a chance de dizer não. Nós tivemos a conversa sobre Elena ontem à noite com a falação de  minha mãe. Gostaria de saber sobre o que era esta. Ele caminhou na direção de seu escritório, deixando-me segui-lo e deixando a porta aberta esperando, por trás dele, como o diretor da escola, que estava prestes a dar um sermão no aluno mais perturbador, o que não dava prazer a ele. Ele fechou a porta atrás dele depois que entrei.

Olhamos um para o outro por um longo minuto. Seu olhar irritado, furioso mesmo, com ansiedade mal contida, o meu impassível, minha máscara de indiferença puxada no lugar firmemente, inflexível.

"Sua mãe estava perturbada ontem como eu estava, e eu não posso dizer que eu a culpo. Eu não consegui dormir a noite toda,” ele começou. "Eu sempre me orgulhei de ser um ​​homem bem-educado, sensato, responsável. Eu pensei que meus pés estavam firmemente plantados no chão. Você fez eu me sentir incrivelmente estúpido, como eu nunca me senti antes. Um idiota, um maldito idiota!” ele se lamentou. Isso não era o que eu esperava que ele dissesse.

"Estúpido? Como? Por quê?"  Perguntei incapaz de conter minha curiosidade.

"Porque, pela primeira vez na minha vida, meus pés não estavam no chão, você me enganou com 15 anos! E você escondeu isso de nós. Você foi abusado bem debaixo dos nossos narizes, e nós... eu," ele se corrigiu: "eu deveria ter pensado melhor. Você era só um menino! Eu me sinto como um idiota de merda, filho! Eu deveria ter notado e ter-lhe dado ajuda. Eu estou furioso com você, mesmo mais do que quando nos anunciou que estava deixando Harvard, porque você era inteligente o suficiente para saber melhor, pelo menos depois de um tempo. Eu pensei que eu tinha lhe dado muita sensatez. Pelo menos para vir até a mim... Será que você me odeia tanto que você não achou que eu era seguro o suficiente para você vir e confiar ou pedir ajuda? "

"O quê? Não!  Pai, não! "

"Se não fosse a insistência de sua mãe de que isso iria prejudicar a sua reputação, eu iria prestar queixa contra aquela cadela neste instante! Nada que você pudesse dizer ou fazer iria me parar! Mas isto iria  ferir sua mãe. Elena Lincoln feriu-o, e ao machucá-lo, ela machucou minha esposa. E ninguém machuca minha esposa! Ninguém machuca meu filho e sai impune!"

"Pai! Está no passado. Eu não parei. Eu poderia ter parado. Eu sou tão culpado quanto Elena."

"Você era um menino!"

"Eu era um menino, mas por três anos! Isso continuou por seis! Eu tinha vinte e um anos quando terminou."

"Vinte e um?" ele pergunta com ceticismo. "Você tem certeza disso? Do que sua mãe ouviu de sua bastante grande discussão com Elena, parecia que ela ainda tinha sentimentos por você!"

"Sentimentos? Ela não sente, pai. Foi só foder! E está acabado agora. Está acabado fazem muitos anos. Foi um erro, que eu não vou repetir de novo."

"E quanto a Anastasia?"

"O que quanto a ela?" Pergunto apreensivo.

"Ela é mais um de seus erros?"

"Que porra você quer dizer?" Eu resmungo dando um passo adiante em direção ao meu pai, automaticamente. Ele não vacila. Mantém-se firme em sua posição.

"Você conhece ela tem o quê? Cinco minutos, e você vai se casar com ela. Ela parece ser uma ótima garota, não me interprete mal. Mas você pensou o suficiente? O casamento não é como um erro de seis anos que você pode limpar com uma mão, e dispensar."

"Você não sabe nada sobre ela!"

"Não, mas eu comecei a ficar bem familiarizado com a sua escolha de mulheres agora,” diz ele fazendo-me perder a calma.

"Minha escolha de mulheres? Que diabos você sabe sobre isso? Você está falando de uma mulher que me seduziu aos 15 anos! Não se atreva a colocar Anastasia na mesma categoria que Elena! Eu amo Anastasia, e ela me ama! "

Meu pai anda em volta e pára em frente a mim.

"Tudo bem. Eu vou te dar isso. Aqui está a minha refutação para você, filho. Se ela o ama de verdade, ela não teria medo de assinar um acordo pré-nupcial. Isto irá proteger... "

"O inferno que ela vai!" Eu berro, a raiva crescendo em mim. "Essa conversa acabou!" Dirijo-me para a porta para sair.

"Você não vai sair pela porra daquela porta! Isso é o que você sempre faz! Você não enfrenta seus problemas, você simplesmente sai," ele grita. Assim que a minha mão alcança a porta, minha mãe entra com o rosto repuxado em um olhar não-mexa-comigo.

Ela fecha a porta atrás dela, e tranca-a, guardando a chave no bolso.

"Vocês dois, sentem-se!" Ela ordena, em um tom com o qual não se brinca.

"Querida, eu sinto muito..."

"Eu disse, sente-se, Carrick,” ela olha para ele, e relutantemente nós ambos fazemos,  de mau humor, como um par de adolescentes.

"O que está acontecendo aqui?" Nós dois permanecemos teimosamente em silêncio.

"Christian,” ela se vira para mim. Eu dou de ombros, sem dizer nada.

"Carrick?" Ela se vira para meu pai, e ele cruza os braços na frente dele em um gesto defensivo, sentando para trás em sua cadeira, não olhando para ninguém em particular.

"Isso é o que eu pensei. Tudo bem, homens Grey. Vocês podem estar de mau humor, mas não vão sair desta sala até que me digam o que está acontecendo entre vocês dois. Esta é sua fase dois de falar com ele sobre Elena, Carrick? A discussão é sobre isso?"

"Eu falei, mas a discussão não é sobre Elena," meu pai responde num tom mais suave, mas firme.

"É sobre o que então?” Ela pergunta. Ele não diz nada.

"Christian,” ela se vira para me perguntar. Eu não digo nada.

Minha mãe põe as mãos nos quadris.

"Carrick! O sofá da sala do térreo tem o seu nome nele todo, se você não me contar o que está acontecendo entre você e nosso filho!" Ela ameaça o meu pai e isso funciona.

"É sobre isso,” diz o meu pai mostrando-lhe um documento impresso do tamanho de Orgulho e Preconceito primeira edição. Eu não sei por que eu pensei sobre isso. Minha boca cai aberta da sua insolência. Seria arrogância de meu pai, ou o seu ego ferido de pai?

"Você já elaborou um documento? Eu não posso acreditar! Quando é que você teve tempo para fazê-lo?" Eu berro.

"Na noite passada... Depois que eu falei com você," ele diz com sua cabeça baixa.

Minha mãe dá uma olhada no documento, e sua cabeça se endireita para olhar para o meu pai.

"Por que você faria isso, Carrick? Este é o nosso filho! "

"Sim, nosso filho, que foi explorado por mulheres antes!"

"Uma mulher! Droga! Não categorize Anastasia com Elena! Foda-se, eu estou indo embora! Chave, mãe!"

"Sente-se, Christian,” minha mãe diz suavemente, delicadamente, ferida mesmo. Eu me sento.

"Carrick, querido... Anastasia não fez isso com Christian. Elena fez. Anastasia é mais uma vítima neste processo. Não deve ter sido  fácil para ela descobrir que seu noivo tinha sido... " ela para procurando em  seu cérebro pela palavra menos ofensiva, finalmente encontrando continua, "deflorado por uma molestadora de crianças, e o fato de que eu a convidei para a festa de aniversário do Christian, na noite em que anunciaram o noivado! Aquela pobre menina! O que ela deve pensar de mim! Ela teve de suportar Elena e manter as aparências para o resto de nós! E o que é mais, Elena estava esfregando isso sobre ela! "

O rosto de meu pai muda, ele primeiro parece aflito depois culpado e envergonhado.

"Eu sei. Sinto-me... Eu me sinto inadequado... Confuso. Eu apenas me sinto... velho,” diz ele olhando para ela, com os olhos cansados, parecendo Atlas cedendo sob o peso do mundo. "O tapete foi puxado por debaixo dos meus pés, e agora eu tenho isso, essa vontade horrível de fazer o que eu não pude fazer... O que não percebi... Eu deveria ter sido capaz de proteger o meu filho, Grace! Eu deveria ter sabido. Agora, eu estou tentando fazer... Estou tentando fazer o certo pelo meu filho. Estou tentando preservar o seu interesse, mesmo que ele não perceba que isso é o que eu estou fazendo. Ana é uma ótima garota. Uma menina maravilhosa!" Diz ele com fervor. "Ela é a melhor coisa que já aconteceu com você, Christian! Ela realmente é..."  acrescenta ele olhando para mim com olhos determinados.

"Mas este é um mundo cínico, filho. Você deve saber disso. Boas coisas podem azedar muito rápido, num piscar de olhos. Você isolou-se do mundo, mas eu vejo isso no dia a dia, no tribunal. Se ela o ama de verdade, ela gostaria de cuidar de seus interesses, também," diz ele com fervor.

"Carrick, chega!" Diz minha mãe, sem que eu possa dizer uma mera palavra.

"O assunto está encerrado. Isso é algo que ele tem que decidir. Não é da nossa conta."

"Mas, Grace..."

"Vai ser um dia frio no inferno, se eu discutir isso com ela!" Eu digo, em pé.

"Tudo bem!" Meu pai responde levantando suas mãos em um gesto derrotado. "Eu sei quando eu estou em desvantagem, e eu nunca apostaria contra sua mãe. Mas, por favor, filho, apenas, apenas considere-o. Eu só estou preocupado com você."

"Papai... Por favor, deixe-o!"

Ele suspira, e não diz nada.

"Muito bem, homens Grey. Cumprimentem-se e façam as pazes. Temos um maravilhoso café da manhã para comer, e antes que o resto da família venha nos procurar, deixe prá lá. Vamos!" Diz minha mãe, e meu pai pega a mão dela e deixamos seu escritório. Eu pensei que ele tinha encerrado o assunto até depois do café-da-manhã.

Tudo estava indo bem até depois do café-da-manhã quando Mia gritou, sem saber o que aconteceu antes, enquanto ela estava navegando na web.

"Olha isso!" Ela emocionou-se colocando seu netbook na mesa da cozinha na frente de toda a família. "Há um item de fofoca no site Seattle Nooz sobre você ter ficado noivo, Christian," ela informou a todos.

Minha mãe ficou surpresa porque era a manhã de nosso anúncio apenas para família e amigos. "Já?” Disse ela. Mas lembrando-se do que se passou entre meu pai e eu menos de uma hora atrás, ela trancou a boca, e eu fiz uma careta para ela por ser tão óbvia. Mas minha irmã, que está completamente alheia ao mundo, inferno, à família na qual ela vive, continuou a ler o blog em voz alta.

"A notícia chegou até nós aqui no Nooz que o solteiro mais cobiçado de Seattle, o Christian Grey, foi finalmente pego e os sinos do casamento estão no ar. Mas quem é a sortuda, sortuda senhorita? O Nooz está a caça. Aposto que ela está lendo um infernal acordo pré-nupcial."

Mia deu uma risadinha e eu tive que olhar para ela para impedi-la, porque Anastasia parecia que  levou um tapa, e o ar ficou gelado no cômodo com meu olhar. Anastasia olhou para mim apreensivamente, e eu balancei a cabeça para ela, mexendo com a boca sem som: "Não." Mas, meu pai teve que abrir a porra da boca continuando nossa conversa como se não tivesse acabado nesta manhã.

"Christian,” ele me diz suavemente, persuadindo.

"Eu não estou discutindo isso de novo,” eu exclamo para ele. O hipócrita! Na frente de Anastasia! Eu não tenho mais 15 anos para ser repreendido, e advertido assim! Em seguida, ele se vira para Anastasia nervosamente, abrindo a boca para dizer alguma coisa para ela! Eu tive que cortar o mal pela raiz!

"Nenhum acordo pré-nupcial!" Eu grito com ele. De todas as pessoas, tinha que ser o meu pai a me dar um ataque cardíaco! Eu mal me continha e forcei o olhar para o WSJ (N.T. Washington State Journal) que eu tinha em minha mão, com foco no noticiário financeiro. Sinto o olhar de todo mundo olhando para mim, e olhando para Anastasia. Eu acho que isso tornou Anastasia muito desconfortável, e ela sentiu como se tivesse que dizer alguma coisa.

"Christian,” disse ela em um tom suave. "Eu assinarei qualquer coisa que você e o Sr. Grey quiserem," ela continuou. É claro que ela assinaria. Ela me ama e eu a amo por isso, mas isso está fora de questão. Mas eu quero que não existam barreiras entre nós. Sem contrato, com exceção de um de casamento, colocar barreiras entre nós não é o tipo de intimidade estruturada que eu quero com ela.

"Não!" Eu exclamo para ela, levando a minha raiva para fora dela.

"É para protegê-lo,” ela continua.

"Christian, Ana - Eu acho que vocês devem discutir este assunto em particular,” minha mãe diz admoestando-nos ambos, possivelmente não querendo que o meu pai se intrometesse mais uma vez, e olhando tanto para o meu pai como para Mia.

"Ana, isso não é sobre você," meu pai murmura um pouco envergonhado, tentando tranqüilizá-la. "E por favor, me chame de Carrick."

Por que porra ele estava ainda continuando? Eu só olhei para ele friamente, minha raiva está focada nele apenas. Ele está tentando arruinar meu relacionamento com Ana? Tire a bunda do caminho já!

Minha mãe, Mia e Katherine começam a limpar a mesa do café, conscientemente falando sobre o fascinante mundo da linguiça vs bacon. O bom humor de Anastasia se foi, e ela está perdida nos dedos entrelaçados. Eu sei o que ela está pensando; é o que eu temia, e é por isso que eu não queria que ela soubesse dessa conversa. Ela acha que meus pais pensam que ela é uma caçadora de fortunas, o que não é verdade, e mesmo que fosse eu não daria a mínima para isso. Eu a conheço! Isso é o que importa. Estávamos sentados um ao lado do outro, e ela está à deriva a quilômetros de distância. Eu estendo a mão e agarro suas duas mãos nas minhas.

"Pare com isso,” eu digo com fervor.

Ela olha para cima buscando o meu olhar. "Ignore o meu pai. Ele está realmente puto com Elena. Essas coisas foram todas destinadas a mim. Eu gostaria que minha mãe tivesse mantido a boca fechada,” eu digo em um sussurro que só ela pode ouvir.

"Ele tem um ponto, Christian. Você é muito rico, e eu não estou trazendo nada para o nosso casamento, além dos meus empréstimos estudantis." Nada? Ela é tudo que eu quero, tudo que eu preciso. Eu não me importo se ela tem dinheiro. Eu tenho um monte da merda dele; mais ainda,  eu sei como fazer isso. Anastasia, por outro lado é o meu lugar seguro. Ela é a dona do meu coração. Ela é o que faz com que eu  viva. Ela não tem rival, não tem igual. Isso a torna sem preço. Isso, sozinho, vale todo o meu dinheiro. Sem ela, eu não tenho nada.

"Anastasia, se você me deixar, você pode também  pegar tudo. Você me deixou uma vez antes. Eu sei o que se sente."

"Isso foi diferente,” ela sussurra. "Mas... você pode querer me deixar," diz ela, com um olhar doentio. Eu rosno, e balanço a cabeça em uma falsa repugnância.

"Christian, você sabe que eu poderia fazer algo excepcionalmente estúpido, e você..." ela olha novamente para as mãos atadas, novamente se contorcendo como se esfaqueada, o rosto caindo. Eu não posso aguentar isso. Meu pai sabe bagunçar a porra das coisas.

"Pare. Pare agora. O assunto está encerrado, Ana. Nós não estamos discutindo isso. Sem acordo pré-nupcial. Nem agora – nem nunca!" Eu olho para ela com caráter definitivo na minha decisão, e me volto para minha mãe.

"Mãe, podemos ter o casamento aqui?" E é claro que eu ouço o grito encantado da minha mãe. E, Ana parece finalmente perceber que eles a amam, e eu dou um suspiro de alívio.

*****

E agora, tudo que eu quero fazer é ir e abraçar minha garota. Mas, primeiro, eu verifico meu e-mail:
__________________________________________________________________
De: Anastasia Steele
Assunto: Sonhar acordada...
Data: 20 de junho de 2011 15:07
Para: Christian Grey

... com flores do prado e você e suas mãos, e sua língua, e uma casa de barcos, com luzes fracas e paredes rústicas. Sentindo sua falta.

ILY
Sua noiva
A x
__________________________________________________________________

Foda-se a resposta! Vou levá-la para casa agora.

Eu saio do meu escritório, onde Taylor está esperando impassível.

"Pronto, senhor?" Ele pergunta.

"Sim,” eu respondo. Ele não tem sequer que me perguntar onde. Ele sabe.

Eu disco o telefone de Anastasia no caminho.

"Hi, Christian," ela atende ao telefone.

"Você pediu minha atenção, agora você a tem, baby. Arrume suas coisas, estou chegando para pegar você."

"O quê? Eu ainda tenho mais uma hora de trabalho," ela responde.

"Bem, de acordo com meu relógio, seu tempo no trabalho acabou."

"Eu não pedi a meu chefe, se..."

"Seu Chefe do Chefe de seu Chefe diz que você pode sair. De fato,  ele insiste nisso," eu digo com a minha mais lasciva voz de eu-não-posso-ser-convencido-do-contrário. O fato é que eu preciso dela. Eu tive um dia de merda. Muita coisa está acontecendo sem o meu controle, e isso é algo que eu odeio. Eu tenho que ter controle. Anastasia é o meu lugar seguro, ela me dá paz e excitação. Ela desperta sentimentos em mim que eu nunca soube que existiam. O fato confirmado de que alguns filhos da puta estão aí fora para me matar, que é o que eu suspeitava o tempo todo, está me deixando louco. Mas suspeitar e saber são duas coisas diferentes. Agora, eu sei. E a merda que meu pai puxou hoje! Eu posso lidar com o desastre decorrente da minha própria porcaria, mas da própria família? Vamos lá! Dá um tempo!

"Christian, eu tenho trabalho..." Eu corto.

"Anastasia, temos apenas um mês para o nosso casamento, e há muito a ser feito. Estou surpreso que eu sou quem lembra isso a você. Eu pensei que as garotas planejavam seu casamento desde que são crianças, ou coisa assim! " Eu digo mudando de tática.

"Oh! É isso mesmo..." diz ela pensando.

"Eu não acho que você deveria estar trabalhando em tempo integral pelo menos até passar nossa lua de mel. Este vai ser um mês cheio. O que é uma hora, de qualquer maneira, hoje. Eu pensei que você gostava de passar o tempo comigo," eu digo, a minha voz ficando mais baixa.

"Eu gosto! Christian, eu gosto. Mas... "

"Sem ‘mas’ Anastasia. Estamos logo ao virar da esquina. Arrume suas coisas. Senão,  Deus me ajude, eu vou colocá-la no meu ombro na frente de seus colegas, como um Neanderthal, com uma grande palmada na sua bunda deliciosa."

"Você não ousaria!"

"Oh, baby, não me tente. Você sabe que eu faria," eu digo, minha voz ficando profunda. Eu não quero desobediência dela, hoje não. Meu olhar encontra Taylor no espelho retrovisor. Ele está levemente divertido.

"Tudo bem! Estarei fora do prédio em poucos minutos. Espere por mim. Não há necessidade de me arrastar para fora... " diz ela exasperada. Mais um mês... Mais um mês... Mais um mês... Eu canto para mim mesmo. É o meu mantra agora. Uma vez que formos casados, ela então vai ter que me obedecer. Não vamos ter discussões sobre se ela concorda comigo sobre algo tão simples como ela vir comigo para casa. Ela vai prometer me obedecer. Se ela não consegue me ouvir, eu vou lembrá-la da promessa que ela fez diante de Deus e de todos os próximos e queridos. Ou eu vou me divertir surrando-a para corrigir a situação. De qualquer maneira, é ganhar ou ganhar. Relaxado, eu sento para trás. Taylor faz a volta  da esquina, e para na frente da SIP.

"Senhor, tem alguns fotógrafos esperando fora. Você quer que eu vá para trás, e pegue a Srta. Steele saindo pela entrada de trás? "

"Não, Taylor. Porque se eles não nos virem juntos agora, eles vão continuar assombrando-a. Vamos dar-lhes o que eles querem, e cortar o mal pela raiz. Mande Sawyer nos seguir no carro da Srta.Steele," eu digo, e eu saio do carro. Taylor franze a testa, mas não diz nada.

Assim que eu vejo Anastasia sair do prédio, eu saio do carro e caminho em sua direção em passos rápidos. Taylor rapidamente desliga o carro e corre atrás de mim. Ele fica super ansioso com multidões desconhecidas que ele não verificou. Quando os jornalistas me vêm, as câmeras começam a piscar em ambas as direções. Anastasia parece um ‘cervo nos faróis’,(N.T. paralisada, sem reação) mas eu rapidamente a alcanço com um sorriso tranquilizador, e seguro-a em meus braços. Quando seu olhar trava com o meu, ela parece relaxada e eu seguro sua mão, dando-lhe um sorriso que eu reservo só para ela, tranquilizando-a, implorando-lhe para confiar em mim, e deixar-me cuidar disso aqui. Ela entende e me dá seu sorriso deslumbrante.

Enrolo meus braços em torno dela protetoramente, com uma mão na parte baixa das costas e a outra segurando-a delicadamente na sua nuca. Nós grudamos os lábios. A ligação entre nós dispara todas as nossas sinapses e a corrente elétrica corre através do meu corpo, e a energia vibrante nos une. Minha língua desliza para dentro de sua boca, acariciando a dela e ela relaxa instantaneamente e acende. Mas eu não quero que os outros vejam como ela fica apaixonada e eu retiro a minha língua, relutante. Eu posso ouvir os assobios atrás de nós, e, finalmente, diminuo o nível e dou um selinho com um beijo casto.

"Sr. Grey! Sr. Grey! Parabéns, senhor! Eu sou do Seattle Times. Você poderia apresentar sua noiva a nós, por favor? "

"E o seu nome?" Eu pergunto, ele está muito ansioso pela resposta.

"Eu sou Andy Ritter."

"Andy, esta é a minha noiva, Anastasia Steele." Anastasia lhe dá sorriso tímido enquanto meus braços passam em volta dela, e eu a abraço possessivo, o que não escapa a observação dos fotógrafos, e eles tiram fotos em rápida sucessão. Anastasia fica rígida com tanta atenção, mas eu a seguro de tal forma que ninguém pode chegar a ela sem ser através de mim.

"Sr. Grey! Srta. Steele! Seattle Nooz aqui. Podemos fazer uma pergunta?"

"Você acabou de fazer," eu respondo.

"Nossos leitores querem saber sobre o acordo pré-nupcial,” diz ele e Anastasia fica rígida.

"O que tem isso?" Pergunto impassível.

"O que está nele, senhor?"

"Por que isso diz respeito a você?" Pergunto incisivamente, observando seu anel de casamento.

"Porque os nossos leitores querem saber."

"É justo, mas diga-me o nome da sua esposa,” eu digo, fazendo Anastasia virar para olhar para mim.

"Uhmm. Marilyn. "

"O que Marilyn assinou antes de vocês dois se casarem?"

"Uhm, nada. Mas,bem, eu não tenho os seus bens consideráveis, senhor," diz ele quase zombeteiro.

"Por que não? Você não trabalha duro o suficiente? Como você gasta sua renda menos considerável? "

"Senhor?"

"Você não quer me dizer como você gasta seus rendimentos?"

"Não, porque não é interessante. O seu é." Ele diz zombando. Então, esse é o seu jogo. Eu estreito meus olhos para ele e me concentro.

"Mas, eu estou muito interessado em saber como você gasta o seu. Também a minha noiva. Você não está,baby?" Pergunto a Anastasia, e ela balança a cabeça concordando, entendendo. Ela entendeu meu jogo. Boa menina! "Diga-me, marido de Marilyn, como é que você gasta o seu dinheiro, o que faz com ele, quanto dele você tem alocado para sua esposa caso vocês dois se divorciem?" Ele se mexe desconfortavelmente sob o meu olhar direto.

"É particular, senhor."

"Sua vida é particular, mas a minha não é? Eu não faço jus aos mesmos direitos que você?" Pergunto-lhe incisivamente, mas mantendo um sorriso deslumbrante em minha face e me virando para o resto dos jornalistas. "Fico feliz em responder a perguntas, enquanto minha noiva e eu não formos perseguidos, ou a nossa privacidade invadida. Eu acho que como cidadão, tenho os mesmos direitos à privacidade como qualquer um de vocês. Eu aprecio você vir e tomar o seu tempo para atender a minha linda noiva. Estou mais do que feliz em apresentá-la a você," eu digo olhando para ela tranqüilizador, "mas, eu não quero ninguém tentando invadir sua privacidade, ou assustá-la. Isso só irá conceder-lhe um processo em contraposição a um bom bate-papo. Meu PR (N.T. Public Relations) do escritório vai emitir um comunicado no final da tarde. No entanto, como você pode ver, eu trabalhei o dia todo, e assim o fez a Srta. Steele, nós só gostaríamos de ir, obter algo para comer, ir para casa e relaxar agora. Obrigado a todos por terem vindo."

"Sr. Grey! "Um repórter grita. "O que a Srta. Steele faz?"

"Ela está bem aqui. Por que você não pergunta a ela?" Eu respondo, reconfortando Anastasia com o meu aperto forte.

"Desculpe, senhora. Srta. Steele, Randy Harford do Tribune. O que você faz para a SIP?"

"Eu sou uma editora assistente aqui,” ela responde.

"Obrigado, minha senhora,” diz ele, sorrindo para ela em resposta ao seu sorriso tímido. Porra, ela tem outro admirador. Eu aceno com a cabeça e caminho para o SUV, mantendo Anastasia debaixo do braço. Ouvimos os flashes atrás de nós.

"Beije-a!" Alguém grita por trás.

"Que diabos!" Eu digo, e curvo Anastasia, e a beijo, rindo em seus lábios. Quando nós dois estamos sem fôlego, eu a levanto, e a instalo no SUV e a sigo atrás, enquanto Taylor fecha a porta atrás de nós.

"O que foi isso? Você nunca demonstrou afeto em público assim,” pergunta Anastasia confusa.

"Ao dar-lhes algo para imprimir, eu estava garantindo a sua segurança, e prevenindo de incomodá-la no futuro. Jogando-lhes um osso..." eu digo.

"Oh,” ela responde.

"Como foi seu dia?"

"Ocupado. Li um monte de manuscritos, e tive uma reunião com um editor, e agora eu estou indo para casa com você,” diz ela sorrindo.

"Isto você está,Srta. Steele. O que você teve para o almoço?" Pergunto impassível. Ela fica vermelha imediatamente. Merda! Ela não comeu. Ela não responde.

"Anastasia?" Eu a incito.

"O ‘scone’, e um pouco de chá."

"Ana! Você não pode simplesmente passar um dia inteiro com apenas um ‘scone’,” eu digo encarando-a enquanto meu olhar fica sombrio.

"Eu não estava com disposição para comer depois desta manhã, Christian,” ela responde com petulância.

"Anastasia, eu não entendo por que você me desafia em cada esquina! Eu quero que você coma. Você ainda não recuperou o peso que você perdeu! "

"Eu gosto de ser magra assim,” ela retruca.

"Faz-me sentir culpado ver que você não comeu, me faz sentir como se eu não pudesse cuidar de você. Que você não vai me deixar cuidar de você! " Eu digo.

"Oh, Christian, é apenas uma refeição! Você realmente tem que superar isso!"

Eu estreito meus olhos para ela. "Você sabe que eu posso colocá-la em meus joelhos,” eu digo sombriamente. Ela nervosamente olha para a parte de trás da cabeça de Taylor.

"Você não ousaria aqui!" Ela sussurra. Eu a alcanço e rapidamente desato, em um flash, seu cinto de segurança e puxo-a para cima do meu joelho e dou um forte tapa na bunda dela.

"Oww,” ela grita mais de surpresa do que de dor. Taylor cuidadosamente olha para frente, sem mesmo encontrar meu olhar no espelho retrovisor.

"Você estava dizendo, Anastasia?" Eu pergunto. Enquanto ela esfrega sua bunda com uma mão, eu puxo-a para o meu colo, e enrosco-a em meus braços. Beijando o topo da sua cabeça, eu sussurro: "Não me desafie. Mas eu suspeito que você não irá, após nos casarmos."

"Como você sabe disso? Eu sou o que sou, Christian. Você tem que me levar do jeito que eu sou."

"Eu estou levando você do jeito que você é. Mas você precisa me obedecer, porque eu tenho que protegê-la. Deus, me parece que eu estou tentando protegê-la de você mesma. Estou tentando cuidar do seu bem-estar, Ana! "

"Christian, o que faz você pensar que eu vou mudar do dia para a noite, uma vez que estivermos casados? Essa é quem eu sou,” diz ela buscando o meu olhar.

"Porque você vai prometer me obedecer. Está escrito nos votos de casamento,” eu digo com certeza.

"Mas, Christian, eu não quero dizer alguns votos que não se aplicam a nós. Eu pensei que iríamos escrever nossos próprios votos."

"O que há de errado com aqueles que já foram escritos? As pessoas têm estado dizendo há centenas de anos, e tem funcionado bem até agora." Eu respondo, colocando-a no assento, tentando avaliar a reação dela.

"Esse é o problema, Christian. É velho! Você e eu somos únicos. Eu quero que os nossos votos digam Christian e Ana. Nós não estamos vivendo na Idade Média; eu pesquisei isso hoje. Eles foram originalmente escritos em 1549, e foram baseados nos textos anteriores latinos. Quem sabe quando isso foi escrito!” ela diz.

"Ao que mais, nos votos originais, você se opõe, então? Deve haver algo que você não gosta neles."

"Eles não refletem o nosso amor e devoção um pelo outro,” diz ela fugindo ao que eu quero dizer.

"Vamos examiná-los, então, vamos?"

"Aqui? No carro?” ela pergunta. "Podemos esperar até chegarmos a casa, por favor?” Ela pergunta olhando para Taylor. Eu aceno com a cabeça, concordando, com relutância, mas não muito satisfeito. Foda-se! Ela não quer obedecer. Há um nó na minha garganta que não está se movendo em qualquer direção. Sinto-me esmagado. Eu olho para fora da janela até chegarmos ao Escala, emburrado. Como eu posso levá-la a aceitá-lo? Como? Como? Onde eu posso resolver o meu caso com ela? Sala de jogos ou quarto? ‘Kinky fuckery’ ou baunilha? Quando Taylor vira na frente dos elevadores e para completamente, eu saio do carro, e estendo minha mão para Anastasia, e digo: "Vem,” com um olhar sombrio. Sua respiração acelera, mas ela não diz nada, enquanto ela pega a minha mão. Taylor se afasta para estacionar o SUV em uma das  minhas vagas.

Eu pressiono o botão de chamada do elevador. Quando eu entro na cabine do elevador segurando a mão de Anastasia, outro morador do prédio caminha para entrar, e eu dou-lhe um olhar aguçado que o para no caminho, e as portas do elevador se fecham, deixando-o de fora. Eu soco o meu código para a cobertura. Neste pequeno espaço, a evidência de nossa atração é clara. É tangível, elétrica, forte, puxando-nos um para o outro, e crepitando com a energia. Minha mão chega até o rosto dela e  acaricio sua bochecha com minhas juntas. Ela fecha os olhos, e se inclina para o meu toque. Ela inspira o meu odor profundamente, os olhos fechados, enquanto eu só me conecto com sua cabeça, com nossas testas e narizes tocando. Eu sinto um estremecimento através de seu corpo. Ela fecha a minúscula lacuna entre nós, a mão dela no meu cabelo, me puxando para mais perto dela, erguendo-se na ponta dos pés e encostando seus lábios nos meus. Esta conexão simples é a minha tábua de salvação, a que eu me apego. Impotente,  eu me inclino, e retribuo. Lento no início, sentindo-a, sentindo sua proximidade, inalando seu perfume inebriante, e os contornos suaves de seu corpo se moldando ao meu... O desejo dispara através de mim, eu enrolo seu rabo de cavalo ao redor da minha mão, puxando-a e inclinando a cabeça para trás, para bloquear firmemente os meus lábios nos dela. Minha língua entra em sua boca, encontrando a dela e capturando-a e sugando-a. Ela geme em minha boca, fazendo minha ereção crescer mais dura. Minha mão vai para trás e eu, cegamente, tento localizar o botão da parada de emergência. Uma vez que eu o encontro,  eu o pressiono e o elevador para entre o sétimo e o oitavo andares.

Anastasia está completamente excitada e pronta para subir no meu pau e conseguir o que ela quer. Bom! Eu me viro e a empurro na parede do elevador, sem quebrar o contato e continuando meus ataques sobre seu corpo. Enquanto minha ereção está cavando nela, a minha língua e os lábios estão trabalhando em sua boca, seu queixo e pescoço. Uma das minhas mãos está segurando sua bunda e puxando os quadris para a minha ereção, enquanto a outra está sensualmente puxando e repuxando seus mamilos. Eu posso fazê-la gozar desse jeito, mas eu não vou.



"Sinta isso, baby, eu estou duro para você, quero você, e desejo você. Inferno, eu quero foder você até o próximo domingo!" Eu sussurro provocante em seu ouvido, enquanto eu a mordisco em seu lóbulo da orelha. Ela envolve uma de suas pernas em torno de mim, tentando me puxar para dentro dela.

"Você me quer, Ana?" Eu sussurro.

"Sim,” ela respira.

"Diga!"

"Eu quero você, Christian!"

"O que você quer que eu faça, Ana?"

"Foda-me!” Diz ela ofegante, enquanto ela inclina a cabeça para trás.

"Fodê-la?"

"Sim,” ela suspira. "Leve-me, foda-me, aqui, agora,” ela arqueja, tentando puxar minha cabeça ainda mais para baixo, querendo que eu a consuma.

"Porque, Srta. Steele, você é uma criatura devassa? Eu vou cuidar de você, baby, mas não aqui. No andar de cima. Na minha sala de jogos... "

"O quê? Por quê? Eu quero você agora! Eu preciso de você agora!"

"Eu sei baby, eu vou cuidar de você"
.
"Por favor, Christian,” diz ela esfregando os quadris em minha ereção. Eu mal consigo me controlar.

"Acredite em mim, baby, eu quero foder você, e eu vou foder você, mas tudo em seu tempo. Na sala de jogos. Eu quero mostrar-lhe como isso pode ser bom se você apenas..." obedecer. Eu digo...

"Esperar?” ela pergunta.

"Sim, esperar. Eu tenho algo em mente,” eu digo. Ela está toda vermelha, o cabelo desgrenhado, e sua blusa para fora. Eu a ponho direita, colocando a blusa para dentro, com o contato do corpo inteiro, eu aliso a saia, e corrijo seu rabo de cavalo, enquanto meu pau está deixando-a sentir sua presença e mostrando-lhe como ele está mais que ansioso para foder com ela, empurrando para dentro dela. Eu posso sentir seu coração batendo como as asas de um beija-flor, sua respiração irregular. Eu toco o contorno dos seus lábios com o dedo indicador, percebendo um arrepio passar por ela. Eu pressiono o meu código para a cobertura de novo, e o elevador começa a se mover. Taylor já está no saguão esperando, discretamente.

"Senhor, Welch acaba de chamar, e ele está esperando você chamá-lo de volta,” diz ele.

"É urgente?" Pergunto olhando para ele, incisivamente. Ele pega minha intenção.

"Nada que não possa esperar, senhor,” ele responde com um rosto impassível.

"Tudo bem, mais tarde, então,” eu respondo e puxo Anastasia junto comigo para a sala de jogos. Enquanto eu abro a porta para a sala de jogos, eu olho para Anastasia com o olhar aquecido. Eu faço-lhe uma pergunta, que eu sei que ela não pode recusar.

"Você quer jogar, Ana?"

"Sim,” ela diz com sua respiração ainda irregular.

"Você tem certeza?"

"Sim,” ela responde.

"Você está prestes a ser minha esposa, Anastasia, e nós somos primeiro amantes, antes de tudo. Você vai dizer ‘pare’ se for demais? Sem palavras seguras. Basta dizer ‘pare’, e eu vou parar... imediatamente,” eu digo inclinando a cabeça para um lado para medir a reação dela. Ela acena com a cabeça concordando.

"Isso é um sim?" Eu pergunto.

"Sim,” ela respira.

"Mas uma vez que passarmos por esta porta, são minhas regras, e você obedece. Você está no jogo?" Eu me inclino e sussurro em seu ouvido como a carícia de um amante.

Um arrepio passa através dela. "Sim,” ela sussurra de volta.

"Boa menina. Quando entrarmos na sala de jogos, por que você não tira suas roupas fora, mas deixa os sapatos e fica ao lado da cama?"

"Ok,” ela responde expectante.

Eu dou um suspiro interior de alívio. O primeiro passo está feito. O segundo está a caminho. Eu tenho que mostrar a ela o quão grande pode ser, se ela simplesmente me obedecer. Eu tenho que ter ordem, e eu tenho que ter regras. E com Anastasia elas estão fora. O fato de que alguém está lá fora para me pegar, e se eles querem me pegar eles podem pegá-la, assusta o inferno fora de mim. Eu não posso viver em um mundo sem ela. Eu tenho que protegê-la, e essa é a única maneira que eu sei como. A única maneira de mantê-la segura, a única maneira de impedi-la de se preocupar com o que poderia acontecer. Não é esse que deveria ser o meu trabalho como seu marido? E se ela não concordar? Um súbito ataque de pânico corre através de mim, e eu paro no meu caminho na sala de jogos, virando as costas para Anastasia, dissimulando o medo passando por mim.  Dez... Nove... Oito... Sete... Seis... Cinco... Quatro... Três... Dois... Um... Inspire, expire. Inspire, expire. Okay.

Eu me encaminho para a cômoda dos brinquedos. Eu pego o que eu preciso, e passeio de volta para Anastasia, como um predador, a qual está agora gloriosamente nua, exceto suas meias, cinta-liga e saltos altos. Porra! Que mulher eu tenho! O meu olhar escurece com intenção licenciosa. Ligo a música, colocando-o em ‘repetir’. Os Kings of Leon chegam ressoando através das paredes da sala de jogos.

Kings of Leon - Closer

"Você é muito bonita, eu quero foder essa gloriosa vagina por dias,” eu sussurro e ela fecha os olhos, sussurrando "Christian!" Eu amo o meu nome em seus lábios.

Eu tiro minha camisa, e desabotoo o botão de cima da calça. Eu recolho as roupas de Anastasia do chão ordenadamente, e coloco-as em uma pilha sobre uma cadeira. Eu passeio de volta para Anastasia, que está me olhando a cada passo, com os olhos dilatando.

"Vendo algo que você gosta, Srta. Steele?" Pergunto me aproximando. Quando eu chego à frente dela, eu posso sentir o calor irradiando de seu corpo. Eu me inclino e suavemente planto um beijo na sua testa.

"Sim, tudo,” diz ela em uma voz sussurrada.

"Fique na minha frente, de costas para a minha frente," eu ordeno, e ela obedece imediatamente, expectante. Eu desfaço seu rabo de cavalo e tranço os cabelos, amarrando a ponta.

"Vire-se,” eu sussurro, e ela faz. Quando ela vê as bolas de prata que eu estou segurando na minha mão, seus olhos ficam maiores, e expectantes. "Abra bem,” e ela ansiosamente abre a boca. Eu coloco as bolas de prata em sua boca, e sussurro, "feche, baby." Ela obedece.



"Boa menina. Agora vire de costas de novo." Eu ordeno e ela se vira. Minha parte da frente tocando sua parte de trás.


Bad Things – Jace Everett

"Envolva seus braços em torno de meu pescoço," Eu comando, e ela faz. Eu mergulho minha cabeça para seu pescoço plantando beijos suaves. Ela se acomoda, inclinando a cabeça para o lado.

"Curve suas costas," eu sussurro, e quando ela o faz, os seios são empurrados para as minhas mãos à espera. Eu os pego em taça, suavemente, primeiro, amassando os mamilos gentilmente, meus dedos circulando-os, puxando, e rolando. Ela geme um truncado gemido de prazer. Eu sorrio. Minhas mãos viajam até a barriga e umbigo. Ela está respirando com dificuldade, enquanto meu pau está pressionando nela por trás. Eu abaixo minhas mãos para a parte interna de suas coxas e minha mão direita cobre seu sexo, e ela está encharcada para mim. Eu esfrego seu cerne sensível com a palma da mão e os dedos exploram as dobras de seu sexo. Ela geme meu nome.



"Eu sei baby, eu sei. Eu vou cuidar de você,” eu sussurro. "Vire de frente para mim," eu ordeno. Ela obedece imediatamente.

"Abra,” eu digo, estendendo a mão para a boca. Ela abre e eu tiro as bolas lubrificadas fora dela.

"Agora, se incline para baixo, e segure seus tornozelos," Eu ordeno, e ela obedece imediatamente. Eu insiro as bolas em seu sexo, uma por uma. "Levante-se,” eu ordeno, e ajudo-a a ficar em linha reta.

"Você confia em mim Ana?" Eu pergunto-lhe. Ela pisca mas responde imediatamente.

"Sim".

"Eu vou amarrá-la agora na cama, vendar seus olhos, e trabalhar em você com isso,” eu digo mostrando o chicote de couro marrom trançado. Então, quando você estiver na beira do orgasmo, vou fodê-la... Forte,” eu digo com meu olhar escurecendo.

Sua respiração acelera, então ela faz um 'o' com seus lábios para exalar sua respiração. "Sim, por favor,” diz ela com expectativa.

Eu amarro sua mão com algemas de couro pretas, e prendo-as na cama. Então eu passo para seus pés e algemo-os, e prendo-os em extremidades opostas da cama.

"Agora, você já viu o suficiente,” eu digo e tampo seus olhos com uma venda. Eu me inclino e deposito um prolongado beijo em seus lábios, deixando-a sem fôlego e querendo mais.

"Eu amo o seu corpo, Anastasia,” eu sussurro. "Você vai ser minha esposa em breve, e eu vou adorá-la com meu corpo,” ela acelera a respiração. Eu arrasto o chicote no seu pescoço, fazendo-a incliná-lo para trás, e gemer. "Silêncio agora." Eu o arrasto para seus lábios, fazendo-a abrir a boca. "Chupe,” eu sussurro. Ela obedece imediatamente, fazendo-me fechar os olhos. Por que ela não pode fazer isso o tempo todo. "Chega,” eu digo com uma voz rouca, e retiro-o do cativeiro de sua boca. Eu o arrasto sobre seus seios, provocando-a.




"Eu vou protegê-la com tudo o que tenho."

"Sim,” ela respira.

Eu arrasto o chicote até seu sexo, provocando seu ‘nódulo’, esfregando-o em seus sucos. Ela levanta os quadris para cima. Eu levanto o chicote e bato em seu mamilo em rápida sucessão. Ela geme erguendo o corpo para fora da cama. Eu sei que seu movimento faz com que as bolas de prata se movam dentro e a deixem pronta para o orgasmo. Eu circulo seu umbigo com o chicote, devagar e sem pressa. Ela estremece, querendo mais. De repente, eu levanto o chicote e bato direto em seu sexo, fazendo-a gritar. Ela puxa contra as algemas, levantando os quadris.

"Absorva-o, baby. Sinta-o,” murmuro. Eu bato mais três vezes em seu sexo, seus quadris levantados, e seus gemidos me dizendo que ela está perto do orgasmo, enquanto as bolas estão se movendo dentro e estimulando-a. Eu bato o chicote em seu umbigo e seu seio de novo, e de novo, e ela geme.

"Christian, por favor! Eu estou pronta,” ela pede.

"Não, baby. Ainda não. Espere por isso. Espere até que eu diga que você está pronta."

Eu bato novamente em seus mamilos fazendo-os pedir atenção, e de cada vez, seus quadris movem-se sacudindo as bolas.

"Oh, Deus! Por favor, Christian!” Ela pede. Eu bato com o chicote em seu sexo mais duas vezes, e mais um golpe poderia causar seu orgasmo.

"Eu vou desamarrar você agora,” eu digo, e desato as algemas de couro rapidamente. Eu puxo a bunda de Anastasia para a beira da cama, e em um movimento rápido, eu puxo as bolas de prata para fora dela, e ela quase convulsiona com prazer.

"Eu tinha sonhado com aqueles saltos em volta do meu pescoço,” eu sussurro, e levantando suas pernas para cima do meu ombro, eu mergulho meu pau dentro dela, e afundo nela ‘até o cabo’. Eu me seguro lá, aproveitando a sensação, e segurando seus quadris com as minhas mãos, eu começo a me mover, primeiro devagar e sem pressa, em seguida, ganhando velocidade e golpeando nela repetidamente.

"Porra!” Grita Anastasia. Ela combina com o meu ritmo, impulso por impulso, e quando ela está quase no seu auge, eu saio de dentro dela e a viro levantando seu traseiro no ar.

"Coloque seu rosto para o lado, baby,” eu digo, e mergulho nela de volta, ainda mais profundo.

"Devagar, Christian, por favor, deixe eu me acostumar com isso,” diz ela, e eu diminuo. Após três golpes lentos, ela diz: "Eu estou bem, foda-me com tudo o que você tem!” Diz ela, e eu começo a perfurar, golpeando-a com força. Eu sinto as contrações dos músculos dentro de seu sexo, e logo seu sexo está tentando me ordenhar tudo o que tenho, e eu dou o que ela quer, e deixo que seu sexo me ordenhe até a última gota. Puxo para fora de novo, e empurro nela uma última vez, antes de eu cair sobre ela e nós ambos rolarmos como uma esfera, sem quebrar a conexão.

"Isso foi...” diz ela. "Faltam-me palavras, Christian... Foi simplesmente incrível." Eu sorrio satisfeito.

"Viu como é bom quando você segue as instruções?" Eu pergunto.

Ela vira a cabeça levemente para mim quebrando nossa doce conexão, fazendo-me sentir desolado. Ela tem um olhar incrédulo no rosto.

"Christian, você não pode me foder em obediência. Você sabe que isto é diferente. Eu só não posso dizer essa palavra. Eu quero escrever meus próprios votos,” diz ela em voz baixa, mas com fervor.

"Por que você não quer dizer isso?" Eu me sinto como se ela estivesse me tomando uma coisa que me faz me sentir seguro. Controle.

"Porque eu estaria perjurando a mim mesma. Eu quero que nós concordemos juntos. Não é só você tomando decisões, e eu seguindo-as."

"Essa é a única maneira que eu sei. Eu preciso protegê-la, Ana! Você está tomando todas as minhas ferramentas, e deixando-me impotente. "

"Por favor, Christian. Eu não estou tentando tirar as suas..." ela faz uma pausa, procurando a palavra certa, “suas ferramentas, mas preservando quem eu sou, a garota por quem você se apaixonou. Aquela que é incapaz de obedecer. Você não pode me aceitar como eu sou? "

"Eu já faço. Mas, eu gostaria que você me entendesse também. Você não me ouviu, e olha o que aconteceu esta manhã. Isto eliminaria toda a preocupação e todo o perigo, se você apenas obedecesse."

"E se eu não puder?"

"Anastasia, você pode mesmo compreender o quanto eu te amo, e a que distância eu iria, que leis eu iria quebrar, com quem eu iria lutar até a morte para protegê-la? Pode me dar apenas uma coisa para trabalhar?"

"Eu faria o mesmo por você, Christian. Porque é isso que eu sinto por você. Mas, não me peça para obedecer, e me transformar em uma mentirosa. Você sabe como eu sou ruim em obedecer. Você quer uma esposa, não é? Não uma sub?"

"Anastasia, as mulheres têm dito aqueles votos por centenas de anos; todas elas se  tornaram subs?"

"Não,” ela responde com petulância.

"Por que você não pode dizê-los?"

"Eu não posso dizer isso porque eu amo você. Eu não posso dizer isso, porque pode chegar um tempo em que eu queira protegê-lo, e você pode me pedir o contrário. Eu não posso dizer isso, porque bem, esta é a garota por quem você se apaixonou. Então você não pode apenas lidar com isso?"


"Porra!" Eu digo, enquanto eu me levanto exasperado, passo as duas mãos no meu cabelo, e deixo a sala de jogos de mau humor e completamente nu.


19 comments:

Aline said...

Adoro...... Eminé, não tive a oportunidade de dizer antes, mas como admiro seu trabalho em tudo, em especial de pesquisa, sobre charlie tango, sobre bdsm, em fim tudo. Você é uma grande escritora!!!Parabéns.....Eu gosto da atitude da Ana, essa coisa de obedecer ao marido é muito complicado e arcaico mesmo. Em um casamento deve ser tudo consensual..Mesmo o Grey sendo tudo de bom.....Parabéns Neusa pelo seu trabalho e obrigada!!'

Aline said...

Ah esqueci de dizer, adorei as conversas sobre a Elena com os pais dele. E eu tenho a opinião do pai dele sobre o contrato pré-nupcial.....

Natii said...

Nossaaa esse capitulo é de tirar o folego amooo muito tudo isso , meminas como sempre ótimo trabalho!
Mais que anciosa pelo proximo!

Bjos Nati

Leda Carneiro said...

Oobaa... mais um capitulo. Nada como ler a tradução da Neusa. O controle que este homem exerce sobre o sexo é extraordinário, que homem...Nem assim a Ana cedeu obedecer depois do casamento, está certíssima, pois ele a conheceu assim.

Anonymous said...

P.E.R.F.E.I.T.O

Neusa Reis said...

Oi meninas espero que o contrato pré nupcial e os votos de obediência tenham feito vocês admirar este casal tanto quanto eu. O Christian por achar que perdendo a Ana, ela podia levar até tudo, porque dinheiro ele sabia 'fazer'. E a Ana porque ele a conheceu e a quis como ela é, então não pode querer mudá-la. Agora, ele sair nu pela casa... Que pena eu não ser pelo menos a Sra. Jones. Rsrsrs... E as conversas com os pais foram memoráveis. Vamos para outro cap. e eu comecei a dar uma olhada séria na Pella Series. Acho que também é espetacular. Bjs

Tati said...

Nossa!!!!obrigada Neusa,Obrigada Emine!!! Adorei!!!

Anonymous said...

Ola Neusa tudo de bom este capitulo, voce é muito talentosa...
Ahhh e Christian tudo de bom sempre nos superando...na expectativa do próximo capitulo...
Bom Final de Semana...
Bjuss
Kátia

Pao said...

Gracias gracias excelente capítulo, me gustó todo muy lindas las fotos. Impagable la conversación con sus padres y ese acuerdo pre- nupcial.Me fascina que Ana siempre tiene algo que decir o casi la última palabra. Impagable el haber visto a Christian saliendo desnudo por el departamento. En fin excelente trabajo me sorprende lo fiel que es al libro de Ana pero al mismo tiempo con unos pensamiento tan característicos de Christian. Gracias Emine por eso tu dedicación se agradece. Gracias Neusa es muy grato leer algo tan bien estructurado y traducido con todas sus explicaciones. Bueno espero pronto es próximo capitulo.

Joice Chiareli said...

Simplesmente perfeito estou apaixonada pela dedicação de vcs ótimo trabalho eu tiro o chapéu para vcs abraços

Fernanda Garrido said...

Amei o segundo capitulo,assim como todos os outros.Parabéns à Neusa pela tradução impecável e a Eminete por escrever maravilhosamente bem.beijos

Anonymous said...

amei tudo.Vcs estão de parabéns!

Anonymous said...

Adorei.... Entendo que o Carrik quer cuidar do seu filho em relaçao ao acordo pre-nupcial mas ao mesmo tempo tanto o Cristian como nòs sabemos que se eles se separacem o dinheiro seria o de menos MAS É LOGICO QUE NUNCA IRA ACONTECER... Pq eles se amam... Nesses dois primeiro capitulos do livro III ja pude perceber que alem de incriveis vai nos deixar por dentro de tudo que acontece com este lindo casal... Adorei o Cristian buscando a Ana na SIP e o jeito que ele falou com a imprensa e no final do capitulo ele saindo irritado e nu pelo scala NOSSA MAEE rs.... Emine vc é incrivel e Neusa muito obrigada querida... Ja estou contando os segundos para os proximos capitolos bjao meninas ;) Carol Dutra

anne caroline godoi said...

Esse capitulo colocou alguns pontos nos is. Sobre esse acordo pre núpcial,no livro ficou meio no ar na hora do café da manha,mas a Eminé fechou o que estava faltando.
Ficou ótimo ,como sempre....

Anonymous said...

Neusaa cade o capitulo III estouu enlouquecendo com estaa esperaa....

Aline Caroline said...

Estou simplesmente amando, Eminé, realmente completou as lacunas. Realmente interessante, consegui rir com C. Grey pegando Ana desprevenida e dando-lhe um tapa no carro. A conversa sobre Elena e o tal contrato nupciais, está perfeito!!

Ana Paula Silva said...

Lindo!!! Isso é que é amor!

Daniela Martins said...

Já vejo que este assunto dos votos de obediência ainda irá render!
Christian tem que entender que Anastasia o ama do jeito que ele é, com todo o pacote de 50 tons que vem com ele. Então, ele tem que aceita-la como ela é. Não foi por ela ser desafiante que o fez apaixonar por ela e ele se sentir vivo?!
Tenho certeza que você colocará o desenrolar disto de forma brilhante! De um jeito que só você consegue expressar a maneira "A la Christian Grey).
Parabéns!
O livro III tambm está perfeito!
Neusinha, linda tradução!
Bjkas
Dani
��

Priscila Pessotto said...

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